sábado, 24 de fevereiro de 2018

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sabado, dia 24 de Fevereiro de 2018

Sábado da 1ª semana da Quaresma

S. Sérgio, mártir, +304, S. Lázaro, monge, séc. IX

Comentário do dia
São Jerónimo : O amor ao próximo: apoio mútuo e benevolência; ir beber à fonte da bondade divina

Deut. 26,16-19.

Moisés falou ao povo, dizendo: «O Senhor, teu Deus, ordena-te hoje que cumpras estas leis e mandamentos. Tu os guardarás e cumprirás com todo o teu coração e com toda a tua alma.
Hoje obtiveste a promessa do Senhor de que Ele seria o teu Deus; e tu deves seguir os seus caminhos, cumprindo os seus mandamentos, leis e preceitos, e escutando a sua voz.
E hoje o Senhor obteve de ti a promessa de que serás o seu povo, como Ele tinha declarado, e cumprirás os seus mandamentos.
Ele te elevará pela glória, fama e esplendor, acima de todas as nações que formou, e serás um povo consagrado ao Senhor, teu Deus, como Ele prometeu.


Salmos 119(118),1-2.4-5.7-8.

Felizes os que seguem o caminho perfeito
e andam na lei do Senhor.
Felizes os que observam as suas ordens
e O procuram de todo o coração.

Promulgastes os vossos preceitos,
para se cumprirem fielmente.
Oxalá meus caminhos sejam firmes,
na observância dos vossos decretos.

Na retidão de coração Vos darei graças,
ao aprender os vossos juízos.
Hei-de cumprir os vossos preceitos:
não me desampareis jamais.




Mateus 5,43-48.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito: 'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo'.
Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem,
para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos.
Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos?
E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos?
Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, doutor da Igreja
Comentário à Epístola aos Gálatas, 3, 6

O amor ao próximo: apoio mútuo e benevolência; ir beber à fonte da bondade divina

«Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos, mas principalmente para com os irmãos na fé» (Gal 6,10). O tempo presente, o tempo do curso da vida, é o tempo da sementeira. Durante esta vida, podemos semear o que quisermos. Quando esta vida passar, ser-nos-á retirado o tempo de agir. É por isso que o Salvador nos diz: «Temos de realizar as obras daquele que Me enviou enquanto é dia. Vem aí a noite, em que ninguém pode atuar» (Jo 9,4).

Quer estejamos doentes ou de boa saúde, quer sejamos humildes ou poderosos, pobres ou ricos, famosos ou desprezados, façamos tudo em nome do Senhor, com paciência e equanimidade; assim se realizará em nós o que diz a Escritura: «tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus» (Rom 8,28). A própria cólera, a paixão, os ultrajes recebidos que exigem vingança tornam-se para mim, se me dominar e me calar por Deus, se em cada picada que fere e sob a pressão dos vícios pensar em Deus, que me olha do alto, outras tantas ocasiões de triunfo.

Quando distribuirmos os nossos dons, não digamos: este é amigo, àquele vou ignorá-lo; este tem direito de receber, aquele deve ser desprezado. Imitemos o nosso Pai, que «faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores» (Mt 5,45). A fonte da bondade está aberta a todos: escravo e livre, plebeu e rei, rico e pobre, todos bebem dela da mesma maneira. A lamparina acesa numa casa alumia a todos sem distinção.

S. João evangelista, no final da sua vida, quando já não ra capaz de exprimir o seu pensamento num discurso seguido, limitava-se a dizer: «Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros» (cf Jo 13,24). E, quando os seus discípulos lhe perguntaram porque dizia sempre a mesma coisa, João respondeu com esta frase, digna dele: «Porque é esse o preceito do Senhor; se o cumprirmos, tanto basta.»







sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sexta-feira, dia 23 de Fevereiro de 2018

Sexta-feira da 1ª semana da Quaresma

S. Policarpo, bispo, mártir, +155, Beata Rafaela Ibarra, leiga, fundadora, +1900

Comentário do dia
São Cipriano : «Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão»

Ezeq. 18,21-28.

Assim fala o Senhor Deus: «Se o pecador se arrepender de todas as faltas que cometeu, se observar todos os meus mandamentos e praticar o direito e a justiça, certamente viverá e não morrerá.
Não lhe serão lembrados os pecados que cometeu e viverá por causa da justiça que praticou.
Será porventura a morte do pecador que Me agrada? — diz o Senhor Deus — Não é antes que se converta do seu mau proceder e viva?
Mas se o justo se desviar da justiça e praticar o mal, imitando as abominações dos pecadores, porventura viverá? Não mais será recordada a justiça que praticou; por causa da prevaricação em que caiu e do pecado que cometeu, ele morrerá.
E vós dizeis: 'O modo de proceder do Senhor não é justo'. Escutai, casa de Israel: Será o meu modo de proceder que não é justo? Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto?
Quando o justo se afastar da justiça, praticar o mal e vier a morrer, morrerá por causa do mal cometido.
Quando o pecador se afastar do mal que tiver realizado, praticar o direito e a justiça, salvará a sua vida.
Se abrir os seus olhos e renunciar às faltas que tiver cometido, há de viver e não morrerá».


Salmos 130(129),1-2.3-4ab.4c-6.7-8.

Do profundo abismo chamo por Vós, Senhor,
Senhor, escutai a minha voz.
Estejam os vossos ouvidos atentos
à voz da minha súplica.
Se tiverdes em conta as nossas faltas,
Senhor, quem poderá salvar-se?

Mas em Vós está o perdão
para Vos servirmos com reverência.
Eu confio no Senhor,
a minha alma espera na sua palavra.
Eu confio no Senhor,
a minha alma confia na sua palavra.

A minha alma espera pelo Senhor,
mais do que as sentinelas pela aurora.
Porque no Senhor está a misericórdia
e com Ele abundante redenção.
Ele há de libertar Israel
de todas as suas faltas.




Mateus 5,20-26.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos Céus.
Ouvistes que foi dito aos antigos: 'Não matarás; quem matar será submetido a julgamento'.
Eu, porém, digo-vos: Todo aquele que se irar contra o seu irmão será submetido a julgamento. Quem chamar imbecil a seu irmão será submetido ao Sinédrio, e quem lhe chamar louco será submetido à geena de fogo.
Portanto, se fores apresentar a tua oferta ao altar e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti,
deixa lá a tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem depois apresentar a tua oferta.
Reconcilia-te com o teu adversário, enquanto vais com ele a caminho, não seja caso que te entregue ao juiz, o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão.
Em verdade te digo: Não sairás de lá, enquanto não pagares o último centavo.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Cipriano (c. 200-258), bispo de Cartago e mártir
A oração do Senhor, 23

«Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão»

Deus mandou que os homens sejam pacíficos e vivam em bom acordo, que vivam «unânimes na sua casa» (Sl 67,7 Vulg). Quer que perseveremos, uma vez que fomos regenerados pelo batismo, em viver na condição em que esse segundo nascimento nos colocou. Porque somos filhos de Deus, Ele quer que permaneçamos na sua paz e, porque recebemos um mesmo batismo, que vivamos em unidade de coração e de pensamentos.

É por isso que Deus não aceita o sacrifício daquele que vive em dissensão, mas lhe ordena que se afaste do altar para ir primeiro reconciliar-se com o seu irmão, a fim de que Deus possa atender as orações apresentadas em paz. O maior sacrifício que se pode apresentar a Deus é a nossa paz, a concórdia fraterna, o povo reunido pela unidade que existe entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.







quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Quinta-feira, dia 22 de Fevereiro de 2018

Cádeira de São Pedro, apóstolo - festa
Cadeira de São Pedro

Beato Diogo Carvalho, presbítero, mártir, +1624

Comentário do dia
Concílio Vaticano II: «Tu és Pedro; sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja»

1 Pedro 5,1-4.

Caríssimos: Aos presbíteros que há entre vós, eu – presbítero como eles e que fui testemunha dos padecimentos de Cristo e também participante da glória que se há-de manifestar – dirijo-vos esta exortação:
Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, governando-o não à força, mas de boa vontade, tal como Deus quer; não por um mesquinho espírito de lucro, mas com zelo;
não com um poder autoritário sobre a herança do Senhor, mas como modelos do rebanho.
E, quando o supremo Pastor se manifestar, então recebereis a coroa imperecível da glória.


Salmos 23(22),1-3a.3b-4.5.6.

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo

me enchem de confiança.
Para mim preparais a mesa,
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça,

e o meu cálice transborda.
A bondade e a graça hão-de acompanhar-me,
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor

para todo o sempre.



Mateus 16,13-19.

Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?».
Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas».
Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?».
Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo».
Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus.
Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela.
Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Concílio Vaticano II
Constituição Dogmática sobre a Igreja, «Lumen Gentium», § 22

«Tu és Pedro; sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja»

Assim como, por instituição do Senhor, S. Pedro e os restantes apóstolos formam um colégio apostólico, assim de igual modo estão unidos entre si o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, e os bispos, sucessores dos apóstolos. A natureza colegial da ordem episcopal, claramente comprovada pelos concílios ecuménicos celebrados no decurso dos séculos, manifesta-se já na disciplina primitiva, segundo a qual os bispos de todo o orbe comunicavam entre si e com o bispo de Roma no vínculo da unidade, da caridade e da paz; e também na reunião de concílios, nos quais se decidiram em comum coisas importantes, depois de ponderada a decisão pelo parecer de muitos. O mesmo é claramente demonstrado pelos concílios ecuménicos celebrados no decurso dos séculos; e o uso já muito antigo de chamar vários bispos a participarem na elevação do novo eleito ao ministério do sumo sacerdócio insinua-o já também. É, pois, em virtude da sagração episcopal e pela comunhão hierárquica com a cabeça e os membros do colégio que alguém é constituído membro do corpo episcopal.

Porém, o colégio ou corpo episcopal não tem autoridade a não ser em união com o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, entendido como sua cabeça, permanecendo inteiro o poder do seu primado sobre todos, quer pastores quer fiéis. Pois o Romano Pontífice, em virtude do seu cargo de vigário de Cristo e pastor de toda a Igreja, tem nela pleno, supremo e universal poder, que pode sempre exercer livremente. A ordem dos bispos, que sucede ao colégio dos apóstolos no magistério e no governo pastoral, e, mais ainda, na qual o corpo apostólico se continua perpetuamente, é também, juntamente com o Romano Pontífice, sua cabeça, e nunca sem a cabeça sujeito do supremo e pleno poder sobre toda a Igreja, poder este que não se pode exercer senão com o consentimento do Romano Pontífice. Só a Simão colocou o Senhor como pedra e clavário da Igreja (cf Mt 16,18-19), e o constituiu pastor de todo o seu rebanho (cf Jo 21,15 ss.); mas é sabido que o encargo de ligar e desligar conferido a Pedro (Mt 16,19) foi também atribuído ao colégio dos apóstolos unido à sua cabeça (Mt 18,18; 28,16-20). Este colégio, enquanto composto por muitos, exprime a variedade e universalidade do povo de Deus e, enquanto reunido sob uma só cabeça, revela a unidade do redil de Cristo.