terça-feira, 4 de julho de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Terça-feira, dia 04 de Julho de 2017

Terça-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Santa Isabel de Portugal, rainha, +1336, Beato Pedro Jorge (Pier Giorgio) Frassati

Comentário do dia
Santo Agostinho : ««Salva-nos, Senhor!»

Gén. 19,15-29.

Naqueles dias, os Anjos que se tinham hospedado em casa de Lot insistiram com ele, dizendo: «Levanta-te, toma a tua esposa e as duas filhas que aqui estão, para que não pereças no castigo de Sodoma».
E, como ele hesitasse, os homens tomaram-no pela mão, assim como à esposa e às duas filhas, porque o Senhor queria poupá-los.
Quando os levavam para fora da cidade, um deles disse: «Foge, se queres salvar a vida. Não olhes para trás, nem te demores em nenhum lugar da planície. Foge para os montes, para não pereceres».
Lot respondeu: «Isso não, meu Senhor, eu te peço.
O teu servo encontrou graça a teus olhos e mostraste-me uma grande misericórdia, salvando-me a vida. Mas não posso fugir para os montes, sem que a desgraça caia sobre mim e eu morra.
Olha, perto daqui há uma pequena cidade, onde posso refugiar-me e escapar do perigo. Como a cidade é pequena, ali salvarei a vida».
Ele respondeu: «Está bem. Concedo-te ainda esta graça: não destruirei a cidade de que falas.
Foge depressa para lá, porque nada posso fazer, enquanto não tiveres lá chegado». – É por isso que se deu àquela cidade o nome de Soar.
Começava o sol a aparecer sobre a terra, quando Lot entrou em Soar.
Então o Senhor fez chover sobre Sodoma e Gomorra enxofre e fogo que vinham do alto dos céus.
Destruiu aquelas cidades e toda a planície, bem como todos os seus habitantes e a vegetação da terra.
Entretanto, a mulher de Lot olhou para trás e transformou-se numa estátua de sal.
Abraão levantou-se muito cedo e foi ao local onde estivera na presença do Senhor.
Olhou para Sodoma e Gomorra e para toda a planície e viu o fumo que subia da terra, como fumo de uma fornalha.
Foi assim que, ao destruir as cidades da planície, Deus se recordou de Abraão e fez que Lot escapasse à catástrofe, quando destruiu as cidades em que ele habitara.


Salmos 26(25),2-3.9-10.11-12.

Observai-me, Senhor, e ponde-me à prova,
purificai-me os rins e o coração.
Tenho sempre diante de mim a vossa bondade
e deixo-me guiar pela vossa verdade.

Não permitais que a minha alma se junte aos pecadores,
nem a minha vida aos homens sanguinários.
Suas mãos estão cheias de crimes
e a sua dextra foi subornada.

Eu, porém, procedo com retidão:
salvai-me e tende piedade de mim.
Os meus pés seguem por caminho reto:
nas assembleias bendirei o Senhor




Mateus 8,23-27.

Naquele tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-n'O.
Entretanto, levantou-se no mar tão grande tormenta que as ondas cobriam o barco. Jesus dormia.
Aproximaram-se os discípulos e acordaram-n'O, dizendo: «Salva-nos, Senhor, que estamos perdidos».
Disse-lhes Jesus: «Porque temeis, homens de pouca fé?». Então levantou-Se, falou imperiosamente ao vento e ao mar e fez-se grande bonança.
Os homens ficaram admirados e disseram: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
«Meditações», cap. 37

««Salva-nos, Senhor!»

Ó meu Deus, o meu coração é como um vasto mar agitado pelas tempestades: que ele encontre em Ti a paz e o repouso. Tu ordenaste aos ventos e o mar que se acalmassem e, à tua voz, eles apaziguaram-se; vem apaziguar o alvoroço do meu coração, para que tudo em mim se torne calmo e tranquilo, para que Te possa possuir, Tu, o meu único bem, e Te possa contemplar, suave luz dos meus olhos, sem perturbação nem obscuridade. Ó meu Deus, que a minha alma, liberta dos pensamentos tumultuosos deste mundo, «se esconda à sombra das vossas asas» (Sl 16,8). Que encontre junto de Ti um lugar de renovação e de paz; e, repleta de alegria, possa cantar: «Deito-me em paz e logo adormeço, porque só Vós, Senhor, fazeis que eu repouse em segurança» (Sl 4,9).

Que a minha alma descanse, peço-Te, ó meu Deus, que descanse da lembrança de tudo o que está sob o céu, que desperte unicamente para Ti, como está escrito: «Eu durmo, mas o meu coração vela» (Ct 5,2). A minha alma só está em paz e em segurança, ó meu Deus, debaixo das asas da tua proteção (Sl 90,4). Que ela permaneça eternamente em Ti e que seja abraçada pelo teu fogo. Que, elevando-se acima de si própria, Te contemple e cante alegremente os teus louvores. No meio das inquietações que me agitam, que os teus dons sejam a minha suave consolação, até que eu chegue a Ti, ó verdadeira paz.







segunda-feira, 3 de julho de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Segunda-feira, dia 03 de Julho de 2017

S. Tomé, apóstolo – Festa

S. Tomé, apóstolo, mártir

Comentário do dia
Basílio de Selêucia : «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16,15)

Efésios 2,19-22.

Irmãos: Já não sois estrangeiros nem hóspedes, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus,
edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, que tem Cristo como pedra angular.
Em Cristo, toda a construção, bem ajustada, cresce para formar um templo santo do Senhor;
e em união com Ele, também vós sois integrados na construção, para vos tornardes, no Espírito Santo, morada de Deus.


Salmos 117(116),1.2.

Louvai o Senhor, todas as nações,
aclamai-O, todos os povos.
É firme a sua misericórdia para connosco,
a fidelidade do Senhor permanece para sempre.




João 20,24-29.

Naquele tempo, Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei».
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco».
Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente».
Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!».
Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Basílio de Selêucia (?-c. 468), bispo
Sermão da Ressurreição, 1-4

«Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16,15)

«Mete o teu dedo na marca dos cravos», diz Jesus a Tomé. «Procuraste-Me quando Eu não estava cá, aproveita agora. Conheço a tua vontade, apesar do teu silêncio. Sei o que pensas antes sequer de que Mo digas. Ouvi-te falar e, embora invisível, estava junto de ti e das tuas dúvidas; e, sem Me fazer sentir, fiz-te esperar para melhor observar a tua impaciência. Mete o teu dedo na marca dos cravos e a tua mão no meu lado, e não sejas assim incrédulo, mas crente».

Então Tomé toca-Lhe e cai por terra toda a sua desconfiança. Cheio duma fé sincera e de todo o amor que deve ao seu Deus, exclama: «Meu Senhor e meu Deus!» E o Senhor diz-lhe: «Porque Me viste, acreditaste. Felizes os que creem sem terem visto. Tomé, leva o relato da minha ressurreição a todos os que não viram. Exorta a Terra inteira a crer, já não nos seus olhos, mas na tua palavra. Percorre os povos e as cidades pagãs e ensina-os a levar aos ombros a cruz em vez das armas. [...] Diz-lhes que doravante são chamados pela graça e tu, contempla a sua fé: felizes, na verdade, aqueles que acreditaram sem terem pedido para ver!»

Assim é o exército recrutado pelo Senhor, e assim são os filhos da piscina batismal, as obras da graça, a colheita do Espírito. Seguiram a Cristo sem O terem visto, procuraram-no e acreditaram porque viram, mas com os olhos da fé e não do corpo. Não meteram o dedo na marca dos cravos, mas pregaram-se à sua cruz e aceitaram os seus sofrimentos. Não viram o lado de Cristo mas, pela graça, foram unidos aos seus membros e fizeram suas as palavras do Senhor: «Felizes os que creem sem terem visto».







domingo, 2 de julho de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Domingo, dia 02 de Julho de 2017

13º Domingo do Tempo Comum
Décimo Terceiro Domingo do Tempo Comum (semana I do saltério)

S. Bernardino Realino, presbítero, +1616, S. João Francisco Régis, presbítero, +1640

Comentário do dia
Santa Teresa Benedita da Cruz : «Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim»

2 Reis 4,8-11.14-16a.

Certo dia, o profeta Eliseu passou por Sunam. Vivia lá uma distinta senhora, que o convidou com insistência a comer em sua casa. A partir de então, sempre que por ali passava, era em sua casa que ia tomar a refeição.
A senhora disse ao marido: «Estou convencida de que este homem, que passa frequentemente pela nossa casa, é um santo homem de Deus.
Mandemos-lhe fazer no terraço um pequeno quarto com paredes de tijolo, com uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lâmpada. Quando ele vier a nossa casa, poderá lá ficar».
Um dia, chegou Eliseu e recolheu-se ao quarto para descansar.
Depois perguntou ao seu servo Giezi: «Que podemos fazer por esta senhora?». Giezi respondeu: «Na verdade, ela não tem filhos, e o seu marido é de idade avançada».
«Chama-a» – disse Eliseu. O servo foi chamá-la, e ela apareceu à porta.
Disse-lhe o profeta: «No próximo ano, por esta época, terás um filho nos braços».


Salmos 89(88),2-3.16-17.18-19.

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor
e para sempre proclamarei a sua fidelidade.
Vós dissestes:
«A bondade está estabelecida para sempre»,

no céu permanece firme a vossa fidelidade.
Feliz do povo que sabe aclamar-Vos
e caminha, Senhor, à luz do vosso rosto.
Todos os dias aclama o vosso nome

e se gloria com a vossa justiça.
Vós sois a sua força,
com o vosso favor se exalta a nossa valentia.
Do Senhor é o nosso escudo

e do Santo de Israel o nosso rei.



Romanos 6,3-4.8-11.

Irmãos: Todos nós que fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte.
Fomos sepultados com Ele pelo Batismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.
Se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos,
sabendo que, uma vez ressuscitado dos mortos, Cristo já não pode morrer; a morte já não tem domínio sobre Ele.
Porque na morte que sofreu, Cristo morreu para o pecado de uma vez para sempre; mas a sua vida, é uma vida para Deus.
Assim, vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus.


Mateus 10,37-42.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim.
Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim.
Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la.
Quem vos recebe, a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou.
Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo, receberá a recompensa de justo.
E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: Não perderá a sua recompensa».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
«Am Fuss des Kreuses»

«Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim»

No caminho da cruz, o Salvador não está só, nem está só rodeado de inimigos que O atormentam. Estão também presentes seres que O amparam: a Mãe de Deus, modelo daqueles que, em todos os tempos, seguem o exemplo da cruz; Simão de Cirene, símbolo daqueles que aceitam o sofrimento imposto e que, nesta aceitação, são abençoados; e a Verónica, imagem daqueles cujo amor leva a servir o Senhor. Cada homem que , ao longo dos tempos, carregou com um duro destino lembrando-se do sofrimento do Salvador ou que livremente fez obras de penitência resgatou um pouco a enorme dívida da humanidade e ajudou o Senhor a levar o seu fardo. Mais, é Cristo, cabeça do corpo místico, que completa a sua obra de expiação nos membros que se empenham com todo o seu ser, corpo e alma, na sua obra de redenção.

É de supor que a visão dos fiéis que O iam seguindo no caminho do sofrimento ajudou o Senhor no Jardim das Oliveiras e que o amor dos portadores da sua cruz é para Ele um auxílio em cada uma das quedas. Os justos da Antiga Aliança acompanham-no entre a primeira e a segunda queda. Os discípulos, homens e mulheres que se ligaram a Ele durante a sua vida terrena, ajudam-no da segunda para a terceira queda. Os amantes da cruz que Ele despertou e continuará a despertar ao longo das vicissitudes da Igreja combatente são seus aliados até ao fim dos tempos. É a isso que também nós somos chamados.