Segunda-feira, dia 22 de Novembro de 2010
Segunda-feira da 34ª semana do Tempo Comum
Santa Cecília, virgem, mártir, séc. III ou IV
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio : «Esta viúva pobre deitou mais do que todos os outros»
Leituras
Apoc. 14,1-3.4-5.
Na visão apareceu o Cordeiro; estava sobre o Monte Sião e, com Ele, estavam
cento e quarenta e quatro mil pessoas que tinham o seu nome e o nome de seu
Pai escrito nas frontes.
Ouvi também uma voz que vinha do céu que era como o fragor do mar ou como
estrondo de forte trovão. A voz que eu ouvira era ainda semelhante à música
de harpas tocadas por harpistas.
E cantavam um cântico novo diante do trono, diante dos quatro seres
viventes e diante dos anciãos. Ninguém podia aprender aquele cântico a não
ser os cento e quarenta e quatro mil que tinham sido resgatados da terra.
Estes são os que não se perverteram com mulheres, porque são virgens; estes
são os que seguem o Cordeiro para toda a parte. Foram resgatados, como
primícias da humanidade, para Deus e para o Cordeiro.
Na sua boca não se achou mentira: são irrepreensíveis.
Salmos 24(23),1-2.3-4.5-6.
Ao SENHOR pertence a terra e o que nela existe, o mundo inteiro e os que
nele habitam;
pois Ele a fundou sobre os mares e a consolidou sobre os abismos.
Quem poderá subir à montanha do SENHOR e apresentar-se no seu santuário?
O que tem as mãos inocentes e o coração limpo, o que não ergue o espírito
para as coisas vãs, nem jura pelo que é falso.
Este há-de receber a bênção do SENHOR e a recompensa de Deus, seu salvador.
Esta é a geração dos que o procuram, dos que buscam a face do Deus de
Jacob.
Lucas 21,1-4.
Levantando os olhos, Jesus viu os ricos deitarem no cofre do tesouro as
suas ofertas.
Viu também uma viúva pobre deitar lá duas moedinhas
e disse: «Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou mais do que todos
os outros;
pois eles deitaram no tesouro do que lhes sobejava, enquanto ela, da sua
indigência, deitou tudo o que tinha para viver.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio (c. 340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja
Exortação às viúvas §§ 27ss. (a partir da trad. Solesmes 1980, p.118 rev.)
«Esta viúva pobre deitou mais do que todos os outros»
No Evangelho de Lucas, o Senhor ensina como devemos ser misericordiosos e
generosos para com os pobres, sem nos determos a pensar na nossa pobreza;
porque a generosidade não se avalia segundo a abundância do património, mas
segundo a disposição de dar. É por isso que a palavra do Senhor deu
preferência entre todos à viúva, acerca da qual diz: «Esta viúva deu mais
do que todos». No aspecto moral, o Senhor ensina que não devemos deixar de
fazer o bem por vergonha da pobreza, e que os ricos não se devem vangloriar
por parecer que dão mais que os pobres. Uma pequena moeda tirada de poucos
bens prevalece sobre um tesouro tirado da abundância; não se avalia o que é
dado, mas sim o que fica. Ninguém deu mais do que aquela que nada guardou
para si. [...]
Contudo, no sentido místico, não podemos esquecer esta mulher que põe duas
moedas no tesouro. É seguramente grande, esta mulher que mereceu ser
preferida a todos no juízo de Deus! Não terá sido ela que, pela sua fé, foi
beber aos dois Testamentos, para auxílio dos homens? Por conseguinte
ninguém fez mais e nenhum homem pôde igualar a grandeza do seu dom, dado
que ela uniu a fé à misericórdia. Tu também, quem quer que sejas, [...] não
hesites em trazer para o tesouro duas moedas cheias de fé e graça.
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domingo, 21 de novembro de 2010
Profecia do Dia
sábado, 20 de novembro de 2010
Profecia do Dia
Domingo, dia 21 de Novembro de 2010
NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO - Solenidade
XXXIV Domingo do Tempo Comum - Cristo-Rei (semana II do saltério)
Apresentação de Nossa Senhora no Templo
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gregório de Nissa : «Pilatos disse: "Aqui está o vosso Rei"» (Jo 19,14).
Leituras
2 Sam. 5,1-3.
Todas as tribos de Israel foram ter com David a Hebron e disseram-lhe:
«Aqui nos tens: não somos nós da tua carne e do teu sangue?
Tempos atrás, quando Saul era nosso rei, eras tu quem dirigia as campanhas
de Israel e o Senhor disse-te: ‘Tu apascentarás o meu povo de Israel
e serás o seu chefe.’»
Vieram, pois, todos os anciãos de Israel ter com o rei a Hebron. David fez
com eles uma aliança diante do Senhor, e eles sagraram-no rei de Israel.
Salmos 122(121),1-2.4-5.
Que alegria, quando me disseram: «Vamos para a casa do SENHOR!»
Os nossos pés detêm-se às tuas portas, ó Jerusalém!
Para lá sobem as tribos, as tribos do SENHOR, segundo o costume de Israel,
para louvar o nome do SENHOR.
Nela estão os tribunais da justiça, os tribunais da casa de David.
Coloss. 1,12-20.
dai graças ao Pai, que vos tornou capazes de tomar parte na herança dos
santos na luz.
Foi Ele que nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o Reino
do seu amado Filho,
no qual temos a redenção, o perdão dos pecados.
É Ele a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criatura;
porque foi nele que todas as coisas foram criadas, no céu e na terra, as
visíveis e as invisíveis, os Tronos e as Dominações, os Poderes e as
Autoridades, todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele.
Ele é anterior a todas as coisas e todas elas subsistem nele.
É Ele a cabeça do Corpo, que é a Igreja. É Ele o princípio, o primogénito
de entre os mortos, para ser Ele o primeiro em tudo;
porque foi nele que aprouve a Deus fazer habitar toda a plenitude
e, por Ele e para Ele, reconciliar todas as coisas, pacificando pelo sangue
da sua cruz, tanto as que estão na terra como as que estão no céu.
Lucas 23,35-43.
O povo permanecia ali, a observar; e os chefes zombavam, dizendo: «Salvou
os outros; salve-se a si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito.»
Os soldados também troçavam dele. Aproximando-se para lhe oferecerem
vinagre,
diziam: «Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!»
E por cima dele havia uma inscrição: «Este é o rei dos judeus.»
Ora, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-o, dizendo:
«Não és Tu o Messias? Salva-te a ti mesmo e a nós também.»
Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: «Nem sequer temes a Deus, tu
que sofres o mesmo suplício?
Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo que as nossas acções
mereciam; mas Ele nada praticou de condenável.»
E acrescentou: «Jesus, lembra-te de mim, quando estiveres no teu Reino.»
Ele respondeu-lhe: «Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge e bispo
5.º Sermão da Santa Páscoa (PG 46, 683; Leccionário, p. 367 rev.)
«Pilatos disse: "Aqui está o vosso Rei"» (Jo 19,14).
Bendito seja Deus! Festejemos o Filho único, o Criador dos céus, que lá
ascendeu após ter descido às profundezas do inferno, e que envolve a terra
inteira com os raios da Sua luz. Festejemos o sepultamento do Filho único e
a Sua Ressurreição de vencedor, o júbilo do mundo inteiro e a vida de todos
os povos. [...]
Tudo isto nos foi obtido assim que o Criador ressurgiu dos mortos, ao
rejeitar a ignomínia e transformando, no Seu esplendor divino, o perecível
em imperecível. E qual foi a ignomínia rejeitada? Isaías dá-nos a resposta:
«Sem figura nem beleza, vimo-Lo sem aspecto atraente, desprezado e
abandonado pelos homens» (53, 2-3). E quando ficou Ele sem a Sua glória?
Quando carregou aos ombros a madeira da cruz como troféu da Sua vitória
sobre o diabo. Assim que Lhe foi posta na cabeça uma coroa de espinhos, a
Ele, que coroa os Seus fiéis. Assim que foi revestido de púrpura Aquele que
reveste de imortalidade os que renascem da água e do Espírito Santo. Assim
que pregaram à madeira o Senhor da vida e da morte. [...]
Aquele, porém, que ficou sem a Sua glória foi transfigurado na luz, e o
júbilo do mundo despertou com o Seu corpo. [...] «O Senhor é Rei, vestido
de majestade» (Sl 93 (92), 1). De que majestade Se vestiu Ele? De
incorruptibilidade, de imortalidade, do chamamento dos Apóstolos, da coroa
da Igreja. [...] São Paulo é disso testemunho, ao dizer: «É, de facto,
necessário que este ser mortal se revista de imortalidade» (1Cor 15, 53). E
o salmista diz também: «O Teu trono, Senhor, está firme desde sempre, e Tu
existes desde a eternidade; o Teu reino é um reino para toda a eternidade,
e o Teu domínio estende-se por todas as gerações» (Sl 93 (92), 2; 145
(144), 13). E ainda: «O Senhor é Rei: alegre-se a terra e rejubile a
multidão das ilhas!» (Sl 97 (96), 1). A Ele a glória e o poder, amen!
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Profecia do Dia
Sabado, dia 20 de Novembro de 2010
Sábado da 33a semana do Tempo Comum
Santo Edmundo, rei, mártir, +870
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II : «Deus não é Deus de mortos, mas de vivos»
Leituras
Apoc. 11,4-12.
Estas duas testemunhas são as duas oliveiras e os dois candelabros que
estão diante do Senhor da terra.
Se alguém quiser fazer-lhes mal, sairá fogo da sua boca para devorar os
seus inimigos; deste modo, se alguém tentar fazer-lhes mal, morrerá
certamente.
Eles têm o poder de fechar o céu para que a chuva não caia no tempo da sua
profecia. E têm, igualmente, o poder de mudar as águas em sangue, de modo a
provocar na terra toda a espécie de flagelos, sempre que o desejem fazer.
E, quando terminarem de dar testemunho, a Besta que sobe do Abismo lutará
contra eles, vencê-los-á e dar-lhes-á a morte.
Os seus cadáveres ficarão na praça da grande cidade, que se chama,
simbolicamente, Sodoma e Egipto, precisamente onde o seu Senhor foi
crucificado.
E, durante três dias e meio, homens de vários povos, tribos, línguas e
nações contemplarão os seus cadáveres e não permitirão que sejam
sepultados.
Os habitantes da terra se felicitarão pela sua morte, farão festa e se
presentearão mutuamente; porque eles, os dois profetas, tinham sido um
tormento para a humanidade.
Mas, depois desses três dias e meio, um sopro de vida, enviado por Deus
entrou neles: puseram-se de pé e um grande terror caiu sobre os que os
viram.
Então, as duas testemunhas ouviram uma voz forte que vinha do céu e lhes
dizia: 'Subi para aqui'. E eles subiram ao céu numa nuvem, à vista dos seus
inimigos;
Salmos 144,1.2.9-10.
Bendito seja o SENHOR, meu rochedo, que adestra as minhas mãos para a luta
e os meus dedos para o combate!
Ele é o meu auxílio e fortaleza, o meu baluarte e o meu refúgio; Ele é o
meu escudo e o meu abrigo, que subjuga os povos aos meus pés.
Quero cantar-te, ó Deus, um cântico novo; cantar-te-ei salmos com a harpa
de dez cordas.
Tu, que concedes aos reis a vitória, e livras o teu servo David da espada
mortal,
Lucas 20,27-40.
Aproximaram-se alguns saduceus, que negam a ressurreição, e
interrogaram-no:
«Mestre, Moisés prescreveu nos que, se morrer um homem deixando a mulher,
mas não tendo filhos, seu irmão casará com a viúva, para dar descendência
ao irmão.
Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou-se e morreu sem filhos;
o segundo,
depois o terceiro, casaram com a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que
morreram sem deixar filhos.
Finalmente, morreu também a mulher.
Ora bem, na ressurreição, a qual deles pertencerá a mulher, uma vez que os
sete a tiveram por esposa?»
Jesus respondeu-lhes: «Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se;
mas aqueles que forem julgados dignos da vida futura e da ressurreição dos
mortos não se casam, sejam homens ou mulheres,
porque já não podem morrer: são semelhantes aos anjos e, sendo filhos da
ressurreição, são filhos de Deus.
E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da
sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de
Jacob.
Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Ele, todos estão
vivos.»
Tomando, então, a palavra, alguns doutores da Lei disseram: «Mestre,
falaste bem.»
E já não se atreviam a interrogá lo sobre mais nada.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II
A Igreja no mundo actual «Gaudium et spes», § 18
«Deus não é Deus de mortos, mas de vivos»
É em face da morte que o enigma da condição humana mais se adensa. Não são
só a dor e a progressiva dissolução do corpo que atormentam o homem, mas
também, e ainda mais, o temor de que tudo acabe para sempre. Mas a intuição
do próprio coração fá-lo acertar, quando o leva a aborrecer e a recusar a
ruína total e o desaparecimento definitivo da sua pessoa. O germe de
eternidade que nele existe, irredutível à pura matéria, insurge-se contra a
morte. Todas as tentativas da técnica, por muito úteis que sejam, não
conseguem acalmar a ansiedade do homem: o prolongamento da longevidade
biológica não pode satisfazer aquele desejo duma vida ulterior,
invencivelmente radicado no seu coração.
Enquanto, diante da morte, qualquer imaginação se revela impotente, a
Igreja, ensinada pela revelação divina, afirma que o homem foi criado por
Deus para um fim feliz, para além dos limites da miséria terrena. A fé
cristã ensina que a própria morte corporal, de que o homem seria isento se
não tivesse pecado, acabará por ser vencida, quando o homem for, pelo
omnipotente e misericordioso Salvador, restituído à salvação que por sua
culpa perdera. Com efeito, Deus chamou e chama o homem a unir-se a Ele com
todo o seu ser na perpétua comunhão da incorruptível vida divina. Esta
vitória alcançou-a Cristo ressuscitado, libertando o homem da morte com a
própria morte. Portanto, a fé, que se apresenta à reflexão do homem apoiada
em sólidos argumentos, dá uma resposta à sua ansiedade acerca do seu
destino futuro; e ao mesmo tempo oferece a possibilidade de comunicar, em
Cristo, com os irmãos queridos que a morte já levou, fazendo esperar que
eles tenham alcançado a verdadeira vida junto de Deus.
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