Sexta-feira, dia 29 de Abril de 2011
6ª-FEIRA NA OITAVA DA PÁSCOA
6ª feira na oitava de PáscoaJesus Cristo, Bom Pastor6ª feira na oitava da Páscoa (ofício próprio)
Santa Catarina de Sena, virgem, Doutora da Igreja, Padroeira da Europa,+1380
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo : «Jesus apresentou-Se na margem»
Leituras
Actos 4,1-12.
Estando eles a falar ao povo, surgiram os sacerdotes, o comandante do templo e os saduceus,
irritados por vê-los a ensinar o povo e a anunciar, na pessoa de Jesus, a ressurreição dos mortos.
Deitaram-lhes as mãos e prenderam-nos até ao dia seguinte, pois já era tarde.
No entanto, muitos dos que tinham ouvido a Palavra abraçaram a fé, e o número dos crentes elevou-se a cerca de cinco mil.
No dia seguinte, os chefes dos judeus, os anciãos e os escribas reuniram-se em Jerusalém
com o Sumo Sacerdote Anás, e ainda Caifás, João, Alexandre e todos os membros das famílias dos sumos sacerdotes.
Mandaram comparecer os Apóstolos diante deles e perguntaram-lhes: «Com que poder ou em nome de quem fizestes isso?»
Então Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: «Chefes do povo e anciãos,
já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um enfermo e sobre o modo como ele foi curado,
ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: É em nome de Jesus Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos, é por Ele que este homem se apresenta curado diante de vós.
Ele é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que se transformou em pedra angular.
E não há salvação em nenhum outro, pois não há debaixo do céu qualquer outro nome, dado aos homens, que nos possa salvar.»
Salmos 118(117),1-2.4.22-24.25-27a.
Louvai o SENHOR, porque Ele é bom, porque o seu amor é eterno.
Diga a casa de Israel: «O seu amor é eterno.»
Digam os que crêem no SENHOR: «O seu amor é eterno.»
pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular.
Isto foi obra do SENHOR e é um prodígio aos nossos olhos.
Este é o dia da vitória do SENHOR: cantemos e alegremo-nos nele!
SENHOR, salva-nos! SENHOR, dá-nos a vitória!
Bendito o que vem em nome do SENHOR! Da casa do SENHOR nós vos abençoamos.
SENHOR é Deus; Ele tem-nos iluminado! Entrançai as ramagens de festa até às hastes do altar.
João 21,1-14.
Algum tempo depois, Jesus apareceu outra vez aos discípulos, junto ao lago de Tiberíades, e manifestou-se deste modo:
estavam juntos Simão Pedro, Tomé, a quem chamavam o Gémeo, Natanael, de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos.
Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar.» Eles responderam-lhe: «Nós também vamos contigo.» Saíram e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada.
Ao romper do dia, Jesus apresentou-se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele.
Jesus disse-lhes, então: «Rapazes, tendes alguma coisa para comer?» Eles responderam-lhe: «Não.»
Disse-lhes Ele: «Lançai a rede para o lado direito do barco e haveis de encontrar.» Lançaram-na e, devido à grande quantidade de peixes, já não tinham forças para a arrastar.
Então, o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: «É o Senhor!» Simão Pedro, ao ouvir que era o Senhor, apertou a capa, porque estava sem mais roupa, e lançou-se à água.
Os outros discípulos vieram no barco, puxando a rede com os peixes; com efeito, não estavam longe da terra, mas apenas a uns noventa metros.
Ao saltarem para terra, viram umas brasas preparadas com peixe em cima e pão.
Jesus disse-lhes: «Trazei dos peixes que apanhastes agora.»
Simão Pedro subiu à barca e puxou a rede para terra, cheia de peixes grandes: cento e cinquenta e três. E, apesar de serem tantos, a rede não se rompeu.
Disse-lhes Jesus: «Vinde almoçar.» E nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-lhe: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor.
Jesus aproximou-se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com o peixe.
Esta já foi a terceira vez que Jesus apareceu aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo (406?-450), Bispo de Ravena, Doutor da Igreja
Sermão 78, PL 52, 420
«Jesus apresentou-Se na margem»
Depois da Sua Paixão, cujo tumulto surpreendeu a terra, assustou o céu,
assombrou os séculos e desolou os infernos, o Senhor veio até à beira-mar e
reparou que os discípulos erravam nas águas em plena noite, sujeitos a uma
obscura ondulação. O sol ainda vinha longe e nem a luz da lua, nem o céu
estrelado conseguiam acalmar a angústia duma noite assim. Diz o Evangelho
que «ao romper do dia, Jesus apresentou-Se na margem, mas os discípulos não
sabiam que era Ele». A Criação inteira fugira ao ultraje infligido ao seu
Criador, a terra assistira ao tremor das suas fundações e à sua falência, o
sol desaparecera para não ter de olhar, o dia retirara-se para não ter de
assistir e, apesar da sua dureza, as rochas fenderam-se. O inferno vê o seu
próprio Juiz chegar às suas entranhas e, vencido, solta os seus cativos com
um grito de dor (Mt 27,45-52).
O mundo inteiro fora lançado na confusão e nem sequer duvidara que, com a
morte do Criador, fora mergulhado de novo nas trevas primordiais e no
antigo caos (Gn 1,2). Mas de repente, na luz da Sua Ressurreição, o Senhor
resgata o dia e devolve ao mundo o seu aspecto de sempre. Vem para fazer
ressurgir com Ele, na Sua glória, todos os que andavam abatidos de
tristeza: «Ao romper do dia, Jesus apresentou-Se na margem». Em primeiro
lugar, vem reconduzir a Sua Igreja à segurança da fé, já que encontrou os
Seus discípulos privados dela e despojados das suas forças. Estavam lá
Pedro, que O negou, Tomé, que não acreditou, João, que fugiu, e por isso
não lhes fala como a valentes soldados, mas como a crianças assustadas:
«Rapazes, tendes alguma coisa para comer?». Deste modo os discípulos serão
chamados à graça pela Sua humanidade, à confiança pelo pão, e à fé pelo
sustento. Com efeito, só acreditariam na Ressurreição do Seu corpo se O
vissem ceder às vicissitudes da existência e comer. Por isso pede comida
Aquele que é a abundância de todos os bens, e come Ele próprio do pão
porque tem fome não de alimento, mas do amor dos Seus: ««Rapazes, tendes
alguma coisa para comer?» Eles responderam-Lhe: «Não»». E o que podiam eles
ter, uma vez que já não tinham consigo a Cristo embora Ele estivesse ali,
no meio deles e não viam o Senhor, se bem que O tivessem diante dos
olhos? «Lançai a rede para o lado direito do barco e haveis de encontrar».
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
Profecia do Dia
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Profecia do Dia
Quinta-feira, dia 28 de Abril de 2011
5ª-FEIRA NA OITAVA DA PÁSCOA
5ª feira na Oitava de PáscoaNossa Senhora, Mãe do Divino Pastor5ª feira na oitava da Páscoa (ofício próprio)
S. Luís Maria Grignion de Montfort, presbítero, +1716, S. Pedro Chanel, presbítero, mártir, padroeiro da Oceânia, +1841, Santa Gianna Beretta Molla
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Inácio de Antioquia : «Vede as Minhas mãos e os Meus pés. [...] Tocai-Me»
Leituras
Actos 3,11-26.
E, como ele não deixasse Pedro e João, todo o povo, cheio de assombro, se juntou a eles sob o chamado pórtico de Salomão.
Ao ver isto, Pedro dirigiu a palavra ao povo: «Homens de Israel, porque vos admirais com isto? Porque nos olhais, como se tivéssemos feito andar este homem por nosso próprio poder ou piedade,?
O Deus de Abraão, de Isaac e Jacob, o Deus dos nossos pais, glorificou o seu servo Jesus, que vós entregastes e negastes na presença de Pilatos, estando ele resolvido a libertá-lo.
Negastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação de um assassino.
Destes a morte ao Príncipe da Vida, mas Deus ressuscitou-o dos mortos, e disso nós somos testemunhas.
Pela fé no seu nome, este homem, que vedes e conheceis, recobrou as forças. Foi a fé que dele nos vem que curou completamente este homem na vossa presença.
Agora, irmãos, sei que agistes por ignorância, como também os vossos chefes.
Dessa forma, Deus cumpriu o que antecipadamente anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Messias havia de padecer.
Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam apagados;
e, assim, o Senhor vos conceda os tempos de conforto, quando Ele enviar aquele que vos foi destinado, o Messias Jesus,
que deve permanecer no Céu até ao momento da restauração de todas as coisas, de que Deus falou outrora pela boca dos seus santos profetas.
Moisés disse: 'O Senhor Deus suscitar-vos-á um Profeta como eu, de entre os vossos irmãos. Escutá-lo-eis em tudo quanto vos disser.
Quem não escutar esse Profeta, será exterminado do meio do povo.'
E, por outro lado, todos os profetas que falaram desde Samuel anunciaram igualmente estes dias.
Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus concluiu com os vossos pais, quando disse a Abraão: 'Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da Terra.'
Foi primeiramente para vós que Deus suscitou o seu Servo e o enviou para vos abençoar e para se afastar cada um de vós das suas más acções.»
Salmos 8,2a.5.6-7.8-9.
Ó SENHOR, nosso Deus, como é admirável o teu nome em toda a terra! Adorarei a tua majestade, mais alta que os céus.
que é o homem para te lembrares dele, o filho do homem para com ele te preocupares?
Quase fizeste dele um ser divino; de glória e de honra o coroaste.
Deste lhe domínio sobre as obras das tuas mãos, tudo submeteste a seus pés:
rebanhos e gado, sem excepção, e até mesmo os animais bravios;
as aves do céu e os peixes do mar, tudo o que percorre os caminhos do oceano.
Lucas 24,35-48.
E eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se lhes dera a conhecer, ao partir o pão.
Enquanto isto diziam, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!»
Dominados pelo espanto e cheios de temor, julgavam ver um espírito.
Disse-lhes, então: «Porque estais perturbados e porque surgem tais dúvidas nos vossos corações?
Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo. Tocai-me e olhai que um espírito não tem carne nem ossos, como verificais que Eu tenho.»
Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés.
E como, na sua alegria, não queriam acreditar de assombrados que estavam, Ele perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa que se coma?»
Deram-lhe um bocado de peixe assado;
e, tomando-o, comeu diante deles.
Depois, disse-lhes: «Estas foram as palavras que vos disse, quando ainda estava convosco: que era necessário que se cumprisse tudo quanto a meu respeito está escrito em Moisés, nos Profetas e nos Salmos.»
Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras
e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dentre os mortos, ao terceiro dia;
que havia de ser anunciada, em seu nome, a conversão para o perdão dos pecados a todos os povos, começando por Jerusalém.
Vós sois as testemunhas destas coisas.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Inácio de Antioquia (?-c. 110), bispo e mártir
Carta à Igreja de Esmirna
«Vede as Minhas mãos e os Meus pés. [...] Tocai-Me»
Dou graças a Jesus Cristo nosso Deus por nos ter inspirado tal sabedoria.
Descobri que estáveis unidos numa fé inabalável, pregados de corpo e alma,
se assim posso dizer, à cruz do Senhor Jesus Cristo, fortalecidos pelo Seu
sangue no amor, inteiramente convencidos de que Nosso Senhor é
verdadeiramente «filho de David pela carne» (Rom 1, 3), filho de Deus pela
vontade e o poder divinos; verdadeiramente nascido de uma virgem, baptizado
por João «para cumprir toda a justiça» (Mt 3, 15); verdadeiramente
trespassado por pregos por nós na Sua carne por ordem de Pôncio Pilatos e
do tetrarca Herodes. E é ao fruto da cruz, à Sua divina e bem aventurada
Paixão, que nós devemos a nossa existência. Pois pela Sua ressurreição Ele
«eleva o Seu estandarte» (Is 5, 26) sobre os séculos vindouros, a fim de
escolher os Seus santos e os Seus fiéis de entre judeus e pagãos e
reuni-los num só corpo, o da Sua Igreja (Ef 2, 16).
Ele aceitou todos estes sofrimentos por nós, pela nossa salvação. E sofreu
verdadeiramente, tal como verdadeiramente ressuscitou. E a Sua Paixão não
foi, como afirmam certos descrentes, uma simples aparência. [...] Quanto a
mim, sei e acredito que, mesmo após a Sua ressurreição, Jesus era carne.
Quando Se aproximou de Pedro e dos seus companheiros, disse-lhes: «Tocai-Me
e olhai que um espírito não tem carne nem ossos». Eles tocaram n'Ele e
acreditaram. Esta comunhão estreita com a Sua carne e o Seu espírito
ajudou-os a enfrentar a morte e a ser mais fortes do que ela. Após a
ressurreição, Jesus comeu e bebeu com eles, como um ser de carne, quando Se
tinha tornado um só espírito com o Pai. Recordo-vos estas verdades,
bem-amados, sabendo que esta é também a vossa profissão de fé.
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terça-feira, 26 de abril de 2011
Profecia do Dia
Quarta-feira, dia 27 de Abril de 2011
4ª-FEIRA NA OITAVA DA PÁSCOA
4ª-Feira na Oitava da Páscoa 4ª feira na oitava da Páscoa (ofício próprio)
Santa Zita, virgem, +1278, S. Pedro Canísio, presbítero, doutor da Igreja, +1597
Comentário ao Evangelho do dia feito por
João Paulo II : «Tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. Então, os seus olhos abriram-se»
Leituras
Actos 3,1-10.
Pedro e João subiam ao templo, para a oração das três horas da tarde.
Era para ali levado um homem, coxo desde o ventre materno, que todos os dias colocavam à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola àqueles que entravam.
Ao ver Pedro e João entrarem no templo, pediu-lhes esmola.
Pedro, juntamente com João, olhando-o fixamente, disse-lhe: «Olha para nós.»
O coxo tinha os olhos nos dois, esperando receber alguma coisa deles.
Mas Pedro disse-lhe: «Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!»
E, segurando-o pela mão direita, ergueu-o. No mesmo instante, os pés e os artelhos se lhe tornaram firmes.
De um salto, pôs-se de pé, começou a andar e entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus.
Todo o povo o viu caminhar e louvar a Deus.
Bem o conheciam, como sendo aquele que costumava sentar-se à Porta Formosa do templo a mendigar; ficaram cheios de assombro e estupefactos com o que lhe acabava de suceder.
Salmos 105(104),1-2.3-4.6-7.8-9.
Louvai o SENHOR, aclamai o seu nome, anunciai entre os povos as suas obras.
Cantai-lhe hinos e salmos, proclamai as suas maravilhas.
Orgulhai-vos do seu nome santo; alegre-se o coração dos que procuram o SENHOR.
Recorrei ao SENHOR e ao seu poder e buscai sempre a sua face.
vós, descendentes de Abraão, seu servo, filhos de Jacob, seu escolhido.
Ele é o SENHOR, nosso Deus, e governa sobre a terra!
Ele recordará sempre a sua aliança, a promessa que jurou manter por mil gerações,
pacto que fez com Abraão e aquele juramento que fez a Isaac.
Lucas 24,13-35.
Nesse mesmo dia, dois dos discípulos iam a caminho de uma aldeia chamada Emaús, que ficava a cerca de duas léguas de Jerusalém;
e conversavam entre si sobre tudo o que acontecera.
Enquanto conversavam e discutiam, aproximou-se deles o próprio Jesus e pôs-se com eles a caminho;
os seus olhos, porém, estavam impedidos de o reconhecer.
Disse-lhes Ele: «Que palavras são essas que trocais entre vós, enquanto caminhais?» Pararam entristecidos.
E um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único forasteiro em Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias!»
Perguntou-lhes Ele: «Que foi?» Responderam-lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo;
como os sumos sacerdotes e os nossos chefes o entregaram, para ser condenado à morte e crucificado.
Nós esperávamos que fosse Ele o que viria redimir Israel, mas, com tudo isto, já lá vai o terceiro dia desde que se deram estas coisas.
É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deixaram perturbados, porque foram ao sepulcro de madrugada
e, não achando o seu corpo, vieram dizer que lhes apareceram uns anjos, que afirmavam que Ele vivia.
Então, alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas, a Ele, não o viram.»
Jesus disse-lhes, então: «Ó homens sem inteligência e lentos de espírito para crer em tudo quanto os profetas anunciaram!
Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na sua glória?»
E, começando por Moisés e seguindo por todos os Profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, tudo o que lhe dizia respeito.
Ao chegarem perto da aldeia para onde iam, fez menção de seguir para diante.
Os outros, porém, insistiam com Ele, dizendo: «Fica connosco, pois a noite vai caindo e o dia já está no ocaso.» Entrou para ficar com eles.
E, quando se pôs à mesa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho.
Então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no; mas Ele desapareceu da sua presença.
Disseram, então, um ao outro: «Não nos ardia o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?»
Levantando-se, voltaram imediatamente para Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os seus companheiros,
que lhes disseram: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!»
E eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se lhes dera a conhecer, ao partir o pão.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
João Paulo II
Carta apostólica «Mane nobiscum Domine» §§ 2, 11, 12 (trad. DC 2323 7/11/04 © copyright Libreria Editrice Vaticana)
«Tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. Então, os seus olhos abriram-se»
O ícone dos discípulos de Emaús presta-se bem para nortear um ano que verá
a Igreja particularmente empenhada na vivência do mistério da sagrada
Eucaristia. Ao longo do caminho das nossas dúvidas, inquietações e às vezes
amargas desilusões, o divino Viajante continua a fazer-Se nosso companheiro
para nos introduzir, com a interpretação das Escrituras, na compreensão dos
mistérios de Deus. Quando o encontro se torna pleno, à luz da Palavra
segue-se a luz que brota do «Pão da vida», pelo qual Cristo cumpre de modo
supremo a Sua promessa de «estar connosco todos os dias até ao fim do
mundo» (cf. Mt 28, 20).A narração da aparição de Jesus ressuscitado aos
dois discípulos de Emaús ajuda-nos a pôr em destaque um primeiro aspecto do
mistério eucarístico, que deve estar sempre presente na devoção do povo de
Deus: a Eucaristia, mistério de luz! [...] Jesus designou-Se a Si mesmo
como «luz do mundo» (Jo 8, 12), e esta Sua propriedade aparece bem
evidenciada em momentos da Sua vida como a Transfiguração e a Ressurreição,
onde refulge claramente a Sua glória divina. Diversamente, na Eucaristia a
glória de Cristo está velada. O sacramento eucarístico é o «mysterium
fidei» por excelência. E, todavia, precisamente através deste sacramento da
sua total ocultação, Cristo torna-Se mistério de luz, mediante o qual o
fiel é introduzido nas profundezas da vida divina. [...]A Eucaristia é luz
antes de mais nada porque, em cada Missa, a liturgia da Palavra de Deus
precede a liturgia Eucarística, na unidade das duas «mesas» a da Palavra
e a do Pão. [...] Na narração dos discípulos de Emaús, o próprio Cristo
intervém para mostrar, «começando por Moisés e seguindo por todos os
profetas», como «todas as Escrituras» conduzem ao mistério da Sua Pessoa
(cf. Lc 24, 27). As Suas palavras fazem «arder» os corações dos discípulos,
tiram-nos da obscuridade da tristeza e do desânimo, suscitam neles o desejo
de permanecer com Ele: «Fica connosco, Senhor» (cf. Lc 24, 29).
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