terça-feira, 6 de junho de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Terça-feira, dia 06 de Junho de 2017

Terça-feira da 9ª semana do Tempo Comum

S. Norberto, bispo (Padroeiro da Boémia), +1134, S. Marcelino Champagnat, presbítero, fundador, 1840

Comentário do dia
Santo Atanásio : Cristo é a imagem de Deus invisível; nele temos a redenção e a remissão dos pecados (Col 1,14.15)

Tob. 2,9-14.

Eu, Tobit, naquela noite de Pentecostes, depois de ter sepultado o morto, tomei banho, entrei no pátio da minha casa e deitei-me junto ao muro do pátio, com o rosto descoberto por causa do calor.
E não reparei que no muro, por cima de mim, havia pardais. O seu excremento quente caiu-me nos olhos, produzindo neles manchas brancas. Fui ter com os médicos para me tratar, mas quanto mais me aplicavam remédios, mais me cegavam as manchas, até que fiquei completamente cego. Estive sem ver durante quatro anos e todos os meus parentes se entristeceram por minha causa. Aicar sustentou-me durante dois anos, antes de partir para Elimaida.
Entretanto, Ana, minha mulher, ocupava-se em trabalhos femininos:
enviava-os aos clientes e eles pagavam o preço. No dia sete do segundo mês, terminou uma encomenda e entregou-a aos clientes. Eles pagaram tudo e ainda lhe deram um cabrito.
Quando ela entrou em casa, o cabrito começou a berrar. Chamei então minha mulher e perguntei-lhe: «Donde vem este cabrito? Não terá sido roubado? Vai entregá-lo ao dono, porque não podemos comer nada roubado».
Ela respondeu-me: «É um presente que me deram além do pagamento». Mas eu não acreditei e insisti para que o entregasse ao dono. E por causa disto, estava indignado com ela. Então ela disse-me: «Onde estão as tuas esmolas? Onde estão as tuas boas obras? Agora tudo está claro a teu respeito».


Salmos 112(111),1-2.7bc-8.9.

Feliz o homem que teme o Senhor
e ama ardentemente os seus preceitos.
A sua descendência será poderosa sobre a terra,
será abençoada a geração dos justos.

Brilha aos homens rectos como luz nas trevas
o homem compassivo e justo.
Ele não receia más notícias,
seu coração está firme, confiado no Senhor.

O seu coração é inabalável, nada teme
e verá os adversários confundidos.
reparte com largueza pelos pobres, a sua generosidade permanece para sempre e pode levantar a cabeça com altivez.




Marcos 12,13-17.

Naquele tempo, foram enviados a Jesus alguns fariseus e partidários de Herodes para O surpreenderem no que dissesse.
Aproximaram-se e disseram: «Mestre, sabemos que és sincero e não Te deixas influenciar por ninguém, pois não fazes aceção de pessoas, mas ensinas com sinceridade o caminho de Deus. É lícito ou não pagar o tributo a César? Devemos pagar ou não?».
Mas Jesus, conhecendo a sua hipocrisia, respondeu-lhes: «Porque Me armais esse laço? Trazei-Me um denário para Eu ver».
Eles trouxeram-no e Jesus perguntou-lhes: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César».
Então Jesus disse-lhes: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». E eles ficaram muito admirados com Jesus.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria, doutor da Igreja
Sobre a Encarnação do Verbo, 13

Cristo é a imagem de Deus invisível; nele temos a redenção e a remissão dos pecados (Col 1,14.15)

Dado que os homens se tornaram insensatos e que o engano dos demónios lançou sobre eles uma sombra que escondeu o conhecimento do verdadeiro Deus, o que haveria Deus de fazer? Calar-Se perante uma situação destas? Aceitar que os homens se extraviassem e não O conhecessem? [...] Deus não podia permitir que as suas criaturas se extraviassem para longe dele e fossem sujeitas ao nada, sobretudo se este extravio se tornasse para eles causa de ruína e perdição, quando os seres que participaram na imagem de Deus (Gn 1,26) não devem perecer. Que é pois necessário que Deus faça? Que fazer, senão renovar neles a sua imagem, a fim de que os homens possam de novo conhecê-lo?

Mas como fazer isto, a não ser pela presença da imagem do próprio Deus (Col 1,15), o nosso Salvador Jesus Cristo? Tal não é realizável pelos homens, porque eles não são a imagem, mas criados segundo a imagem; também não é realizável pelos anjos, porque nem eles são imagens. Foi por isso que o Verbo de Deus, Ele que é a imagem do Pai, veio até nós, a fim de estar em condições de restaurar a imagem no fundo do ser dos homens. Por outro lado, tal não poderia produzir-se se a morte e a degradação que a segue não fossem destruídas. Foi por isso que Ele tomou um corpo mortal, a fim de poder destruir a morte e restaurar os homens, feitos à imagem de Deus. Assim, pois, a imagem do Pai, o seu santíssimo Filho, veio até nós para renovar o homem feito à sua semelhança e para vir ao encontro dele, que estava perdido, oferecendo-lhe a remissão dos seus pecados, como Ele próprio disse: «Eu vim procurar e salvar o que estava perdido» (Lc 19,10).







segunda-feira, 5 de junho de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Segunda-feira, dia 05 de Junho de 2017

Segunda-feira da 9ª semana do Tempo Comum

S. Bonifácio, bispo, mártir, +754

Comentário do dia
Santa Catarina de Sena : O dono da vinha

Tob. 1,3.2,1a-8.

Eu, Tobit, segui os caminhos da verdade e da justiça e pratiquei boas obras todos os dias da minha vida. Dei muitas esmolas aos meus irmãos e compatriotas, deportados comigo para Nínive, no país da Assíria.
Sob o reinado do rei Saquerdão, voltei para a minha casa e foi-me restituída a companhia da minha mulher Ana e do meu filho Tobias. Pela festa do Pentecostes, que é a nossa festa das Semanas, mandei preparar um bom almoço e reclinei-me para comer.
Quando puseram a mesa e prepararam os vários pratos, eu disse ao meu filho Tobias: «Filho, vai ver se encontras algum pobre, entre os nossos irmãos exilados em Nínive, que seja de todo o coração dedicado ao Senhor, e trá-lo aqui para comer connosco. Eu fico à tua espera, até que voltes, meu filho».
Tobias foi procurar algum pobre entre os nossos irmãos e quando voltou, disse-me: «Meu pai». Eu respondi-lhe: «Que foi, meu filho?». Tobias continuou: «Pai, um homem da nossa gente foi estrangulado e depois atirado para a praça pública e ainda lá está».
Levantei-me imediatamente, deixando a comida sem lhe tocar; fui retirar da praça o cadáver e depositei-o num quarto, esperando o pôr do sol para o sepultar.
Depois voltei para casa, lavei-me e tomei a minha refeição cheio de tristeza,
recordando as palavras que disse o profeta Amós contra Betel: «As vossas festas converter-se-ão em luto e todos os vossos cânticos em lamentações».
E comecei a chorar. Logo que o sol se pôs, fui abrir uma cova e sepultei o morto.
Os meus vizinhos zombavam de mim, dizendo: «Ele ainda não tem medo. Por este motivo já foi procurado para ser morto e teve de fugir secretamente; e agora anda aí de novo a sepultar os mortos».


Salmos 112(111),1-2.3-4.5-6.

Feliz o homem que teme o Senhor
e ama ardentemente os seus preceitos.
A sua descendência será poderosa sobre a terra,
será abençoada a geração dos justos.

Haverá em sua casa abundância e riqueza,
a sua generosidade permanece para sempre.
Brilha aos homens retos, como luz nas trevas,
o homem misericordioso, compassivo e justo.

Ditoso o homem que se compadece e empresta e dispõe das suas coisas com justiça.
Este jamais será abalado; o justo deixará memória eterna.



Marcos 12,1-12.

Naquele tempo, Jesus começou a falar em parábolas aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciãos: «Um homem plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, construiu um lagar e ergueu uma torre. Depois arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe.
Quando chegou o tempo, enviou um servo aos vinhateiros para receber deles uma parte dos frutos da vinha.
Os vinhateiros apoderaram-se do servo, espancaram-no e mandaram-no sem nada.
Enviou-lhes de novo outro servo. Também lhe bateram na cabeça e insultaram-no.
Enviou-lhes ainda outro, que eles mataram. Enviou-lhes muitos mais e eles espancaram uns e mataram outros.
O homem tinha ainda alguém para enviar: o seu querido filho; e enviou-o por último, dizendo consigo: «Respeitarão o meu filho».
Mas aqueles vinhateiros disseram entre si: «Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e a herança será nossa».
Apoderaram-se dele, mataram-no e lançaram-no fora da vinha.
Que fará então o dono da vinha? Virá ele próprio para exterminar os vinhateiros e entregará a outros a sua vinha.
Não lestes esta passagem da Escritura: 'A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se pedra angular.
Isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos'?». Procuraram então prender Jesus, pois compreenderam que tinha dito para eles a parábola.
Mas tiveram receio da multidão e por isso deixaram-n'O e foram-se embora.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santa Catarina de Sena (1347-1380), terceira dominicana, doutora da Igreja, copadroeira da Europa
Diálogo 23

O dono da vinha

[Santa Catarina ouviu Deus dizer-lhe]: «Toda a criatura dotada de razão possui em si uma vinha, que é a vinha da alma. A vontade, pelo livre arbítrio, é o obreiro dessa vinha durante o tempo da vida; passado esse tempo, já ela não pode ali fazer mais nenhum trabalho, bom ou mau, mas durante a vida pode cultivar a sua vinha, para a qual Eu a enviei. Esse obreiro da alma recebeu de Mim uma força tal, que não há demónio ou criatura alguma que lha possa tirar, se a estes se opuser. Foi no batismo que recebeu essa força e ao mesmo tempo o gládio do amor pela virtude e do ódio ao pecado. Foi por esse amor e esse ódio, pelo amor por vós e pelo ódio ao pecado, que morreu o meu Filho unigénito, por vós derramando todo o seu sangue. E é este amor pela virtude e este ódio ao pecado, que encontrais no santo batismo, que vos dá vida pela força do seu sangue [...].

«Arrancai pois os espinhos dos pecados mortais e plantai as virtudes [...], praticai a contrição, tende desgosto pelo pecado e amor à virtude; recebereis então os frutos do sangue do meu Filho. Não podereis recebê-los se não vos dispuserdes a tornar-vos bons ramos, unidos ao tronco da videira, o meu Filho, que disse: "Eu sou a videira verdadeira, o meu pai é o agricultor, e vós, os ramos" (Jo 15,1.5).

«Esta é a verdade. Sou Eu o verdadeiro agricultor, pois toda a coisa que possui ser veio e vem de Mim. O meu poder é insondável e pelo meu poder e a minha força governo todo o universo, pois nada é feito nem ordenado sem ser por Mim. Sim, sou o agricultor; fui Eu quem plantou a verdadeira videira, o meu Filho unigénito, na terra da vossa humanidade, para que vós, que sois ramos, unidos a esta videira, deis fruto».







domingo, 4 de junho de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Domingo, dia 04 de Junho de 2017

SOLENIDADE DE PENTECOSTES
Pentecostes (semana II do Saltério)

S. Pedro de Verona, presbítero, mártir, +1252, Santa Clotilde, viúva, +545

Comentário do dia
São Boaventura : Oração para obter os sete dons do Espírito Santo

Actos 2,1-11.

Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar.
Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam.
Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles.
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem.
Residiam em Jerusalém judeus piedosos, procedentes de todas as nações que há debaixo do céu.
Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou muito admirada, pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua.
Atónitos e maravilhados, diziam: «Não são todos galileus os que estão a falar?
Então, como é que os ouve cada um de nós falar na sua própria língua?
Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia,
da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia, vizinha de Cirene, colonos de Roma,
tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, ouvimo-los proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus».


Salmos 104(103),1ab.24ac.29bc-30.31.34.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor.
Senhor, meu Deus, como sois grande!
Como são grandes, Senhor, as vossas obras!
A terra está cheia das vossas criaturas.

Se lhes tirais o alento, morrem
e voltam ao pó donde vieram.
Se mandais o vosso espírito, retomam a vida
e renovais a face da terra.

Glória a Deus para sempre!
Rejubile o Senhor nas suas obras.
Grato Lhe seja o meu canto,
e eu terei alegria no Senhor.




1 Cor. 12,3b-7.12-13.

Irmãos: Ninguém pode dizer «Jesus é o Senhor», a não ser pela ação do Espírito Santo.
De facto, há diversidade de dons espirituais, mas o Espírito é o mesmo.
Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
Há diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
Em cada um se manifestam os dons do Espírito para o bem comum.
Assim como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros, apesar de numerosos, constituem um só corpo, assim também sucede com Cristo.
Na verdade, todos nós – judeus e gregos, escravos e homens livres – fomos batizados num só Espírito para constituirmos um só corpo; e a todos nos foi dado a beber um só Espírito.


João 20,19-23.

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco».
Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós».
Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo:
àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja
«A árvore da vida», n.º 49

Oração para obter os sete dons do Espírito Santo

Ó Jesus, por Vós, o Filho único, por nós feito homem, crucificado e glorificado, pedimos ao Pai clementíssimo que nos conceda, dos seus tesouros, a graça das sete formas do Espírito que repousou plenamente sobre Vós: espírito de sabedoria, para saborearmos o fruto da árvore da vida que Vós sois verdadeiramente e apreciarmos a sua doçura vivificante; o dom da inteligência, que ilumine os olhares do nosso espírito; o dom do conselho, que nos conduza pelo caminho estreito, na esteira dos vossos passos; o dom da fortaleza, para que possamos reduzir a nada a violência dos ataques inimigos; o dom da ciência, a fim de que sejamos cheios das luzes da vossa doutrina santa e possamos distinguir o bem do mal; o dom da piedade, que nos confere entranhas de misericórdia; o dom do temor, que, afastando-nos de todo o mal. nos guarde na paz sob o peso do respeito pela vossa majestade eterna.

Pois foi isso que quisestes que pedíssemos nesta santa oração que nos ensinastes; por isso Vos pedimos agora, pela vossa cruz, que no-lo obtenhais, para glória do vosso nome santíssimo, ao qual seja dada, com o Pai e o Espírito Santo, toda a honra, o louvor, a ação de graças, a glória e a dominação por todos os séculos, assim seja.