sábado, 16 de setembro de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sabado, dia 16 de Setembro de 2017

Sábado da 23ª semana do Tempo Comum

S. Cornélio, papa, mártir, +253, S. Cipriano, bispo, mártir, +258

Comentário do dia
Santa Teresa de Calcutá : «Cada árvore conhece-se pelo seu fruto»

1 Tim. 1,15-17.

Caríssimo: É digna de fé esta palavra e merecedora de toda a aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, e eu sou o primeiro deles.
Mas alcancei misericórdia, para que, em mim primeiramente, Jesus Cristo manifestasse toda a sua magnanimidade, como exemplo para os que hão-de acreditar n'Ele, para a vida eterna.
Ao Rei dos séculos, Deus imortal, invisível e único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amen.


Salmos 113(112),1-2.3-4.5a.6-7.

Louvai, servos do Senhor, louvai o nome do Senhor.
Bendito seja o nome do Senhor, agora e para sempre.
Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
O Senhor domina sobre todos os povos, a sua glória está acima dos céus.

Quem se compara ao Senhor nosso Deus,
que Se inclina lá do alto a olhar o céu e a terra?
Levanta do pó o indigente e tira o pobre da miséria,




Lucas 6,43-49.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto.
Cada árvore conhece-se pelo seu fruto: não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas das sarças.
O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, da sua maldade tira o mal; pois a boca fala do que transborda do coração».
Porque Me chamais 'Senhor! Senhor!', mas não fazeis o que vos digo?
Vou mostrar-vos a quem se assemelha todo aquele que vem ter comigo, ouve as minhas palavras e as põe em prática.
É semelhante a um homem, que, para construir a casa, escavou, aprofundou e assentou os alicerces sobre a rocha. Quando veio uma cheia, a torrente irrompeu contra aquela casa, mas não a pôde abalar, porque estava bem construída.
Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem que construiu a casa sobre a terra, sem alicerces. A torrente irrompeu contra aquela casa, que imediatamente desabou; e foi grande a sua ruína».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santa Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«Não há amor maior»

«Cada árvore conhece-se pelo seu fruto»

Se há coisa que sempre nos garantirá o Céu, são os atos de caridade e de generosidade com que tivermos preenchido a nossa existência. Saberemos jamais o bem que pode fazer um simples sorriso? Proclamamos que Deus acolhe, compreende, perdoa; mas somos a prova viva disso que proclamamos? Os outros detetam em nós esse acolhimento, essa compreensão e esse perdão vivos? Sejamos sinceros nas nossas relações uns com os outros; tenhamos a coragem de nos aceitar uns aos outros tal como somos. Não nos deixemos espantar nem preocupar com os nossos fracassos nem com os fracassos dos outros. Antes, vejamos o bem que há em cada um de nós; descubramo-lo, porque todos nós fomos criados à imagem de Deus.

Não nos esqueçamos de que ainda não somos santos, mas apenas nos esforçamos por sê-lo. Sejamos, pois, extremamente pacientes com os nossos pecados e com as nossas quedas. Não te sirva a língua senão para o bem dos outros, «pois a boca fala do que transborda do coração». Temos de ter alguma coisa no coração para podermos dar; aqueles cuja missão é dar têm primeiro de crescer no conhecimento de Deus.







sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sexta-feira, dia 15 de Setembro de 2017

Nossa Senhora das Dores – Memória Obrigatória
Nossa Senhora das Dores

Santa Catarina de Génova, viúva, +1510

Comentário do dia
Beato Guerric de Igny : «E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.»

Heb. 5,7-9.

Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade.
Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento
e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.


Salmos 31(30),2-3a.3bc-4.5-6.15-16.20.

Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido,
pela vossa justiça, salvai-me.
Inclinai para mim os vossos ouvidos,
apressai-vos em me libertar.

Sede a rocha do meu refúgio
porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,
por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.
Livrai-me da armadilha que me prepararam,

porque Vós sois o meu refúgio.
Em vossas mãos entrego o meu espírito,
Senhor, Deus fiel, salvai-me.
Eu, porém, confio no Senhor:

Disse: «Vós sois o meu Deus,
nas vossas mãos está o meu destino».
Livrai-me das mãos dos meus inimigos
e de quantos me perseguem.

Como é grande, Senhor, a vossa bondade
que tendes reservada para os que Vos temem:
à vista da vossa face, Vós a concedeis
àqueles que em Vós confiam.




João 19,25-27.

Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho».
Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense
4.º sermão para a Assunção

«E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.»

Quando Jesus Se pôs a percorrer as cidades e as aldeias para anunciar a Boa Nova (Mt 9,35), acompanhava-o Maria, a seus passos presa de maneira inseparável, suspensa de seus lábios sempre que Ele abria a boca para ensinar. A tal ponto assim era, que nem a tempestade da perseguição nem o horror do suplício a fizeram abandonar a companhia de seu Filho, os ensinamentos do seu Mestre. «Estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe [...]». É Mãe, verdadeiramente Mãe, esta que nem nos terrores da morte abandonou o Filho. Como poderia deixar-se assustar pela morte, esta cujo «amor era forte como a morte» (Ct 8,6), e mais forte até que a própria morte? Sim, Ela mantinha-se aos pés da cruz de Jesus e a dor desta cruz crucificava-a também em seu coração; todas as chagas que via no corpo ferido de seu Filho eram gládios que lhe trespassavam a alma (Lc 2,35). É pois com toda a justiça que ali mesmo é proclamada Mãe, e lhe é designado um protetor bem escolhido que a tome a seu cuidado, porque foi de facto ali que se manifestaram o amor perfeito da Mãe para com o Filho e a verdadeira humanidade que o Filho recebera da Mãe [...].

Tendo-a Jesus amado, levou o seu amor «até ao extremo» (Jo 13,1). Não só os seus últimos momentos de vida foram para Ela, como também as suas últimas palavras: acabando por assim dizer de ditar o seu testamento, Jesus confiou sua Mãe aos cuidados do seu mais querido herdeiro [...]. Pedro recebeu a Igreja; e João recebeu Maria. Esta parte da herança coube a João como sinal do amor privilegiado de que era objeto, mas também devido à sua castidade. [...] Porque convinha que à Mãe do Senhor só prestasse serviços o discípulo bem-amado de seu Filho, e mais ninguém. [...] Por tal disposição providencial, poderia o futuro evangelista de tudo se ocupar com familiaridade juntamente com a que tudo sabia, aquela que, desde sempre, observava tudo o que a seu Filho dizia respeito e «conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração» (Lc 2,19).







quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Quinta-feira, dia 14 de Setembro de 2017

Exaltação da Santa Cruz – Festa
Exaltação da Santa Cruz

Comentário do dia
São João Crisóstomo : «Deus amou tanto o mundo»

Núm. 21,4b-9.

Naqueles dias, o povo de Israel impacientou-se
e falou contra Deus e contra Moisés: «Porque nos fizeste sair do Egipto, para morrermos neste deserto? Aqui não há pão nem água e já nos causa fastio este alimento miserável».
Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas que mordiam nas pessoas e morreu muita gente de Israel.
O povo dirigiu-se a Moisés, dizendo: «Pecámos, ao falar contra o Senhor e contra ti. Intercede junto do Senhor, para que afaste de nós as serpentes». E Moisés intercedeu pelo povo.
Então o Senhor disse a Moisés: «Faz uma serpente de bronze e coloca-a sobre um poste. Todo aquele que for mordido e olhar para ela ficará curado».
Moisés fez uma serpente de bronze e fixou-a num poste. Quando alguém, era mordido por uma serpente, olhava para a serpente de bronze e ficava curado.


Salmos 78(77),1-2.34-35.36-37.38.

Escuta, meu povo, a minha instrução,
presta ouvidos às palavras da minha boca.
Vou falar em forma de provérbio,

vou revelar os mistérios dos tempos antigos.
Quando Deus castigava os antigos, eles O procuravam, tornavam a voltar-se para Ele
e recordavam-se de que Deus era o seu protetor,

o Altíssimo o seu redentor.
Eles, porém, enganavam-n'O com a boca
e mentiam-Lhe com a língua;

o seu coração não era sincero,
nem eram fiéis à sua aliança.
Mas Deus, compadecido, perdoava o pecado

e não os exterminava.
Muitas vezes reprimia a sua cólera
e não executava toda a sua ira.




João 3,13-17.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem.
Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado,
para que todo aquele que acredita tenha n'Ele a vida eterna.
Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homília sobre «Pai, se é possível» (a partir da trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 72)

«Deus amou tanto o mundo»

Foi a cruz que reconciliou os homens com Deus, que fez da Terra um Céu, que uniu os homens aos anjos. Ela derrubou a cidadela da morte, destruiu o poder do demónio, libertou a Terra do mal, estabeleceu os fundamentos da Igreja. A cruz é a vontade do Pai, a glória do Filho, o júbilo do Espírito Santo. [...]

A cruz é mais brilhante que o sol porque, quando o sol se turva, a cruz resplandece; e o sol turva-se, não no sentido de ser aniquilado, mas de ser vencido pelo esplendor da cruz. A cruz rasgou a ata da nossa condenação, quebrou as cadeias da morte. A cruz é a manifestação do amor de Deus: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita nele não pereça.»

A cruz abriu o paraíso, deixou que nele entrasse o malfeitor (Lc 23,43) e conduziu ao Reino dos Céus a criatura humana, destinada à morte.