Domingo, dia 31 de Janeiro de 2010
Domingo IV do tempo comum (semana IV do saltério)
S. João Bosco, presbítero, +1888
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Alexandria : Assim «renovas a face da terra» (Sl 103, 30)
Leituras
Jer. 1,4-5.17-19.
A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
«Antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia; antes que
saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei e te constituí profeta das
nações.»
Tu, porém, cinge os teus rins, levanta-te e diz-lhes tudo o que Eu te
ordenar. Não temas diante deles; se não, serei Eu a fazer-te temer na sua
presença.
E eis que hoje te estabeleço como cidade fortificada, como coluna de ferro
e muralha de bronze, diante de todo este país, dos reis de Judá e de seus
chefes, dos sacerdotes e do povo da terra.
Far-te-ão guerra, mas não hão-de vencer, porque Eu estou contigo para te
salvar» oráculo do Senhor.
Salmos 71(70),1-2.3-4.5-6.15.17.
Em ti, SENHOR, me refugio, jamais serei confundido.
Pela tua justiça, livra me e protege me; inclina para mim os teus ouvidos e
salva me.
Sê a minha protecção e o refúgio onde me acolho. Tu prometeste salvar-me,
pois és o meu rochedo e a minha
Meu Deus, livra me das mãos do ímpio, das mãos do opressor e do violento.
Tu és a minha esperança, ó Senhor DEUS, e a minha confiança desde a
juventude.
Em ti me apoio desde o seio materno, desde o ventre materno és o meu
protector; és o objecto contínuo do m
A minha boca proclamará a tua justiça, e todo o dia anunciarei a tua
salvação, sabendo bem que ela é inen
Instruíste me, ó Deus, desde a minha juventude e até hoje anunciei sempre
as tuas maravilhas.
1 Cor. 12,31.13,1-13.
Aspirai, porém, aos melhores dons. Aliás, vou mostrar-vos um caminho que
ultrapassa todos os outros.
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou
como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a
ciência, ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não
tiver amor, nada sou.
Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser
queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem
orgulhoso,
nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se
irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará. As profecias terão o seu fim, o dom das línguas
terminará e a ciência vai ser inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito e também imperfeita é a nossa
profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança,
raciocinava como criança. Mas, quando me tornei homem, deixei o que era
próprio de criança.
Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a
face. Agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou
conhecido.
Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor; mas a maior
de todas é o amor.
Lucas 4,21-30.
Começou, então, a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura,
que acabais de ouvir.»
Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam com as palavras repletas
de graça que saíam da sua boca. Diziam: «Não é este o filho de José?»
Disse-lhes, então: «Certamente, ides citar-me o provérbio: 'Médico, cura-te
a ti mesmo.' Tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaúm, fá-lo
também aqui na tua terra.»
Acrescentou, depois: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na
sua pátria.
Posso assegurar-vos, também, que havia muitas viúvas em Israel no tempo de
Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma
grande fome em toda a terra;
contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas sim a uma viúva que
vivia em Sarepta de Sídon.
Havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum
deles foi purificado senão o sírio Naaman.»
Ao ouvirem estas palavras, todos, na sinagoga, se encheram de furor.
E, erguendo-se, lançaram-no fora da cidade e levaram-no ao cimo do monte
sobre o qual a cidade estava edificada, a fim de o precipitarem dali
abaixo.
Mas, passando pelo meio deles, Jesus seguiu-o seu caminho.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Alexandria (380-444), Bispo e Doutor da Igreja
Sobre o Profeta Isaías, 5, 5; PG 70, 1352-1353 (a partir da trad. de Delhougne, Les Pères commentent, p. 394)
Assim «renovas a face da terra» (Sl 103, 30)
Cristo quis trazer a Si o mundo inteiro e conduzir a Deus Pai todos os
habitantes da terra. Quis restabelecer todas as coisas num estado melhor e
renovar, por assim dizer, a face da terra. Eis por que, mesmo sendo o
Senhor do Universo, tomou «a condição de servo» (Fil 2, 7). Por isso,
anunciou a Boa Nova aos pobres, afirmando que tinha sido enviado com esse
objectivo (Lc 4, 18).
Os pobres, ou antes, as pessoas que podemos considerar como pobres, são as
que sofrem por se verem privadas de todo o bem, as «sem esperança e sem
Deus no mundo» (Ef 2, 12), como diz a Escritura. São, parece-nos, as
pessoas vindas do paganismo e que, enriquecidas pela fé em Cristo,
beneficiaram deste tesouro divino: a proclamação que trouxe a Salvação. Por
ela, tornaram-se participantes do Reino dos céus e concidadãos dos santos,
herdeiros das realidades que o homem não pode compreender nem exprimir
daquilo que, segundo o apóstolo Paulo, «os olhos não viram, os ouvidos não
ouviram, o coração do homem não pressentiu, isso Deus preparou para aqueles
que O amam» (1Cor 2, 9). [...]
Também os descendentes de Israel tinham o coração ferido, eram pobres e
como que prisioneiros, estavam cheios de trevas. [...] Cristo veio anunciar
os benefícios da Sua vinda precisamente aos descendentes de Israel, antes
dos outros, e ao mesmo tempo proclamar o ano da graça do Senhor (Lc 4, 19)
e o dia da recompensa.
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sábado, 30 de janeiro de 2010
Profecia do Dia
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Profecia do Dia
Sabado, dia 30 de Janeiro de 2010
Santa Jacinta Mariscotti, virgem, +1640, Santa Batilde, viúva, +680
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Desencadeou-se, então, um grande turbilhão de vento, e as ondas arrojavam-se contra o barco»
Leituras
2 Sam. 12,1-7.10-17.
O Senhor enviou então Natan a David. Logo que entrou no palácio, Natan
disse-lhe: «Dois homens viviam na mesma cidade, um rico e outro pobre.
O rico tinha ovelhas e bois em grande quantidade;
o pobre, porém, tinha apenas uma ovelha pequenina, que comprara. Criara-a,
e ela crescera junto dele e dos seus filhos, comendo do seu pão, bebendo do
seu copo e dormindo no seu seio; era para ele como uma filha.
Certo dia, chegou um hóspede a casa do homem rico, o qual não quis tocar
nas suas ovelhas nem nos seus bois para preparar o banquete e dar de comer
ao hóspede que chegara; mas foi apoderar-se da ovelhinha do pobre e
preparou-a para o seu hóspede.»
David, indignado contra tal homem, disse a Natan: «Pelo Deus vivo! O homem
que fez isso merece a morte.
Pagará quatro vezes o valor da ovelha, por ter feito essa maldade e não ter
tido compaixão.»
Natan disse a David: «Esse homem és tu! Isto diz o Senhor, Deus de Israel:
'Ungi-te rei de Israel, salvei-te das mãos de Saul,
Por isso, jamais se afastará a espada da tua casa, porque me desprezaste e
tomaste a mulher de Urias, o hitita, para fazer dela tua esposa'.
Eis, pois, o que diz o Senhor: 'Vou fazer sair da tua própria casa males
contra ti. Tomarei as tuas mulheres diante dos teus olhos e hei-de dá-las a
outro, que dormirá com elas à luz do Sol!
Pois tu pecaste ocultamente; mas Eu farei o que digo diante de todo o
Israel e à luz do dia!'»
David disse a Natan: «Pequei contra o Senhor.» Natan respondeu-lhe: «O
Senhor perdoou o teu pecado. Não morrerás.
Todavia, como ofendeste gravemente o Senhor com a acção que fizeste,
morrerá certamente o filho que te nasceu.»
E Natan voltou para sua casa. O Senhor feriu o menino que a mulher de Urias
havia dado a David com uma doença grave.
David orou a Deus pelo menino; jejuou e passou a noite prostrado por terra.
Os anciãos da sua casa, de pé junto dele, pediam-lhe que se levantasse do
chão, mas ele não o quis fazer nem tomar com eles alimento algum.
Salmos 51(50),12-13.14-15.16-17.
Cria em mim, ó Deus, um coração puro; renova e dá firmeza ao meu espírito.
Não me afastes da tua presença, nem me prives do teu santo espírito!
Dá-me de novo a alegria da tua salvação e sustenta me com um espírito
generoso.
Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos e os pecadores hão de
voltar para ti.
Ó Deus, meu salvador, livra me do crime de sangue, e a minha língua
anunciará a tua justiça.
Abre, Senhor, os meus lábios, para que a minha boca possa anunciar o teu
louvor.
Marcos 4,35-41.
Naquele dia, ao entardecer, disse: «Passemos para a outra margem.»
Afastando-se da multidão, levaram-no consigo, no barco onde estava; e havia
outras embarcações com Ele.
Desencadeou-se, então, um grande turbilhão de vento, e as ondas
arrojavam-se contra o barco, de forma que este já estava quase cheio de
água.
Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada.
Acordaram-no e disseram-lhe: «Mestre, não te importas que pereçamos?» Ele,
despertando, falou imperiosamente ao vento e disse ao mar: «Cala-te,
acalma-te!» O vento serenou e fez-se grande calma.
Depois disse-lhes: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?»
E sentiram um grande temor e diziam uns aos outros: «Quem é este, a quem
até o vento e o mar obedecem?»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Discursos sobre os salmos, Salmo 25, n.° 2 (a partir da trad. de AELF rev.)
«Desencadeou-se, então, um grande turbilhão de vento, e as ondas arrojavam-se contra o barco»
Também nós navegamos num lago onde não falta vento nem tempestades; as
tentações quotidianas deste mundo quase submergem a nossa barca. Donde vem
tudo isso, senão do facto de Jesus estar a dormir? Se Jesus não estivesse
adormecido dentro de ti, não sofrerias tais tempestades, mas fruiriras de
uma grande tranquilidade interior, porque Jesus velaria contigo.
Que quer isto dizer: «Jesus está adormecido»? Significa que a tua fé em
Jesus está caída no sono. As tempestades do lago levantam-se: vês os maus a
prosperar e os bons sofrer ; é uma tentação, um entrechocar de ondas. E, na
tua alma, dizes: «Ó meu Deus, é isto a Tua justiça, prosperarem os maus e
ficarem os bons abandonados ao sofrimento?» Sim, dizes tu Deus: «É esta a
Tua justiça?» E Deus responde: «É isso a tua fé? O que te prometi de facto?
Fizeste-te cristão para singrares neste mundo? Atormentas-te com o destino
dos maus, aqui, quando não conheces o seu destino no outro mundo?»
Qual o motivo de falares assim e de seres sacudido pelas ondas do lago e
pela tempestade? É porque em ti Jesus dorme; quero com isto dizer que a
tua fé em Jesus adormeceu no teu coração. Que farás para seres libertado?
Acorda Jesus e diz-Lhe: «Mestre, estamos perdidos». As incertezas da
travessia do lago atribulam-nos; estamos perdidos. Mas Ele depertará, quer
dizer, a tua fé voltará; e, com a ajuda de Jesus, reflectirás no teu
coração e notarás que os bens concedidos hoje aos maus não durarão. São
bens que se lhes escaparão durante a vida ou que terão de abandonar no
momento da morte. A ti, pelo contrário, o que te for prometido ficar-te-á
para a eternidade [...]. Vira pois as costas àquilo que cai em ruína, e
volta o teu rosto para o que permanece perene. Quando Cristo acordar, a
tempestade já não te sacudirá o coração, as ondas não afundarão a tua
barca, porque o vento e as ondas ficarão sob o comando da tua fé, e então o
perigo desaparecerá.
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 29 de Janeiro de 2010
S. Constâncio, bispo, mártir, + 178, São José Freinademetz, presbítero, fundador, +1908, S. Valério, bispo, +315
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Carta a Diogneto : Semeados em terra
Leituras
2 Sam. 11,1-4.5-10.13-17.
No ano seguinte, na época em que os reis saem para a guerra, David enviou
Joab com os seus oficiais e todo o Israel; eles devastaram a terra dos
amonitas e sitiaram Rabá. David ficou em Jerusalém.
E aconteceu que uma tarde David levantou-se da cama, pôs-se a passear no
terraço do seu palácio e avistou dali uma mulher que tomava banho e que era
muito formosa.
David procurou saber quem era aquela mulher e disseram-lhe que era Betsabé,
filha de Eliam, mulher de Urias, o hitita.
Então, David enviou emissários para que lha trouxessem. Ela veio e David
dormiu com ela, depois de purificar-se do seu período menstrual. Depois,
voltou para sua casa.
E, vendo que concebera, mandou dizer a David: «Estou grávida.»
Então, David mandou esta mensagem a Joab: «Manda-me Urias, o hitita.» E
Joab enviou Urias, o hitita, a David.
Quando Urias chegou, David pediu-lhe notícias de Joab, do exército e da
guerra.
E depois disse-lhe: «Desce à tua casa e lava os teus pés.» Urias saiu do
palácio do rei, e este, em seguida, enviou-lhe comida da sua mesa real.
Mas Urias não foi a sua casa e dormiu à porta do palácio com os outros
servos do seu senhor.
E contaram-no a David, dizendo-lhe: «Urias não foi a sua casa.» David
perguntou a Urias: «Não voltaste, porventura, de uma viagem? Porque não
foste a tua casa?»
David convidou-o a comer e beber com ele, e embriagou-o. Mas à noite, Urias
não foi a sua casa; saiu e deitou-se com os outros servos do seu senhor.
No dia seguinte de manhã, David escreveu uma carta a Joab e enviou-lha por
Urias.
Dizia nela: «Coloca Urias na frente, onde o combate for mais aceso, e não o
socorras, para que ele seja ferido e morra.»
Joab, que sitiava a cidade, pôs Urias no lugar onde sabia que estavam os
mais valentes guerreiros do inimigo.
Os assediados fizeram uma surtida contra Joab, e morreram alguns homens de
David, entre os quais Urias, o hitita.
Salmos 51(50),3-4.5-7.10-11.
Tem compaixão de mim, ó Deus, pela tua bondade; pela tua grande
misericórdia, apaga o meu pecado.
Lava me de toda a iniquidade; purifica me dos meus delitos.
Reconheço as minhas culpas e tenho sempre diante de mim os meus pecados.
Contra ti pequei, só contra ti, fiz o mal diante dos teus olhos; por isso é
justa a tua sentença e recto o teu jul
Eis que nasci na culpa e a minha mãe concebeu me em pecado.
Faz me ouvir palavras de gozo e alegria e exultem estes ossos que
trituraste.
Desvia o teu rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas culpas.
Marcos 4,26-34.
Dizia ainda: «O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra.
Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina
e cresce, sem ele saber como.
A terra produz por si, primeiro o caule, depois a espiga e, finalmente, o
trigo perfeito na espiga.
E, quando o fruto amadurece, logo ele lhe mete a foice, porque chegou o
tempo da ceifa.»
Dizia também: «Com que havemos de comparar o Reino de Deus? Ou com qual
parábola o representaremos?
É como um grão de mostarda que, ao ser deitado à terra, é a mais pequena de
todas as sementes que existem;
mas, uma vez semeado, cresce, transforma-se na maior de todas as plantas do
horto e estende tanto os ramos, que as aves do céu se podem abrigar à sua
sombra.»
Com muitas parábolas como estas, pregava-lhes a Palavra, conforme eram
capazes de compreender.
Não lhes falava senão em parábolas; mas explicava tudo aos discípulos, em
particular.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Carta a Diogneto (c. 200)
§ 6
Semeados em terra
O que a alma é para o corpo, os cristãos são-no no mundo. A alma está
difundida por todos os membros do corpo, tal como os cristãos pelas cidades
do mundo. A alma habita no corpo e, no entanto, não é do corpo, tal como os
cristãos habitam no mundo, mas não são do mundo (Jo 17, 16). Invisível, a
alma está prisioneira num corpo visível. Assim os cristãos: vivem no mundo,
mas o culto que prestam a Deus é invisível. A carne detesta a alma e
combate-a, sem dela ter recebido qualquer dano, mas porque ela a impede de
gozar de todos os prazeres; assim também, o mundo detesta os cristãos, que
nenhum mal lhe fazem, mas se opõem aos seus prazeres. A alma ama essa carne
que a detesta, e os seus membros, tal como os cristãos amam aqueles que os
detestam.
A alma está fechada no corpo; contudo, é ela que mantém o corpo. Os
cristãos estão como cativos na prisão do mundo; contudo, são eles que
mantêm o mundo. Imortal, a alma habita uma tenda mortal; assim também, os
cristãos montam a sua tenda no que é corruptível, mas na esperança da
incorruptibilidade celeste (1Cor 15, 50). [...] E é tão nobre o posto que
Deus lhes destinou, que não lhes é permitido desertar.
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