Quinta-feira, dia 29 de Outubro de 2009
Quinta-feira da 30ª semana do Tempo Comum
S. Narciso, bispo de Jerusalém, +212
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Jerónimo : «A Jerusalém do alto é livre, e ela é nossa mãe» (Gal 4, 26)
Leituras
Romanos 8,31-39.
Que mais havemos de dizer? Se Deus está por nós, quem pode estar contra
nós?
Ele, que nem sequer poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por todos
nós, como não havia de nos oferecer tudo juntamente com Ele?
Quem irá acusar os eleitos de Deus? Deus é quem nos justifica!
Quem irá condená-los? Jesus Cristo, aquele que morreu, mais, que
ressuscitou, que está à direita de Deus é quem intercede por nós.
Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a
perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada?
De acordo com o que está escrito: Por causa de ti, estamos expostos à morte
o dia inteiro, fomos tratados como ovelhas destinadas ao matadouro.
Mas em tudo isso saímos mais do que vencedores, graças àquele que nos amou.
Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os
principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades,
nem a altura, nem o abismo, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos
do amor de Deus que está em Cristo Jesus, Senhor nosso.
Salmos 109(108),21-22.26-27.30-31.
Mas Tu, SENHOR, meu Deus, por amor do teu nome, ajuda-me. Salva-me, pela
tua bondade e misericórdia!
Porque estou pobre e aflito, e tenho o coração angustiado dentro de mim.
Socorre-me, SENHOR, meu Deus; salva-me, pela tua bondade.
Para que saibam que és Tu o meu salvador, que foste Tu, SENHOR, que assim
fizeste.
Agradecerei bem alto ao SENHOR e louvá-lo-ei no meio da multidão.
Porque Ele é o defensor do pobre; salva-o dos que o querem condenar.
Lucas 13,31-35.
Naquela altura aproximaram-se dele alguns fariseus, que lhe disseram:
«Vai-te embora, sai daqui, porque Herodes quer matar-te.»
Respondeu-lhes: «Ide dizer a essa raposa: Agora estou a expulsar demónios e
a realizar curas, hoje e amanhã; ao terceiro dia, atinjo o meu termo.
Mas hoje, amanhã e depois devo seguir o meu caminho, porque não se admite
que um profeta morra fora de Jerusalém.»
«Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são
enviados! Quantas vezes Eu quis juntar os teus filhos, como a galinha junta
a sua ninhada debaixo das asas, e não quiseste!
Agora, ficará deserta a vossa casa. Eu vo-lo digo: Não me vereis até chegar
o dia em que digais: Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor!»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, Doutor da Igreja
Carta 58, 2-4
«A Jerusalém do alto é livre, e ela é nossa mãe» (Gal 4, 26)
Do que nos devemos felicitar não é de termos estado em Jerusalém, mas de
termos vivido bem. A cidade que é preciso procurar não é aquela que matou
os profetas e verteu o sangue de Cristo, mas aquela que um rio impetuoso
enche de júbilo, aquela que, construída sobre uma montanha, não pode ser
escondida, aquela que o apóstolo Paulo proclama ser mãe dos santos e na
qual os justos se regozijam de habitar (Sl 45, 5; Mt 5, 14; Gal 4, 26)
[...]. Não ousarei limitar o poder de Deus a uma região ou confinar num
pequeno canto da terra Aquele que o céu não pode conter. Cada crente é
apreciado pelo mérito da sua fé e não pelo lugar em que habita; e os
verdadeiros adoradores não têm necessidade de Jerusalém ou do monte Garizim
para adorar o Pai, porque «Deus é espírito» e os Seus adoradores devem
«adorá-Lo em espírito e verdade» (Jo 4, 21-23). Ora «o Espírito sopra onde
quer» (Jo 3, 8) e «a terra é do Senhor, assim como tudo o que ela contém»
(Sl 23, 1). [...]
Os lugares santos da cruz e da ressurreição só são úteis aos que levam a
sua cruz, ressuscitam com Cristo cada dia e se mostram dignos de habitar em
tais lugares. Quanto aos que dizem: «Templo do Senhor, Templo do Senhor,
Templo do Senhor» (Jer 7, 4), ouçam esta palavra do apóstolo: «São vós que
sois o templo de Deus, se o Espírito Santo habita em vós» (1Cor 3, 16).
[...]
Não creio que falte alguma coisa à tua fé por não teres visto Jerusalém e
não me julgo melhor por habitar neste lugar. Mas, aqui ou noutro sítio,
receberás igual recompensa segundo as tuas obras perante Deus.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Profecia do Dia
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Profecia do Dia
Quarta-feira, dia 28 de Outubro de 2009
S. Simão e S. Judas, Apóstolos Festa
S. Simão e S. Judas Tadeu, Apóstolos
S. Simão e S. Judas Tadeu, apóstolos
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II : «Uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sídon, que acorrera para O ouvir»
Leituras
Efésios 2,19-22.
Portanto, já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidadãos dos
santos e membros da casa de Deus,
edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, tendo por pedra
angular o próprio Cristo Jesus.
É nele que toda a construção, bem ajustada, cresce para formar um templo
santo, no Senhor.
É nele que também vós sois integrados na construção, para formardes uma
habitação de Deus, pelo Espírito.
Salmos 19(18),2-3.4-5.
Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento anuncia a obra das suas
mãos.
Um dia passa ao outro esta mensagem e uma noite dá conhecimento à outra
noite.
Não são palavras nem discursos cujo sentido se não perceba.
O seu eco ressoou por toda a terra, e a sua palavra, até aos confins do
mundo. Deus fez, lá no alto, uma tenda para o Sol,
Lucas 6,12-19.
Naqueles dias, Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar
a Deus.
Quando nasceu o dia, convocou os discípulos e escolheu doze dentre eles,
aos quais deu o nome de Apóstolos:
Simão, a quem chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago, João, Filipe e
Bartolomeu;
Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelote;
Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor.
Descendo com eles, deteve-se num sítio plano, juntamente com numerosos
discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do
litoral de Tiro e de Sídon,
que acorrera para o ouvir e ser curada dos seus males. Os que eram
atormentados por espíritos malignos ficavam curados;
e toda a multidão procurava tocar-lhe, pois emanava dele uma força que a
todos curava.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II
Constituição Dogmática sobre a Igreja, «Lumen Gentium», §§ 24-25
«Uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sídon, que acorrera para O ouvir»
Os Bispos, como sucessores dos Apóstolos, recebem do Senhor, a Quem foi
dado todo o poder no céu e na terra, a missão de ensinar todos os povos e
de pregar o Evangelho a toda a criatura, para que todos os homens se salvem
pela fé, pelo baptismo e pelo cumprimento dos mandamentos (cf. Mc 28, 18;
Mc 16, 15-16; Act 26, 17ss.). Para realizar esta missão, Cristo Nosso
Senhor prometeu o Espírito Santo aos apóstolos, e enviou-O do céu no dia de
Pentecostes, para, com o Seu poder, serem testemunhas perante as nações, os
povos e os reis, até aos confins da terra (cf. Act 1, 8; 2, 1ss.; 9, 15).
Este encargo que o Senhor confiou aos pastores do Seu povo é um verdadeiro
serviço, significativamente chamado «diaconia», ou ministério (cf. Act 1,
17 e 25; 21, 19; Rom 11, 13; 1Tim 1, 12). [...]Entre os
principais encargos dos Bispos, ocupa lugar preeminente a pregação do
Evangelho. Os Bispos são os arautos da fé, que para Deus conduzem novos
discípulos. Dotados da autoridade de Cristo, são doutores autênticos, que
pregam ao povo a eles confiado a fé que se deve crer e aplicar na vida
prática; ilustrando-a sob a luz do Espírito Santo e tirando do tesoiro da
Revelação coisas novas e antigas (cf. Mt 13, 52), fazem-no frutificar e
solicitamente afastam os erros que ameaçam o seu rebanho (1Tim 4, 1-4).
Ensinando em comunhão com o Romano Pontífice, devem por todos ser venerados
como testemunhas da verdade divina e católica. E os fiéis devem
conformar-se ao parecer que o seu Bispo emite em nome de Cristo sobre
matéria de fé ou costumes, aderindo a ele com religioso acatamento.
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
Profecia do Dia
Terça-feira, dia 27 de Outubro de 2009
Terça-feira da 30ª semana do Tempo Comum
S. Vicente, Santa Sabina e Santa Cristeta, irmãos, mártires, +303, São Gonçalo de Lagos, presbítero, +1422
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Máximo de Turim : «É semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e deitou no seu quintal»
Leituras
Romanos 8,18-25.
Estou convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação
com a glória que há-de revelar-se em nós.
Pois até a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a
revelação dos filhos de Deus.
De facto, a criação foi sujeita à destruição não voluntariamente, mas por
disposição daquele que a sujeitou na esperança
de que também ela será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar
a liberdade na glória dos filhos de Deus.
Bem sabemos como toda a criação geme e sofre as dores de parto até ao
presente.
Não só ela. Também nós, que possuímos as primícias do Espírito, nós
próprios gememos no nosso íntimo, aguardando a adopção filial, a libertação
do nosso corpo.
De facto, foi na esperança que fomos salvos. Ora uma esperança naquilo que
se vê não é esperança. Quem é que vai esperar aquilo que já está a ver?
Mas, se é o que não vemos que esperamos, então é com paciência que o temos
de aguardar.
Salmos 126(125),1-3.4-5.6.
Quando o SENHOR mudou o destino de Sião, parecia-nos viver um sonho.
nossa boca encheu-se de sorrisos e a nossa língua de canções. Dizia-se,
então, entre os pagãos: «O SENHOR fez por eles grandes coisas!»
Sim, o SENHOR fez por nós grandes coisas; por isso, exultamos de alegria.
Transforma, SENHOR, o nosso destino, como as chuvas transformam o deserto
do Négueb.
Aqueles que semeiam com lágrimas, vão recolher com alegria.
ida vão a chorar, carregando e lançando as sementes; no regresso cantam de
alegria, transportando os feixes de espigas.
Lucas 13,18-21.
Disse, então: «A que é semelhante o Reino de Deus e a que posso compará-lo?
É semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e deitou no seu
quintal. Cresceu, tornou-se uma árvore e as aves do céu vieram abrigar-se
nos seus ramos.»
Disse ainda: «A que posso comparar o Reino de Deus?
É semelhante ao fermento que certa mulher tomou e misturou com três medidas
de farinha, até ficar levedada toda a massa.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo
Sermão 26 (a partir da trad. coll. Pères dans la foi, Migne 1996, p. 124)
«É semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e deitou no seu quintal»
A propósito do que diz o Evangelho: «Um homem tomou-o e deitou-o no seu
quintal», que homem é esse, em vossa opinião, que semeou o grão que
recebeu, como um grão de mostarda no seu pequeno jardim? Penso que é aquele
sobre o qual o Evangelho diz: «Um membro do Conselho, chamado José, natural
de Arimateia [...], foi ter com Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus e,
descendo-O da cruz, envolveu-O num lençol e depositou-O num sepulcro
preparado no seu jardim» (Lc 23, 50-53). É por essa razão que as Escrituras
dizem: «Um homem tomou-o e deitou-o no seu jardim». No jardim de José
misturavam-se perfumes de diversas flores, mas um grão como aquele nunca lá
tinha sido deitado. O jardim espiritual da sua alma rescendia ao perfume
das suas virtudes, mas Cristo ainda não tinha sido aí colocado. Ao sepultar
o Salvador no monumento do seu jardim, ele acolheu-O mais profundamente no
fundo do seu coração.
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