quinta-feira, 3 de março de 2011

Profecia do Dia

Sexta-feira, dia 04 de Março de 2011
Sexta-feira da 8ª semana do Tempo Comum

S. Casimiro, príncipe da Polónia, penitente, +1484, S. Lúcio I, papa, mártir, +254



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Jerónimo : «Não façais da casa de Meu Pai um antro de comércio» (Jo 2, 16)

Leituras

Sirac 44,1.9-13.
Louvemos os homens ilustres, nossos antepassados, segundo as suas gerações.

Outros há, cuja memória já não existe; pereceram como se não tivessem
existido, nasceram como se não tivessem nascido, e da mesma maneira, os
seus filhos, depois deles.
Porém, aqueles foram homens de misericórdia, cujas obras de piedade não
foram esquecidas.
Na sua descendência permanecem os seus bens, e a sua herança passa à sua
posteridade.
Os seus descendentes mantiveram-se fiéis à Aliança, os seus filhos também,
graças a eles.
A sua posteridade permanecerá para sempre, e a sua glória não terá fim.


Salmos 149(148),1-2.3-4.5-6.9.
Cantai ao SENHOR um cântico novo; louvai-o na assembleia dos fiéis!
Alegre-se Israel no seu criador; regozije-se o povo de Sião no seu rei!
Louvem o seu nome com danças; cantem-lhe ao som de harpas e tambores!
SENHOR ama o seu povo e honra os humildes com a vitória!
Exultem de alegria os fiéis pelo triunfo de Deus e cantem jubilosos em seus
leitos!
Entoem bem alto os louvores de Deus, com a espada de dois gumes na mão,
para lhes aplicarem a sentença que estava determinada. Esta é a glória de
todos os seus fiéis.


Marcos 11,11-26.
Chegou a Jerusalém e entrou no templo. Depois de ter examinado tudo em seu
redor, como a hora já ia adiantada, saiu para Betânia com os Doze.
Na manhã seguinte, ao deixarem Betânia, Jesus sentiu fome.
Vendo ao longe uma figueira com folhas, foi ver se nela encontraria alguma
coisa; mas, ao chegar junto dela, não encontrou senão folhas, pois não era
tempo de figos.
Disse então: «Nunca mais ninguém coma fruto de ti.» E os discípulos ouviram
isto.
Chegaram a Jerusalém; e, entrando no templo, Jesus começou a expulsar os
que vendiam e compravam no templo; deitou por terra as mesas dos cambistas
e os bancos dos vendedores de pombas,
e não permitia que se transportasse qualquer objecto através do templo.
E ensinava-os, dizendo: «Não está escrito: A minha casa será chamada casa
de oração para todos os povos? Mas vós fizestes dela um covil de ladrões.»
Os sacerdotes e os doutores da Lei ouviram isto e procuravam maneira de o
matar, mas temiam-no, pois toda a multidão estava maravilhada com o seu
ensinamento.
Quando se fez tarde, saíram para fora da cidade.
Ao passarem na manhã seguinte, viram a figueira seca até às raízes.
Pedro, recordando-se, disse a Jesus: «Olha, Mestre, a figueira que
amaldiçoaste secou!»
Jesus disse-lhes: «Tende fé em Deus.
Em verdade vos digo, se alguém disser a este monte: 'Tira-te daí e lança-te
ao mar', e não vacilar em seu coração, mas acreditar que o que diz se vai
realizar, assim acontecerá.
Por isso, vos digo: tudo quanto pedirdes na oração crede que já o
recebestes e haveis de obtê-lo. Quando vos levantais para orar, se tiverdes
alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe primeiro,
para que o vosso Pai que está no céu vos perdoe também as vossas ofensas.
Porque, se não perdoardes, também o vosso Pai que está no Céu não perdoará
as vossas ofensas.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, Doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de S. Marcos, n°9 (a partir da trad. Marc commenté, DDB 1986, pp. 87ss.)

«Não façais da casa de Meu Pai um antro de comércio» (Jo 2, 16)

«Entrando no templo, Jesus começou a expulsar os que vendiam e os que
compravam.» Alguns espantam-se com a ressurreição de Lázaro; ficam
admirados com o facto de o filho de uma viúva ter ressuscitado. Outros
ficam estupefactos com outros milagres. É certamente admirável tornar a dar
vida a um corpo morto. Quanto a mim, fico mais impressionado com o
acontecimento presente. Este homem, filho de um carpinteiro, um pobre sem
morada fixa, sem sítio onde repousar, sem exército, que não era nem chefe
nem juiz – que poder O autorizou a, [...] sozinho, expulsar uma multidão
tão numerosa? Ninguém protestou, ninguém ousou resistir, pois ninguém ousou
opor-se ao Filho que reparava a injúria feita a Seu Pai. [...]


«Ele começou a expulsar os que vendiam e os que compravam no templo.» Se
isto foi possível entre os judeus, porque não será, e com mais razão, entre
nós? Se isto acontece no contexto da Lei, porque não acontece o mesmo no
Evangelho? [...] Cristo, um pobre, expulsa os compradores e os vendedores,
que são ricos. Aquele que vende é expulso do mesmo modo que aquele que
compra. Que ninguém diga: «Eu ofereço tudo o que possuo, dou oferendas aos
sacerdotes como Deus ordenou». Numa passagem de Mateus lemos o seguinte:
«Haveis recebido de graça, dai de graça» (Mt 10, 8). A graça de Deus não se
vende, dá-se.




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quarta-feira, 2 de março de 2011

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 03 de Março de 2011
Quinta-feira da 8ª semana do Tempo Comum

Beato Inocêncio de Berzo, presbítero, +1890, Santos Marino e Astério, mártires, +260



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gregório Magno : «Ele gritava cada vez mais»

Leituras

Sirac 42,15-25.
Relembrarei, agora, as obras do Senhor e anunciarei o que vi. Pelas
palavras do Senhor foram realizadas as suas obras e segundo a sua vontade
realizou-se o seu decreto.
O Sol que brilha contempla todas as coisas; a obra do Senhor está cheia da
sua glória.
Os santos do Senhor não têm capacidade para contar todas as suas
maravilhas, que o Senhor omnipotente solidamente estabeleceu, a fim de que
subsistam na sua glória.
Ele sonda o abismo e o coração humano, e penetra os seus pensamentos mais
subtis. Realmente, o Senhor conhece toda a ciência e contempla os sinais
dos tempos futuros.
Anuncia o passado e o futuro e descobre os vestígios das coisas ocultas.
Nenhum pensamento lhe escapa, não se esconde dele uma só palavra.
Dispôs em ordem os grandes feitos da sua sabedoria. Ele que existe antes de
todos os séculos e para sempre. Nada se lhe pode acrescentar nem diminuir,
nem necessita do conselho de ninguém.
Quão amáveis são todas as suas obras! E todavia não podemos ver delas mais
que uma centelha.
Estas obras vivem e subsistem para sempre e, em tudo o que é preciso, todas
lhe obedecem.
Todas as coisas vão aos pares, uma corresponde à outra, e Ele nada fez
incompleto.
Uma contribui para o bem da outra, e quem se saciará de contemplar a sua
glória?


Salmos 33(32),2-3.4-5.6-7.8-9.
Louvai o SENHOR com a cítara; cantai lhe salmos com a harpa de dez cordas.
Cantai lhe um cântico novo, tocai com arte por entre aclamações.
As palavras do SENHOR são verdadeiras, as suas obras nascem da fidelidade.
Ele ama a rectidão e a justiça; a terra está cheia da sua bondade.
A palavra do SENHOR criou os céus, e o sopro da sua boca, todos os astros.
Ele juntou as águas do mar como numa represa e guardou as torrentes do
Abismo nos seus depósitos.
A terra inteira tema o SENHOR, tremam diante dele os habitantes do mundo.
Porque Ele disse e tudo foi feito, Ele ordenou e tudo foi criado.


Marcos 10,46-52.
Chegaram a Jericó. Quando ia a sair de Jericó com os seus discípulos e uma
grande multidão, um mendigo cego, Bartimeu, o filho de Timeu, estava
sentado à beira do caminho.
E ouvindo dizer que se tratava de Jesus de Nazaré, começou a gritar e a
dizer: «Jesus, filho de David, tem misericórdia de mim!»
Muitos repreendiam-no para o fazer calar, mas ele gritava cada vez mais:
«Filho de David, tem misericórdia de mim!»
Jesus parou e disse: «Chamai-o.» Chamaram o cego, dizendo-lhe: «Coragem,
levanta-te que Ele chama-te.»
E ele, atirando fora a capa, deu um salto e veio ter com Jesus.
Jesus perguntou-lhe: «Que queres que te faça?» «Mestre, que eu veja!»
respondeu o cego.
Jesus disse-lhe: «Vai, a tua fé te salvou!» E logo ele recuperou a vista e
seguiu Jesus pelo caminho.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Gregório Magno (c. 540-604), Papa e Doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho n°2; PL 76, 1081 (a partir da trad. Luc commenté, DDB 1987, p.141 rev.)

«Ele gritava cada vez mais»

Que todo o homem que conhece as trevas que fazem dele um cego [...] grite a
plenos pulmões: «Jesus filho de David, tem misericórdia de mim!». Mas
ouçamos também o que se segue aos gritos do cego: «Aqueles que caminhavam à
frente repreendiam-no para o fazer calar» (Lc 18, 39). Quem são eles? Eles
estão ali para representar os desejos da nossa condição neste mundo,
promotores de confusão, os vícios do homem e o seu tumulto, que, querendo
impedir a vinda de Jesus a nós, perturbam o nosso pensamento semeando nele
a tentação, e querem abafar a voz do nosso coração que ora. Com efeito,
acontece frequentemente que a nossa vontade de nos virarmos de novo para
Deus [...], o nosso esforço para afastar os nossos pecados através da
oração, é contrariado pela sua imagem; a vigilância do nosso espírito
afrouxa ao seu contacto, eles semeiam a confusão no nosso coração, sufocam
o grito das nossas preces. [...]


Que fez então este cego para receber a luz maugrado estes obstáculos? «Ele
gritava cada vez mais: 'Filho de David, tem misericórdia de mim!'». [...]
Sim, quanto mais o tumulto dos nossos desejos nos acabrunhar, mais
insistente deve ser a nossa prece. [...] Quanto mais abafada for a voz do
nosso coração, mais vigorosamente ela deve insistir até se sobrepor ao
tumulto dos pensamentos invasores e tocar o ouvido fiel do Senhor. Creio
que todos nos reconheceremos nesta imagem: no momento em que nos esforçamos
por desviar o nosso coração deste mundo para o reencaminhar para Deus
[...], são muitos os importunos que pesam sobre nós e que temos de
combater. É um enxame que o desejo de Deus tem dificuldade em afastar dos
olhos do nosso coração. [...] Mas, persistindo vigorosamente na oração,
deteremos no espírito Jesus que passa. Donde a narração do Evangelho:
«Jesus parou e ordenou que o levassem até Ele» (v. 40).




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terça-feira, 1 de março de 2011

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 02 de Março de 2011
Quarta-feira da 8ª semana do Tempo Comum

Santa Inês de Praga, religiosa, +1282, S. Simplício, papa, +483



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Efrém : «O Filho do Homem veio [...] para dar a Sua vida»

Leituras

Sirac 36,5-6.10-17.
Renova os teus prodígios, faz novos milagres, glorifica a tua mão e o teu
braço direito,
acende o teu furor e derrama a tua ira; destrói o adversário e aniquila o
inimigo.
Reúne todas as tribos de Jacob, toma-as como tua herança, como no
princípio.
Tem piedade, Senhor, do teu povo, que foi chamado pelo teu nome, e de
Israel, que trataste como filho primogénito.
Tem piedade da cidade do teu santuário, de Jerusalém, lugar do teu repouso.

Enche Sião do louvor das tuas maravilhas, e o teu povo com a tua glória.
Dá testemunho a favor daqueles que, desde o princípio, são tuas criaturas,
leva a efeito as profecias, em teu nome proferidas.
Recompensa os que pacientemente esperam em ti, a fim de que os teus
profetas sejam acreditados.
Ouve, Senhor, a súplica dos teus servos, segundo a bênção de Aarão sobre o
teu povo,
e todos sobre a terra reconhecerão que Tu és Senhor, o Deus dos séculos.


Salmos 79,8.9.11.13.
Não recordes contra nós as faltas dos nossos antepassados; venha depressa
ao nosso encontro a tua misericó
Socorre nos, ó Deus, nosso salvador, para glória do teu nome; livra nos e
perdoa nos pelo amor do teu nome
Chegue junto de ti o gemido dos cativos e, pela grande força do teu braço,
salva da morte os que estão co
Nós, que somos o teu povo e ovelhas do teu rebanho, glorificar te emos para
sempre; de geração em geração


Marcos 10,32-45.
Iam a caminho, subindo para Jerusalém, e Jesus seguia à frente deles.
Estavam espantados, e os que seguiam estavam cheios de medo. Tomando de
novo os Doze consigo, começou a dizer-lhes o que lhe ia acontecer:
«Eis que subimos a Jerusalém e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos
sacerdotes e aos doutores da Lei, e eles vão condená-lo à morte e
entregá-lo aos gentios.
E hão-de escarnecê-lo, cuspir sobre Ele, açoitá-lo e matá-lo. Mas, três
dias depois, ressuscitará.»
Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se dele e disseram: «Mestre,
queremos que nos faças o que te pedimos.»
Disse-lhes: «Que quereis que vos faça?»
Eles disseram: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua
direita e outro à tua esquerda.»
Jesus respondeu: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu bebo
e receber o baptismo com que Eu sou baptizado?»
Eles disseram: «Podemos, sim.» Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu
bebo e sereis baptizados com o baptismo com que Eu sou baptizado;
mas o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não pertence a mim
concedê-lo: é daqueles para quem está reservado.»
Os outros dez, tendo ouvido isto, começaram a indignar-se contra Tiago e
João.
Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis como aqueles que são considerados
governantes das nações fazem sentir a sua autoridade sobre elas, e como os
grandes exercem o seu poder.
Não deve ser assim entre vós. Quem quiser ser grande entre vós, faça-se
vosso servo
e quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se o servo de todos.
Pois também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e
dar a sua vida em resgate por todos.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Efrém (c. 306-373), diácono na Síria, Doutor da Igreja
Comentário ao Diatessaron, 20, 2-7 (a partir da trad. SC 121, pp. 344 ss.)

«O Filho do Homem veio [...] para dar a Sua vida»

«Se for possível, afasta de Mim este cálice» (Mt 26, 39). Porque dizes como
Simão Pedro: «Deus Te livre de tal, Senhor!» (Mt 16,22), Tu que agora
dizes: «Se for possível, afasta de Mim este cálice»? Ele sabia bem aquilo
que dizia ao Pai, que era possível o Pai afastar o cálice, mas viera
bebê-lo por todos, a fim de pagar com esse cálice a dívida que a morte dos
profetas e dos mártires não pudera pagar. [...] Aquele que havia descrito a
Sua condenação à morte nos profetas e que havia prefigurado o mistério da
Sua morte pelos justos, quando chegou a altura de consumar essa morte, não
Se recusou a bebê-lo. Se não tivesse querido bebê-lo, mas antes afastá-lo,
não teria comparado o Seu corpo com o Templo nesta frase: «Destruí este
Templo e em três dias Eu o reconstruirei» (Jo 2, 19); não teria dito aos
filhos de Zebedeu: «Podeis beber o cálice que Eu bebo?» e ainda: «Tenho de
receber um baptismo» (Lc 12, 50). [...]


«Se for possível, afasta de Mim este cálice». Ele diz isto por causa da
fraqueza que adoptara, não fingida mas real. Uma vez que Se fizera pequeno
e tinha de facto adoptado a nossa fraqueza, temia e sentia-Se abalado na
Sua fraqueza. Tendo revestido a forma humana, tendo adoptado a fraqueza,
comendo quanto tinha fome, cansando-Se com o trabalho, deixando-Se vencer
pelo sono, tudo o que estava relacionado com a carne tinha de ser cumprido
quando chegou a altura da Sua morte. [...]


Para trazer, pela Sua paixão, conforto aos seus discípulos, Jesus sente o
que eles sentem. Ele tomou sobre Si o medo deles, para lhes mostrar, pela
semelhança da Sua alma, que não devem vangloriar-se a propósito da morte
antes de terem passado por ela. Se, com efeito, Aquele que nada teme sentiu
medo e pediu para ser salvo quando sabia que era impossível, quanto mais
devem os outros perseverar na oração perante a tentação de dela serem
libertados quando ela se apresentar. [...] Para dar coragem aos que temem a
morte, Ele não escondeu o Seu próprio receio, para que eles saibam que este
medo não os leva ao pecado desde que não permaneçam nele. «Não, Pai, diz
Jesus, mas que seja feita a Tua vontade»: que Eu morra para dar a vida à
multidão.




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