sábado, 5 de novembro de 2016

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sabado, dia 05 de Novembro de 2016

Sábado da 31a semana do Tempo Comum

Santos Zacarias e Isabel, parentes de Nossa Senhora, Beato Caio Coreano, mártir, +1624, Beato Mariano de la Mata, religioso, +1983

Comentário do dia
São Gregório de Nazianzo : «Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem?»

Filip. 4,10-19.

Irmãos: Muito me alegrei no Senhor, por ter finalmente reflorescido o vosso interesse por mim. Ele estava vivo entre vós, mas não tínheis tido ocasião de o manifestar.
Não é por causa das minhas privações que o digo, pois aprendi a contentar-me com o que tenho.
Sei viver na pobreza e sei viver na abundância. Em todo o tempo e em todas as circunstâncias, tenho aprendido a ter fartura e a passar fome, a viver desafogadamente e a padecer necessidade.
Tudo posso n'Aquele que me conforta.
No entanto, fizestes bem em tomar parte na minha aflição.
Vós bem sabeis, filipenses, que no início da pregação do Evangelho, quando saí da Macedónia, nenhuma Igreja abriu uma conta corrente a meu favor, senão vós.
Já quando estava em Tessalónica, me enviastes por duas vezes o que me era necessário.
Não é que eu procure dádivas; o que eu procuro é que tireis delas muito fruto.
Agora tenho tudo o que me é necessário; e até tenho de sobra. Fiquei bem provido, ao receber de Epafrodito o que me enviastes: é perfume de suave fragrância, sacrifício aceite, agradável a Deus.
O meu Deus proverá com abundância a todas as vossas necessidades, segundo a sua riqueza e magnificência, em Cristo Jesus.


Salmos 112(111),1-2.5-6.8a.9.

Feliz o homem que teme o Senhor
e ama ardentemente os seus preceitos.
A sua descendência será poderosa sobre a terra,
será abençoada a geração dos justos.

Ditoso o homem que se compadece e empresta
e dispõe das suas coisas com justiça.
Este jamais será abalado;
o justo deixará memória eterna.

O seu coração é inabalável e nada teme,
reparte com largueza pelos pobres;
a sua generosidade permanece para sempre
e pode levantar a sua fronte com dignidade.




Lucas 16,9-15.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas.
Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas, também é injusto nas grandes.
Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem?
E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso?
Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».
Os fariseus, que eram amigos de dinheiro, ouviam tudo isto e escarneciam de Jesus.
Então Jesus disse-lhes: «Vós quereis passar por justos aos olhos dos homens, mas Deus conhece os vossos corações. O que vale muito para os homens nada vale aos olhos de Deus».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Gregório de Nazianzo (330-390), bispo, doutor da Igreja
Sermão 14 sobre o amor aos pobres, 24-25 (trad. Breviário: segunda-feira da I semana da Quaresma)

«Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem?»

Não, meus irmãos e amigos, não sejamos maus administradores dos bens que a misericórdia divina nos concedeu (Lc 16,1s), se não queremos merecer a repreensão de Pedro: «Tende vergonha, vós que vos apoderais do que não é vosso; imitai a bondade de Deus, e assim ninguém será pobre». Não nos preocupemos em acumular e conservar riquezas, enquanto outros sofrem necessidade, para não merecermos aquelas duras e ameaçadoras palavras do profeta Amós: «Escutai, vós que dizeis: 'Quando passará a lua nova para vendermos o trigo, e o sábado para abrirmos os celeiros?'» (8,5).

Imitemos aquela suprema e primordial lei de Deus, que faz chover sobre justos e pecadores e faz nascer o sol igualmente para todos (Mt 5,45); que oferece a todos os animais terrestres os campos, as fontes, os rios e as florestas; que dá às aves a amplidão dos céus e aos animais aquáticos a vastidão das águas; que proporciona a todos liberalmente os meios necessários para a sua subsistência, sem restrições, sem condições, sem fronteiras, que tudo põe em comum à disposição de todos eles, com abundância e generosidade, sem que nada lhes falte. Assim procede Deus para com as suas criaturas, a fim de conceder a cada um os bens de que necessita segundo a sua natureza e dignidade, e manifestar a todos a magnificência da sua bondade.







sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sexta-feira, dia 04 de Novembro de 2016

Sexta-feira da 31ª semana do Tempo Comum

S. Carlos Borromeu, bispo, +1584

Comentário do dia
Santa Teresinha do Menino Jesus : O bom uso das riquezas

Filip. 3,17-21.4,1.

Irmãos: Sede meus imitadores e ponde os olhos naqueles que procedem segundo o modelo que tendes em nós.
Porque há muitos, de quem tenho falado várias vezes e agora falo a chorar, que procedem como inimigos da cruz de Cristo.
O fim deles é a perdição: têm por deus o ventre, orgulham-se da sua vergonha e só apreciam as coisas terrenas.
Mas a nossa pátria está nos Céus, donde esperamos, como Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
que transformará o nosso corpo miserável, para o tornar semelhante ao seu corpo glorioso, pelo poder que Ele tem de sujeitar a Si todo o universo.
Portanto, meus amados e queridos irmãos, minha alegria e minha coroa, permanecei firmes no Senhor.


Salmos 122(121),1-2.3-4a.4b-5.

Alegrei-me quando me disseram:
«Vamos para a casa do Senhor».
Detiveram-se os nossos passos
às tuas portas, Jerusalém.

Jerusalém, cidade bem edificada,
que forma tão belo conjunto!
Para lá sobem as tribos,
as tribos do Senhor.

Segundo o costume de Israel,
para celebrar o nome do Senhor;
ali estão os tribunais da justiça,
os tribunais da casa de David.




Lucas 16,1-8.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Um homem rico tinha um administrador que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens.
Mandou chamá-lo e disse-lhe: 'Que é isto que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar'.
O administrador disse consigo: 'Que hei de fazer, agora que o meu senhor me vai tirar a administração? Para cavar não tenho forças, de mendigar tenho vergonha.
Já sei o que hei de fazer, para que, ao ser despedido da administração, alguém me receba em sua casa'.
Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor e disse ao primeiro: 'Quanto deves ao meu senhor?'.
Ele respondeu: 'Cem talhas de azeite'. O administrador disse-lhe: 'Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta'.
A seguir disse a outro: 'E tu quanto deves?' Ele respondeu: 'Cem medidas de trigo'. Disse-lhe o administrador: 'Toma a tua conta e escreve oitenta'.
E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Manuscrito autobiográfico B, 4r° (Ed. Carmelo, 2000)

O bom uso das riquezas

Ó Jesus! Bem sei, o amor só com amor se paga. Por isso procurei e encontrei a maneira de aliviar o meu coração dando-te Amor por Amor. - «Utilizai as riquezas que pervertem para arranjardes amigos que vos recebam nas moradas eternas» (Lc 16,9). Eis, Senhor, o conselho que dás aos teus discípulos depois de lhes teres dito que «os filhos das trevas são mais hábeis nos seus negócios que os filhos da luz». Filha da luz, compreendi que os meus desejos de ser tudo, de abraçar todas as vocações, eram riquezas que me poderiam perverter. Por isso servi-me delas para arranjar amigos. [...]

Lembrando-me da petição de Eliseu ao seu pai Elias quando ousou pedir-lhe «o seu duplo espírito» (2Rs 2,9), apresentei-me diante dos Anjos e dos Santos, e disse-lhes: «Sou a mais pequena das criaturas; conheço a minha miséria e a minha fraqueza; mas sei também quanto os corações nobres e generosos gostam de fazer bem. Suplico-vos, portanto, ó bem-aventurados habitantes do Céu! Suplico-vos que me adoteis como filha. Só para vós será a glória que me fizerdes alcançar; mas dignai-vos atender a minha prece. É temerária, bem sei: contudo, ouso pedir-vos que me obtenhais o vosso duplo Amor.»







quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Quinta-feira, dia 03 de Novembro de 2016

Quinta-feira da 31ª semana do Tempo Comum

S. Martinho de Porres (ou de Lima), religioso, +1639

Comentário do dia
São João-Maria Vianney : «Assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrependa»

Filip. 3,3-8a.

Irmãos: Os verdadeiros circuncidados somos nós, que prestamos culto a Deus segundo o seu Espírito e nos gloriamos em Jesus Cristo, sem confiarmos na carne.
É verdade que eu também poderia confiar na carne. Se alguém julga poder gloriar-se na carne, poderia eu com maior razão:
Fui circuncidado aos oito dias, sou da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu filho de hebreus. Quanto à Lei judaica, era fariseu;
quanto ao zelo, era perseguidor da Igreja; quanto à justiça segundo a Lei, vivia irrepreensivelmente.
Mas tudo isso, que era para mim lucro, considerei-o como perda por causa de Cristo.
Mais ainda: considero todas as coisas como prejuízo, comparando-as com o bem supremo, que é o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por Ele, renunciei a todas as coisas e considerei tudo como lixo, para ganhar Cristo.


Salmos 105(104),2-3.4-5.6-7.

Cantai salmos e hinos ao Senhor,
proclamai todas as suas maravilhas.
Gloriai-vos no seu nome santo,
exulte o coração dos que procuram o Senhor.

Procurai o Senhor e o seu poder,
buscai sempre a sua face.
Recordai as suas maravilhas,
os seus prodígios e os oráculos da sua boca.

Vós, descendentes de Abraão, seu servo,
filhos de Jacob, seu eleito,
o Senhor é o nosso Deus
e as suas sentenças são lei em toda a terra.




Lucas 15,1-10.

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem.
Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles».
Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:
«Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar?
Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros
e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida'.
Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.
Ou então, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e tendo perdido uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente a moeda, até a encontrar?
Quando a encontra, chama as amigas e vizinhas e diz-lhes: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida'.
Eu vos digo: Assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrependa».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João-Maria Vianney (1786-1859), presbítero, Cura de Ars
Sermão para o 3.º Domingo de Pentecostes, 1.º sobre a misericórdia

«Assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrependa»

A conduta de Jesus Cristo durante a sua vida mortal mostra-nos a grandeza da sua misericórdia para com os pecadores. Vemos que todos vêm ter com Ele para Lhe fazer companhia; e Ele, longe de os repelir ou de Se afastar deles, pelo contrário, serve-Se de todos os meios para Se encontrar com eles, a fim de os atrair a seu Pai: vai buscá-los através dos remorsos de consciência; renova-os pela sua graça e conquista-os com os seus modos amorosos; e trata-os com tanta bondade, que chega a tomar a sua defesa contra os escribas e os fariseus que querem recriminá-los e que parecem não querer suportá-los ao pé de Jesus Cristo.

E vai ainda mais longe: para justificar a sua conduta, em atenção a eles, conta uma parábola que lhes mostra, da melhor maneira possível, a grandeza do seu amor pelos pecadores: «Um bom pastor que tinha cem ovelhas, tendo perdido uma, deixou todas as outras para correr atrás da que se tinha perdido e, tendo-a encontrado, pô-la aos ombros, para a poupar à dureza do caminho. Depois, tendo-a levado para o redil, convidou os seus amigos a regozijarem-se com ele por ter encontrado a ovelha que julgava ter perdido.» E junta-lhe a parábola duma mulher que tinha dez dracmas e, tendo perdido uma, acendeu a sua lamparina para procurar em todos os recantos da casa e, tendo-a encontrado, convidou todas as amigas para se regozijarem com ela.  E conclui: «É assim que todo o céu se alegra pelo regresso dum pecador que se converte e faz penitência; porque "não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os que estão doentes; não foram os justos que Eu vim chamar ao arrependimento, mas os pecadores" (Lc 5,31-32).»

Vemos que Jesus Cristo aplica a Si próprio essas vivas imagens da grandeza da sua misericórdia para com os pecadores. Que felicidade para nós saber que a misericórdia de Deus é infinita. Que enorme desejo devemos sentir nascer em nós, de nos lançarmos aos pés de um Deus que nos receberá com tanta alegria!