Domingo, dia 13 de Fevereiro de 2011
6º Domingo do Tempo Comum - Ano A
S. Tiago de Viterbo, Santa Catarina de Ricci, religiosa, +1590, Beato Jordão da Saxónia, presbítero, +1237, S. Gilberto, bispo
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ireneu de Lyon : A Lei enraizada nos nossos corações
Leituras
Sirac 15,15-20.
Se quiseres, observarás os mandamentos; ser-lhes fiel será questão da tua
boa vontade.
Ele pôs diante de ti o fogo e a água; estende a mão para o que quiseres.
Diante do homem estão a vida e a morte; o que ele escolher, isso lhe será
dado,
pois é grande a sabedoria do Senhor. Ele é forte e poderoso e vê todas as
coisas.
Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, Ele conhece as acções de
cada homem.
A ninguém Ele deu ordem para fazer o mal, e a ninguém deu permissão de
pecar.
Salmos 119(118),1-2.4-5.17-18.33-34.
Felizes os que seguem o caminho da rectidão e vivem segundo a lei do
SENHOR.
Felizes os que cumprem os seus preceitos e o procuram com todo o coração,
Promulgaste os teus preceitos para se cumprirem fielmente.
Oxalá os meus passos sejam firmes no cumprimento dos teus decretos.
Concede ao teu servo uma longa vida e eu cumprirei as tuas palavras.
Abre os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei.
Ensina-me, SENHOR, o caminho das tuas leis e eu hei-de cumpri-las com
fidelidade.
Dá-me entendimento para cumprir a tua lei; hei-de obedecer-lhe de todo o
coração.
1 Cor. 2,6-10.
E, no entanto, é de sabedoria que nós falamos entre os perfeitos; sabedoria
que não é deste mundo, nem dos chefes deste mundo, votados à destruição.
Ensinamos a sabedoria de Deus, mistério que permaneceu oculto e que Deus,
antes dos séculos, predestinou para nossa glória.
Nenhum dos chefes deste mundo a conheceu, pois, se a tivessem conhecido,
não teriam crucificado o Senhor da glória.
Mas, como está escrito:O que os olhos não viram,os ouvidos não ouviram,o
coração do homem não pressentiu,isso Deus preparou para aqueles que o amam.
A nós, porém, Deus o revelou por meio do Espírito. Pois o Espírito tudo
penetra, até as profundidades de Deus.
Mateus 5,17-37.
«Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas
levá-los à perfeição.
Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não passará um
só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra.
Portanto, se alguém violar um destes preceitos mais pequenos, e ensinar
assim aos homens, será o menor no Reino do Céu. Mas aquele que os praticar
e ensinar, esse será grande no Reino do Céu.
Porque Eu vos digo: Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e
dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu.»
«Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá de
responder em juízo.
Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o
tribunal; quem lhe chamar 'imbecil' será réu diante do Conselho; e quem lhe
chamar 'louco' será réu da Geena do fogo.
Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares
de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti,
deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o
teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta.
Com o teu adversário mostra-te conciliador, enquanto caminhardes juntos,
para não acontecer que ele te entregue ao juiz e este à guarda e te mandem
para a prisão.
Em verdade te digo: Não sairás de lá até que pagues o último centavo.»
«Ouvistes o que foi dito: Não cometerás adultério.
Eu, porém, digo-vos que todo aquele que olhar para uma mulher, desejando-a,
já cometeu adultério com ela no seu coração.
Portanto, se a tua vista direita for para ti origem de pecado, arranca-a e
lança-a fora, pois é melhor perder-se um dos teus órgãos do que todo o teu
corpo ser lançado à Geena.
E se a tua mão direita for para ti origem de pecado, corta-a e lança-a
fora, porque é melhor perder-se um só dos teus membros do que todo o teu
corpo ser lançado à Geena.»
«Também foi dito: Aquele que se divorciar da sua mulher, dê-lhe documento
de divórcio.
Eu, porém, digo-vos: Aquele que se divorciar da sua mulher excepto em caso
de união ilegal expõe-na a adultério, e quem casar com a divorciada comete
adultério.»
«Do mesmo modo, ouvistes o que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas
cumprirás diante do Senhor os teus juramentos.
Eu, porém, digo-vos: Não jureis de maneira nenhuma: nem pelo Céu, que é o
trono de Deus,
nem pela Terra, que é o estrado dos seus pés, nem por Jerusalém, que é a
cidade do grande Rei.
Não jures pela tua cabeça, porque não tens poder de tornar um só dos teus
cabelos branco ou preto.
Seja este o vosso modo de falar: Sim, sim; não, não. Tudo o que for além
disto procede do espírito do mal.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ireneu de Lyon (c. 130-v. 208), bispo, teólogo e mártir
Contra as heresias IV, 13, 3 (a partir da trad. SC 100, p. 525s rev)
A Lei enraizada nos nossos corações
Há certos preceitos naturais da Lei que são já de justiça; mesmo antes da
dádiva da Lei a Moisés, os homens observavam esses preceitos, eram
justificados pela sua fé e agradavam a Deus. O Senhor não aboliu esses
preceitos, antes os alargou e os cumpriu, como provam as seguintes
palavras: «Foi dito aos antigos: não cometerás adultério. Mas eu digo-vos:
todo aquele que olhar para uma mulher, desejando-a, já cometeu adultério
com ela no seu coração». E ainda «Foi dito: não matarás. Eu, porém,
digo-vos: quem se irritar contra o seu irmão sem motivo será réu perante o
tribunal» (Mt 5, 21ss.). [...] E por aí adiante. Nenhum destes preceitos
implica a contradição nem a abolição dos anteriores, mas o seu cumprimento
e o seu alargamento. Como o próprio Senhor o diz: «Se a vossa justiça não
superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do
Céu» (Mt 5, 20).
Em que consistia essa superação? Em primeiro lugar, em crer, não apenas no
Pai, mas também no Seu Filho doravante manifestado, pois é Ele que leva o
homem à comunhão e à união com Deus. Em seguida, não apenas em dizer, mas
em fazer pois «eles diziam e não faziam» (Mt 23, 3) e em evitar, não
apenas actos maus, mas também o facto de os desejar. Com este ensinamento,
Ele não contradizia a Lei, antes a cumpria e enraizava em nós os preceitos
da Lei. [...] O preceito de nos abstermos, não só dos actos proibidos pela
Lei, mas também do desejo de os praticar não provém de alguém que contradiz
e abole a Lei; mas sim d'Aquele que a cumpre e alarga.
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sábado, 12 de fevereiro de 2011
Profecia do Dia
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Profecia do Dia
Sabado, dia 12 de Fevereiro de 2011
Sábado da 5a semana do Tempo Comum
Santa Eulália de Barcelona, virgem e mártir, +304, S. Juliao
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio : «Se os mandar embora em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho»
Leituras
Gén. 3,9-24.
Mas o Senhor Deus chamou o homem e disse-lhe: «Onde estás?»
Ele respondeu: «Ouvi a tua voz no jardim e, cheio de medo, escondi-me
porque estou nu.»
O Senhor Deus perguntou: «Quem te disse que estás nu? Comeste, porventura,
da árvore da qual te proibi comer?»
O homem respondeu: «Foi a mulher que trouxeste para junto de mim que me
ofereceu da árvore e eu comi.»
O Senhor Deus perguntou à mulher: «Por que fizeste isso?» A mulher
respondeu: «A serpente enganou-me e eu comi.»
Então, o Senhor Deus disse à serpente: «Por teres feito isto, serás maldita
entre todos os animais domésticos e entre os animais selvagens. Rastejarás
sobre o teu ventre, alimentar-te-ás de terra todos os dias da tua vida.
Farei reinar a inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a
dela. Esta esmagar-te-á a cabeça e tu tentarás mordê-la no calcanhar.»
Depois, disse à mulher: «Aumentarei os sofrimentos da tua gravidez, entre
dores darás à luz os filhos. Procurarás apaixonadamente o teu marido, mas
ele te dominará.»
A seguir, disse ao homem: «Porque atendeste à voz da tua mulher e comeste o
fruto da árvore, a respeito da qual Eu te tinha ordenado: 'Não comas dela',
maldita seja a terra por tua causa. E dela só arrancarás alimento à custa
de penoso trabalho, todos os dias da tua vida.
Produzir-te-á espinhos e abrolhos, e comerás a erva dos campos.
Comerás o pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de onde foste
tirado; porque tu és pó e ao pó voltarás.»
Adão pôs à sua mulher o nome de Eva, porque ela seria mãe de todos os
viventes.
O Senhor Deus fez a Adão e à sua mulher túnicas de peles e vestiu-os.
O Senhor Deus disse: «Eis que o homem, quanto ao conhecimento do bem e do
mal, se tornou como um de nós. Agora é preciso que ele não estenda a mão
para se apoderar também do fruto da árvore da Vida e, comendo dele, viva
para sempre.»
O Senhor Deus expulsou-o do jardim do Éden, a fim de cultivar a terra, da
qual fora tirado.
Depois de ter expulsado o homem, colocou, a oriente do jardim do Éden, os
querubins com a espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da
Vida.
Salmos 90,2.3-4.5-6.12-13.
Antes de surgirem as montanhas, antes de nascerem a terra e o mundo, desde
sempre e para sempre Tu és Deus.
Tu podes reduzir o homem ao pó, dizendo apenas: "Voltai ao pó, seres
humanos!"
Mil anos, diante de ti, são como o dia de ontem, que passou, ou como uma
vigília da noite.
Tu os arrebatas como um sonho, ou como a erva que de manhã verdeja,
como a erva que de manhã brota vicejante, mas à tarde está murcha e seca.
Ensina nos a contar assim os nossos dias, para podermos chegar ao coração
da sabedoria.
Volta, SENHOR! Até quando...? Tem compaixão dos teus servos.
Marcos 8,1-10.
Naqueles dias, havia outra vez uma grande multidão e não tinham que comer.
Jesus chamou os discípulos e disse:
«Tenho compaixão desta multidão. Há já três dias que permanecem junto de
mim e não têm que comer.
Se os mandar embora em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho, e
alguns vieram de longe.»
Os discípulos responderam-lhe: «Como poderá alguém saciá-los de pão, aqui
no deserto?»
Mas Ele perguntou: «Quantos pães tendes?» Disseram: «Sete.»
Ordenou que a multidão se sentasse no chão e, tomando os sete pães, deu
graças, partiu-os e dava-os aos seus discípulos para eles os distribuírem à
multidão.
Havia também alguns peixinhos. Jesus abençoou-os e mandou que os
distribuíssem igualmente.
Comeram até ficarem satisfeitos, e houve sete cestos de sobras.
Ora, eram cerca de quatro mil. Despediu-os
e, subindo logo para o barco com os discípulos, foi para os lados de
Dalmanuta.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio (c. 340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de São Lucas, VI, 73-88 (a partir da trad. SC 45, pp. 254 ss. rev.)
«Se os mandar embora em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho»
Senhor Jesus, sei bem que não queres deixar em jejum estas pessoas que
estão aqui comigo, mas antes alimentá-las com os alimentos que distribuis;
deste modo, fortalecidas com o Teu alimento, não recearão desfalecer de
fome. Sei bem que também não nos queres mandar embora em jejum. [...] Tu o
disseste: não queres que eles desfaleçam no caminho, isto é, que desfaleçam
no decurso desta vida antes de chegarem ao fim do percurso, antes de
chegarem ao Pai e perceberem que Tu provéns do Pai. [...]
O Senhor tem piedade, para que ninguém desfaleça no caminho. [...] Assim
como faz chover tanto sobre os justos como sobre os injustos (Mt 5, 45),
também alimenta tanto os justos como os injustos. Não foi graças à força do
alimento que o santo profeta Elias, quase a desfalecer, conseguiu caminhar
quarenta dias? (1R 19, 8) Foi um anjo que lhe deu esse alimento; mas a vós,
é o próprio Cristo que vos alimenta. Se conservardes o alimento assim
recebido, caminhareis, não quarenta dias e quarenta noites [...], mas
durante quarenta anos, desde a vossa saída dos confins do Egipto até à
vossa chegada à terra da abundância, à terra onde correm o leite e o mel
(Ex 3, 8). [...]
Cristo partilha os víveres e quer, sem dúvida alguma, dá-los a todos. Não
os recusa a ninguém, pois dá-os a todos. Porém, quando parte os pães e os
dá aos discípulos, se não estenderdes as mãos para receber o vosso
alimento, desfalecereis no caminho. [...] Este pão que Jesus parte é o
mistério da palavra de Deus: quando é distribuída, aumenta. A partir
somente de algumas palavras, Jesus forneceu a todos os povos um alimento
superabundante. Ele deu-nos os Seus discursos como pães e, enquanto os
saboreamos, eles multiplicam-se na nossa boca. [...] Quando as multidões os
comem, os pedaços tornam a aumentar, multiplicando-se. Tanto assim é que,
no fim, os restos são ainda mais abundantes do que os pães que foram
partilhados.
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 11 de Fevereiro de 2011
Sexta-feira da 5ª semana do Tempo Comum
Nossa Senhora de Lourdes
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «Oxalá ouvísseis hoje a Sua voz» (Sl 94,7)
Leituras
Gén. 3,1-8.
A serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor
Deus fizera; e disse à mulher: «É verdade ter-vos Deus proibido comer o
fruto de alguma árvore do jardim?»
A mulher respondeu-lhe: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim;
mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse:
'Nunca o deveis comer, nem sequer tocar nele, pois, se o fizerdes,
morrereis.'
A serpente retorquiu à mulher: 'Não, não morrereis;
porque Deus sabe que, no dia em que o comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos
e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal'.»
Vendo a mulher que o fruto da árvore devia ser bom para comer, pois era de
atraente aspecto e precioso para esclarecer a inteligência, agarrou do
fruto, comeu, deu dele também a seu marido, que estava junto dela, e ele
também comeu.
Então, abriram-se os olhos aos dois e, reconhecendo que estavam nus,
coseram folhas de figueira umas às outras e colocaram-nas, como se fossem
cinturas, à volta dos rins.
Ouviram, então, a voz do Senhor Deus, que percorria o jardim pela brisa da
tarde, e o homem e a sua mulher logo se esconderam do Senhor Deus, por
entre o arvoredo do jardim.
Salmos 32(31),1-2.5.6.7.
Feliz aquele a quem é perdoada a culpa e absolvido o pecado.
Feliz o homem a quem o SENHOR não acusa de iniquidade e em cujo espírito
não há engano.
Confessei te o meu pecado e não escondi a minha culpa; disse: "Confessarei
ao SENHOR a minha falta"; e Tu me perdoaste a culpa do pecado.
Por isso, todo o fiel te invoca no tempo da angústia. E, mesmo que
transbordem águas caudalosas, jamais o hão de atingir.
Tu és o meu refúgio: livras me da angústia e me envolves em cânticos de
libertação.
Marcos 7,31-37.
Tornando a sair da região de Tiro, veio por Sídon para o mar da Galileia,
atravessando o território da Decápole.
Trouxeram-lhe um surdo tartamudo e rogaram-lhe que impusesse as mãos sobre
ele.
Afastando-se com ele da multidão, Jesus meteu-lhe os dedos nos ouvidos e
fez saliva com que lhe tocou a língua.
Erguendo depois os olhos ao céu, suspirou dizendo: «Effathá», que quer
dizer «abre-te.»
Logo os ouvidos se lhe abriram, soltou-se a prisão da língua e falava
correctamente.
Jesus mandou-lhes que a ninguém revelassem o sucedido; mas quanto mais lho
recomendava, mais eles o apregoavam.
No auge do assombro, diziam: «Faz tudo bem feito: faz ouvir os surdos e
falar os mudos.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI
Discurso aos seminaristas 17/02/2007 (trad. © libreria Editrice Vaticana)
«Oxalá ouvísseis hoje a Sua voz» (Sl 94,7)
Como podemos discernir a voz de Deus entre as mil vozes que ouvimos todos
os dias neste nosso mundo? Diria: Deus fala connosco de modos muito
diferentes. Fala através de outras pessoas, através dos amigos, dos pais,
do pároco, dos sacerdotes. [...] Fala por meio dos acontecimentos da nossa
vida, nos quais podemos discernir um gesto de Deus; fala também através da
natureza, da criação, e fala, naturalmente e sobretudo, na Sua Palavra, na
Sagrada Escritura, lida na comunhão da Igreja e pessoalmente em diálogo com
Deus.
É importante ler a Sagrada Escritura, por um lado de modo muito pessoal, e
realmente, como diz São Paulo, não como palavra de um homem ou como um
documento do passado, como lemos Homero ou Virgílio, mas como uma Palavra
de Deus que é sempre actual e fala comigo; aprender a ouvir um texto, que é
historicamente do passado mas que é a Palavra viva de Deus, ou seja, entrar
em oração, e assim fazer da leitura da Sagrada Escritura um diálogo com
Deus.
Santo Agostinho, nas suas homilias, diz com frequência: «Bati várias vezes
à porta desta Palavra, até que pude compreender o que o próprio Deus me
dizia»; por um lado, esta leitura muito pessoal, este diálogo pessoal com
Deus, no qual procuro o que o Senhor me diz; e, juntamente com esta leitura
pessoal, é muito importante a leitura comunitária, porque o sujeito vivo da
Sagrada Escritura é o Povo de Deus, é a Igreja.
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