Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade. Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido, Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus Se pôs a percorrer as cidades e as aldeias para anunciar a Boa Nova (Mt 9,35), acompanhava-o Maria, a seus passos presa de maneira inseparável, suspensa de seus lábios sempre que Ele abria a boca para ensinar. A tal ponto assim era, que nem a tempestade da perseguição nem o horror do suplício a fizeram abandonar a companhia de seu Filho, os ensinamentos do seu Mestre. «Estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe [...]». É Mãe, verdadeiramente Mãe, esta que nem nos terrores da morte abandonou o Filho. Como poderia deixar-se assustar pela morte, esta cujo «amor era forte como a morte» (Ct 8,6), e mais forte até que a própria morte? Sim, Ela mantinha-se aos pés da cruz de Jesus e a dor desta cruz crucificava-a também em seu coração; todas as chagas que via no corpo ferido de seu Filho eram gládios que lhe trespassavam a alma (Lc 2,35). É pois com toda a justiça que ali mesmo é proclamada Mãe, e lhe é designado um protetor bem escolhido que a tome a seu cuidado, porque foi de facto ali que se manifestaram o amor perfeito da Mãe para com o Filho e a verdadeira humanidade que o Filho recebera da Mãe [...]. |
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Liturgia do Dia - sua Profecia diária
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Liturgia do Dia - sua Profecia diária
Naqueles dias, o povo de Israel impacientou-se Escuta, meu povo, a minha instrução, Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. Foi a cruz que reconciliou os homens com Deus, que fez da Terra um Céu, que uniu os homens aos anjos. Ela derrubou a cidadela da morte, destruiu o poder do demónio, libertou a Terra do mal, estabeleceu os fundamentos da Igreja. A cruz é a vontade do Pai, a glória do Filho, o júbilo do Espírito Santo. [...] |
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Liturgia do Dia - sua Profecia diária
Irmãos: Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Quero bendizer-Vos, dia após dia, Naquele tempo, Jesus, erguendo os olhos para os discípulos, disse: «Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus. É muito importante apreender o segredo da alegria insondável que está em Jesus e que lhe é própria. [...] Se Jesus irradia uma tal paz, uma tal segurança, uma tal alegria, uma tal disponibilidade, é por causa do amor inefável com que Se sabe amado por seu Pai. Aquando do seu batismo nas margens do Jordão, este amor, presente desde o primeiro instante da sua encarnação, manifesta-se: «Tu és o meu Filho muito amado; em Ti pus todo o meu enlevo» (Lc 3,22). Esta certeza é inseparável da consciência de Jesus. É uma presença que nunca O deixa só (Jo 16,32). É um conhecimento íntimo que O preenche: «Assim como o Pai Me conhece também Eu conheço o Pai» (Jo 10,15). É uma partilha incessante e total: «E tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu» (Jo 17,10). [...] «Tu Me amaste antes da fundação do mundo» (Jo 17,24). Há ali uma relação incomunicável de amor, que se confunde com a sua existência de Filho e que é o segredo da vida trinitária: o Pai aparece como aquele que Se dá ao Filho, sem reservas e continuamente, num ardor de alegre gratidão, no Espírito Santo. |