terça-feira, 29 de setembro de 2015

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 30 de Setembro de 2015

Quarta-feira da 26ª semana do Tempo Comum

S. Jerónimo, presbítero, cardeal, Doutor da Igreja, séc. IV

Comentário do dia
Santo Atanásio : Seguir a Cristo pelo caminho certo

Neemias 2,1-8.

No mês de Nisã do ano vinte do reinado de Artaxerxes, em que eu era o copeiro-mor, tomei o vinho e servi-o ao rei. Como eu nunca me apresentara triste na sua presença,
o rei perguntou-me: «Porque tens o rosto abatido? Não estás doente; mas certamente tens o coração angustiado». Eu assustei-me,
mas respondi ao rei: «Viva o rei para sempre! Como não havia de andar tão triste, se a cidade onde estão os túmulos dos meus pais está em ruínas e as suas portas devoradas pelo fogo?».
O rei disse-me: «Então que desejas fazer?». Eu invoquei o Deus dos Céus
e respondi ao rei: «Se te agrada, ó rei, e estás contente com o teu servo, manda-me ir a Judá para reconstruir a cidade onde estão os túmulos dos meus pais».
O rei, que tinha a rainha a seu lado, perguntou-me: «Quanto tempo durará a tua viagem? Quando voltarás?». Marquei uma data. O rei concordou e deixou-me partir.
Eu disse ainda ao rei: «Se parecer bem ao rei, dêem-me cartas para o governador da província ocidental do Eufrates, a fim de me deixarem passar, até eu chegar a Judá,
e também uma carta para Asaf, intendente do parque florestal, a fim de me dar madeira para reconstruir as portas da cidadela do templo, as muralhas da cidade e a casa onde vou morar». O rei concedeu-mo, porque a mão bondosa do meu Deus estava comigo.


Salmos 137(136),1-2.3.4-5.6.

Sobre os rios de Babilónia nos sentámos a chorar,
com saudades de Sião.
Nos salgueiros das suas margens,
dependurámos nossas harpas.

Aqueles que nos levaram cativos
queriam ouvir os nossos cânticos
e os nossos opressores uma canção de alegria:
«Cantai-nos um cântico de Sião».

Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor
em terra estrangeira?
Se eu me esquecer de ti, Jerusalém,
esquecida fique a minha mão direita.

Apegue-se-me a língua ao paladar,
se não me lembrar de ti,
se não fizer de Jerusalém
a maior das minhas alegrias.




Lucas 9,57-62.

Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos iam a caminho de Jerusalém, quando alguém Lhe disse: «Seguir-Te-ei para onde quer que fores».
Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm as suas tocas, e as aves do céu os seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça».
Depois disse a outro: «Segue-Me». Ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai».
Disse-lhe Jesus: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos; tu, vai anunciar o reino de Deus».
Disse-Lhe ainda outro: «Seguir-Te-ei, Senhor; mas deixa-me ir primeiro despedir-me da minha família».
Jesus respondeu-lhe: «Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria, doutor da Igreja
Vida de Santo Antão, 19-20

Seguir a Cristo pelo caminho certo

Um dia, os monges vieram ter com Antão e pediram-lhe que lhes dirigisse a palavra. Ele respondeu-lhes: «Eis que começámos a avançar pela estrada da virtude; continuemos agora em frente, a fim de atingirmos a meta (Fil 3,14). Que ninguém olhe para trás como a mulher de Lot (Gn 19,26), porque o Senhor disse: "Quem mete a mão ao arado e olha para trás não é apto para o Reino dos Céus." Olhar para trás mais não é do que alterar o próprio objectivo e retomar o gosto pelas coisas deste mundo. Nada receeis quando ouvirdes falar da virtude, nem vos espanteis com esta palavra. Porque a virtude não está longe de nós, nem nasce fora de nós; é coisa que nos diz respeito, e é simples, desde que o queiramos.


Os pagãos deixam o seu país e atravessam os mares para irem estudar letras. Nós não temos necessidade de abandonar o nosso país para ir para o Reino dos Céus, nem de atravessar o mar para adquirir a virtude. Porque o Senhor disse: "O Reino de Deus está dentro de vós" (Lc 17,21). A virtude apenas precisa, pois, do nosso querer, dado que está em nós e nasce de nós. Se a alma conserva a parte inteligente que é conforme à sua natureza, a virtude pode nascer. A alma encontra-se no seu estado natural quando permanece tal como foi feita; e foi feita muito bela e muito recta. Era por isso que Josué, filho de Nun, dizia: "Inclinai os vossos corações para o Senhor, Deus de Israel" (Jos 24,23). E João Baptista: "Endireitai as suas veredas" (Mt 3,3). Para a alma, ser recta consiste em manter a sua inteligência tal como foi criada. Quando, pelo contrário, se desvia do seu estado natural, nessa altura fala-se do vício da alma. Não se trata, pois, de uma coisa difícil. […] Se tivéssemos de procurá-la fora de nós, seria realmente difícil; mas, visto que está em nós, evitemos os pensamentos impuros e guardemos a alma para o Senhor, como se tivéssemos recebido um depósito, a fim de que Ele reconheça a sua obra, encontrando a nossa alma tal como a fez.»







segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 29 de Setembro de 2015

S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael, Arcanjos – Festa

S. Miguel, arcanjo, S. Gabriel, arcanjo, S. Rafael, arcanjo

Comentário do dia
São Basílio : A santidade dos anjos

Dan. 7,9-10.13-14.

Eu estava a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. Tinha vestes brancas como a neve e os cabelos eram como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo.
Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos.
Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um Filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença.
Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram. O seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino jamais será destruído.


Salmos 138(137),1-2a.2bc-3.4-5.

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,
porque ouvistes as palavras da minha boca.
Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar
e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,
porque exaltastes acima de tudo o vosso nome
e a vossa promessa.
Quando Vos invoquei, me respondestes,

aumentastes a fortaleza da minha alma.
Todos os reis da terra Vos hão-de louvar, Senhor, quando ouvirem as palavras da vossa boca.
Celebrarão os caminhos do Senhor,
porque é grande a glória do Senhor.




João 1,47-51.

Naquele tempo, Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse: «Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento».
Perguntou-lhe Natanael: «De onde me conheces?». Jesus respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira».
Disse-lhe Natanael: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel!».
Jesus respondeu: «Porque te disse: 'Eu vi-te debaixo da figueira', acreditas. Verás coisas maiores do que estas».
E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Basílio (c. 330-379), monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja
Tratado do Espírito Santo, cap. 16

A santidade dos anjos

«Os Céus foram consolidados pela palavra do Senhor e todo o seu exército pelo sopro da sua boca» (Sl 32,6). [...] É difícil deixarmos de pensar na Trindade: o Senhor que ordena, a Palavra que cria, o Sopro que consolida. O que quer dizer «consolidar», senão perfazer em santidade, designando seguramente esta palavra o facto de estar solidamente fixado no bem? Mas, sem o Espírito Santo, não há santidade: as potestades do céu não são santas pela sua própria natureza, senão não se distinguiriam do Espírito Santo; cada uma delas detém do Espírito a medida da sua santidade.


A substância dos anjos é talvez um sopro aéreo ou um fogo imaterial. Diz o salmo: «Tens os ventos por mensageiros, por servidor uma chama de fogo» (Sl 103,4). É por isso que podem estar num sítio e de seguida tornar-se visíveis sob um aspecto corporal para aqueles que são dignos disso. Mas a santidade [...] é-lhes comunicada pelo Espírito. E os anjos mantêm-se na sua dignidade perseverando no bem, mantendo a sua escolha; eles escolhem nunca se afastar do verdadeiro bem. [...]


Como diriam os anjos: «Glória a Deus no mais alto dos céus» (Lc 2,14) senão pelo Espírito? Na verdade, «ninguém pode dizer: "Jesus é o Senhor", senão no Espírito Santo, e ninguém, se falar no Espírito de Deus, diz: "maldito seja Jesus"» (1Cor 12,3). É precisamente o que terão dito os espíritos maus, adversários de Deus, [...] no seu livre arbítrio. [...] Poderiam as potestades invisíveis (Col 1,16) ter uma vida feliz se não vissem incessantemente a face do Pai que está nos céus? (Mt 18,10) Ora, não se pode ter essa visão sem o Espírito. [...] Diriam os serafins: «Santo, Santo, Santo» (Is 6,3) se o Espírito lhes não tivesse ensinado esse louvor? Se todos os seus anjos e todas as potestades celestes louvam a Deus (Sl 148,2), se milhares de milhares de anjos e inumeráveis miríades de ministros se conservam perto dele, é pela força do Espírito Santo que rege toda esta harmonia celeste e indizível, ao serviço de Deus e em acordo mútuo.







domingo, 27 de setembro de 2015

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 28 de Setembro de 2015

Segunda-feira da 26ª semana do Tempo Comum

S. Venceslau, rei da Boémia, mártir, +935, S. Lourenço Ruiz e companheiros, mártires, ++1633-37

Comentário do dia
São Clemente de Alexandria : «Quem acolher este menino em meu nome, é a mim que acolhe»

Zacarias 8,1-8.

A palavra do Senhor do Universo foi-me dirigida nestes termos:
«Assim fala o Senhor do Universo: Sinto por Sião um amor ardente, tenho por ela um grande ciúme.
Assim fala o Senhor: Eu voltarei para Sião, habitarei em Jerusalém. Jerusalém será chamada 'Cidade fiel' e o monte do Senhor do Universo 'Monte Santo'.
Assim fala o Senhor do Universo: Velhos e velhas voltarão a sentar-se nas praças de Jerusalém, cada um apoiado no seu bastão por causa da muita idade.
As praças da cidade encher-se-ão de meninos e meninas, que brincarão nas suas praças.
Assim fala o Senhor do Universo: Se isto parece impossível, naqueles dias, aos olhos do resto deste povo, porventura será também impossível a meus olhos? – oráculo do Senhor do Universo.
Assim fala o Senhor do Universo: Eu libertarei o meu povo, das terras do Oriente e das terras do Ocidente.
Hei-de trazê-los de novo para habitarem em Jerusalém. Eles serão o meu povo e Eu serei o seu Deus na fidelidade e na justiça».


Salmos 102(101),16-18.19-21.29.22-23.

Os povos temerão, Senhor, o vosso nome, todos os reis da terra a vossa glória.
Quando o Senhor reconstruir Sião e manifestar a sua glória,
atenderá a súplica do infeliz e não desprezará a sua oração.

Escreva-se tudo isto para as gerações vindouras e o povo que se há-de formar louvará o Senhor.
Debruçou-Se do alto da sua morada, lá do Céu o Senhor olhou para a terra,
para ouvir os gemidos dos cativos, para libertar os condenados à morte.

Os filhos dos vossos servos hão-de permanecer e a sua descendência se perpetuará na vossa presença,
para ser proclamado em Sião o nome do Senhor e em Jerusalém o seu louvor,
quando se reunirem todos os reinos para servirem o Senhor.




Lucas 9,46-50.

Naquele tempo, houve uma discussão entre os discípulos sobre qual deles seria o maior.
Mas Jesus, que lhes conhecia os sentimentos íntimos, tomou uma criança, colocou-a junto de Si
e disse-lhes: «Quem acolher em meu nome uma criança como esta acolhe-Me a Mim; e quem Me acolher acolhe Aquele que Me enviou. Na verdade, quem for o mais pequeno entre vós esse é que será o maior».
João tomou a palavra e disse: «Mestre, vimos um homem expulsar os demónios em teu nome e quisemos impedi-lo, porque ele não anda connosco».
Mas Jesus respondeu-lhe: «Não lho proibais, pois quem não é contra vós é por vós».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Clemente de Alexandria (150-c. 215), teólogo
O Pedagogo, I, 21-24

«Quem acolher este menino em meu nome, é a mim que acolhe»

«Os seus filhinhos serão levados aos ombros e consolados ao colo», dizem as Escrituras. «Como à criança a quem a mãe dá consolo, também Eu vos consolarei» (Is 66,12-13). A mãe chega os filhos a si, e nós procuramos a nossa mãe, a Igreja. Todo o ser de pouca idade e frágil é, nessa fragilidade desprotegida, um ser gracioso, doce, encantador; e Deus não recusa o seu auxílio a seres tão jovens. Todos os pais têm uma ternura peculiar pelos seus filhos pequenos. […] De igual modo, o Pai de toda a criação acolhe aqueles que se refugiam junto de Si, regenera-os pelo Espírito e adopta-os como filhos; conhece a sua doçura e só a eles ama, auxilia, defende; por isso lhes chama filhos (cf Jo 13,33).


O Santo Espírito, falando pela boca de Isaías, aplica ao próprio Senhor o termo «filho»: «Eis que nos nasceu um menino, foi-nos dado um filho» (Is 9,5). Quem é então esta criança, este recém-nascido, à imagem de quem também nós somos crianças? Pela boca do mesmo Profeta, o Espírito descreve-nos a sua grandeza: «Conselheiro admirável, Deus poderoso, Pai eterno, Príncipe da paz» (v. 6).


Ó Deus tão grande! Ó menino perfeito! O Filho está no Pai e o Pai está no Filho. Poderia não ser perfeita a educação que nos dá este menino? Ele reúne-nos para nos guiar, a nós que somos seus filhos. O menino estendeu-nos as mãos, e nelas pomos toda a nossa fé. Também João Baptista dá testemunho desta criança: «Eis o cordeiro de Deus», diz-nos (Jo 1,29). Como as Escrituras designam as crianças por cordeiros, chamou «cordeiro de Deus» ao Verbo de Deus que por nós Se fez homem e que em tudo quis ser igual a nós, Ele, que é o Filho de Deus Pai.