sexta-feira, 11 de maio de 2018

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sexta-feira, dia 11 de Maio de 2018

Sexta-feira da 6ª semana da Páscoa

Santa Maria Bertilla Boscardin, religiosa enfermeira, +1922, Santo Hugo de Cluny, abade, +1109

Comentário do dia
São Tomás de Aquino : Alegria pela visão do Senhor ressuscitado, alegria pela visão da glória

Actos 18,9-18.

Quando Paulo estava em Corinto, certa noite o Senhor disse-lhe numa visão: «Não temas, continua a falar,
que Eu estou contigo e ninguém porá as mãos sobre ti, para te fazer mal, pois tenho um povo numeroso nesta cidade».
Então Paulo demorou-se ali ano e meio a ensinar aos coríntios a palavra de Deus.
Quando Galião era procónsul da Acaia, os judeus levantaram-se todos contra Paulo e levaram-no ao tribunal,
dizendo: «Este homem induz as pessoas a prestarem culto a Deus à margem da lei».
Quando Paulo ia a abrir a boca, disse Galião aos judeus: «Judeus, se se tratasse de alguma injustiça ou grave delito, escutaria certamente as vossas queixas, como é meu dever.
Uma vez, porém, que são questões de doutrina e de nomes da vossa própria lei, o assunto é convosco. Eu não quero ser juiz dessas coisas».
E mandou-os sair do tribunal.
Todos então se apoderaram de Sóstenes, chefe da sinagoga, e começaram a bater-lhe em frente do tribunal. Mas Galião não se importou nada com isso.
Paulo demorou-se ainda algum tempo em Corinto; depois despediu-se dos irmãos e embarcou para a Síria, em companhia de Priscila e Áquila, e rapou a cabeça em Cêncreas, por causa de um voto que fizera.


Salmos 47(46),2-3.4-5.6-7.

Povos todos, batei palmas,
aclamai a Deus com brados de alegria,
porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível,
o rei soberano de toda a terra.

Submeteu os povos à nossa obediência
e pôs as nações a nossos pés.
Para nós escolheu a nossa herança,
glória de Jacob, por Ele amado.

Deus subiu entre aclamações,
o Senhor subiu ao som da trombeta.
Cantai hinos a Deus, cantai,
cantai hinos ao nosso rei, cantai.




João 16,20-23a.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: Chorareis e lamentar-vos-eis, enquanto o mundo se alegrará. Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria.
A mulher, quando está para ser mãe, sente angústia, porque chegou a sua hora. Mas depois que deu à luz um filho, já não se lembra do sofrimento, pela alegria de ter dado um homem ao mundo.
Também vós agora estais tristes; mas Eu hei de ver-vos de novo e o vosso coração se alegrará e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria.
Nesse dia, não Me fareis nenhuma pergunta».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, doutor da Igreja
Comentário sobre S. João

Alegria pela visão do Senhor ressuscitado, alegria pela visão da glória

Depois de ter aplicado a comparação [da mulher que dá à luz] à tristeza dos apóstolos, o Senhor aplica-a à alegria futura dos mesmos apóstolos, dizendo-lhes: «Eu hei de ver-vos de novo». Não lhes diz: «ver-Me-eis», mas «Eu hei de ver-vos», porque o facto de Se mostrar provém da sua misericórdia, que é significada pelo seu olhar. Diz, pois: «Eu hei de ver-vos de novo», tanto no momento da ressurreição, como na glória futura: «Os teus olhos contemplarão um rei no seu esplendor» (Is 33,17).

Em seguida, promete-lhes a alegria do coração e a exultação, dizendo-lhes: «O vosso coração se alegrará», com a alegria de Me ver ressuscitado. Por isso, a Igreja canta: «Eis o dia que fez o Senhor, alegremo-nos e nele rejubilemos» (Sl 117,24). E «o vosso coração se alegrará» também pela visão da glória: «saciar-me de alegria na tua presença» (Sl 15,11). Com efeito, todos os seres encontram naturalmente a sua alegria na contemplação da realidade amada. Ora, ninguém pode ver a essência divina sem a amar. Deste modo, a alegria acompanha necessariamente esta visão: «Vê-l'O-eis» conhecendo-O pela inteligência, «e o vosso coração alegrar-se-á» (Is 60,5); e essa alegria refletir-se-á no corpo, quando este for glorificado. Isaías acrescenta: «os vossos ossos retomarão vigor» (Is 66,14). «Entra na alegria do teu Senhor» (Mt 25,21).

Finalmente, o Senhor promete uma alegria que durará para sempre quando diz: «a vossa alegria», aquela que tireis quando eu ressuscitar. «Rejubilo de alegria no Senhor» (Is 61,10); «e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» porque «Cristo, ressuscitado de entre os mortos, já não morrerá; a morte não tem mais domínio sobre Ele» (Rom 6,9). Ou ainda, «a vossa alegria», a alegria de gozar da glória, «ninguém vos poderá tirar», porque não pode ser perdida e é perpétua: «com a alegria estampada nos seus rostos» (Is 35,10).

Com efeito, ninguém tirará esta alegria a si próprio pelo pecado, porque nessa altura a vontade de todos estará firmada no bem; e também ninguém tirará esta alegria a outro, porque nessa altura não haverá violência nem ninguém prejudicará outro.







quinta-feira, 10 de maio de 2018

Passo diário | 10.maio

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10 de maio de 2018

At 18, 1-8

Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto.
Encontrou lá um judeu chamado Áquila, natural do Ponto,
recentemente chegado de Itália, com Priscila, sua mulher,
porque o imperador Cláudio tinha decretado
que todos os judeus saíssem de Roma.
Paulo juntou-se a eles
e, como era da mesma profissão, fabricante de tendas,
ficou em sua casa para trabalharem juntos.
Todos os sábados, Paulo falava na sinagoga,
procurando convencer tanto judeus como gregos.
Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedónia,
Paulo consagrou-se totalmente à pregação,
afirmando aos judeus que Jesus era o Messias.
Mas perante a oposição e blasfémias deles,
sacudiu as vestes e declarou-lhes:
«O vosso sangue recaia sobre as vossas cabeças.
Eu não sou responsável por isso.
A partir de agora, vou dirigir-me aos gentios».
Saiu dali e foi para casa de Tício Justo,
homem que adorava a Deus e morava junto da sinagoga.
Entretanto, Crispo, chefe da sinagoga,
acreditou no Senhor, ele e a sua família,
e muitos coríntios que ouviam a palavra de Paulo
abraçavam também a fé e recebiam o Batismo. 
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Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Quinta-feira, dia 10 de Maio de 2018

Quinta-feira da 6ª semana da Páscoa
Rogações

S. Damião de Veuster, apóstolo dos leprosos, +1889, S. João de Ávila, presbítero, Doutor da Igreja, +1569, Santo Antonino de Florença, Bispo e Confessor, +1459

Comentário do dia
São João Paulo II : «Eu vou para o Pai»

Actos 18,1-8.

Naqueles dias, Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto.
Encontrou lá um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, recentemente chegado de Itália, com Priscila, sua mulher, porque o imperador Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo juntou-se a eles
e, como era da mesma profissão, fabricante de tendas, ficou em sua casa para trabalharem juntos.
Todos os sábados, Paulo falava na sinagoga, procurando convencer tanto judeus como gregos.
Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedónia, Paulo consagrou-se totalmente à pregação, afirmando aos judeus que Jesus era o Messias.
Mas perante a oposição e blasfémias deles, sacudiu as vestes e declarou-lhes: «O vosso sangue recaia sobre as vossas cabeças. Eu não sou responsável por isso. A partir de agora, vou dirigir-me aos gentios».
Saiu dali e foi para casa de Tício Justo, homem que adorava a Deus e morava junto da sinagoga.
Entretanto, Crispo, chefe da sinagoga, acreditou no Senhor, ele e a sua família, e muitos coríntios que ouviam a palavra de Paulo abraçavam também a fé e recebiam o Batismo.


Salmos 98(97),1-4.

Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade,
em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.




João 16,16-20.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Daqui a pouco já não Me vereis e pouco depois voltareis a ver-Me».
Alguns discípulos disseram entre si: «Que significa isto que nos diz: 'Daqui a pouco já não Me vereis e pouco depois voltareis a ver-Me', e ainda: 'Eu vou para o Pai'?».
E perguntavam: «Que é esse pouco tempo de que Ele fala? Não sabemos o que está a dizer».
Jesus percebeu que O queriam interrogar e disse-lhes: «Procurais entre vós compreender as minhas palavras: 'Daqui a pouco já não Me vereis e pouco depois voltareis a ver-Me'.
Em verdade, em verdade vos digo: Chorareis e lamentar-vos-eis, enquanto o mundo se alegrará. Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São João Paulo II (1920-2005), papa
Audiência geral de 16/12/1998 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)

«Eu vou para o Pai»

Ponto de partida da nossa reflexão são as palavras do Evangelho, que nos indicam em Jesus o Filho e o Revelador do Pai. Os seus ensinamentos, o seu ministério, o seu próprio estilo de vida, tudo n'Ele remete para o Pai (cf Jo 5,19.36; 8,28; 14,10; 17,6). Este é o centro da vida de Jesus e, por sua vez, Jesus é o único caminho para aceder ao Pai. «Ninguém vem ao Pai senão por Mim» (Jo 14,6). Jesus é o ponto de encontro dos seres humanos com o Pai, que n'Ele Se tornou visível: «Quem Me vê, vê o Pai. Como é que tu dizes: Mostra-nos o Pai? Não crês que Eu estou no Pai e que o Pai está em Mim?» (Jo 14,9-10).

A manifestação mais expressiva desta relação de Jesus com o Pai verifica-se na sua condição de ressuscitado, vértice da sua missão e fundamento de vida nova e eterna para todos os que n'Ele acreditam. Mas a união entre o Filho e o Pai, como a união entre o Filho e os crentes, passa através do mistério da «exaltação» de Jesus, segundo uma típica expressão do Evangelho de João. Com o termo «exaltação», o evangelista indica tanto a crucifixão como a glorificação de Cristo; ambas se refletem no crente: «O Filho do Homem tem de ser levantado, a fim de que todo aquele que n'Ele crer tenha a vida eterna. Porque Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o Seu Filho único, para que todo o que n'Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,14-16).

Esta «vida eterna» não é senão a participação dos crentes na própria vida de Jesus ressuscitado e consiste em serem inseridos naquele círculo de amor que une o Pai e o Filho, os quais são uma só coisa (cf Jo 10,30; 17,21-22).