terça-feira, 3 de agosto de 2010

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 04 de Agosto de 2010
Quarta-feira da 18ª semana do Tempo Comum

S. João Maria Vianney, presbítero, +1859



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Jean Tauler : «Mulher, grande é a tua fé!»

Leituras

Jer. 31,1-7.
«Naquele tempo, Eu serei o Deus de todas as tribos de Israel, e elas serão
o meu povo» – oráculo do Senhor.
Assim fala o Senhor: «Encontrou graça no deserto o povo que tinha escapado
à espada. Israel caminha para o seu repouso.
De longe, o Senhor se lhe manifestou: Amei-te com um amor eterno. Por isso,
dilatei a misericórdia para contigo.
Hei-de reconstruir-te, e serás restaurada, ó donzela de Israel! Ainda te
hás-de adornar dos teus tamborins e participar em alegres danças.
De novo plantarás vinhas nas colinas da Samaria, e os cultivadores
recolherão os frutos,
porque há-de chegar o dia em que as sentinelas gritarão sobre os montes de
Efraim: 'Levantai-vos! Subamos a Sião, ao Senhor, nosso Deus.'»
Porque isto diz o Senhor: «Soltai gritos de júbilo por Jacob. Aclamai a
primeira das nações! Fazei ressoar louvores, exclamando: 'Ó Senhor salva o
teu povo, o resto de Israel'.


Jer. 31,10.11-12.13.
Povos, escutai a palavra do Senhor! Levai a notícia às ilhas longínquas e
dizei: 'Aquele que dispersou Israel vai reuni-lo e guardá-lo como o pastor
ao seu rebanho.'
Porque o Senhor resgatou Jacob e libertou-o das mãos de um mais forte.
Regressarão jubilosos às alturas de Sião, e afluirão aos bens do Senhor: Ao
trigo, ao vinho e ao azeite, às crias de ovelhas e de vacas. A sua alma
será como um jardim bem regado, e não voltarão a desfalecer.
Então, a jovem alegrar-se-á, bailando; jovens e velhos partilharão do seu
júbilo. Converterei o seu pranto em exultação, hei-de consolá-los, e
aliviá-los das suas penas.


Mateus 15,21-28.
Jesus partiu dali e retirou-se para os lados de Tiro e de Sídon.
Então, uma cananeia, que viera daquela região, começou a gritar: «Senhor,
Filho de David, tem misericórdia de mim! Minha filha está cruelmente
atormentada por um demónio.»
Mas Ele não lhe respondeu nem uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e
pediram-lhe com insistência: «Despacha-a, porque ela persegue-nos com os
seus gritos.»
Jesus replicou: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de
Israel.»
Mas a mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: «Socorre-me, Senhor.»
Ele respondeu-lhe: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar
aos cachorros.»
Retorquiu ela: «É verdade, Senhor, mas até os cachorros comem as migalhas
que caem da mesa de seus donos.»
Então, Jesus respondeu-lhe: «Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se como
desejas.» E, a partir desse instante, a filha dela achou-se curada.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano
Sermão 9 (a partir da trad. Cerf 1979, t. 1, p. 36)

«Mulher, grande é a tua fé!»

«Senhor, Filho de David, tem misericórdia de mim!» É um apelo de uma força
imensa. [...] É um gemido que vem como que de uma profundeza sem fim. Ele
ultrapassa em muito a natureza e é o próprio Espírito Santo que deve
proferir em nós esse gemido (Rom 8, 26). [...] Mas Jesus diz-lhe: «Não fui
enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel». [...] Ora, que faz
ela assim acossada? [...] Penetra ainda mais profundamente no abismo.
Prostrando-se e humilhando-se, mantém a confiança e diz: «É verdade,
Senhor, mas até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa dos seus
donos.»


Ah! Se também pudésseis penetrar assim tão verdadeiramente no fundo da
verdade, não através de comentários sábios, palavras complexas ou mesmo dos
sentidos, mas no fundo de vós mesmos! Nem Deus nem qualquer criatura
conseguiria desprezar-vos, aniquilar-vos, se permanecêsseis na verdade, na
humildade confiante. Poderiam sujeitar-vos a afrontas, ao desprezo e a
recusas grosseiras, que vós iríeis perseverar, iríeis insistir, animados
por uma total confiança, e iríeis aumentar sempre o vosso zelo. É disto que
tudo depende, e aquele que chega a este ponto é bem sucedido. Apenas estes
caminhos conduzem, na verdade e sem qualquer estação intermédia, a Deus.
Mas permanecer assim nesta grande humildade, com perseverança, com uma
segurança total e verdadeira como esta pobre mulher o fez, são poucos os
que conseguem.




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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Profecia do Dia

Terça-feira, dia 03 de Agosto de 2010
Terça-feira da 18ª semana do Tempo Comum

Santa Lídia, + cerca de 60, S. Pedro de Anagni, bispo, +1105



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Manda-me ir ter conTigo sobre as águas»

Leituras

Jer. 30,1-2.12-15.18-22.
A palavra do Senhor foi dirigida a Jeremias nestes termos:
«Assim fala o Senhor, Deus de Israel: 'Escreve num livro todas as palavras
que Eu te disser.
Assim fala o Senhor: «A tua ferida é incurável, maligna é a tua chaga.
Ninguém quer tomar a tua defesa para curar o teu mal, para o qual não há
remédio.
Todos os teus amantes te esqueceram, não se preocupam contigo, porque te
feri, como se fere um inimigo, com cruel castigo, por causa da gravidade da
tua falta e do número dos teus pecados.
Porque choras sobre a tua ferida? A tua chaga é incurável. Por causa da
gravidade da tua falta e do número dos teus pecados é que Eu assim procedi.

Mas, eis o que diz o Senhor: «Restaurarei as tendas de Jacob, e terei
compaixão das suas moradas. A cidade será reconstruída das suas ruínas, e
os palácios reedificados no seu lugar.
Deles sairão cânticos de louvor e gritos de alegria. Multiplicá-los-ei e
não mais diminuirão. Exaltá-los-ei, e não mais serão humilhados.
Os seus filhos serão como eram outrora, a sua assembleia será restabelecida
diante mim, mas castigarei todos os seus opressores.
Dela surgirá o seu chefe, dela sairá o seu soberano. Mandarei buscá-lo e
ele se aproximará de mim. Pois quem arriscaria a sua vida, aproximando-se
de mim? – oráculo do Senhor.
Vós sereis o meu povo, e Eu serei o vosso Deus.»


Salmos 102(101),16-18.19-21.29.22-23.
Os povos honrarão, SENHOR, o teu nome, e todos os reis da terra, a tua
majestade.
Quando o SENHOR reconstruir Sião e manifestar a sua glória,
há-de voltar-se para a oração do indigente e não desprezará as suas
súplicas.
Escrevam-se estas coisas para as gerações futuras, e os que hão-de nascer
louvarão o SENHOR.
SENHOR observa do alto do seu santuário; lá do céu, Ele olha para a terra,
para escutar os gemidos dos cativos e livrar os condenados à morte.
Os filhos dos teus servos hão-de viver tranquilos e a sua descendência
perdurará na tua presença.
Em Sião será anunciado o nome do SENHOR, e em Jerusalém, a sua glória,
quando os povos de todas as nações se reunirem para servirem o SENHOR.


Mateus 14,22-36.
Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra
margem, enquanto Ele despedia as multidões.
Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a
noite, estava ali só.
O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado
pelas ondas, pois o vento era contrário.
De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram:
«É um fantasma!» E gritaram com medo.
No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu!
Não temais!»
Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as
águas.»
«Vem» disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas
para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo,
gritou: «Salva-me, Senhor!»
Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de
pouca fé, porque duvidaste?»
E, quando entraram no barco, o vento amainou.
Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu
és, realmente, o Filho de Deus!»
Após a travessia, pisaram terra em Genesaré.
Ao reconhecerem-no, os habitantes daquele lugar espalharam a notícia por
toda a região. Trouxeram-lhe todos os doentes,
suplicando-lhe que, ao menos, os deixasse tocar na orla do seu manto. E
todos aqueles que a tocaram, ficaram curados.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermão atribuído, Apêndice nº 192; PL 39, 2100

«Manda-me ir ter conTigo sobre as águas»

Quando Pedro, cheio de audácia, avança sobre o mar, os seus passos vacilam,
mas o seu amor reforça-se [...]; afundam-se-lhe os pés, mas ele agarra-se à
mão de Cristo. A fé apoia-o quando sente as ondas abrirem-se; perturbado
pela tempestade, tranquiliza-se no seu amor pelo Salvador. Pedro anda sobre
o mar levado mais pelo amor que pelos pés. [...]


Não olha para onde põe os pés; vê apenas o vestígio dos passos d'Aquele que
ama. Do barco, onde estava seguro, viu o Mestre e, guiado pelo amor que Lhe
tem, entra no mar. Já não vê o mar, mas apenas Jesus.


Mas, logo que é perturbado pela força do vento, aturdido pela tempestade, o
temor começa a encobrir-lhe a fé [...], a água abre-se-lhe sob os passos. A
fé enfraquece, e a água enfraquece como ela. Grita então: «Salva-me
Senhor!» Imediatamente, Jesus estende a mão e, segurando-o, diz-lhe: «Homem
de pouca fé, porque duvidaste? Tens assim tão pouca fé, que não pudeste
continuar e chegar até a mim? Porque não tiveste a fé necessária para
chegar ao objectivo apoiando-te nela? Fica doravante a saber que somente
esta fé te pode sustentar sobre as ondas.» Assim, meus irmãos, Pedro duvida
um momento, está prestes a perecer, mas salva-se invocando o Senhor. [...]
Ora, este mundo é um mar onde o demónio levanta as vagas e onde as
tentações multiplicam os naufrágios; só nos podemos salvar gritando pelo
Salvador, que estenderá a mão para nos agarrar. Por conseguinte,
invoquemo-lO incessantemente.




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domingo, 1 de agosto de 2010

Profecia do Dia

Segunda-feira, dia 02 de Agosto de 2010
Segunda-feira da 18ª semana do Tempo Comum

S. Pedro Julião Eymard, presbítero, +1868, S. Gaudêncio de Évora, mártir, séc. II?, Santo Eusébio de Vercelli, bispo, +370



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Hilário : «Ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção»

Leituras

Jer. 28,1-17.
Naquele mesmo ano, no início do reinado de Sedecias, rei de Judá, ou seja,
no quinto mês do quarto ano, Hananias, filho de Azur, profeta de Guibeon,
no templo do Senhor e na presença dos sacerdotes e de todo o povo, falou-me
nos seguintes termos:
«Assim fala o Senhor do universo, Deus de Israel: 'Vou quebrar o jugo do
rei da Babilónia!
Dentro de dois anos, farei voltar a este lugar todos os objectos do templo
do Senhor, que Nabucodonosor, rei da Babilónia, levou daqui e transportou
para a Babilónia.
Para este lugar farei voltar Jeconias, filho de Joaquim, rei de Judá e
todos os exilados de Judá que foram para a Babilónia, porque vou quebrar o
jugo do rei da Babilónia'» – oráculo do Senhor.
O profeta Jeremias respondeu ao profeta Hananias, na presença dos
sacerdotes e do povo que se aglomerava no templo do Senhor:
«Assim seja! Que o Senhor o permita! Realize o Senhor a tua profecia e
traga de volta para este lugar o tesouro do templo, e todos os exilados
cativos da Babilónia.
Contudo, ouve o que te vou dizer, a ti e a todo o povo:
Os profetas que nos precederam a mim e a ti, anunciaram a numerosos países
e a poderosos reinos, guerra, fome e peste.
Quanto ao profeta que profetiza a paz, somente quando se realizar o seu
oráculo é que se poderá saber se ele é realmente um enviado do Senhor.»
Então, o profeta Hananias retirou o jugo do pescoço do profeta Jeremias e,
partindo-o,
exclamou na presença de todo o povo: «Oráculo do Senhor: 'Assim, decorridos
dois anos, quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilónia e
retirá-lo-ei do pescoço de todas as nações!'» Então, o profeta Jeremias
retirou-se.
Depois que o profeta Hananias quebrou e retirou o jugo do pescoço de
Jeremias, a palavra do Senhor foi dirigida a Jeremias, nestes termos:
«Vai dizer a Hananias: Isto diz o Senhor: 'Quebraste jugos de madeira, mas,
em vez deles, farei jugos de ferro.'
Porque isto diz o Senhor do universo: 'Eu ponho um jugo de ferro ao pescoço
de todas estas nações, a fim de que se submetam a Nabucodonosor, rei da
Babilónia. Ficar-lhe-ão submetidas, e até lhe darei poder sobre os animais
selvagens.'»
E Jeremias acrescentou, dirigindo-se ao profeta Hananias: «Escuta a minha
voz, Hananias! O Senhor não te enviou. És tu que levas o povo a crer na
mentira!
Por isso, eis o que diz o Senhor: 'Vou retirar-te da face da terra.
Morrerás ainda este ano, porque pregaste a revolta contra o Senhor!'»
E o profeta Hananias morreu naquele ano, no sétimo mês.


Salmos 119,29.43.79.80.95.102.
Afasta-me dos caminhos da mentira; concede-me a graça da tua lei.
Não me tires da boca a palavra da verdade, porque pus a minha esperança nas
tuas sentenças.
Unam-se a mim os que te obedecem e conheçam os teus preceitos.
Que o meu coração obedeça às tuas leis, para não ter de que me envergonhar.
Caf
Os ímpios procuram a minha perdição, mas eu estou atento às tuas ordens.
Não me tenho desviado das tuas sentenças, pois és Tu quem me ensina.


Mateus 14,13-21.
Tendo ouvido isto, Jesus retirou-se dali sozinho num barco, para um lugar
deserto; mas o povo, quando soube, seguiu-o a pé, desde as cidades.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de misericórdia para
com ela, curou os seus enfermos.
Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Este
sítio é deserto e a hora já vai avançada. Manda embora a multidão, para que
possa ir às aldeias comprar alimento.»
Mas Jesus disse-lhes: «Não é preciso que eles vão; dai-lhes vós mesmos de
comer.»
Responderam: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.»
«Trazei-mos cá» disse Ele.
E, depois de ordenar à multidão que se sentasse na relva, tomou os cinco
pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção;
partiu, depois, os pães e deu os aos discípulos, e estes distribuíram-nos
pela multidão.
Todos comeram e ficaram saciados; e, com o que sobejou, encheram doze
cestos.
Ora, os que comeram eram uns cinco mil homens, sem contar mulheres e
crianças.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Hilário (c. 315-367), Bispo de Poitiers e Doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de Mateus, 14, 12 (a partir da trad. Matthieu commenté, DDB 1985, p. 100 rev.)

«Ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção»

Após ter tomado os cinco pães, o Senhor ergueu o Seu olhar para o céu para
honrar Aquele de Quem Ele próprio tem o ser. Não necessitava de olhar o Pai
com os Seus olhos humanos; mas quis fazer compreender aos que estavam
presentes que tinha recebido a capacidade de realizar um acto que exigia
tão grande poder. Seguidamente, dá os pães aos Seus discípulos. Não é por
multiplicação que os cinco pães se transformam em muitos mais. Os pedaços
sucedem-se e enganam quem os parte; é como se tivessem sido partidos
anteriormente! A matéria continua a estender-se. [...]


Por conseguinte não vos surpreenda que as fontes corram, que haja cachos
nas cepas da vinha, que riachos de vinho escorram desses cachos. Os
recursos da terra sucedem-se ao longo do ano, de acordo com um ritmo
indestrutível. Uma tal multiplicação de pães revela a acção do autor do
universo. Normalmente, Ele impõe um limite a semelhante crescimento, pois
conhece a fundo as leis da matéria. Na criação visível, opera-se um
trabalho invisível. O mistério da acção presente é obra do Senhor dos
mistérios celestiais. O poder d'Aquele que age excede toda a natureza, e o
método deste Poder ultrapassa a compreensão do facto. Só permanece a
admiração por esse poder.




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