Domingo, dia 07 de Novembro de 2010
32º Domingo do Tempo Comum - Ano C
Trigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum (semana IV do saltério)
Beato Vicente Grossi, presbítero, fundador, +1917, Maria, Medianeira de todas as Graças
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Orígenes : «Sendo filhos da ressurreição, são filhos de Deus»
Leituras
2 Mac. 7,1-2.9-14.
Aconteceu também que um dia foram presos sete irmãos com a mãe, aos quais o
rei, por meio de golpes de azorrague e de nervos de boi, quis obrigar a
comer carnes de porco, proibidas pela lei.
Um deles, tomou a palavra e falou assim: «Que pretendes perguntar e saber
de nós? Estamos prontos a antes morrer do que violar as leis dos nossos
pais.»
Prestes a dar o último suspiro, disse: «Ó malvado, tu arrebatas-nos a vida
presente, mas o rei do universo há-de ressuscitar-nos para a vida eterna,
se morrermos fiéis às suas leis.»
Depois deste, torturaram o terceiro, o qual, mal lhe pediram a língua,
deitou-a logo de fora e estendeu as mãos corajosamente.
E disse, cheio de confiança: «Do Céu recebi estes membros, mas agora
menosprezo-os por amor das leis de Deus, mas espero recebê-los dele, de
novo, um dia.»
O próprio rei e os que o rodeavam ficaram admirados com o heroísmo deste
jovem, que nenhum caso fazia dos sofrimentos.
Morto também este, aplicaram os mesmos suplícios ao quarto,
o qual, prestes a expirar, disse: «É uma felicidade perecer à mão dos
homens, com a esperança de que Deus nos ressuscitará; mas a tua
ressurreição não será para a vida.»
Salmos 17,1.5-6.8.15.
Ouve, SENHOR, a minha causa justa, atende ao meu clamor. Escuta a minha
oração, que não sai de lábios mentirosos.
Dirigi os meus passos por duras veredas; os meus pés não vacilaram nos teus
caminhos.
Eu te invoco, ó Deus; responde me! Inclina para mim o ouvido, escuta as
minhas palavras.
Guarda me como à pupila dos teus olhos; esconde me à sombra das tuas asas,
Eu, porém, pela justiça, contemplarei a tua face e, ao despertar, serei
saciado com a tua presença.
2 Tess. 2,16-17.3,1-5.
O próprio Senhor Nosso Jesus Cristo e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos
deu, pela sua graça, uma consolação eterna e uma boa esperança,
consolem os vossos corações e os confirmem em toda a obra e palavra boa.
Quanto ao resto, irmãos, orai por nós para que a palavra do Senhor avance e
seja glorificada como o é entre vós,
e para que sejamos libertados dos homens perversos e malvados, pois nem
todos têm fé.
Mas fiel é o Senhor que vos confirmará e vos protegerá do mal.
A respeito de vós, temos confiança no Senhor em que já fazeis e
continuareis a fazer o que vos ordenamos.
O Senhor dirija os vossos corações para o amor de Deus e para a constância
de Cristo.
Lucas 20,27-38.
Aproximaram-se alguns saduceus, que negam a ressurreição, e
interrogaram-no:
«Mestre, Moisés prescreveu nos que, se morrer um homem deixando a mulher,
mas não tendo filhos, seu irmão casará com a viúva, para dar descendência
ao irmão.
Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou-se e morreu sem filhos;
o segundo,
depois o terceiro, casaram com a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que
morreram sem deixar filhos.
Finalmente, morreu também a mulher.
Ora bem, na ressurreição, a qual deles pertencerá a mulher, uma vez que os
sete a tiveram por esposa?»
Jesus respondeu-lhes: «Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se;
mas aqueles que forem julgados dignos da vida futura e da ressurreição dos
mortos não se casam, sejam homens ou mulheres,
porque já não podem morrer: são semelhantes aos anjos e, sendo filhos da
ressurreição, são filhos de Deus.
E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da
sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de
Jacob.
Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Ele, todos estão
vivos.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo
Comentário à Carta aos Romanos, 4, 7; PG 14, 985
«Sendo filhos da ressurreição, são filhos de Deus»
No último dia, a morte será vencida. Após o suplício da cruz, a
ressurreição de Cristo contém misteriosamente a ressurreição de todo o
Corpo de Cristo. Assim como o corpo palpável de Cristo foi crucificado,
amortalhado e, de seguida, ressuscitado, assim também todo o Corpo dos
santos de Cristo foi crucificado com ele e já não vive em si. Mas quando
chegar a ressurreição do verdadeiro Corpo de Cristo, do Seu Corpo total,
então os membros de Cristo, agora semelhantes a ossadas ressequidas, serão
reunidos articulação por articulação (Ez 37, 1 ss.), cada um encontrando o
seu lugar, para que «cheguemos todos ao homem adulto, à medida completa da
plenitude de Cristo» (Ef 4, 13). Então, a multidão dos membros será um só
corpo porque todos pertencem ao mesmo corpo (Rom 12, 4).
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sábado, 6 de novembro de 2010
Profecia do Dia
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Profecia do Dia
Sabado, dia 06 de Novembro de 2010
Sábado da 31a semana do Tempo Comum
São Nuno de Santa Maria (Santo Condestável), guerreiro, religioso, +1431
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gaudêncio de Brescia : «Arranjai amigos com o dinheiro desonesto»
Leituras
Filip. 4,10-19.
É grande a alegria que sinto no Senhor por, finalmente, terdes feito com
que desabrochasse o vosso amor por mim. É que tínheis o interesse, mas
faltava a oportunidade.
Não falo assim por me sentir carecido. Pois, no meu caso, aprendi a ser
autónomo nas situações em que me encontre.
Sei passar por privações, sei viver na abundância. Em toda e qualquer
situação, estou preparado para me saciar e passar fome, para viver na
abundância e sofrer carências.
De tudo sou capaz naquele que me dá força.
Entretanto, fizestes bem em tomar parte na minha tribulação.
Vós bem o sabeis, filipenses: no início da pregação do Evangelho, quando
saí da Macedónia, nenhuma outra igreja esteve em comunhão comigo na permuta
de dar e receber, a não ser apenas vós:
em Tessalónica e por duas vezes me enviastes socorro para as minhas
necessidades.
Não é que eu esteja à procura de donativos; o que procuro, sim, é que
aumente o produto, que está registado na vossa conta.
Sim, tudo recebi em abundância. Estou plenamente fornecido, depois de
receber de Epafrodito o que veio da vossa parte: um odor perfumado, um
sacrifício que Deus aceita e lhe é agradável.
E o meu Deus há-de compensar-vos plenamente em todas as necessidades,
segundo a sua riqueza, na glória que se tem em Cristo Jesus.
Salmos 112(111),1-2.5-6.8.9.
Feliz o homem que teme o SENHOR e se compraz nos seus mandamentos.
sua descendência será poderosa sobre a terra, e bendita, a geração dos
justos.
Feliz o homem que se compadece e empresta e administra os seus bens com
justiça.
Este jamais sucumbirá. O justo deixará memória eterna.
seu coração está firme; por isso nada teme e verá os seus opressores
confundidos.
Reparte do que é seu com os pobres; a sua generosidade subsistirá para
sempre e o seu poder crescerá em glória.
Lucas 16,9-15.
«E Eu digo-vos: Arranjai amigos com o dinheiro desonesto, para que, quando
este faltar, eles vos recebam nas moradas eternas.
Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é infiel no pouco
também é infiel no muito.
Se, pois, não fostes fiéis no que toca ao dinheiro desonesto, quem vos
há-de confiar o verdadeiro bem?
E, se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso?
Nenhum servo pode servir a dois senhores; ou há-de aborrecer a um e amar o
outro, ou dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e
ao dinheiro.»
Os fariseus, como eram avarentos, ouviam as suas palavras e troçavam dele.
Jesus disse-lhes: «Vós pretendeis passar por justos aos olhos dos homens,
mas Deus conhece os vossos corações. Porque o que os homens têm por muito
elevado é abominável aos olhos de Deus.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gaudêncio de Brescia (?-depois de 406), bispo
Sermão 18; PL 20, 973-975 (a partir da trad. de Delhougne, Les Pères commentent, p. 442)
«Arranjai amigos com o dinheiro desonesto»
Esses amigos que nos obterão a salvação são evidentemente os pobres porque,
segundo a palavra de Cristo, será Ele mesmo, autor da recompensa eterna, a
colher neles os serviços que a nossa caridade lhes tiver prestado. Desde
logo os pobres acolher-nos-ão bem, não em seu próprio nome mas em nome
d'Aquele que neles prova o fruto refrescante da nossa obediência e da nossa
fé. Aqueles que conseguem realizar esse serviço de amor serão recebidos nas
moradas eternas do Reino dos céus, visto que Cristo lhes dirá: «Vinde,
benditos de Meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado
desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer, tive sede
e destes-Me de beber» (Mt 25, 34). [...]
E, por fim, o Senhor acrescenta: «Se não fordes dignos de confiança nos
bens dos outros, quem vos confiará o que é vosso?» Com efeito, nada do que
existe neste mundo nos pertence verdadeiramente. Porque nós, que esperamos
a recompensa futura, somos convidados a conduzir-nos na terra como hóspedes
e como peregrinos, para que possamos dizer ao Senhor com segurança: «Diante
de Ti sou como um estrangeiro, um hóspede, como os meus antepassados» [Sl
39 (38), 13].
Mas os bens eternos pertencem realmente aos crentes. Estão no céu, onde
sabemos que estão «o nosso tesouro e o nosso coração» (Mt 6, 21), e onde
é nossa íntima convicção vivemos desde já pela fé. Porque, de acordo com
o ensinamento de São Paulo, «a cidade a que pertencemos está nos céus» (Fl
3, 20).
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 05 de Novembro de 2010
Sexta-feira da 31ª semana do Tempo Comum
Zacarias e Isabel, parentes de Nossa Senhora, Beato Caio Coreano, mártir, +1624
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II : «Enchei a terra e submetei-a» (Gn 1, 28)
Leituras
Filip. 3,17-21.4,1.
Sede todos meus imitadores, irmãos, e olhai atentamente para aqueles que
procedem conforme o modelo que tendes em nós.
É que muitos de quem várias vezes vos falei e agora até falo a chorar
são, no seu procedimento, inimigos da cruz de Cristo:
o seu fim é a perdição, o seu Deus é o ventre, e gloriam-se da sua vergonha
esses que estão presos às coisas da terra.
É que, para nós, a cidade a que pertencemos está nos céus, de onde
certamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.
Ele transfigurará o nosso pobre corpo, conformando-o ao seu corpo glorioso,
com aquela energia que o torna capaz de a si mesmo sujeitar todas as
coisas.
Portanto, meus caríssimos e saudosos irmãos, minha coroa e alegria,
permanecei assim firmes no Senhor, caríssimos.
Salmos 122(121),1-5.
Que alegria, quando me disseram: «Vamos para a casa do SENHOR!»
Os nossos pés detêm-se às tuas portas, ó Jerusalém!
Jerusalém, cidade bem construída, harmoniosamente edificada.
Para lá sobem as tribos, as tribos do SENHOR, segundo o costume de Israel,
para louvar o nome do SENHOR.
Nela estão os tribunais da justiça, os tribunais da casa de David.
Lucas 16,1-8.
Disse ainda Jesus aos discípulos: «Havia um homem rico, que tinha um
administrador; e este foi acusado perante ele de lhe dissipar os bens.
Mandou-o chamar e disse-lhe: 'Que é isto que ouço a teu respeito? Presta
contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar.'
O administrador disse, então, para consigo: 'Que farei, pois o meu senhor
vai tirar-me a administração? Cavar não posso; de mendigar tenho vergonha.
Já sei o que hei de fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando
for despedido da minha administração.'
E, chamando cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro:
'Quanto deves ao meu senhor?' Ele respondeu:
Cem talhas de azeite.' Retorquiu-lhe: 'Toma o teu recibo, senta-te depressa
e escreve cinquenta.'
Perguntou, depois, ao outro: 'E tu quanto deves?' Este respondeu: 'Cem
medidas de trigo.' Retorquiu-lhe também: 'Toma o teu recibo e escreve
oitenta.'
O senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com
esperteza. É que os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da
luz, no trato com os seus semelhantes.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II
Constituição sobre a Igreja no mundo contemporâneo «Gaudium et Spes», § 34
«Enchei a terra e submetei-a» (Gn 1, 28)
O homem, criado à imagem de Deus, recebeu o mandamento de dominar a terra
com tudo o que ela contém e governar o mundo na justiça e na santidade; e
de, reconhecendo Deus como Criador universal, orientar-se a si e ao
universo para Ele; de maneira que, estando todas as coisas sujeitas ao
homem, seja glorificado em toda a terra o nome de Deus. Isto aplica-se também às actividades de todos os dias. Assim, os homens e
as mulheres que, ao ganhar o sustento para si e suas famílias, de tal modo
exercem a própria actividade que prestam conveniente serviço à sociedade,
com razão podem considerar que prolongam com o seu trabalho a obra do
Criador, ajudam os seus irmãos e dão uma contribuição pessoal para a
realização dos desígnios de Deus na história. Longe de
pensar que as obras do engenho e poder humano se opõem ao poder de Deus, ou
de considerar a criatura racional como rival do Criador, os cristãos devem,
pelo contrário, estar convencidos de que as vitórias do género humano
manifestam a grandeza de Deus e são fruto do Seu desígnio inefável.
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