Sabado, dia 16 de Abril de 2011
Sábado da 5ª semana da Quaresma
S. Bento José Labre, peregrino, +1783, Santa Engrácia de Saragoça, virgem, mártir, +305, Santa Bernadette, vidente de Lourdes
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Roberto Belarmino : A partir desse dia, resolveram dar-lhe a morte
Leituras
Ezeq. 37,21-28.
E então lhes dirás: Assim fala o Senhor DEUS: Eis que Eu tomarei os filhos de Israel de entre as nações, por onde se dispersaram; vou reuni-los de toda a parte e reconduzi-los ao seu país.
Farei deles uma só nação na minha terra, nas montanhas de Israel, e apenas um rei reinará sobre todos eles; nunca mais serão duas nações, nem serão divididos em dois reinos.
Não se mancharão mais com os seus ídolos e nunca mais cometerão infames abominações. Eu os salvarei das suas rebeldias, pelas quais pecaram, e os purificarei; eles serão o meu povo e Eu serei o seu Deus.
O meu servo David será o seu rei e eles terão um só pastor; caminharão segundo os meus preceitos, observarão os meus mandamentos e os porão em prática.
Habitarão o país que Eu dei ao meu servo Jacob e no qual habitaram seus pais; aí ficarão eles, os seus filhos e os filhos de seus filhos para sempre. David, meu servo, será para sempre o seu chefe.
Farei com eles uma aliança de paz; será uma aliança eterna; Eu os estabelecerei e os multiplicarei; e colocarei o meu santuário no meio deles para sempre.
A minha morada será no meio deles. Serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
Então, reconhecerão as nações que Eu sou o SENHOR que santifica Israel, quando tiver colocado o meu santuário no meio deles para sempre."
Jer. 31,10.11-12.13.
Povos, escutai a palavra do Senhor! Levai a notícia às ilhas longínquas e dizei: 'Aquele que dispersou Israel vai reuni-lo e guardá-lo como o pastor ao seu rebanho.'
Porque o Senhor resgatou Jacob e libertou-o das mãos de um mais forte.
Regressarão jubilosos às alturas de Sião, e afluirão aos bens do Senhor: Ao trigo, ao vinho e ao azeite, às crias de ovelhas e de vacas. A sua alma será como um jardim bem regado, e não voltarão a desfalecer.
Então, a jovem alegrar-se-á, bailando; jovens e velhos partilharão do seu júbilo. Converterei o seu pranto em exultação, hei-de consolá-los, e aliviá-los das suas penas.
João 11,45-56.
Então, muitos dos judeus que tinham vindo a casa de Maria, ao verem o que Jesus fez, creram nele.
Alguns deles, porém, foram ter com os fariseus e contaram-lhes o que Jesus tinha feito.
Os sumos sacerdotes e os fari- seus convocaram então o Conselho e diziam: «Que havemos nós de fazer, dado que este homem realiza muitos sinais miraculosos?
Se o deixarmos assim, todos irão crer nele e virão os romanos e destruirão o nosso Lugar santo e a nossa nação.»
Mas um deles, Caifás, que era Sumo Sacerdote naquele ano, disse-lhes: «Vós não entendeis nada,
nem vos dais conta de que vos convém que morra um só homem pelo povo, e não pereça a nação inteira.»
Ora ele não disse isto por si mesmo; mas, como era Sumo Sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação.
E não só pela nação, mas também para congregar na unidade os filhos de Deus que estavam dispersos.
Assim, a partir desse dia, resolveram dar-lhe a morte.
Por isso, Jesus já não andava em público, mas retirou-se dali para uma região vizinha do deserto, para uma cidade chamada Efraim e lá ficou com os discípulos.
Estava próxima a Páscoa dos judeus e muita gente do país subiu a Jerusalém antes da Páscoa para se purificar.
Procuravam então Jesus e perguntavam uns aos outros no templo: «Que vos parece? Ele virá à Festa?»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Roberto Belarmino (1542-1621), jesuita, bispo e Doutor da Igreja
A ascensão da alma para Deus (a partir da trad. rev. Tournay)
A partir desse dia, resolveram dar-lhe a morte
Ó Senhor, aquilo que nos ensinas poderia parecer excessivamente difícil,
excessivamente pesado, se nos falasses de outra tribuna; mas, dado que nos
instruis mais pelo exemplo que pela palavra, Tu que és «Mestre e Senhor»
(Jo 13, 14), como ousaremos dizer o contrário, nós que somos Teus servos e
Teus discípulos? Aquilo que dizes é perfeitamente verdadeiro, aquilo que
ordenas perfeitamente justo, e a cruz de onde nos falas o atesta. Atesta-o
igualmente o sangue que corre a jorros e que brada ao céu (Gn 4, 10), e por
fim, também esta morte: se por ela se rasgou o véu do templo e se abriram
fendas nas mais duras rochas (Mt 27, 51), como não fará o mesmo, e mais
ainda, ao coração dos crentes, levando-os a submeter-se?Senhor, queremos
pagar-Te amor com amor; e, se o desejo de Te seguir não procede ainda do
nosso amor a Ti, porque este é fraco, que proceda ao menos do nosso amor ao
Teu amor. Se nos atrais a Ti, «corremos ao odor do Teu perfume» (Ct 1, 4):
não desejamos apenas amar-Te e seguir-Te, mas estamos decididos a desprezar
este mundo [...] quando vemos que Tu, o nosso mestre, não tomaste para Ti
as alegrias deste mundo. Vemos-Te afrontar a morte, não numa cama, mas no
lenho que faz justiça; sendo rei, não queres outro trono senão este
patíbulo. [...] Movidos pelo Teu exemplo de rei cheio de sabedoria,
recusamos o apelo deste mundo e dos seus luxos e, tomando a Tua cruz sobre
os nossos ombros, propomo-nos seguir-Te, só a Ti. [...] Dá-nos somente a
ajuda de que precisamos, dá-nos força para Te seguirmos.
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
Profecia do Dia
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 15 de Abril de 2011
Sexta-feira da 5ª semana da Quaresma
Santas Anastácia e Basilissa, mártires, +60, S. Máximo
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Tomás Moro : Cristo deu a vida pelos Seus inimigos
Leituras
Jer. 20,10-13.
Ouvia invectivas da multidão: «Cerco de terror! Denunciai-o! Vamos denunciá-lo!» Os que eram meus amigos espiam agora os meus passos: «Se o enganarmos, triunfaremos dele, e dele nos vingaremos.»
O Senhor, porém, está comigo, como poderoso guerreiro. Por isso, os meus perseguidores serão esmagados e cobertos de confusão, porque não hão-de prevalecer. A sua ignomínia nunca se apagará da memória.
Mas Tu, Senhor do universo, examinas o justo, sondas os rins e os corações. Que eu possa contemplar a tua vingança contra eles, pois a ti confiei a minha causa!
Cantai ao Senhor, glorificai o Senhor, porque salvou a vida do pobre da mão dos malvados.
Salmos 18(17),2-3.4.5-6.7.
Eu te amo, ó SENHOR, minha força.
O SENHOR é a minha rocha, fortaleza e protecção; o meu Deus é o abrigo em que me refugio, o meu escudo, o meu baluarte de defesa.
Invoquei o SENHOR, que é digno de louvor, e fui salvo dos meus inimigos.
Cercaram me as ondas da morte e as vagas destruidoras encheram me de terror;
envolveram me os laços do Abismo e lançaram me as suas redes fatais.
Na minha angústia invoquei o SENHOR e gritei pelo meu Deus. Do seu santuário, Ele ouviu a minha voz; o meu clamor chegou aos seus ouvidos.
João 10,31-42.
Então, os judeus voltaram a pegar em pedras para o apedrejarem.
Jesus replicou-lhes: «Mostrei-vos muitas obras boas da parte do Pai; por qual dessas obras me quereis apedrejar?»
Responderam-lhe os judeus: «Não te queremos apedrejar por qualquer obra boa, mas por uma blasfémia: é que Tu, sendo um homem, a ti próprio te fazes Deus.»
Jesus respondeu-lhes: «Não está escrito na vossa Lei: 'Eu disse: vós sois deuses'?
Se ela chamou deuses àqueles a quem se dirigiu a palavra de Deus e a Escritura não se pode pôr em dúvida
a mim, a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo, como é que dizeis: 'Tu blasfemas', por Eu ter dito: 'Sou Filho de Deus'?
Se não faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim;
mas se as faço, embora não queirais acreditar em mim, acreditai nas obras, e assim vireis a saber e ficareis a compreender que o Pai está em mim e Eu no Pai.»
Por isso procuravam de novo prendê-lo, mas Ele escapou-se-lhes das mãos.
Depois, Jesus voltou a retirar-se para a margem de além-Jordão, para o lugar onde ao princípio João tinha estado a baptizar, e ali se demorou.
Muitos vieram ter com Ele e comentavam: «Realmente João não realizou nenhum sinal milagroso, mas tudo quanto disse deste homem era verdade.»
E muitos ali creram nele.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Tomás Moro (1478-1535), estadista inglês, mártir
Tratado sobre a Paixão, Cristo amou-os até ao fim, 1ª homilia (a partir da trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 218)
Cristo deu a vida pelos Seus inimigos
Meditemos profundamente sobre o amor de Cristo, nosso Salvador, que «amou
os Seus até ao fim» (Jo 13, 1), a ponto de, para seu bem, ter
voluntariamente sofrido uma morte dolorosa, manifestando assim o maior amor
possível. Porque Ele próprio tinha dito: «Não há maior amor do que dar a
vida pelos amigos» (Jo 15, 13). Sim, é sem dúvida esse o maior amor que
alguém jamais manifestou; e contudo, o nosso Salvador deu prova de um amor
ainda maior, porque o fez tanto pelos amigos como pelos inimigos.Que
diferença entre este amor fiel e as outras formas de amor, falso e
inconstante, que encontramos no nosso pobre mundo! [...] Quem terá a
certeza de, na adversidade, continuar a ter muitos amigos, quando o próprio
Salvador, quando foi preso, ficou só, abandonado pelos Seus? Quando vos
fordes embora, quem quererá ir convosco? Se fôsseis rei, o vosso reino não
vos deixaria partir só, esquecendo-vos sem demora? A vossa própria família
não vos deixaria partir, qual pobre alma abandonada que não sabe para onde
vai?Aprendamos, pois, a amar em todo o tempo como temos o dever de amar: a
Deus acima de todas as coisas, e a todas as coisas por causa Dele. Porque
todo o amor que não se orienta para este fim ou seja, para a vontade de
Deus é um amor completamente vão e estéril. Qualquer amor que devotemos a
um ser criado que enfraqueça o nosso amor a Deus é um amor detestável e um
obstáculo ao nosso caminho para o céu. [...] Assim pois, uma vez que Nosso
Senhor nos amou tanto pela nossa salvação, imploremos-Lhe assiduamente a
Sua graça, não vá acontecer que, em comparação com o Seu grande amor, nos
encontremos cheios de ingratidão.
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quarta-feira, 13 de abril de 2011
Profecia do Dia
Quinta-feira, dia 14 de Abril de 2011
Quinta-feira da 5ª da Quaresma
S. Pedro Gonçalves Telmo, confessor, +1246, Santa Ludovina (Liduina), virgem, +1433, Santo Abôndio
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ireneu de Lyon : «Abraão viu o Meu dia e ficou feliz»
Leituras
Gén. 17,3-9.
Abrão prostrou-se com o rosto por terra e Deus disse-lhe:
«A aliança que faço contigo é esta: serás pai de inúmeros povos.
Já não te chamarás Abrão, mas sim Abraão, porque Eu farei de ti o pai de inúmeros povos.
Tornar-te-ei extremamente fecundo, farei que de ti nasçam povos e terás reis por descendentes.
Estabeleço a minha aliança contigo e com a tua posteridade, de geração em geração; será uma aliança perpétua, em virtude da qual Eu serei o teu Deus e da tua descendência.
Dar-te-ei, a ti e à tua descendência depois de ti, o país em que resides como estrangeiro, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei Deus para eles.»
Deus disse a Abraão: «Da tua parte, cumprirás a minha aliança, tu e a tua descendência, nas futuras gerações.
Salmos 105(104),4-5.6-7.8-9.
Recorrei ao SENHOR e ao seu poder e buscai sempre a sua face.
Recordai as maravilhas que Ele fez, os seus prodígios e as sentenças da sua boca,
vós, descendentes de Abraão, seu servo, filhos de Jacob, seu escolhido.
Ele é o SENHOR, nosso Deus, e governa sobre a terra!
Ele recordará sempre a sua aliança, a promessa que jurou manter por mil gerações,
pacto que fez com Abraão e aquele juramento que fez a Isaac.
João 8,51-59.
Em verdade, em verdade vos digo: se alguém observar a minha palavra, nunca morrerá.»
Disseram-lhe, então, os judeus: «Agora é que estamos certos de que tens demónio! Abraão morreu, os profetas também, e Tu dizes: 'Se alguém observar a minha palavra, nunca experimentará a morte'?
Porventura és Tu maior que o nosso pai Abraão, que morreu? E os profetas morreram também! Afinal, quem é que Tu pretendes ser?»
Jesus respondeu: «Se Eu me glorificar a mim mesmo, a minha glória nada valerá. Quem me glorifica é o meu Pai, de quem dizeis: 'É o nosso Deus';
e, no entanto, não o conheceis. Eu é que o conheço; se dissesse que não o conhecia, seria como vós: um mentiroso. Mas Eu conheço-o e observo a sua palavra.
Abraão, vosso pai, exultou pensando em ver o meu dia; viu-o e ficou feliz.»
Disseram-lhe, então, os judeus: «Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão?»
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: antes de Abraão existir, Eu sou!»
Então, agarraram em pedras para lhe atirarem. Mas Jesus escondeu-se e saiu do templo.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ireneu de Lyon (c. 130 - c. 208), bispo, teólogo e mártir
Contra as heresias IV, 5-7 (a partir da trad. Bouchet, Lectionnaire, p. 146; cf SC 100)
«Abraão viu o Meu dia e ficou feliz»
Como Abraão era profeta, viu no Espírito o dia da vinda do Senhor e o
desígnio da Sua Paixão, pela qual ele próprio e todos os que, como ele,
criam em Deus seriam salvos. E estremeceu com grande alegria. O Senhor não
era portanto desconhecido de Abraão, pois que ele desejou ver o Seu dia.
[...] Ele desejou ver esse dia a fim de poder, também ele, abraçar Cristo;
tendo-o visto de maneira profética pelo Espírito, exultou.
Foi por isso que Simeão, que era da sua posterioridade, realizou a alegria
do patriarca e disse: «Agora, Mestre soberano, podes deixar o Teu servo
partir em paz segundo a Tua promessa; porque os meus olhos viram a Tua
salvação, que preparaste em favor de todos os povos» (Lc 2, 29ss.) [...] E
Isabel disse [segundo certos manuscritos]: «A minha alma glorifica o
Senhor, o meu espírito exulta em Deus meu Salvador». A exultação de Abraão
descia assim sobre os que viam Cristo e que acreditavam Nele. E, dos seus
filhos, esta exultação subia para Abraão. [...]
Foi pois com toda a justiça que o Senhor deu testemunho dele dizendo:
«Abraão, vosso Pai, exultou com o pensamento de ver o Meu dia: viu-o e
regozijou-se» (Mt 3, 9). E não foi só a propósito de Abraão que o disse,
mas de todos os que, desde o início, adquiriram o conhecimento de Deus e
profetizaram a vinda de Cristo. Porque eles receberam esta revelação da
parte do próprio Filho, esse Filho que, nestes tempos que são os últimos,
Se tornou visível e palpável e conversou com os homens, para suscitar das
pedras filhos de Abraão, e tornar a sua descendência semelhante às estrelas
do céu (Gn 15, 5).
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