segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Profecia do Dia

Terça-feira, dia 21 de Setembro de 2010
S. Mateus, Apóstolo e Evangelista – Festa

S. Mateus
S. Mateus, apóstolo e evangelista



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ireneu de Lyon : Uma das primeiras afirmações históricas dos evangelistas

Leituras

Efésios 4,1-7.11-13.
Eu, o prisioneiro no Senhor, exorto-vos, pois, a que procedais de um modo
digno do chamamento que recebestes;
com toda a humildade e mansidão, com paciência: suportando-vos uns aos
outros no amor,
esforçando-vos por manter a unidade do Espírito, mediante o vínculo da paz.

Há um só Corpo e um só Espírito, assim como a vossa vocação vos chamou a
uma só esperança;
um só Senhor, uma só fé, um só baptismo;
um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece
em todos.
Mas, a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo.
E foi Ele que a alguns constituiu como Apóstolos, Profetas, Evangelistas,
Pastores e Mestres,
em ordem a preparar os santos para uma actividade de serviço, para a
construção do Corpo de Cristo,
até que cheguemos todos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus,
ao homem adulto, à medida completa da plenitude de Cristo.


Salmos 19(18),2-3.4-5.
Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento anuncia a obra das suas
mãos.
Um dia passa ao outro esta mensagem e uma noite dá conhecimento à outra
noite.
Não são palavras nem discursos cujo sentido se não perceba.
O seu eco ressoou por toda a terra, e a sua palavra, até aos confins do
mundo. Deus fez, lá no alto, uma tenda para o Sol,


Mateus 9,9-13.
Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de
cobrança, e disse-lhe: «Segue-me!» E ele levantou se e seguiu-o.
Encontrando-se Jesus à mesa em sua casa, numerosos cobradores de impostos e
outros pecadores vieram e sentaram-se com Ele e seus discípulos.
Os fariseus, vendo isto, diziam aos discípulos: «Porque é que o vosso
Mestre come com os cobradores de impostos e os pecadores?»
Jesus ouviu-os e respondeu-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de
médico, mas sim os doentes.
Ide aprender o que significa: Prefiro a misericórdia ao sacrifício. Porque
Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo e mártir
Contra as heresias, III, 11,8; 9,1 (a partir da trad. Bouchet, Leccionário, p. 493)

Uma das primeiras afirmações históricas dos evangelistas

Os apóstolos foram até ao fim do mundo proclamar a boa nova das graças que
Deus nos concede e anunciar aos homens a paz do céu (Lc 2, 14), eles que
detinham – todos igualmente e cada um em particular – a Boa Nova de Deus.
Encontrando-se entre hebreus, Mateus publicou precisamente uma das versões
escritas de evangelho nessa língua, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam
Roma e aí fundavam a Igreja. Depois da morte destes, Marcos, o discípulo e
intérprete de Pedro (1Pe 5, 13), transmitiu-nos também por escrito a
pregação de Pedro. Da mesma forma, Lucas, companheiro de Paulo, consignou
em livro o evangelho por este pregado. Seguidamente João, discípulo do
Senhor, o mesmo que apoiou a cabeça sobre o Seu peito (Jo 13,25), publicou
também o evangelho durante a sua permanência em Éfeso.


Mateus, no seu evangelho, regista a genealogia de Cristo como homem:
«genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão» (Mt 1, 1-18).
Este evangelho apresenta pois Cristo na Sua forma humana; é por isso que aí
Cristo é um homem permanentemente animado de sentimentos de humildade e de
mansidão. [...] O apóstolo Mateus conhece um único Deus, o mesmo que
prometeu a Abraão multiplicar a sua descendência como as estrelas do céu
(Gn 15, 5) e que, pelo Seu Filho Cristo Jesus, nos chamou do culto às
pedras ao Seu conhecimento (Mt 3, 9), de forma que [se cumprisse a
Escritura que diz]: «àquele que não é meu povo, hei-de chamar meu povo, e
minha amada, àquela que não é minha amada» (Os 2, 25; Rom 9, 25).




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domingo, 19 de setembro de 2010

Profecia do Dia

Segunda-feira, dia 20 de Setembro de 2010
Segunda-feira da 25ª semana do Tempo Comum

Santos André Kim Taegón, presbítero, Paulo Chóng Hasang e companheiros, mártires, +1846



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Josemaría Escrivá de Balaguer : Pôr a candeia no candelabro

Leituras

Prov. 3,27-34.
Não negues um benefício a quem dele precisa, se estiver nas tuas mãos poder
concedê-lo.
Não digas ao teu próximo: «Vai, e volta depois, amanhã te darei», quando o
puderes logo atender.
Não maquines o mal contra teu próximo, quando ele deposita confiança em ti.

Não litigues contra ninguém, sem motivo, quando não te fez mal algum.
Não invejes o homem violento, nem adoptes o seu procedimento,
porque o Senhor abomina o homem perverso, mas reserva para os rectos a sua
intimidade.
A maldição do Senhor cai sobre a casa do ímpio, mas Ele abençoa a morada
dos justos.
Ele escarnece dos escarnecedores, mas concede a sua graça aos humildes.


Salmos 15(14),2-3.4.5.
Aquele que leva uma vida sem mancha, pratica a justiça e diz a verdade com
todo o coração;
aquele cuja língua não levanta calúnias e não faz mal ao seu próximo, nem
causa prejuízo a ninguém;
aquele que despreza o que é desprezível, mas estima os que temem o SENHOR;
aquele que não falta ao juramento, mesmo em seu prejuízo;
aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem se deixa subornar
contra o inocente. Quem assim proceder não há-de sucumbir para sempre.


Lucas 8,16-18.
«Ninguém acende uma candeia para a cobrir com um vaso ou para a esconder
debaixo da cama; mas coloca-a no candelabro, para que vejam a luz aqueles
que entram.
Porque não há coisa oculta que não venha a manifestar-se, nem escondida que
não se saiba e venha à luz.
Vede, pois, como ouvis, porque àquele que tiver, ser-lhe-á dado; mas àquele
que não tiver, ser-lhe-á tirado mesmo o que julga possuir.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975), presbítero, fundador
Homilia «Trabalho de Deus», em «Amigos de Deus», §§ 61-62

Pôr a candeia no candelabro

«Cristo», escreve um Padre da Igreja, «escolheu-nos para que fôssemos como
lâmpadas; para que nos convertêssemos em mestres dos demais; para que
actuássemos como fermento; para que vivêssemos como anjos entre os homens,
como adultos entre crianças, como espirituais entre gente somente racional;
para que fôssemos semente; para que produzíssemos fruto. Não seria
necessário abrir a boca, se a nossa vida resplandecesse desta maneira.
Sobrariam as palavras, se mostrássemos as obras. Não haveria um só pagão,
se nós fôssemos verdadeiramente cristãos.»Temos de evitar
o erro de considerar que o apostolado se reduz ao testemunho de algumas
práticas piedosas. Tu e eu somos cristãos mas, ao mesmo tempo e sem solução
de continuidade, cidadãos e trabalhadores, com obrigações bem nítidas que
temos de cumprir exemplarmente, se deveras queremos santificar-nos. É Jesus
Cristo que nos estimula: «Vós sois a luz do mundo. Não se pode ocultar uma
cidade situada sobre um monte. Nem se acende uma candeia para a colocar
debaixo do alqueire, mas sim sobre o candelabro, e assim alumia quantos
estão em casa. Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, a fim de
que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos céus»
(Mt 5, 14-16).Seja qual for, o trabalho profissional
converte-se numa luz que ilumina os vossos colegas e amigos. Por isso,
costumo repetir [...]: que me importa que me digam que fulano de tal é um
bom filho meu - um bom cristão -, se é mau sapateiro?! Se não se esforçar
por aprender bem o seu ofício, ou por executar o seu trabalho com esmero,
não poderá santificá-lo nem oferecê-lo ao Senhor. Ora, a santificação do
trabalho ordinário constitui como que o fundamento da verdadeira
espiritualidade para aqueles que, como nós, estão decididos a viver na
intimidade de Deus, imersos nas realidades temporais.




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sábado, 18 de setembro de 2010

Profecia do Dia

Domingo, dia 19 de Setembro de 2010
25º Domingo do Tempo Comum - Ano C

S. Januário, bispo, mártir, +305, Nossa Senhora da Salette



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Basílio : «Quem é fiel no pouco também é fiel no muito»

Leituras

Amós 8,4-7.
Ouvi isto, vós que esmagais o pobre e fazeis perecer os desvalidos da
terra,
dizendo: "Quando passará a Lua-nova, para vendermos o nosso trigo, e o
sábado, para abrirmos os nossos celeiros, diminuindo o efá, aumentando o
siclo e falseando a balança para defraudar?
Compraremos os necessitados por dinheiro e o pobre por um par de sandálias,
e venderemos até as alimpas do nosso trigo."
O SENHOR jurou contra a soberba de Jacob: "Não esquecerei jamais nenhuma
das suas obras."


Salmos 113(112),1-2.4-6.7-8.
Louvai, servos do SENHOR, louvai o nome do SENHOR.
Bendito seja o nome do SENHOR, agora e para sempre.
SENHOR reina sobre todas as nações, a sua majestade está acima dos céus.
Quem é como o SENHOR, nosso Deus, que tem o seu trono nas alturas?
Ele se inclina, lá do alto, para observar o céu e a terra.
Ele levanta do pó o indigente e tira o pobre da miséria,
para o fazer sentar entre os grandes, entre os grandes do seu povo.


1 Tim. 2,1-8.
Recomendo, pois, antes de tudo, que se façam preces, orações, súplicas e
acções de graças por todos os homens,
pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, a fim de
que levemos uma vida serena e tranquila, com toda a piedade e dignidade.
Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador,
que quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da
verdade.
Pois, há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem:
Cristo Jesus,
que se entregou a si mesmo como resgate por todos. Tal é o testemunho dado
para os tempos estabelecidos.
Foi para isto que fui constituído arauto e apóstolo –digo a verdade, não
minto – mestre das nações, na fé e na verdade.
Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, erguendo as mãos puras,
sem ira nem altercação.


Lucas 16,1-13.
Disse ainda Jesus aos discípulos: «Havia um homem rico, que tinha um
administrador; e este foi acusado perante ele de lhe dissipar os bens.
Mandou-o chamar e disse-lhe: 'Que é isto que ouço a teu respeito? Presta
contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar.'
O administrador disse, então, para consigo: 'Que farei, pois o meu senhor
vai tirar-me a administração? Cavar não posso; de mendigar tenho vergonha.
Já sei o que hei de fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando
for despedido da minha administração.'
E, chamando cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro:
'Quanto deves ao meu senhor?' Ele respondeu:
Cem talhas de azeite.' Retorquiu-lhe: 'Toma o teu recibo, senta-te depressa
e escreve cinquenta.'
Perguntou, depois, ao outro: 'E tu quanto deves?' Este respondeu: 'Cem
medidas de trigo.' Retorquiu-lhe também: 'Toma o teu recibo e escreve
oitenta.'
O senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com
esperteza. É que os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da
luz, no trato com os seus semelhantes.»
«E Eu digo-vos: Arranjai amigos com o dinheiro desonesto, para que, quando
este faltar, eles vos recebam nas moradas eternas.
Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é infiel no pouco
também é infiel no muito.
Se, pois, não fostes fiéis no que toca ao dinheiro desonesto, quem vos
há-de confiar o verdadeiro bem?
E, se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso?
Nenhum servo pode servir a dois senhores; ou há-de aborrecer a um e amar o
outro, ou dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e
ao dinheiro.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Basílio (v. 330-379), monge e Bispo de Cesareia, na Capadócia, Doutor da Igreja
Homilia 14, sobre o amor dos pobres, §§ 23-25; PG 35,887 (a partir da trad. Solesmes, Lectionnaire, t. 2, p. 161 rev.)

«Quem é fiel no pouco também é fiel no muito»

Tens de saber de onde te vem a existência, o sopro de vida, a inteligência
e aquilo que há de mais precioso, o conhecimento de Deus, de onde te vem a
esperança do Reino dos céus e a de contemplar a glória que hoje vês de
maneira obscura, como num espelho, mas que verás amanhã em toda a sua
pureza e brilho (1Cor 13, 12). De onde te vem o facto de seres filho de
Deus, herdeiro com Cristo (Rom 8, 16-17) e, se ouso dizer, o facto de seres
tu próprio um deus? De onde te vem tudo isto e através de quem?


Ou ainda, falando de coisas menos importantes, as que se vêem: quem te deu
a beleza do céu, o curso do sol, o ciclo da lua, as incontáveis estrelas e
a harmonia e a ordem que as regem? [...] Quem te deu a chuva, a
agricultura, os alimentos, as artes, as leis, a cidade, uma vida
civilizada, relações familiares com os teus semelhantes?


Não foi Aquele que, antes de mais nada e em paga de todas as Suas dádivas,
te pede que ames os homens? [...] Se Ele, o nosso Deus e nosso Senhor, não
tem vergonha de ser chamado nosso Pai, podemos nós renegar os nossos
irmãos? Não, meus irmãos e meus amigos, não sejamos administradores infiéis
dos bens que nos são confiados.




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