Terça-feira, dia 20 de Abril de 2010
Terça-feira da 3ª semana da Páscoa
S. Teodoro, presbítero, +613, Santa Inês de Montepulciano, virgem, +1312, Santa Sara, padroeira do povo cigano
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Justino : «O verdadeiro pão vindo do céu»: no século II, uma das primeiras descrições da eucaristia fora do Novo Testamento
Leituras
Actos 7,51-60.8,1.
Homens de cerviz dura, incircuncisos de coração e de ouvidos, sempre vos
opondes ao Espírito Santo; como foram os vossos pais, assim sois vós
também.
Qual foi o profeta que os vossos pais não tenham perseguido? Mataram os que
predisseram a vinda do Justo, a quem traístes e assassinastes,
vós, que recebestes a Lei pelo ministério dos anjos, mas não a guardastes!»
Ao ouvirem tais palavras, encheram-se intimamente de raiva e rangeram os
dentes contra Estêvão.
Mas este, cheio do Espírito Santo e de olhos fixos no Céu, viu a glória de
Deus e Jesus de pé, à direita de Deus.
«Olhai, disse ele, eu vejo o Céu aberto e o Filho do Homem de pé, à direita
de Deus.»
Eles, então, soltaram um grande grito e taparam os ouvidos; depois, à uma,
atiraram-se a ele
e, arrastando-o para fora da cidade, começaram a apedrejá-lo. As
testemunhas depuseram as capas aos pés de um jovem chamado Saulo.
E, enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o
meu espírito.»
Depois, posto de joelhos, bradou com voz forte: «Senhor, não lhes atribuas
este pecado.» Dito isto, adormeceu.
Saulo aprovava também essa morte. No mesmo dia, uma terrível perseguição
caiu sobre a igreja de Jerusalém. À excepção dos Apóstolos, todos se
dispersaram pelas terras da Judeia e da Samaria.
Salmos 31(30),3-4.6.7.8.17.21.
Inclina para mim os teus ouvidos; apressa te a libertar me. Sê para mim uma
rocha de refúgio, uma fortaleza que me salve.
Tu és o meu rochedo e a minha fortaleza; por amor do teu nome, guia me e
conduz me.
Nas tuas mãos entrego o meu espírito; SENHOR, Deus fiel, salva me.
Detesto os que adoram ídolos falsos; eu, por mim, confio no SENHOR.
Hei-de alegrar-me e regozijar-me com a tua misericórdia, pois viste a minha
miséria e conheceste a angústia da minha alma.
Brilhe sobre o teu servo a luz da tua face; salva me pela tua
misericórdia."
Ao abrigo da tua face, Tu os guardas das intrigas dos homens; na tua tenda
os defendes contra as línguas maldizentes.
João 6,30-35.
Eles replicaram: «Que sinal realizas Tu, então, para nós vermos e crermos
em ti? Que obra realizas Tu?
Os nossos pais comeram o maná no deserto, conforme está escrito: Ele
deu-lhes a comer o pão vindo do Céu.»
E Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés
que vos deu o pão do Céu, mas é o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do
Céu,
pois o pão de Deus é aquele que desce do Céu e dá a vida ao mundo.»
Disseram-lhe então: «Senhor, dá-nos sempre desse pão!»
Respondeu-lhes Jesus: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá
fome e quem crê em mim jamais terá sede.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Justino (c. 100-160), filósofo, mártir
Primeira Apologia, 67.66; Pg 6, 427-431
«O verdadeiro pão vindo do céu»: no século II, uma das primeiras descrições da eucaristia fora do Novo Testamento
No dia que se chama o dia do sol [o domingo], todos os habitantes das
cidades ou dos campos se reúnem num só local. Lemos as memórias dos
apóstolos e os escritos dos profetas quando o tempo o permite. Quando a
leitura termina, quem preside toma a palavra para chamar a atenção sobre
esses belos ensinamentos e exortar a segui-los. Seguidamente, levantamo-nos
todos juntos e recomendamos as intenções de oração. Depois trazem pão,
vinho e água. O presidente faz subir de todo o seu coração ao céu orações e
acções de graças, e o povo responde com a aclamação «Ámen!», uma palavra
hebraica que significa: «Assim seja».
Nós chamamos este alimento eucaristia, e ninguém pode tomar parte dele se
não crê na verdade da nossa doutrina e se não recebeu o banho do baptismo
para a remissão dos pecados e a regeneração. Porque nós não tomamos este
alimento como um pão vulgar ou uma bebida comum. Tal como, pela Palavra de
Deus, Jesus Cristo, nosso Salvador, incarnou em carne e osso para a nossa
salvação, assim o alimento consagrado nas próprias palavras da Sua oração é
destinado a alimentar a nossa carne e o nosso sangue para nos transformar;
este alimento é o corpo e o sangue de Jesus incarnado: esta é a nossa
doutrina. Os apóstolos, nas memórias que nos deixaram e a que chamamos
evangelhos, transmitiram-nos assim a recomendação que Jesus lhes fez: Ele
tomou o pão, deu graças e disse: «Fazei isto em memória de Mim; isto é o
Meu corpo». Tomou igualmente um cálice, deu graças e disse: «Isto é o Meu
sangue». E deu-lhos só a eles (Mt 26, 26ss.; 1Cor 11, 23ss.). [...] É no
dia do sol que nós nos reunimos todos, porque esse é o primeiro dia, em que
Deus separou a matéria das trevas para fazer o mundo, e é o dia em que
Jesus Cristo nosso Salvador ressuscitou dos mortos.
Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Profecia do Dia
domingo, 18 de abril de 2010
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 19 de Abril de 2010
Segunda-feira da 3ª semana da Páscoa
Santo Expedito, mártir, séc. III, S. Leão IX, papa, +1054, Nossa Senhora da Alegria, Santa Maria da Encarnação, viúva, religiosa, +1613
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-aventurado Henri Suso : À Procura de Jésus
Leituras
Actos 6,8-15.
Cheio de graça e força, Estêvão fazia extraordinários milagres e prodígios
entre o povo.
Ora, alguns membros da sinagoga, chamada dos libertos, dos cireneus, dos
alexandrinos e dos da Cilícia e da Ásia, vieram para discutir com Estêvão;
mas era-lhes impossível resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele
falava.
Subornaram, então, uns homens para dizerem: «Ouvimo-lo proferir palavras
blasfemas contra Moisés e contra Deus.»
Provocaram, assim, a ira do povo, dos anciãos e dos escribas; depois,
surgindo-lhe na frente, arrebataram-no e levaram-no ao Sinédrio.
Aí, apresentaram falsas testemunhas que declararam: «Este homem não cessa
de falar contra este Lugar Santo e contra a Lei,
pois ouvimo-lo afirmar que Jesus, o Nazareno, destruiria este lugar e
mudaria as regras que Moisés nos legou.»
Todos os membros do Sinédrio tinham os olhos fixos nele e viram que o seu
rosto era como o rosto de um Anjo.
Salmos 119(118),23-24.26-27.29-30.
Ainda que os grandes conspirem contra mim, o teu servo meditará nas tuas
leis.
Os teus preceitos são as minhas delícias; são eles os meus conselheiros.
Dalet
Expus-te os meus caminhos e Tu me respondeste; ensina-me as tuas leis.
Faz-me compreender o caminho dos teus preceitos para meditar nas tuas
maravilhas.
Afasta-me dos caminhos da mentira; concede-me a graça da tua lei.
Escolhi o caminho da verdade e preferi as tuas sentenças.
João 6,22-29.
No dia seguinte, a multidão que ficara do outro lado do lago reparou que
ali não estivera mais do que um barco, e que Jesus não tinha entrado no
barco com os seus discípulos, mas que estes tinham partido sozinhos.
Entretanto, chegaram outros barcos de Tiberíades até ao lugar onde tinham
comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças.
Quando viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, a multidão
subiu para os barcos e foi para Cafarnaúm à procura de Jesus.
Ao encontrá-lo no outro lado do lago, perguntaram-lhe: «Rabi, quando
chegaste cá?»
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-me,
não por terdes visto sinais miraculosos, mas porque comestes dos pães e vos
saciastes.
Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura
e dá a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará; pois a este é que
Deus, o Pai, confirma com o seu selo.»
Disseram-lhe, então: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de
Deus?»
Jesus respondeu-lhes: «A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-aventurado Henri Suso (c. 1295-1366), dominicano
Vie, cap. 50
À Procura de Jésus
A respeito da pergunta: «O que é Deus?», nenhum dos mestres que alguma vez
existiram conseguiu explicá-Lo, porque Ele está acima de todo o pensamento
e de todo o intelecto. E, no entanto, um homem zeloso que procura com
determinação o conhecimento de Deus consegue responder-lhe, embora de forma
muito vaga. [...] Foi assim que alguns mestres pagãos virtuosos O
procuraram na antiguidade, em particular o sábio Aristóteles. Ele
perscrutou o curso da natureza [...]; procurou com ardor e encontrou.
Deduziu que a natureza tinha necessariamente de ter um único Soberano,
Senhor de todas as criaturas, e é a Ele que chamamos Deus. [...]
O ser de Deus é uma substância de tal forma espiritual, que o olho mortal
não a pode contemplar em si mesma, mas podemos vê-la nas Suas obras; como
diz São Paulo, as criaturas são um espelho que reflecte Deus (Rom 1, 20).
Detenhamo-nos um instante nesta ideia [...]; olha para cima de ti e à tua
volta, vê como o céu é vasto e alto no seu curso veloz, com que nobreza o
Seu Senhor o adornou com sete planetas e como o ornamentou com uma multidão
incontável de estrelas. Quando o sol brilha alegremente e sem nuvens, no
Verão, quantos frutos, quantos benefícios dá à terra! Como é belo o verde
dos prados, como são sorridentes as flores, como o doce canto dos
passarinhos soa na floresta e nos campos, e todos os animais que se tinham
escondido durante o duro Inverno se apressam a sair e rejubilam; como,
entre os homens, jovens e velhos se mostram contentes com essa alegria que
lhes traz tanta felicidade. Ó Deus terno, pois se és assim tão digno de ser
amado nas Tuas criaturas, como deves ser belo e digno de ser amado em Ti
mesmo!
Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org
sábado, 17 de abril de 2010
Profecia do Dia
Domingo, dia 18 de Abril de 2010
3º Domingo da Páscoa - Ano C
Terceiro Domingo do Tempo Pascal (semana III do saltério)
Santa Maria da Encarnação, viúva, +1618, Beata Sabina Petrilli, religiosa, +1923
Comentário ao Evangelho do dia feito por
João Paulo II : «Tu amas-Me?»
Leituras
Actos 5,27-32.40-41.
Trouxeram-nos, pois, e levaram-nos à presença do Sinédrio. O Sumo
Sacerdote, interrogando-os,
disse: «Proibimo-vos formalmente de ensinardes nesse nome, mas vós
enchestes Jerusalém com a vossa doutrina e quereis fazer recair sobre nós o
sangue desse homem.»
Mas Pedro e os Apóstolos responderam: «Importa mais obedecer a Deus do que
aos homens.
O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem matastes, suspendendo-o
num madeiro.
Foi a Ele que Deus elevou, com a sua direita, como Príncipe e Salvador, a
fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.
E nós somos testemunhas destas coisas, juntamente com o Espírito Santo, que
Deus tem concedido àqueles que lhe obedecem.»
Trouxeram novamente os Apóstolos e, depois de os mandarem açoitar,
proibiram-lhes de falar no nome de Jesus e libertaram-nos.
Quanto a eles, saíram da sala do Sinédrio cheios de alegria, por terem sido
considerados dignos de sofrer vexames por causa do Nome de Jesus.
Salmos 30,2.4.5-6.11-12.13.
SENHOR, eu te enalteço, porque me salvaste e não permitiste que os inimigos
se rissem de mim.
SENHOR, livraste a minha alma da mansão dos mortos, poupaste me a vida,
para eu não descer ao túmulo.
Cantai salmos ao SENHOR, vós que o amais, e dai-lhe graças, lembrando a sua
santidade.
A sua indignação dura apenas um instante, mas a sua benevolência é para
toda a vida. Ao cair da noite, vem o pranto; e, ao amanhecer, volta a
alegria.
Ouve me, SENHOR, tem compaixão de mim; SENHOR, vem em meu auxílio.
Tu converteste o meu pranto em festa, tiraste me o luto e vestiste me de
júbilo.
Por isso o meu coração te cantará sem cessar. SENHOR, meu Deus, eu te
louvarei para sempre.
Apoc. 5,11-14.
Na visão, ouvi a voz de uma multidão angélica, à volta do trono, dos seres
viventes e dos anciãos; o seu número era de miríades de miríades, milhares
de milhares e
cantavam com voz forte: «O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o
poder e a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória e o louvor.»
Ouvi também todas as criaturas do céu, da terra e de debaixo da terra, do
mar e de tudo quanto neles existe, que proclamavam: «Ao que está sentado no
trono e ao Cordeiro, sejam dados o louvor, a honra, a glória e a fortaleza
pelos séculos dos séculos.»
E os quatro seres viventes diziam: «Ámen.» E os anciãos prostraram-se em
adoração.
João 21,1-19.
Algum tempo depois, Jesus apareceu outra vez aos discípulos, junto ao lago
de Tiberíades, e manifestou-se deste modo:
estavam juntos Simão Pedro, Tomé, a quem chamavam o Gémeo, Natanael, de
Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos.
Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar.» Eles responderam-lhe: «Nós também
vamos contigo.» Saíram e subiram para o barco, mas naquela noite não
apanharam nada.
Ao romper do dia, Jesus apresentou-se na margem, mas os discípulos não
sabiam que era Ele.
Jesus disse-lhes, então: «Rapazes, tendes alguma coisa para comer?» Eles
responderam-lhe: «Não.»
Disse-lhes Ele: «Lançai a rede para o lado direito do barco e haveis de
encontrar.» Lançaram-na e, devido à grande quantidade de peixes, já não
tinham forças para a arrastar.
Então, o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: «É o Senhor!» Simão
Pedro, ao ouvir que era o Senhor, apertou a capa, porque estava sem mais
roupa, e lançou-se à água.
Os outros discípulos vieram no barco, puxando a rede com os peixes; com
efeito, não estavam longe da terra, mas apenas a uns noventa metros.
Ao saltarem para terra, viram umas brasas preparadas com peixe em cima e
pão.
Jesus disse-lhes: «Trazei dos peixes que apanhastes agora.»
Simão Pedro subiu à barca e puxou a rede para terra, cheia de peixes
grandes: cento e cinquenta e três. E, apesar de serem tantos, a rede não se
rompeu.
Disse-lhes Jesus: «Vinde almoçar.» E nenhum dos discípulos se atrevia a
perguntar-lhe: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor.
Jesus aproximou-se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com o peixe.
Esta já foi a terceira vez que Jesus apareceu aos seus discípulos, depois
de ter ressuscitado dos mortos.
Depois de terem comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de
João, tu amas-me mais do que estes?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, Tu
sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta os meus
cordeiros.»
Voltou a perguntar-lhe uma segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-me?»
Ele respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus
disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.»
E perguntou-lhe, pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu és deveras
meu amigo?» Pedro ficou triste por Jesus lhe ter perguntado, à terceira
vez: 'Tu és deveras meu amigo?' Mas respondeu-lhe: «Senhor, Tu sabes tudo;
Tu bem sabes que eu sou deveras teu amigo!» E Jesus disse-lhe: «Apascenta
as minhas ovelhas.
Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo atavas o
cinto e ias para onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos
e outro te há-de atar o cinto e levar para onde não queres.»
E disse isto para indicar o género de morte com que ele havia de dar glória
a Deus. Depois destas palavras, acrescentou: «Segue-me!»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
João Paulo II, Papa entre 1978 e 2005
Homilia em Paris 30/05/80 (© Libreria Editrice Vaticana)
«Tu amas-Me?»
«Tu amas? [...] Tu amas-Me? [...]» Pedro havia de caminhar para sempre, até
ao fim da sua vida, acompanhado por esta tripla pergunta: «Tu amas-Me?» E
mediu todas as suas actividades de acordo com a resposta que então deu.
Quando foi convocado perante o Sinédrio. Quando foi metido na prisão em
Jerusalém, prisão donde não devia sair, e da qual contudo saiu. E [...] em
Antioquia, e depois ainda mais longe, de Antioquia para Roma. E quando, em
Roma, perseverou até ao fim dos seus dias, conheceu a força das palavras
segundo as quais um Outro o conduziu para onde ele não queria. E sabia
também que, graças à força dessas palavras, a Igreja «era assídua ao ensino
dos apóstolos e à união fraterna, à fracção do pão e à oração» e que «o
Senhor adicionava diariamente à comunidade os que seriam salvos» (Act 2,
42.48). [...]
Pedro não pode nunca desligar-se desta pergunta: «Tu amas-Me?» Leva-a
consigo para onde quer que vá. Leva-a através dos séculos, através das
gerações. Para o meio de novos povos e de novas nações. Para o meio de
línguas e de raças sempre novas. Leva-a sozinho, e contudo já não está só.
Outros a levam com ele. [...] Houve e há muitos homens e mulheres que
souberam e que sabem ainda hoje que as suas vidas têm valor e sentido
exclusivamente na medida em que são é uma resposta a esta mesma pergunta:
«Tu amas? Tu amas-Me?» Eles deram e dão a sua resposta de maneira total e
perfeita uma resposta heróica , ou então de maneira comum, banal. Mas,
em qualquer dos casos, sabem que a sua vida, que a vida humana em geral,
tem valor e sentido graças a esta pergunta: «Tu amas?» É somente graças a
esta pergunta que vale a pena viver.
Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org