quinta-feira, 2 de junho de 2016

Profecia do Dia


Sexta-feira, dia 03 de Junho de 2016

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, solenidade - Ano C
Sagrado Coração de Jesus (ofício próprio)

S. Carlos Lwanga e companheiros, mártires do Uganda, padroeiros de África, +1885-87, Santo Ovídio, bispo lendário de Braga, mártir, séc. I

Comentário do dia
São João Eudes : «É nisto que está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho» (1Jo 4,10)

Ezeq. 34,11-16.

Eis o que diz o Senhor Deus: «Eu próprio irei em busca das minhas ovelhas e hei-de encontrá-las.
Como o pastor que vigia o rebanho, quando estiver no meio das ovelhas que andavam tresmalhadas, assim Eu cuidarei das minhas ovelhas, para as tirar de todos os sítios em que se desgarraram num dia de nevoeiro e de trevas.
Arrancá-las-ei de entre os povos e as reunirei dos vários países, para as reconduzir à sua própria terra. Apascentá-las-ei nos montes de Israel, nas ribeiras e em todos os lugares habitados do país.
Eu as apascentarei em boas pastagens, e terão as suas devesas nos altos montes de Israel. Descansarão em férteis devesas e encontrarão pasto suculento sobre as montanhas de Israel.
Eu apascentarei o meu rebanho, Eu o farei repousar, diz o Senhor Deus.
Hei-de procurar a ovelha que anda perdida e reconduzir a que anda tresmalhada. Tratarei a que estiver ferida, darei vigor à que andar enfraquecida e velarei pela gorda e vigorosa. Hei-de apascentar com justiça».


Salmos 23(22),1-3a.3b-4.5.6.

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo

me enchem de confiança.
Para mim preparais a mesa,
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça

e meu cálice transborda.
A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor

para todo o sempre.



Romanos 5,5b-11.

Irmãos: O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios no tempo determinado.
Dificilmente alguém morrerá por um justo; por um homem bom, talvez alguém tivesse a coragem de morrer.
Mas Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores.
E agora, que fomos justificados pelo seu sangue, com muito maior razão seremos por Ele salvos da ira divina.
Se, na verdade, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito maior razão, depois de reconciliados, seremos salvos pela sua vida.
Mais ainda: também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem alcançámos agora a reconciliação.


Lucas 15,3-7.

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus e aos escribas a seguinte parábola: «
Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar?
Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros
e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida'.
Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Eudes (1601-1680), presbítero, pregador, fundador de institutos religiosos
Coração admirável

«É nisto que está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho» (1Jo 4,10)

O Coração do nosso Salvador é uma fornalha ardente de amor por nós: um amor purificador, um amor iluminador, um amor santificador, um amor transformador e um amor divinizante. Um amor purificador, em que os corações são purificados mais perfeitamente do que o ouro no fogo. Um amor iluminador, que dissipa as trevas do inferno que cobrem a Terra, para nos fazer entrar nas luzes admiráveis do Céu: «Chamou-nos das trevas para a sua luz admirável» (1Ped 2,9). Um amor santificador, que destruiu o pecado na nossa alma, para nela estabelecer o reino da graça. Um amor transformador, que muda as serpentes em pombas, os lobos em cordeiros, as alimárias em anjos, os filhos do diabo em filhos da graça e da bênção. Um amor divinizante, que faz dos homens deuses, tornando-os participantes da santidade de Deus, da sua misericórdia, paciência, bondade, amor, caridade e das outras perfeições divinas: «participantes da natureza divina» (2Ped 1,4).

O Coração de Jesus é um fogo que derrama as suas chamas no Céu, na Terra e em todo o Universo. Fogo e chamas que abrasam os corações dos serafins, e que abrasariam todos os corações da Terra, se o gelo do pecado não se lhe opusesse. Ele tem um amor extraordinário pelos homens, tanto pelos bons e seus amigos, como pelos maus e seus inimigos, pelos quais nutre uma caridade tão ardente que nem todas as torrentes das águas dos seus pecados são capazes de a extinguir!







quarta-feira, 1 de junho de 2016

Profecia do Dia


Quinta-feira, dia 02 de Junho de 2016

Quinta-feira da 9ª semana do Tempo Comum

Santos Marcelino e Pedro, mártires, +304

Comentário do dia
Santo Agostinho : Amar a Deus, ao próximo e a si mesmo

2 Tim. 2,8-15.

Caríssimo: Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos, segundo o meu Evangelho,
pelo qual eu sofro, até ao ponto de estar preso a estas cadeias como um malfeitor. Mas a palavra de Deus não está encadeada.
Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos, para que obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com a glória eterna.
É digna de fé esta palavra: Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos;
se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; se O negarmos, também Ele nos negará;
se Lhe formos infiéis, Ele permanece fiel, porque não pode negar-Se a Si mesmo.
Recomenda estas coisas, declarando, na presença de Deus, que é preciso evitar contendas de palavras, que não servem para nada, senão para a perdição dos que as ouvem.
Procura com todo o empenho apresentar-te diante de Deus como homem de vida comprovada, como operário que nada tem de que se envergonhar e dispenseiro fiel da palavra da verdade.


Salmos 25(24),4bc-5ab.8-9.10.14.

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.
Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
porque Vós sois Deus, meu Salvador.

O Senhor é bom e reto,
ensina o caminho aos pecadores.
Orienta os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.

Os caminhos do Senhor são misericórdia e fidelidade
para os que guardam a sua aliança e os seus preceitos.
O Senhor trata com familiaridade os que O temem
e dá-lhes a conhecer a sua aliança.




Marcos 12,28-34.

Aproximou-se dele um escriba que os tinha ouvido discutir e, vendo que Jesus lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?»
Jesus respondeu: «O primeiro é este: 'Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças'.
O segundo é este: 'Amarás o teu próximo como a ti mesmo'. Não há nenhum mandamento maior que estes».
Disse-Lhe o escriba: «Muito bem, Mestre! Tens razão quando dizes: Deus é único e não há outro além d'Ele.
Amá-l'O com todo o coração, com toda a inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios».
Ao ver que o escriba dera uma resposta inteligente, Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». E ninguém mais se atrevia a interrogá-l'O.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
«De Trinitate», 8, 12; PL 42, 958

Amar a Deus, ao próximo e a si mesmo

Quem não ama o seu irmão não está no amor, e quem não está no amor não está em Deus, porque «Deus é amor» (1Jo 4,8).

Por outro lado, quem não está em Deus não está na luz, porque «Deus é luz e nele não há trevas» (1Jo 1,5). Assim, pois, não será de espantar que quem não está na luz não veja a luz, ou seja, que não veja a Deus, uma vez que se encontra nas trevas. Esse vê o seu irmão com um olhar humano, que não lhe permite ver a Deus. Mas, se amasse com um amor espiritual esse irmão que vê com um olhar humano, veria a Deus, que é o próprio amor, com essa visão interior que permite vê-Lo. [...]

E a quem perguntar que caridade devemos ao nosso irmão e que caridade devemos a Deus, responderei: incomparavelmente mais caridade a Deus que a nós, tanta aos nossos irmãos como a nós; ora, nós amamo-nos tanto mais a nós próprios quanto mais amamos a Deus. Deste modo, é com uma só e mesma caridade que amamos a Deus e ao próximo, mas amamos a Deus por Si mesmo e ao próximo por Deus.







terça-feira, 31 de maio de 2016

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 01 de Junho de 2016

Quarta-feira da 9ª semana do Tempo Comum

S. Justino, mártir, +167

Comentário do dia
Catecismo da Igreja Católica: «Ele não é Deus dos mortos mas dos vivos»

2 Tim. 1,1-3.6-12.

Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus, para anunciar a promessa da vida que está em Cristo Jesus,
a Timóteo, meu filho caríssimo: a graça, a misericórdia e a paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, Nosso Senhor.
Dou graças a Deus, a quem sirvo com pura consciência, a exemplo dos meus antepassados, quando, noite e dia, sem cessar, me recordo de ti nas minhas orações.
Por isso te exorto a que reanimes o dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos.
Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de caridade e moderação.
Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor, nem te envergonhes de mim, seu prisioneiro; mas sofre comigo pelo Evangelho, confiando no poder de Deus.
Ele salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça. Esta graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade,
manifestou-se agora pelo aparecimento de Cristo Jesus, nosso Salvador, que destruiu a morte e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho,
do qual eu fui constituído pregador, apóstolo e mestre.
É por esse motivo que eu suporto os sofrimentos, mas não me envergonho; porque sei em quem pus a minha confiança e estou certo de que Deus tem poder para guardar a missão que me foi confiada até ao último dia.


Salmos 123(122),1-2a.2bcd.

Levanto os meus olhos para Vós,
para Vós que habitais no Céu,
como os olhos do servo

se fixam nas mãos do seu senhor.
Como os olhos da serva
se fixam nas mãos da sua senhora,

assim os nossos olhos
se voltam para o Senhor nosso Deus,
até que tenha piedade de nós.




Marcos 12,18-27.

Naquele tempo, foram ter com Jesus alguns saduceus – que afirmam não haver ressurreição – e perguntaram-lhe:
«Mestre, Moisés deixou-nos escrito: 'Se morrer a alguém um irmão, que deixe esposa sem filhos, esse homem deve casar-se com a viúva, para dar descendência a seu irmão'.
Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem deixar descendência.
O segundo casou com a viúva e também morreu sem deixar descendência. O mesmo sucedeu ao terceiro.
E nenhum dos sete deixou descendência. Por fim morreu também a mulher.
Na ressurreição, quando voltarem à vida, de qual deles será ela esposa? Porque todos os sete se casaram com ela».
Disse-lhes Jesus: «Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?
Na verdade, quando ressuscitarem dos mortos, nem eles se casam, nem elas são dadas em casamento; mas serão como os Anjos nos Céus.
Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes no Livro de Moisés, no episódio da sarça ardente, como Deus disse: 'Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob'?
Ele não é Deus de mortos, mas de vivos. Vós andais muito enganados».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Catecismo da Igreja Católica
§§ 988-994

«Ele não é Deus dos mortos mas dos vivos»

«CREIO NA RESSURREIÇÃO DA CARNE»

O Credo cristão — profissão da nossa fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo, e na sua ação criadora, salvadora e santificadora — culmina na proclamação da ressurreição dos mortos no fim dos tempos, e na vida eterna. Nós cremos e esperamos firmemente que, tal como Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos e vive para sempre, assim também os justos, depois da morte, viverão para sempre com Cristo ressuscitado, e que Ele os ressuscitará no último dia. Tal como a dele, também a nossa ressurreição será obra da Santíssima Trindade. [...] A palavra «carne» designa o homem na sua condição de fraqueza e mortalidade. «Ressurreição da carne» significa que, depois da morte, não haverá somente a vida da alma imortal, mas também os nossos «corpos mortais» (Rom 8,11) retomarão a vida.

Crer na ressurreição dos mortos foi, desde o princípio, um elemento essencial da fé cristã. «A ressurreição dos mortos é a fé dos cristãos: é por crer nela que somos cristãos» (Tertuliano). [...] A ressurreição dos mortos foi revelada progressivamente por Deus ao seu povo. A esperança na ressurreição corporal dos mortos impôs-se como consequência intrínseca da fé num Deus criador do homem todo, alma e corpo. O Criador do céu e da terra é também Aquele que mantém fielmente a sua aliança com Abraão e a sua descendência. É nesta dupla perspetiva que começa a exprimir-se a fé na ressurreição. [...]  

Os fariseus e muitos contemporâneos do Senhor esperavam a ressurreição. Jesus ensina-a firmemente. E aos saduceus, que a negavam, responde: «Não andareis enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?» (Mc 12,24). A fé na ressurreição assenta na fé em Deus, que «não é Deus de mortos, mas de vivos» (Mc 12,27). Mas há mais: Jesus liga a fé na ressurreição à sua própria pessoa: «Eu sou a Ressurreição e a Vida» (Jo 11,25). É o próprio Jesus que, no último dia, há-de ressuscitar os que nele tiverem acreditado, comido o seu Corpo e bebido o seu Sangue (Jo 6, 40.54).