quarta-feira, 1 de junho de 2016

Profecia do Dia


Quinta-feira, dia 02 de Junho de 2016

Quinta-feira da 9ª semana do Tempo Comum

Santos Marcelino e Pedro, mártires, +304

Comentário do dia
Santo Agostinho : Amar a Deus, ao próximo e a si mesmo

2 Tim. 2,8-15.

Caríssimo: Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos, segundo o meu Evangelho,
pelo qual eu sofro, até ao ponto de estar preso a estas cadeias como um malfeitor. Mas a palavra de Deus não está encadeada.
Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos, para que obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com a glória eterna.
É digna de fé esta palavra: Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos;
se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; se O negarmos, também Ele nos negará;
se Lhe formos infiéis, Ele permanece fiel, porque não pode negar-Se a Si mesmo.
Recomenda estas coisas, declarando, na presença de Deus, que é preciso evitar contendas de palavras, que não servem para nada, senão para a perdição dos que as ouvem.
Procura com todo o empenho apresentar-te diante de Deus como homem de vida comprovada, como operário que nada tem de que se envergonhar e dispenseiro fiel da palavra da verdade.


Salmos 25(24),4bc-5ab.8-9.10.14.

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.
Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
porque Vós sois Deus, meu Salvador.

O Senhor é bom e reto,
ensina o caminho aos pecadores.
Orienta os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.

Os caminhos do Senhor são misericórdia e fidelidade
para os que guardam a sua aliança e os seus preceitos.
O Senhor trata com familiaridade os que O temem
e dá-lhes a conhecer a sua aliança.




Marcos 12,28-34.

Aproximou-se dele um escriba que os tinha ouvido discutir e, vendo que Jesus lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?»
Jesus respondeu: «O primeiro é este: 'Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças'.
O segundo é este: 'Amarás o teu próximo como a ti mesmo'. Não há nenhum mandamento maior que estes».
Disse-Lhe o escriba: «Muito bem, Mestre! Tens razão quando dizes: Deus é único e não há outro além d'Ele.
Amá-l'O com todo o coração, com toda a inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios».
Ao ver que o escriba dera uma resposta inteligente, Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». E ninguém mais se atrevia a interrogá-l'O.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
«De Trinitate», 8, 12; PL 42, 958

Amar a Deus, ao próximo e a si mesmo

Quem não ama o seu irmão não está no amor, e quem não está no amor não está em Deus, porque «Deus é amor» (1Jo 4,8).

Por outro lado, quem não está em Deus não está na luz, porque «Deus é luz e nele não há trevas» (1Jo 1,5). Assim, pois, não será de espantar que quem não está na luz não veja a luz, ou seja, que não veja a Deus, uma vez que se encontra nas trevas. Esse vê o seu irmão com um olhar humano, que não lhe permite ver a Deus. Mas, se amasse com um amor espiritual esse irmão que vê com um olhar humano, veria a Deus, que é o próprio amor, com essa visão interior que permite vê-Lo. [...]

E a quem perguntar que caridade devemos ao nosso irmão e que caridade devemos a Deus, responderei: incomparavelmente mais caridade a Deus que a nós, tanta aos nossos irmãos como a nós; ora, nós amamo-nos tanto mais a nós próprios quanto mais amamos a Deus. Deste modo, é com uma só e mesma caridade que amamos a Deus e ao próximo, mas amamos a Deus por Si mesmo e ao próximo por Deus.







terça-feira, 31 de maio de 2016

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 01 de Junho de 2016

Quarta-feira da 9ª semana do Tempo Comum

S. Justino, mártir, +167

Comentário do dia
Catecismo da Igreja Católica: «Ele não é Deus dos mortos mas dos vivos»

2 Tim. 1,1-3.6-12.

Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus, para anunciar a promessa da vida que está em Cristo Jesus,
a Timóteo, meu filho caríssimo: a graça, a misericórdia e a paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, Nosso Senhor.
Dou graças a Deus, a quem sirvo com pura consciência, a exemplo dos meus antepassados, quando, noite e dia, sem cessar, me recordo de ti nas minhas orações.
Por isso te exorto a que reanimes o dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos.
Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de caridade e moderação.
Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor, nem te envergonhes de mim, seu prisioneiro; mas sofre comigo pelo Evangelho, confiando no poder de Deus.
Ele salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça. Esta graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade,
manifestou-se agora pelo aparecimento de Cristo Jesus, nosso Salvador, que destruiu a morte e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho,
do qual eu fui constituído pregador, apóstolo e mestre.
É por esse motivo que eu suporto os sofrimentos, mas não me envergonho; porque sei em quem pus a minha confiança e estou certo de que Deus tem poder para guardar a missão que me foi confiada até ao último dia.


Salmos 123(122),1-2a.2bcd.

Levanto os meus olhos para Vós,
para Vós que habitais no Céu,
como os olhos do servo

se fixam nas mãos do seu senhor.
Como os olhos da serva
se fixam nas mãos da sua senhora,

assim os nossos olhos
se voltam para o Senhor nosso Deus,
até que tenha piedade de nós.




Marcos 12,18-27.

Naquele tempo, foram ter com Jesus alguns saduceus – que afirmam não haver ressurreição – e perguntaram-lhe:
«Mestre, Moisés deixou-nos escrito: 'Se morrer a alguém um irmão, que deixe esposa sem filhos, esse homem deve casar-se com a viúva, para dar descendência a seu irmão'.
Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem deixar descendência.
O segundo casou com a viúva e também morreu sem deixar descendência. O mesmo sucedeu ao terceiro.
E nenhum dos sete deixou descendência. Por fim morreu também a mulher.
Na ressurreição, quando voltarem à vida, de qual deles será ela esposa? Porque todos os sete se casaram com ela».
Disse-lhes Jesus: «Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?
Na verdade, quando ressuscitarem dos mortos, nem eles se casam, nem elas são dadas em casamento; mas serão como os Anjos nos Céus.
Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes no Livro de Moisés, no episódio da sarça ardente, como Deus disse: 'Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob'?
Ele não é Deus de mortos, mas de vivos. Vós andais muito enganados».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Catecismo da Igreja Católica
§§ 988-994

«Ele não é Deus dos mortos mas dos vivos»

«CREIO NA RESSURREIÇÃO DA CARNE»

O Credo cristão — profissão da nossa fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo, e na sua ação criadora, salvadora e santificadora — culmina na proclamação da ressurreição dos mortos no fim dos tempos, e na vida eterna. Nós cremos e esperamos firmemente que, tal como Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos e vive para sempre, assim também os justos, depois da morte, viverão para sempre com Cristo ressuscitado, e que Ele os ressuscitará no último dia. Tal como a dele, também a nossa ressurreição será obra da Santíssima Trindade. [...] A palavra «carne» designa o homem na sua condição de fraqueza e mortalidade. «Ressurreição da carne» significa que, depois da morte, não haverá somente a vida da alma imortal, mas também os nossos «corpos mortais» (Rom 8,11) retomarão a vida.

Crer na ressurreição dos mortos foi, desde o princípio, um elemento essencial da fé cristã. «A ressurreição dos mortos é a fé dos cristãos: é por crer nela que somos cristãos» (Tertuliano). [...] A ressurreição dos mortos foi revelada progressivamente por Deus ao seu povo. A esperança na ressurreição corporal dos mortos impôs-se como consequência intrínseca da fé num Deus criador do homem todo, alma e corpo. O Criador do céu e da terra é também Aquele que mantém fielmente a sua aliança com Abraão e a sua descendência. É nesta dupla perspetiva que começa a exprimir-se a fé na ressurreição. [...]  

Os fariseus e muitos contemporâneos do Senhor esperavam a ressurreição. Jesus ensina-a firmemente. E aos saduceus, que a negavam, responde: «Não andareis enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?» (Mc 12,24). A fé na ressurreição assenta na fé em Deus, que «não é Deus de mortos, mas de vivos» (Mc 12,27). Mas há mais: Jesus liga a fé na ressurreição à sua própria pessoa: «Eu sou a Ressurreição e a Vida» (Jo 11,25). É o próprio Jesus que, no último dia, há-de ressuscitar os que nele tiverem acreditado, comido o seu Corpo e bebido o seu Sangue (Jo 6, 40.54).







segunda-feira, 30 de maio de 2016

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 31 de Maio de 2016

Visitação de Nossa Senhora - Festa
Visitação de Nossa Senhora

S. Raimundo Nonato, escravo mercedário, +1240

Comentário do dia
Homilia grega do século IV: «Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?»

Sofonias 3,14-18a.

Clama jubilosamente, filha de Sião; solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém.
O Senhor revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos. O Senhor, Deus de Israel, está no meio de ti e já não temerás nenhum mal.
Naquele dia, dir-se-á a Jerusalém: «Não temas, Sião, não desfaleçam as tuas mãos.
O Senhor teu Deus está no meio de ti, como poderoso salvador. Por causa de ti, Ele enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria por tua causa,
como nos dias de festa».


Is. 12,2-3.4bcd.5-6.

Deus é o meu Salvador,
Tenho confiança e nada temo.
O Senhor é a minha força e o meu louvor.
Ele é a minha salvação.

Tirareis água com alegria das fontes da salvação.
Agradecei ao Senhor, invocai o seu nome;
anunciai aos povos a grandeza das suas obras,
proclamai a todos que o seu nome é santo.

Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas,
anunciai-as em toda a terra.
Entoai cânticos de alegria, habitantes de Sião,
porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.




Lucas 1,39-56.

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá.
Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo
e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?
Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio.
Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».
Maria disse então:
«A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.
O Todo-poderoso fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre».
Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Homilia grega do século IV
n.º 2

«Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?»

«Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo.» Assim opera a voz de Maria: enchendo Isabel do Espírito Santo. Qual fonte eterna, Ela anuncia a sua prima, em linguagem profética, um rio de graças, fazendo saltar e estremecer a criança que Isabel traz no seio, à imagem de uma dança maravilhosa! Quando Maria aparece, cumulada de graças, tudo transborda de alegria.

Então, Isabel soltou um grande brado e disse: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» Tu és bendita entre as mulheres. tu és o princípio da sua regeneração. Tu abriste-nos o acesso ao paraíso e expulsaste as nossas dores antigas. Depois de ti, a multidão das mulheres não mais sofrerá. As herdeiras de Eva não mais temerão a sua maldição antiga, nem as dores da maternidade. Porque Jesus Cristo, o redentor da nossa humanidade, o Salvador de toda a natureza, o Adão espiritual que cura as feridas do homem terreno, Jesus Cristo sairá das tuas entranhas sagradas. «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.»