quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Quarta-feira, dia 20 de Setembro de 2017

Quarta-feira da 24ª semana do Tempo Comum

Santos André Kim Taegón, presbítero, Paulo Chóng Hasang e companheiros, mártires, +1846

Comentário do dia
São Basílio : Deus convida-nos incansavelmente à conversão

1 Tim. 3,14-16.

Caríssimo: Escrevo-te estas coisas na esperança de ir ter contigo muito em breve.
Mas se eu tardar, já sabes como deves proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade.
É realmente grande o mistério da piedade: Ele foi manifestado na carne, justificado pelo Espírito, contemplado pelos Anjos, anunciado entre os gentios, acreditado no mundo, exaltado na glória.


Salmos 111(110),1-2.3-4.5-6.

Louvarei o Senhor de todo o coração
no conselho dos justos e na assembleia.
São grandes as obras do Senhor,
admiráveis para os que nelas meditam.

A sua obra é esplendor e majestade
e a sua justiça permanece eternamente.
Instituiu um memorial das suas maravilhas:
o Senhor é misericordioso e compassivo.

Deu sustento àqueles que O temem
e jamais se esquecerá da sua aliança.
Fez ver ao seu povo a força das suas obras,
para lhe dar a herança das nações.




Lucas 7,31-35.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «A quem hei-de comparar os homens desta geração? Com quem se parecem?
Assemelham-se a crianças que, sentadas na praça, se interpelam umas às outras, dizendo: 'Tocámos flauta para vós, e não dançastes! Entoámos lamentações, e não chorastes!'
Porque veio João Batista, que não comia nem bebia vinho, e vós dizeis: 'Tem o demónio com ele'.
Veio o Filho do homem, que come e bebe, e vós dizeis: 'É um glutão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores'.
Mas a Sabedoria é justificada por todos os seus filhos».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Basílio (c. 330-379), monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja
«Prólogo às Regras Maiores»

Deus convida-nos incansavelmente à conversão

Irmãos, não nos deixemos ficar na indiferença e no desleixo; não adiemos sempre para amanhã ou para mais tarde, com ligeireza, o momento de pormos mãos à obra. «É este o tempo favorável, é este o dia da salvação», diz o apóstolo Paulo (2Cor 6,2). Agora é o tempo da penitência, mais tarde será o da recompensa; o presente é o tempo da perseverança, e um dia virá o da consolação. Agora, Deus vem em auxílio daqueles que se afastam do mal; mais tarde, Ele será o juiz dos atos, das palavras e dos pensamentos dos homens. Hoje, usufruímos da sua paciência; conheceremos a justiça dos seus julgamentos no momento da ressurreição, quando cada um de nós receber consoante as obras realizadas.

Até quando adiaremos a nossa obediência a Cristo, que do seu Reino celeste nos interpela? Não desejamos a nossa purificação? Quando nos decidiremos a abandonar o tipo de vida que levamos, para seguirmos o Evangelho até ao extremo?







terça-feira, 19 de setembro de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Terça-feira, dia 19 de Setembro de 2017

Terça-feira da 24ª semana do Tempo Comum
Nossa Senhora da Salette

S. Januário, bispo, mártir, +305

Comentário do dia
Santo Ambrósio : «Jovem, Eu te ordeno, levanta-te»

1 Tim. 3,1-13.

Caríssimo: É digna de fé esta palavra: Quem aspira a um cargo de governo na Igreja aspira a uma nobre função.
Mas quem exerce esse cargo deve ser irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio, ponderado, digno, hospitaleiro, capaz de ensinar,
não dado ao vinho, nem violento, mas condescendente, pacífico e desinteressado.
Deve governar bem a sua casa, mantendo os filhos submissos com toda a dignidade,
pois quem não sabe governar a própria casa, como poderá cuidar da Igreja de Deus?
Não deve ser um recém-convertido, não aconteça que se encha de orgulho e venha a incorrer na mesma condenação do diabo.
Além disso, deve gozar de boa fama entre os de fora, para não cair no descrédito e em alguma cilada do diabo.
Os diáconos devem igualmente ser dignos, homens de palavra, não propensos ao excesso de bebidas nem a lucros desonestos;
e conservem o mistério da fé numa consciência pura.
Sejam primeiro postos à prova; depois, se não houver nada a censurar-lhes, poderão exercer o diaconado.
As suas mulheres devem igualmente ser dignas, não maldizentes, mas sóbrias e fiéis em tudo.
Não se casem os diáconos mais que uma vez; governem bem os filhos e a própria casa.
Porque aqueles que exercem bem o seu ministério alcançam uma posição honrosa e uma firme confiança, fundada sobre a fé em Cristo Jesus.


Salmos 101(100),1-2ab.2cd-3ab.5.6.

Quero cantar a bondade e a justiça: a Vós, Senhor, entoarei salmos.
Quero seguir o caminho perfeito:
quando vireis ao meu encontro?
Viverei na inocência do coração

no interior da minha casa.
Não porei diante de meus olhos
qualquer ação perversa.
Quem às ocultas calunia o seu próximo,

hei-de reduzi-lo ao silêncio.
Ao de olhar altivo e coração soberbo,
não o poderei suportar.
Tenho os olhos postos na gente leal da minha terra, para que esteja sempre ao meu lado.

Só aquele que segue o caminho perfeito
poderá ser meu servo.



Lucas 7,11-17.

Naquele tempo, dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão.
Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade.
Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores».
Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te».
O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe.
Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo».
E a fama deste acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
«Tratado sobre o Evangelho de S. Lucas», 5, 89, 91-92

«Jovem, Eu te ordeno, levanta-te»

Mesmo que os sintomas da morte tenham afastado por completo a esperança de vida, mesmo que os corpos dos defuntos jazam perto do túmulo, ainda assim, à voz de Deus, os cadáveres preparados para a decomposição voltam a erguer-se, recuperam a fala; o filho é devolvido a sua mãe, é chamado do túmulo, é arrancado ao túmulo. Qual é o teu túmulo? São os teus maus hábitos, é a tua falta de fé. É deste túmulo que Cristo te liberta, é deste túmulo que ressuscitarás, se ouvires a Palavra de Deus. Ainda que o teu pecado seja tão grave, que não consigas lavar-te a ti mesmo pelas lágrimas do arrependimento, a Igreja tua Mãe chorará por ti, ela que intervém a favor de todos os seus filhos, qual mãe viúva por seu único filho. Porque se compadece, por uma espécie de dor espiritual que lhe é natural, ao ver os seus filhos serem conduzidos à morte por pecados fatais. […]

Que ela chore, pois, esta Mãe piedosa, e que a multidão a acompanhe; que não seja apenas uma multidão, mas uma multidão considerável, a compadecer-se desta Mãe terna. Então ressuscitarás do túmulo, dele serás libertado; os carregadores deter-se-ão, começarás a falar como um vivo e todos ficarão estupefactos. O exemplo de um só servirá para corrigir muitos, que louvarão a Deus por nos ter concedido tais remédios para evitarmos a morte.







segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Segunda-feira, dia 18 de Setembro de 2017

Segunda-feira da 24ª semana do Tempo Comum

S. José de Cupertino, religioso, +1663

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Senhor, não mereço que entres em minha casa»

1 Tim. 2,1-8.

Caríssimo: Recomendo, antes de tudo, que se façam preces, orações, súplicas e ações de graças por todos os homens,
pelos reis e por todas as autoridades, para que possamos levar uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.
Isto é bom e agradável aos olhos de Deus, nosso Salvador;
Ele quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.
Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo,
que Se entregou à morte pela redenção de todos. Tal é o testemunho que foi dado a seu tempo
e do qual fui constituído arauto e apóstolo – digo a verdade, não minto – mestre dos gentios na fé e na verdade.
Quero, portanto, que os homens rezem em toda a parte, erguendo para o Céu as mãos santas, sem ira nem contenda.


Salmos 28(27),2.7.8-9.

Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,
quando Vos invoco,
quando ergo as minhas mãos
para o vosso templo santo.

O Senhor é a minha força e o meu protetor,
meu coração pôs n'Ele a sua confiança e fui ajudado.
O meu coração exultou
e entoei-Lhe um cântico de louvor.

O Senhor é a fortaleza do seu povo,
a fortaleza de salvação do seu Ungido.
Salvai o vosso povo e abençoai a vossa herança,
sede o seu protetor e guia através dos tempos.




Lucas 7,1-10.

Naquele tempo, quando Jesus acabou de falar ao povo, entrou em Cafarnaum.
Um centurião tinha um servo a quem estimava muito e que estava doente, quase a morrer.
Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus para Lhe pedir que fosse salvar aquele servo.
Quando chegaram à presença de Jesus, os anciãos suplicaram-Lhe insistentemente: «Ele é digno de que lho concedas,
pois estima a nossa gente e foi ele que nos construiu a sinagoga».
Jesus acompanhou-os. Já não estava longe da casa, quando o centurião Lhe mandou dizer por uns amigos: «Não Te incomodes, Senhor, pois não mereço que entres em minha casa,
nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma palavra e o meu servo será curado.
Porque também eu, que sou um subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um 'Vai' e ele vai; e a outro 'Vem' e ele vem; e ao meu servo 'Faz isto' e ele faz».
Ao ouvir estas palavras, Jesus sentiu admiração por ele e, voltando-se para a multidão que O seguia, exclamou: «Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé».
Ao regressarem a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita saúde.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermão 62

«Senhor, não mereço que entres em minha casa»

Na leitura do Evangelho, ouvimos Jesus louvar a nossa fé, associada à humildade. Quando prometeu ir a casa do centurião curar-lhe o servo, este respondeu: «Não mereço que entres em minha casa [...]. Mas diz uma palavra e o meu servo será curado». Ao considerar-se indigno, revela-se digno – digno não só de que Cristo entre em sua casa, mas também no seu coração. [...]

Pois não teria sido para ele grande alegria se o Senhor Jesus tivesse entrado em sua casa sem entrar no seu coração. Com efeito, Cristo, Mestre de humildade pelo seu exemplo e pelas suas palavras, sentou-Se à mesa em casa de um fariseu orgulhoso chamado Simão (Lc 7,36ss.); mas, embora Se sentasse à sua mesa, não entrou no seu coração: aí, «o Filho do Homem não tinha onde reclinar a cabeça» (Lc 9,58). Pelo contrário, não entra em casa do centurião, mas entra no seu coração. [...]

Por conseguinte, é a fé unida à humildade que o Senhor elogia neste centurião. Quando este diz: «Não mereço que entres em minha casa», o Senhor responde: «Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé». [...] O Senhor veio ao povo de Israel segundo a carne, para procurar primeiramente neste povo a sua ovelha perdida (cf Lc 15,4). [...] Nós, como homens, não podemos medir a fé dos homens. Foi Aquele que vê o fundo dos corações, Aquele a quem ninguém engana, que testemunhou como era o coração deste homem; ao ouvir as suas palavras repletas de humildade, responde-lhe com uma palavra que cura.