segunda-feira, 12 de julho de 2010

Profecia do Dia

Terça-feira, dia 13 de Julho de 2010
Terça-feira da 15ª semana do Tempo Comum

Santos Henrique II, imperador (+1024) e Cunegundes, sua esposa (+1033), Santa Teresa de Jesus dos Andes, virgem, +1920



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Isaac o Sírio : «Jesus começou então a censurar as cidades onde tinha realizado a maior parte dos Seus milagres, por não se terem convertido»

Leituras

Is. 7,1-9.
Em Judá, reinava Acaz, filho de Jotam e neto de Uzias. Aconteceu que Recin,
rei de Damasco e Pecá, filho de Remalias, rei de Israel, marcharam contra
Jerusalém para a combater, mas não puderam apoderar-se dela.
Chegou a notícia ao herdeiro de David: «Os sírios acampam em Efraim.» Ao
ouvir isto, agitou-se o coração do rei e do seu povo, como se agitam as
árvores das florestas impelidas pelo vento.
Então o SENHOR disse a Isaías: «Sai ao encontro de Acaz com o teu filho
Chear-Yachub, na extremidade do aqueduto da piscina superior, junto à
Calçada do Bataneiro,
e diz-lhe: 'Tranquiliza-te, tem calma, não temas nem te acobardes diante do
furor de Recin, rei da Síria, e de Pecá, filho de Remalias: não passam de
dois tições fumegantes.
De facto, a Síria, Efraim e o filho de Remalias decidiram a tua ruína
dizendo:
Vamos contra Judá e sitiemo-la, e proclamaremos rei o filho de Tabiel.'»
Assim diz o Senhor DEUS: «Tal não acontecerá nem se realizará.
Assim como é verdade que a capital da Síria é Damasco, e que o chefe de
Damasco é Recin;
que a capital de Efraim é Samaria, e que o chefe da Samaria é o filho de
Remalias; também é verdade que daqui a cinco ou seis anos Efraim será
destruída, deixará de ser povo. Se não o acreditardes, não subsistireis.»


Salmos 48,2.3-4.5-6.7-8.
Grande é o SENHOR e digno de louvor, na cidade do nosso Deus, no seu monte
santo.
Belo em altura, alegria de toda a terra, o monte Sião, nas alturas do
Norte, é a cidade do grande rei.
No meio das suas fortalezas, Deus mostrou se um refúgio seguro.
Eis que os reis se coligaram e juntos atacaram a cidade.
Mal a viram, ficaram aterrados, perturbaram se e puseram se em fuga.
Ali mesmo apoderou se deles o medo, uma angústia como a da mulher que dá à
luz;
era como o vento leste, que destroça as naus de Társis.


Mateus 11,20-24.
Jesus começou então a censurar as cidades onde tinha realizado a maior
parte dos seus milagres, por não se terem convertido:
«Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres realizados
entre vós, tivessem sido feitos em Tiro e em Sídon, de há muito se teriam
convertido, vestindo-se de saco e com cinza.
Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para Tiro e
Sídon do que para vós.
E tu, Cafarnaúm, julgas que serás exaltada até ao céu? Serás precipitada no
abismo. Porque, se os milagres que em ti se realizaram tivessem sido feitos
em Sodoma, ela ainda hoje existiria.
Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para os de
Sodoma do que para ti.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Isaac o Sírio (século VII), monge perto de Mossul
Discursos espirituais, 1ª série, nº 72 (a partir da trad. Tourailles, DDB 1981, p. 365)

«Jesus começou então a censurar as cidades onde tinha realizado a maior parte dos Seus milagres, por não se terem convertido»

Como uma graça atrás de outra graça, o arrependimento foi dado aos homens
depois do baptismo. O arrependimento é, com efeito, um segundo nascimento,
que vem de Deus. O que recebemos em fiança pelo nosso baptismo, recebemo-lo
como dom pleno pelo arrependimento. O arrependimento é a porta da
compaixão, que se abre aos que a procuram. Por esta porta, entramos na
compaixão divina; fora dela não encontramos a compaixão. «Porque todos
pecaram, diz a Sagrada Escritura, e todos são justificados gratuitamente
pela graça» (Rom 3, 23-24). O arrependimento é a segunda graça. Ela nasce
da fé e do temor no coração. O temor é o bordão paternal, que nos dirige
para o paraíso espiritual. Uma vez aí chegados, deixa-nos e desaparece.






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domingo, 11 de julho de 2010

Profecia do Dia

Segunda-feira, dia 12 de Julho de 2010
Segunda-feira da 15ª semana do Tempo Comum

S. João Gualberto, monge, +1073, Beatos Luis e Zélia Martin, esposos e pais



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : «E quem der de beber [...], ainda que seja somente um copo de água fresca, [...] não perderá a sua recompensa»

Leituras

Is. 1,10-17.
Ouvi a palavra do SENHOR, ó príncipes de Sodoma; escutai a lição do nosso
Deus, povo de Gomorra:
«De que me serve a mim a multidão das vossas vítimas? diz o SENHOR. Estou
farto de holocaustos de carneiros, de gordura de bezerros. Não me agrada o
sangue de vitelos, de cordeiros nem de bodes.
Quando me viestes prestar culto, quem reclamou de vós semelhantes dons, ao
pisardes o meu santuário?
Não me ofereçais mais dons inúteis: o incenso é-me abominável; as
celebrações lunares, os sábados, as reuniões de culto, as festas e as
solenidades são-me insuportáveis.
Abomino as vossas celebrações lunares, e as vossas festas; estou cansado
delas, não as suporto mais.
Quando levantais as vossas mãos, afasto de vós os meus olhos; podeis
multiplicar as vossas preces, que Eu não as atendo. É que as vossas mãos
estão cheias de sangue.
Lavai-vos, purificai-vos, tirai da frente dos meus olhos a malícia das
vossas acções. Cessai de fazer o mal,
aprendei a fazer o bem; procurai o que é justo, socorrei os oprimidos,
fazei justiça aos órfãos, defendei as viúvas.


Salmos 50(49),8-9.16-17.21.23.
Não te repreendo por causa dos teus sacrifícios; os teus holocaustos estão
sempre na minha presença.
Não reivindico os novilhos da tua casa, nem os cabritos dos teus currais;
Ao pecador, Deus declara: "Porque andas sempre a falar da minha lei e
trazes na boca a minha aliança,
tu que detestas os meus ensinamentos e rejeitas as minhas palavras?
Tens feito tudo isto. Poderei Eu calar me? Pensavas que Eu era igual a ti?
Vou chamar te a julgamento e lançar te
Honra-me quem oferece o sacrifício de louvor; a quem anda por este caminho
farei participar da salvação de Deus.


Mateus 10,34-42.11,1.
Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a
espada.
Porque vim separar o filho do seu pai, a filha da sua mãe e a nora da sua
sogra;
de tal modo que os inimigos do homem serão os seus familiares.
Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem amar o
filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim.
Quem não tomar a sua cruz para me seguir, não é digno de mim.
Aquele que conservar a vida para si, há-de perdê-la; aquele que perder a
sua vida por causa de mim, há-de salvá-la.»
«Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me
enviou.
Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá recompensa de profeta;
e quem recebe um justo, por ele ser justo, receberá recompensa de justo.
E quem der de beber a um destes pequeninos, ainda que seja somente um copo
de água fresca, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a
sua recompensa.»
Quando Jesus acabou de dar estas instruções aos doze discípulos, partiu
dali, a fim de ir ensinar e pregar nas suas cidades.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homilia 45 sobre os Actos dos Apóstolos; PG 60, 318-320 (a partir trad. Brésard, 2000 ans A, p. 184)

«E quem der de beber [...], ainda que seja somente um copo de água fresca, [...] não perderá a sua recompensa»

«Eu era estrangeiro, disse Cristo, e vós acolhestes-me» (Mt 25, 35). E
ainda: «Cada vez que o fizerdes a um destes pequeninos é a Mim que o
fazeis» (Mt 25, 40). Uma vez que se trata de um crente e de um irmão, mesmo
que se trate do mais pequeno, é Cristo que entra com ele. Abre a tua casa,
recebe-O. «Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá recompensa
de profeta». [...] Eis os sentimentos que devemos ter ao receber
estrangeiros: a prontidão, a alegria, a generosidade. O estrangeiro é
sempre tímido e envergonhado. Se o anfitrião não o receber com alegria,
retira-se sentindo-se desprezado, pois é pior ser recebido dessa forma do
que não ser recebido.

Tem, pois, uma casa onde Cristo encontre morada. Diz: «Eis o quarto de
Cristo. Eis a morada que Lhe está reservada». Mesmo que seja muito simples,
Ele não a desdenhará. Cristo está despido, é estrangeiro; só precisa de um
tecto. Dá-Lhe ao menos isso; não sejas cruel e desumano. Tu que demonstras
tanto ardor pelos bens materiais, não fiques frio perante as riquezas do
espírito. [...] Tens lugar para o teu carro e não tens lugar para Cristo
vagabundo? Abraão recebeu os estrangeiros no local onde morava (Gn 18). A
mulher tratou-os como se fosse a serva e eles os senhores. Nem um nem outro
sabiam que recebiam Cristo, que acolhiam anjos. Se o tivessem sabido,
ter-se-iam despojado de tudo. Nós, que sabemos reconhecer Cristo,
demonstremos ainda mais prontidão do que os que pensavam receber apenas
homens.




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sábado, 10 de julho de 2010

Profecia do Dia

Domingo, dia 11 de Julho de 2010
15º Domingo do Tempo Comum - Ano C

S. Bento, co-padroeiro da Europa
São Bento, abade, patrono da Europa, +547



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Severo de Antioquia : «Desceu do Céu» (Credo)

Leituras

Deut. 30,10-14.
se escutares a voz do Senhor, teu Deus, e guardares os seus mandamentos e
os seus preceitos, escritos neste livro da Lei, e se voltares de novo para
o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma.
Na verdade, esta Lei, que hoje te prescrevo, não é muito difícil para ti
nem está fora do teu alcance.
Não está no céu, para se dizer: 'Quem subirá por nós até ao céu e no-la irá
buscar para a escutarmos e praticar-mos?'
Não está tão pouco do outro lado do mar, para se dizer: 'Quem atravessará o
mar e no-la irá buscar para a escutarmos e praticarmos?'
A Lei está muito perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a
praticares.»


Salmos 69,14.17.30-31.33-34.36.37.
Mas eu dirijo a ti a minha oração, ó SENHOR, no tempo favorável; ó Deus,
responde me, pelo teu grande amor, como
Responde me, SENHOR, porque o teu amor é bondade; olha para mim, pela tua
grande compaixão.
Mas a mim, triste e aflito, que a tua salvação, ó Deus, me restabeleça.
Louvarei, com cânticos, o nome de Deus; hei-de glorificá lo com acções de
graças.
Que os humildes vejam isto e se alegrem, e os que buscam a Deus se encham
de coragem,
porque o SENHOR escuta os necessitados e não despreza o seu povo cativo.
Sim, Deus há-de salvar Sião, reconstruir as cidades de Judá; eles ali
habitarão e tomarão posse dela.
Os descendentes dos seus servos hão-de recebê-la em herança, e os que amam
o seu nome serão os seus moradores.


Coloss. 1,15-20.
É Ele a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criatura;
porque foi nele que todas as coisas foram criadas, no céu e na terra, as
visíveis e as invisíveis, os Tronos e as Dominações, os Poderes e as
Autoridades, todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele.
Ele é anterior a todas as coisas e todas elas subsistem nele.
É Ele a cabeça do Corpo, que é a Igreja. É Ele o princípio, o primogénito
de entre os mortos, para ser Ele o primeiro em tudo;
porque foi nele que aprouve a Deus fazer habitar toda a plenitude
e, por Ele e para Ele, reconciliar todas as coisas, pacificando pelo sangue
da sua cruz, tanto as que estão na terra como as que estão no céu.


Lucas 10,25-37.
Levantou-se, então, um doutor da Lei e perguntou-lhe, para o experimentar:
«Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?»
Disse-lhe Jesus: «Que está escrito na Lei? Como lês?»
O outro respondeu: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com
toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e
ao teu próximo como a ti mesmo.»
Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem; faz isso e viverás.»
Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: «E quem é o
meu próximo?»
Tomando a palavra, Jesus respondeu: «Certo homem descia de Jerusalém para
Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o despojarem e
encherem de pancadas, o abandonaram, deixando o meio morto.
Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao vê-lo,
passou ao largo.
Do mesmo modo, também um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou
adiante.
Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o,
encheu-se de compaixão.
Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho,
colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou
dele.
No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo:
'Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.'
Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas
mãos dos salteadores?»
Respondeu: «O que usou de misericórdia para com ele.» Jesus retorquiu: «Vai
e faz tu também o mesmo.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Severo de Antioquia (465-538), bispo
Homilia 89 (a partir da trad. de Lubac, Catholicisme, Le Cerf 1947 rev.)

«Desceu do Céu» (Credo)

«Certo homem descia de Jerusalém para Jericó». Cristo [...] não disse:
«Alguém descia», mas «certo homem descia», porque a passagem diz respeito a
toda a humanidade. A mesma que, a seguir ao pecado de Adão, deixou a morada
suprema, calma, sem sofrimento e maravilhosa do paraíso, chamada de pleno
direito Jerusalém – nome que significa «paz de Deus» –, e desceu para
Jericó, país rude e baixo, onde o calor é abrasador. Jericó é a vida febril
deste mundo, a vida que nos separa de Deus. [...] Uma vez que a humanidade
se desviou do bom caminho para esta vida [...], o bando de demónios
selvagens vem atacá-la como um bando de salteadores, que a despojam das
vestes da perfeição, não lhe deixando nenhum vestígio da força de alma, nem
da pureza, nem da justiça, nem da prudência, nem de nada do que caracteriza
a imagem divina (Gn 1, 26); mas, batendo-lhe com as pancadas repetidas dos
vários pecados, abatem-na e deixam-na por fim meia morta. [...]

A Lei dada por Moisés passou [...], mas faltou-lhe força, não conduzindo a
humanidade a uma cura completa, não levantando a humanidade que jazia por
terra. [...] É que a Lei oferecia sacrifícios e oferendas «que de modo
algum podiam dar a perfeição àqueles que assistiam aos sacrifícios» porque
«é impossível que o sangue dos touros e dos carneiros tire os pecados» (Heb
10, 1.4). [...]

Por fim passou um Samaritano. Cristo dá-Se a Si mesmo, o nome de
Samaritano. Porque [...] é Ele mesmo que vem, realizando o desígnio da Lei
e fazendo ver, pelas Suas obras, «quem é o próximo» e em que consiste «amar
os outros como a si mesmo».




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