quinta-feira, 18 de março de 2010

Profecia do Dia

Sexta-feira, dia 19 de Março de 2010
S. JOSÉ, esposo da Virgem Santa Maria, padroeiro da Igreja universal - solenidade

S. José, Esposo da Virgem Maria (ofício próprio)



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Bernardino de Siena : São José, guardião fiel dos mistérios da salvação

Leituras

2 Sam. 7,4-5.12-14.16.
Mas, naquela mesma noite, o Senhor falou a Natan, dizendo-lhe:
«Vai dizer ao meu servo David: Diz o Senhor: "És tu que me vais construir
uma casa para Eu habitar?
Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, manterei
depois de ti a descendência que nascerá de ti e consolidarei o seu reino.
Ele construirá um templo ao meu nome, e Eu firmarei para sempre o seu trono
régio.
Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Se ele cometer
alguma falta, hei-de corrigi-lo com varas e com açoites, como fazem os
homens,
A tua casa e o teu reino permanecerão para sempre diante de mim, e o teu
trono estará firme para sempre".»


Salmos 89(88),2-3.4-5.27.29.
Hei de cantar para sempre o amor do SENHOR; a todas as gerações anunciarei
a sua fidelidade.
Proclamarei que o teu amor é para sempre, e que a tua fidelidade é eterna
como o céu.
"Fiz uma aliança com o meu eleito, jurei a David, meu servo:
'Estabelecerei a tua descendência para sempre e o teu trono há-de manter-se
eternamente'."
Ele me invocará, dizendo: 'Tu és meu pai, és o meu Deus e o rochedo da
minha salvação!'
Hei-de assegurar lhe para sempre o meu favor e a minha aliança com ele
há-de manter-se firme.


Romanos 4,13.16-18.22.
Não foi em virtude da Lei, mas da justiça obtida pela fé que a Abraão, ou à
sua descendência, foi feita a promessa de que havia de receber o mundo em
herança.
Por isso, é da fé que depende a herança. Só assim é que esta é gratuita, de
tal modo que a promessa se mantém válida para todos os descendentes: não
apenas para aqueles que o são em virtude da Lei, mas também para os que o
são em virtude da fé de Abraão, pai de todos nós,
conforme o que está escrito: Fiz de ti o pai de muitos povos. Pai diante
daquele em quem acreditou, o Deus que dá vida aos mortos e chama à
existência o que não existe.
Foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou
e assim se tornou pai de muitos povos, conforme o que tinha sido dito:
Assim será a tua descendência.
Esta foi exactamente a razão pela qual isso lhe foi atribuído à conta de
justiça.


Mateus 1,16.18-21.24.
Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama
Cristo.
Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava
desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo
poder do Espírito Santo.
José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu
deixá-la secretamente.
Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos
e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa,
pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará
o povo dos seus pecados.»
Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu
sua esposa.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Bernardino de Siena (1380-1444), franciscano
Homilia sobre São José; OC 7, 16. 27-50 (a partir da trad. do breviário)

São José, guardião fiel dos mistérios da salvação

Quando a bondade divina escolhe alguém para uma graça singular, dá-lhe
todos os carismas necessários, o que aumenta muito a sua beleza espiritual.
Isto verificou-se totalmente com São José, pai legal de Nosso Senhor Jesus
Cristo e verdadeiro esposo da Rainha do mundo e Soberana dos anjos. O Pai
eterno escolheu-o para ser o guardião fiel dos Seus principais tesouros,
quer dizer, de Seu Filho e de Sua esposa, função que ele desempenhou muito
fielmente. Foi por isso que o Senhor disse: «Servo bom e fiel, entra no
gozo do teu senhor» (Mt 25, 21).

Se comparares José com o resto da Igreja de Cristo, não é verdade que é um
homem particularmente escolhido, pelo qual Cristo entrou no mundo de
maneira regular e honrosa? Pois se toda a Santa Igreja é devedora para com
a Virgem Maria porque foi a Ela que foi dado receber Cristo, após Ela, é a
São José que deve um reconhecimento e um respeito sem paralelo.

Ele é, com efeito, o epílogo do Antigo Testamento: é nele que a dignidade
dos patriarcas e dos profetas recebe o fruto prometido. Só ele possuiu
realmente o que a bondade divina lhes tinha prometido. Certamente não
podemos duvidar de que a intimidade e o respeito que, durante a Sua vida
humana, Cristo deu a José, como um filho a seu pai, não lhe foram negados
no céu, antes foram enriquecidos e completados. O Senhor também
acrescentou: «Entra no gozo do teu senhor».

Lembra-te de nós, bem-aventurado José, intercede, pelo auxílio da tua
oração, junto de teu Filho adoptivo; torna igualmente propícia a
bem-aventurada Virgem, tua esposa, porque Ela é a mãe Daquele que, com o
Pai e o Espírito Santo, vive e reina pelos séculos sem fim.




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quarta-feira, 17 de março de 2010

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 18 de Março de 2010
Quinta-feira da 4ª da Quaresma

S. Cirilo de Jerusalém, bispo, Doutor da Igreja, +386, Santo Eduardo, rei de Inglaterra, mártir, +978



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II : «Investigai as Escrituras [...]: são elas que dão testemunho a Meu favor.»

Leituras

Ex. 32,7-14.
O Senhor disse a Moisés: «Vai, desce, porque o teu povo, aquele que tiraste
do Egipto, está pervertido.
Desviaram-se bem depressa do caminho que lhes prescrevi. Fizeram um bezerro
de metal fundido, prostraram-se diante dele, ofereceram-lhe sacrifícios e
disseram: «Israel, aqui tens o teu deus, aquele que te fez sair do Egipto.»

O Senhor prosseguiu: «Vejo bem que este povo é um povo de cerviz dura.
Agora, deixa-me; a minha cólera vai inflamar-se contra eles e
destruí-los-ei. Mas farei de ti uma grande nação.»
Moisés implorou ao Senhor, seu Deus, dizendo-lhe: «Porquê, Senhor, a tua
cólera se inflamará contra o teu povo, que fizeste sair do Egipto com tão
grande poder e com mão tão poderosa?
Não é conveniente que se possa dizer no Egipto: 'Foi com má intenção que
Ele os fez sair, foi para os matar nas montanhas e suprimi-los da face da
Terra!' Não te deixes dominar pela cólera e abandona a decisão de fazer mal
a este povo.
Recorda-te de Abraão, de Isaac e de Israel, teus servos, aos quais juraste
por ti mesmo: tornarei a vossa descendência tão numerosa como as estrelas
do céu e concederei à vossa posteridade esta terra de que falei, e eles
hão-de recebê-la como herança eterna.»
E o Senhor arrependeu-se das ameaças que proferira contra o seu povo.


Salmos 106(105),19-20.21-22.23.
Fizeram um bezerro de ouro no Horeb e adoraram um ídolo de metal fundido.
Trocaram assim o seu Deus glorioso pela figura de um animal que come feno.
Esqueceram a Deus, que os salvara, que realizara prodígios no Egipto,
maravilhas do país de Cam, feitos gloriosos no Mar dos Juncos.
Deus decidiu aniquilá-los. Moisés, porém, seu escolhido, intercedeu junto
dele, para acalmar a sua ira destruidora.


João 5,31-47.
«Se Eu testemunhasse a favor de mim próprio, o meu testemunho não teria
valor;
há outro que testemunha em favor de mim, e Eu sei que o seu testemunho,
favorável a mim, é verdadeiro.
Vós enviastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade.
Não é, porém, de um homem que Eu recebo testemunho, mas digo-vos isto para
vos salvardes.
João era uma lâmpada ardente e luminosa, e vós, por um instante, quisestes
alegrar-vos com a sua luz.
Mas tenho a meu favor um testemunho maior que o de João, pois as obras que
o Pai me confiou para levar a cabo, essas mesmas obras que Eu faço, dão
testemunho de que o Pai me enviou.
E o Pai que me enviou mantém o seu testemunho a meu favor. Nunca ouvistes a
sua voz, nem vistes o seu rosto,
nem a sua palavra permanece em vós, visto não crerdes neste que Ele enviou.

Investigai as Escrituras, dado que julgais ter nelas a vida eterna: são
elas que dão testemunho a meu favor.
Vós, porém, não quereis vir a mim, para terdes a vida!
Eu não ando à procura de receber glória dos homens;
a vós já vos conheço, e sei que não há em vós o amor de Deus.
Eu vim em nome de meu Pai, e vós não me recebeis; se outro viesse em seu
próprio nome, a esse já o receberíeis.
Como vos é possível acreditar, se andais à procura da glória uns dos
outros, e não procurais a glória que vem do Deus único?
Não penseis que Eu vos vou acusar diante do Pai; há quem vos acuse: é
Moisés, em quem continuais a pôr a vossa esperança.
De facto, se acreditásseis em Moisés, talvez acreditásseis em mim, porque
ele escreveu a meu respeito.
Mas, se vós não acreditais nos seus escritos, como haveis de acreditar nas
minhas palavras?»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Concílio Vaticano II
Constituição dogmática sobre a Revelação Divina (Dei Verbum), §§ 14-16

«Investigai as Escrituras [...]: são elas que dão testemunho a Meu favor.»

Deus amantíssimo, desejando e preparando com solicitude a salvação de todo
o género humano, escolheu por especial providência um Povo a quem confiar
as Suas promessas. [...] A «economia» da salvação, de antemão anunciada,
narrada e explicada pelos autores sagrados, encontra-se nos livros do
Antigo Testamento, como verdadeira Palavra de Deus. Por isso, estes livros
divinamente inspirados conservam o seu valor perene: «Tudo quanto está
escrito para nossa instrução está escrito para que, por meio da paciência e
da consolação que nos vêm da Escritura, tenhamos esperança» (Rom 15, 4).A «economia» do Antigo Testamento destinava-se sobretudo a
preparar, a anunciar profeticamente e a simbolizar com várias figuras o
advento de Cristo, redentor universal, e o do reino messiânico. Mas os
livros do Antigo Testamento, segundo a condição do género humano antes do
tempo da salvação estabelecida por Cristo, manifestam a todos o
conhecimento de Deus e do homem, e o modo como Deus, justo e
misericordioso, trata os homens. Tais livros, apesar de conterem também
coisas imperfeitas e transitórias, revelam contudo a verdadeira pedagogia
divina. Por isso, os fiéis devem receber com devoção estes livros, que
exprimem o vivo sentido de Deus, nos quais se encontram sublimes doutrinas
a respeito de Deus, uma sabedoria salutar a respeito da vida humana, bem
como admiráveis tesouros de preces, nos quais, finalmente, está latente o
mistério da nossa salvação.Foi por isso que Deus, inspirador e
autor dos livros dos dois testamentos, dispôs tão sabiamente as coisas, que
o Novo Testamento está latente no Antigo, e o Antigo Testamento está
patente no Novo. Pois, apesar de Cristo ter alicerçado a Nova Aliança no
Seu sangue, os livros do Antigo Testamento, ao serem integralmente
assumidos na pregação evangélica, adquirem e manifestam a sua plena
significação no Novo Testamento, que por sua vez iluminam e explicam.




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terça-feira, 16 de março de 2010

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 17 de Março de 2010
Quarta-feira da 4ª semana da Quaresma

S. Patrício, bispo, +461



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Carta a Diogneto : «Mais vontade tinham os judeus de O matar [...] [pois Ele] até chamava a Deus seu próprio Pai»

Leituras

Is. 49,8-15.
Eis o que diz o SENHOR: «Eu respondi-te no tempo da graça, e socorri-te no
dia da salvação. Defendi-te e designei-te como aliança do povo, para
restaurares o país e repartires as heranças devastadas,
para dizeres aos prisioneiros: 'Saí da prisão!' E aos que estão nas trevas:
'Vinde à luz!' Ao longo dos caminhos encontrarão que comer, e em todas as
dunas arranjarão alimento.
Não padecerão fome nem sede, e não os molestará o vento quente nem o sol,
porque o que tem compaixão deles os guiará, e os conduzirá em direcção às
fontes.
Transformarei os meus montes em caminhos planos, e as minhas estradas serão
alteadas.
Vede como eles chegam de longe! Uns vêm do Norte e do Poente, e outros, da
terra de Siene.»
Cantai, ó céus! Exulta de alegria, ó terra! Prorrompei em exclamações, ó
montes! Na verdade, o SENHOR consola o seu povo, e se compadece dos
desamparados.
Sião dizia: «O SENHOR abandonou-me, o meu dono esqueceu-se de mim.»
Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto
das suas entranhas? Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca te
esqueceria.


Salmos 145(144),8-9.13-14.17-18.
SENHOR é clemente e compassivo, é paciente e misericordioso.
SENHOR é bom para com todos; a sua ternura repassa todas as suas obras.
teu reino é um reino para toda a eternidade e o teu domínio estende-se por
todas as gerações.
SENHOR ergue todos os que caem e reanima todos os abatidos.
SENHOR é justo em todos os seus caminhos e misericordioso em todas as suas
obras.
SENHOR está perto de todos os que o invocam, dos que o invocam
sinceramente.


João 5,17-30.
Naquela altura Jesus replicou-lhes: «O meu Pai continua a realizar obras
até agora, e Eu também continuo!»
Perante isto, mais vontade tinham os judeus de o matar, pois não só anulava
o Sábado, mas até chamava a Deus seu próprio Pai, fazendo-se assim igual a
Deus.
Jesus tomou, pois, a palavra e começou a dizer-lhes: «Em verdade, em
verdade vos digo: o Filho, por si mesmo, não pode fazer nada, senão o que
vir fazer ao Pai, pois aquilo que este faz também o faz igualmente o Filho.

De facto, o Pai ama o Filho e mostra-lhe tudo o que Ele mesmo faz; e há-de
mostrar-lhe obras maiores do que estas, de modo que ficareis assombrados.
Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos e os faz viver, também o Filho
faz viver aqueles que quer.
O Pai, aliás, não julga ninguém, mas entregou ao Filho todo o julgamento,
para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não
honra o Pai que o enviou.
Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele
que me enviou tem a vida eterna e não é sujeito a julgamento, mas passou da
morte para a vida.
Em verdade, em verdade vos digo: chega a hora e é já em que os mortos
hão-de ouvir a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão,
pois, assim como o Pai tem a vida em si mesmo, também deu ao Filho o poder
de ter a vida em si mesmo;
e deu-lhe o poder de fazer o julgamento, porque Ele é Filho do Homem.
Não vos assombreis com isto: é chegada a hora em que todos os que estão nos
túmulos hão-de ouvir a sua voz,
e sairão: os que tiverem praticado o bem, para uma ressurreição de vida; e
os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de condenação.
Por mim mesmo, Eu não posso fazer nada: conforme ouço, assim é que julgo; e
o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a daquele
que me enviou.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Carta a Diogneto (c. 200)
Cap. 9 (a partir da trad. de Orval; cf. SC 33 bis, p.68)

«Mais vontade tinham os judeus de O matar [...] [pois Ele] até chamava a Deus seu próprio Pai»

Até aos dias de hoje, que são os últimos, Deus permitiu-nos que nos
deixássemos levar ao sabor de desordenadas inclinações, arrastados pelos
prazeres e pelas paixões. Não é que tenha tido o menor dos prazeres com os
nossos pecados; tolerava apenas este tempo de iniquidade, sem que nele
consentisse. Preparava o tempo actual, o da justiça, para que, convencidos
de termos sido indignos da vida durante esse período devido aos nossos
erros, nos tornemos agora dignos dela pelo efeito da bondade divina
[...].

Ele não nos odiou; não nos repeliu [...]. Tendo piedade de nós, tomou sobre
Si a responsabilidade dos nossos erros, e enviou o Seu próprio Filho para
nos resgatar: o santo para os ímpios, o inocente para os maus, «o justo
para os injustos» (1Pe 3, 18), o incorrupto para os corruptos, o imortal
para os mortais. Que outra coisa a não ser a Sua justiça poderia cobrir,
anular, os nossos pecados? Em Quem poderíamos nós ser justificados, senão
no Filho unigénito de Deus? Dulcíssima troca, insondável obra, inesperados
dons ! O crime de muitos é coberto pela justiça de apenas Um, e a justiça
de Um único justifica a muitos culpados. No passado, Ele convenceu a nossa
natureza da sua incapacidade em obter a vida; agora mostrou-nos o Salvador
capaz de salvar o que não podia ser salvo. Quis, destes dois modos, dar-nos
a fé na Sua bondade e fazer-nos ver n'Ele Aquele que alimenta, Aquele que é
o pai, o mestre, o conselheiro, o médico, a inteligência, a luz, a honra, a
glória, a força e a vida.




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