Quarta-feira, dia 28 de Julho de 2010
Quarta-feira da 17ª semana do Tempo Comum
S. Vítor I, papa, +199, Beata Maria Teresa Kowalska, virgem e mártir, +1941
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura : A pérola de grande valor
Leituras
Jer. 15,10.16-21.
Ai de mim, ó mãe, porque me deste à luz! Sou um homem de discórdia e de
polémica para toda a terra! Nunca emprestei e ninguém me emprestou; no
entanto, todos me maldizem.
Eu devoro as tuas palavras, onde as encontro; a tua palavra é a minha
alegria, e as delícias do meu coração, porque o teu Nome, foi invocado
sobre mim, ó Senhor, Deus do universo!
Nunca me sentei entre os escarnecedores, para com eles me divertir. Forçado
pela tua mão, sentei-me solitário, porque me possuía a tua indignação.
Porque se tornou perpétua a minha dor, e não cicatriza a minha chaga,
rebelde ao tratamento? Ai! Serás para mim como um riacho enganador de água
inconstante?
Por esta razão, o Senhor diz-me: «Se te reconciliares comigo, receber-te-ei
novamente e poderás estar na minha presença. Se conseguires retirar o
precioso do vil, serás como a minha boca. Serão eles, então, que virão a ti
e não tu que irás a eles.
Tornar-te-ei, para este povo, como sólida muralha de bronze. Combaterão
contra ti, mas não conseguirão vencer-te, porque Eu estarei a teu lado para
te proteger e salvar oráculo do Senhor.
Livrar-te-ei das garras dos maus, resgatar-te-ei do poder dos opressores.»
Salmos 59(58),2-3.4-5.10-11.17.18.
Meu Deus, livra me dos meus inimigos; protege me dos que se levantam contra
mim.
Livra me dos que praticam o mal e salva me dos homens sanguinários.
Vê como armam ciladas à minha vida; ó SENHOR, conspiram contra mim os
poderosos, sem que eu tenha cometido nenhum
Sem que eu tenha culpa, agitam se e preparam se. Desperta, SENHOR, e vem Tu
em meu auxílio!
Ó minha força, é para ti que eu me volto, pois Tu, ó Deus, és a minha
fortaleza.
O amor do meu Deus virá ao meu encontro, Deus me fará ver o castigo dos
meus opressores.
Eu, porém, cantarei o teu poder, pela manhã celebrarei a tua bondade,
porque foste o meu amparo e o meu refúgio n
Ó minha força, a ti eu cantarei hinos, pois Tu, ó Deus, és a minha
fortaleza, o Deus que me tem amor.
Mateus 13,44-46.
«O Reino do Céu é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem
encontra. Volta a escondê-lo e, cheio de alegria, vai, vende tudo o que
possui e compra o campo.
O Reino do Céu é também semelhante a um negociante que busca boas pérolas.
Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e
compra a pérola.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura (1221-1274), franciscano, Doutor da Igreja
Vida de São Francisco, Legenda major, cap. 7 (a partir da trad. de Vorreux, Eds franciscaines 1951, p. 122)
A pérola de grande valor
De entre os dons espirituais recebidos da generosidade de Deus, Francisco
obteve em particular o de enriquecer constantemente o seu tesouro de
simplicidade graças ao seu amor pela extrema pobreza. Vendo que aquela que
tinha sido a companheira habitual do Filho de Deus se tornara, nessa
altura, objecto de uma aversão universal, tomou a peito desposá-la e
devotou-lhe um amor eterno. Não satisfeito em «deixar por ela pai e mãe»
(cf. Gn 2, 24), distribuiu pelos pobres tudo o que pudesse ter (cf. Mt 19,
21). Nunca ninguém guardou tão ciosamente o seu dinheiro como Francisco
guardou a sua pobreza; nunca ninguém vigiou o seu tesouro com maior cuidado
do que o que ele colocou em guardar esta pérola de que fala o Evangelho.
Nada o magoava mais do que encontrar junto dos seus irmãos qualquer coisa
que não fosse perfeitamente conforme à pobreza dos religiosos.
Pessoalmente, desde o princípio da sua vida como religioso até à morte, não
teve senão uma túnica, uma corda a servir de cinto e umas bragas como única
riqueza; não precisava de mais nada. Acontecia-lhe muitas vezes chorar ao
pensar na pobreza de Cristo Jesus e na de Sua Mãe. Dizia ele: «Aqui está a
razão pela qual a pobreza é a rainha das virtudes: pelo esplendor com que
brilhou no «Rei dos reis» (1Tm 6, 15) e na Rainha Sua Mãe.»
Quando os irmãos lhe perguntaram um dia qual era a virtude que nos torna
mais amigos de Cristo ele respondeu abrindo-lhes, por assim dizer, o
segredo do seu coração: «Sabei, irmãos, que a pobreza espiritual é o
caminho privilegiado para a Salvação, visto que é a seiva da humildade e a
raiz da perfeição; os seus frutos são incontáveis, embora escondidos. Ela é
esse «tesouro escondido num campo», do qual nos fala o Evangelho, pelo qual
é necessário vender tudo o resto e cujo valor deve impelir-nos a desprezar
todas as outras coisas.»
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terça-feira, 27 de julho de 2010
Profecia do Dia
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Profecia do Dia
Terça-feira, dia 27 de Julho de 2010
Terça-feira da 17ª semana do Tempo Comum
Santa Natália e companheiros, mártires, +852, S. Pantaleão, mártir, séc. III
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-aventurada Teresa de Calcutá : «A boa semente são os filhos do Reino»
Leituras
Jer. 14,17-22.
Tu lhes dirás a seguinte mensagem: «Derramem os meus olhos lágrimas noite e
dia, sem descanso porque a jovem, filha do meu povo, foi ferida com um
golpe terrível, e sua chaga não tem cura!»
Se saio aos campos, eis os mortos à espada; se regresso à cidade, eis os
dizimados pela fome. Até profetas e sacerdotes vagueiam pelo país, sem nada
compreenderem.
Acaso, rejeitaste inteiramente Judá? Porventura, sentes nojo de Sião?
Porque nos feriste sem esperança de cura? Esperávamos a paz, mas nada há de
bom; esperávamos a hora do alívio, mas só vemos angústia!
Senhor! Conhecemos a nossa culpa e a iniquidade dos nossos pais. Pecámos
realmente contra ti.
Mas, por amor do teu nome, não nos abandones nem desonres o trono da tua
glória. Lembra-te de nós, não anules a tua aliança connosco.
Será que algum dos ídolos dos pagãos, traz a chuva? Ou é o céu que
proporciona as chuvas? Não és Tu, Senhor, o nosso Deus? Nós esperamos em
ti, pois és Tu quem faz todas estas coisas.
Salmos 79,8.9.11.13.
Não recordes contra nós as faltas dos nossos antepassados; venha depressa
ao nosso encontro a tua misericó
Socorre nos, ó Deus, nosso salvador, para glória do teu nome; livra nos e
perdoa nos pelo amor do teu nome
Chegue junto de ti o gemido dos cativos e, pela grande força do teu braço,
salva da morte os que estão co
Nós, que somos o teu povo e ovelhas do teu rebanho, glorificar te emos para
sempre; de geração em geração
Mateus 13,36-43.
Afastando-se, então, das multidões, Jesus foi para casa. E os seus
discípulos, aproximando-se dele, disseram-lhe: «Explica-nos a parábola do
joio no campo.»
Ele, respondendo, disse-lhes: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do
Homem;
o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; o joio são os
filhos do maligno;
o inimigo que a semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros
são os anjos.
Assim, pois, como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do
mundo:
o Filho do Homem enviará os seus anjos, que hão-de tirar do seu Reino todos
os escandalosos e todos quantos praticam a iniquidade,
e lançá-los na fornalha ardente; ali haverá choro e ranger de dentes.
Então os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai. Aquele que
tem ouvidos, oiça!»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
A Simple Path (a partir da trad. Un chemin simple, Plon, Mame 1995, p. 69)
«A boa semente são os filhos do Reino»
Não existem dois mundos, o mundo físico e o mundo espiritual; há apenas um:
o Reino de Deus, «na Terra como no céu» (Mt 6, 10).
Muitas pessoas dizem: «Pai Nosso que estais no céu», e pensam que Deus está
lá em cima, o que reforça a ideia de uma separação entre os dois mundos. Os
ocidentais gostam de distinguir a matéria do espírito. Mas a verdade é só
uma, e o mesmo acontece com a realidade. Desde o momento em que admitimos a
incarnação de Deus, que para os cristãos se realiza na pessoa de Jesus
Cristo, começamos a levar as coisas a sério.
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domingo, 25 de julho de 2010
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 26 de Julho de 2010
Segunda-feira da 17ª semana do Tempo Comum
Santos Joaquim e Ana, pais de Nossa Senhora
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : A parábola do fermento
Leituras
Jer. 13,1-11.
O Senhor ordenou-me: «Vai comprar uma faixa de linho e cinge com ela a tua
cintura, mas não a metas na água.»
E eu comprei a faixa, de acordo com a palavra do Senhor, e com ela me
cingi.
Foi-me dirigida, pela segunda vez, a palavra do Senhor:
«Toma a faixa que compraste, e que trazes contigo, e encaminha-te para as
margens do Eufrates, e esconde-a ali na fenda de uma rocha.»
Fui e escondi-a, junto do Eufrates, como o Senhor me havia ordenado.
Passados muitos dias, disse-me o Senhor: «Põe-te a caminho, em demanda das
margens do Eufrates, a fim de buscar a faixa que, conforme as minhas
ordens, ali escondeste.»
Dirigi-me, então, ao rio e, tendo cavado, retirei a faixa do lugar onde a
escondera. Vi, porém, que a faixa apodrecera e para nada mais servia.
Então, o Senhor falou-me nestes termos:
«Isto diz o Senhor: 'Da mesma forma, farei apodrecer a soberba de Judá e o
grande orgulho de Jerusalém.
Este povo perverso, que recusa ouvir as minhas ordens, que segue a
obstinação do seu coração e vai atrás de deuses estranhos para os servir e
adorar, tornar-se-á semelhante a esta faixa, que para nada serve.
Assim como uma faixa se liga à cintura de um homem, assim Eu uni a mim toda
a casa de Israel e a casa de Judá para que fossem o meu povo, a minha
honra, a minha glória e a minha ufania. Eles, porém, não me escutaram'»
oráculo do Senhor.
Deut. 32,18-19.20.21.
Desprezaste o Rochedo que te gerou, e esqueceste o Deus que te formou.
O Senhor viu isso e irritou-se, provocado por seus filhos e filhas.
E disse: 'Vou esconder deles a minha face, verei qual será o seu futuro,
porque eles são uma geração rebelde, filhos em quem não se pode confiar.
Fazem-me ciúmes com o que não é Deus, irritam-me com seus ídolos vãos. Eu é
que lhes farei ciúmes com um que não é povo, com uma nação insensata os
irritarei.'
Mateus 13,31-35.
Jesus propôs-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante a um grão de
mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo.
É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a
maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves
do céu abrigar-se nos seus ramos.»
Jesus disse-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante ao fermento
que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que tudo
fique fermentado.»
Tudo isto disse Jesus, em parábolas, à multidão, e nada lhes dizia sem ser
em parábolas.
Deste modo cumpria-se o que fora anunciado pelo profeta: Abrirei a minha
boca em parábolas e proclamarei coisas ocultas desde a criação do mundo.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homilias sobre São Mateus, 2-3 (a partir da trad. Véricel, L'Evangile commenté, pp. 144-145)
A parábola do fermento
O Senhor apresenta a seguir a imagem do fermento: [...] da mesma forma que
este fermento transmite a sua força à massa da farinha, também vós
transformareis o mundo inteiro. [...] Não levanteis objecções, dizendo: Que
podemos fazer, nós que somos apenas doze, no meio de tão grande multidão?
Aquilo que demonstrará o brilho do vosso poder será precisamente o facto de
enfrentardes a multidão sem recuar. [...] É Cristo que dá ao
fermento o poder que ele tem: Ele misturou na multidão aqueles que tinham
fé n'Ele, para que comuniquemos os nossos conhecimentos uns aos outros. Não
Lhe censuremos, pois, o pequeno número dos Seus discípulos, pois o poder da
mensagem é enorme; e, quando a massa tiver fermentado, tornar-se-á fermento
para o resto. [...]
Mas se doze homens fermentaram a terra inteira, que maus somos nós que,
apesar de sermos em número considerável, não conseguimos converter os que
nos rodeiam, quando tal número deveria ser suficiente para ser fermento de
milhares de mundos! Mas estes doze, dizeis vós, eram os Apóstolos! E
depois? Não estavam nas mesmas condições que nós? Não habitavam também nas
cidades? Não partilhavam também o nosso destino? Não exerciam também uma
profissão? Seriam anjos descidos do céu? Dizeis que eles fizeram milagres?
Mas não é por isso que os admiramos. Até quando falaremos dos seus milagres
para esconder a nossa preguiça? [...] Então de onde vem a grandeza dos
Apóstolos? Do seu desprezo pelas riquezas, de seu desdém pela glória.
[...] É a maneira de viver que dá o verdadeiro brilho e que faz
descer a graça do Espírito Santo.
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