quarta-feira, 22 de junho de 2011

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 23 de Junho de 2011
SSMO CORPO E SANGUE DE CRISTO - solenidade

Corpo de Deus - Ano A (ofício próprio)
S. José Cafasso, presbítero, +1860,  S. Bento Menni, presbítero, fundador, +1914



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «A Minha carne é uma verdadeira comida e o Meu sangue uma verdadeira bebida»

Leituras

Deut. 8,2-3.14b-16a.


Recorda-te de todo esse caminho que o Senhor, teu Deus, te fez percorrer durante quarenta anos pelo deserto, a fim de te humilhar, para te experimentar, para conhecer o teu coração e ver se guardarias ou não os seus mandamentos.
Ele te humilhou e fez passar fome; depois, alimentou-te com esse maná, que nem tu nem teus pais conhecíeis, para te ensinar que nem só de pão vive o homem; de tudo o que sai da boca do Senhor é que o homem viverá.
Então, o teu coração se tornaria soberbo e tu esquecerias o Senhor, teu Deus, que te tirou da terra do Egipto, da casa de servidão.
Foi Ele quem te conduziu através desse deserto grande e temível, de serpentes venenosas e escorpiões, lugar árido, onde não há água. Foi Ele quem fez jorrar, para ti, água do rochedo duro.
Foi Ele quem te alimentou neste deserto com um maná desconhecido dos teus pais, para te humilhar, para te pôr à prova e, no futuro, te tornar feliz.


Salmos 147,12-13.14-15.19-20.


Glorifica, Jerusalém, o SENHOR; louva, Sião, o teu Deus.
Ele reforçou os ferrolhos das tuas portas e abençoou os teus filhos dentro de ti;
Ele estabeleceu a paz nas tuas fronteiras e saciou-te com a flor do trigo.
Ele manda as suas ordens à terra, e a sua palavra corre velozmente;

Ele revela os seus planos a Jacob, os seus preceitos e as suas sentenças a Israel.
Não fez assim com nenhum outro povo, não lhes deu a conhecer os seus mandamentos.


1 Cor. 10,16-17.


O cálice de bênção, que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo?
Uma vez que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, porque todos participamos desse único pão.


João 6,51-58.


Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo.»
Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?!»
Disse-lhes Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós.
Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia,
porque a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira bebida.
Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e Eu nele.
Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, também quem de verdade me come viverá por mim.
Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os antepassados comeram, pois eles morreram; quem come mesmo deste pão viverá eternamente.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Papa Bento XVI
Homilia, celebração eucarística da 20ª Jornada Mundial da Juventude, 21/08/05

«A Minha carne é uma verdadeira comida e o Meu sangue uma verdadeira bebida»

«Isto é o Meu Corpo dado em sacrifício por vós. Isto é o cálice da Nova
Aliança no Meu Sangue». [...] O que está a acontecer? Como pode Jesus dar o
Seu Corpo e o Seu Sangue? Ao fazer do pão o Seu Corpo e do vinho o Seu
Sangue, Ele antecipa a Sua morte, aceita-a no Seu íntimo e transforma-a num
gesto de amor. Aquilo que, visto do exterior, é violência brutal [a
crucifixão], torna-se, visto do interior, num gesto de amor que se doa
totalmente. Foi esta a transformação substancial que se realizou no
cenáculo e que estava destinada a suscitar um processo de transformações
cuja finalidade última é a transformação do mundo, até chegar à condição em
que Deus será tudo em todos (cf 1Cor 15,28).


Desde sempre que todos os homens, de alguma forma, aguardam no seu coração
uma mudança, uma transformação do mundo. Pois este é o único acto central
de transformação capaz de renovar verdadeiramente o mundo: a violência
transforma-se em amor e, por conseguinte, a morte em vida. E, porque este
acto transforma a morte em vida, a morte, como tal, já está superada a
partir do seu interior, nela já está presente a ressurreição. A morte está,
por assim dizer, ferida intimamente, de modo que jamais poderá ser ela a
última palavra. [...]


Esta primeira e fundamental transformação da violência em amor, da morte em
vida, arrasta depois consigo as outras transformações. O pão e o vinho
tornam-se no Seu Corpo e no Seu Sangue. Mas a transformação não deve
deter-se neste ponto, antes, é aqui que deve começar plenamente. O Corpo e
o Sangue de Cristo são-nos dados para que nós mesmos, por nossa vez,
sejamos transformados. Nós próprios devemos tornar-nos Corpo de Cristo,
seus consanguíneos. Todos comemos o único Pão, mas isto significa que entre
nós nos tornamos uma só coisa. A adoração, dissemos, torna-se assim união.
Deus já não está só diante de nós como o Totalmente Outro. Está dentro de
nós, e nós estamos n'Ele. A Sua dinâmica penetra-nos e, a partir de nós,
deseja propagar-se aos outros e difundir-se em todo o mundo, para que o Seu
amor Se torne realmente a medida dominante do mundo.




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terça-feira, 21 de junho de 2011

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 22 de Junho de 2011
Quarta-feira da 12ª semana do Tempo Comum

S. Paulino de Nola (bispo, +431),  S. João Fisher (bispo mártir, +1535),  S. Thomas More (leigo mártir, +1535)



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Vicente de Paulo : «Dar bons frutos»

Leituras

Gén. 15,1-12.17-18.


Após estes acontecimentos, o Senhor disse a Abrão numa visão: «Nada temas, Abrão! Eu sou o teu escudo, a tua recompensa será muito grande.»
Abrão respondeu: «Que me dareis, Senhor Deus? Vou-me sem filhos e o herdeiro da minha casa é Eliézer, de Damasco.»
Acrescentou: «Não me concedeste descendência, e é um escravo, nascido na minha casa, que será o meu herdeiro.»
Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida, nos seguintes termos: «Não é ele que será o teu herdeiro, mas aquele que sairá das tuas entranhas.»
E, conduzindo-o para fora, disse-lhe: «Levanta os olhos para o céu e conta as estrelas, se fores capaz de as contar.» E acrescentou: «Pois bem, será assim a tua descendência.»
Abrão confiou no Senhor, e Ele considerou-lhe isso como mérito.
O Senhor disse-lhe depois: «Eu sou o Senhor que te mandou sair de Ur, na Caldeia, para te dar esta terra.»
Perguntou-lhe Abrão: «Senhor Deus, como saberei que tomarei posse dela?»
Disse-lhe o Senhor: «Toma uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, uma rola e um pombo ainda novo.»
Abrão foi procurar todos estes animais, cortou-os ao meio e dispôs cada metade em frente uma da outra; não cortou, porém, as aves.
As aves de rapina desciam sobre as carnes mortas, mas Abrão afugentava-as.
Ao pôr-do-sol, apoderou-se dele um sono profundo; ao mesmo tempo, sentiu-se apavorado e foi envolvido por densa treva.
Quando o Sol desapareceu, e sendo completa a escuridão, surgiu um braseiro fumegante e uma chama ardente, que passou entre as metades dos animais.
Naquele dia, o Senhor concluiu uma aliança com Abrão, dizendo-lhe: «Dou esta terra à tua descendência, desde o rio do Egipto até ao grande rio, o Eufrates,


Salmos 105(104),1-2.3-4.6-7.8-9.


Louvai o SENHOR, aclamai o seu nome, anunciai entre os povos as suas obras.
Cantai-lhe hinos e salmos, proclamai as suas maravilhas.
Orgulhai-vos do seu nome santo; alegre-se o coração dos que procuram o SENHOR.
Recorrei ao SENHOR e ao seu poder e buscai sempre a sua face.

vós, descendentes de Abraão, seu servo, filhos de Jacob, seu escolhido.
Ele é o SENHOR, nosso Deus, e governa sobre a terra!
Ele recordará sempre a sua aliança, a promessa que jurou manter por mil gerações,
pacto que fez com Abraão e aquele juramento que fez a Isaac.



Mateus 7,15-20.


«Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes.
Pelos seus frutos, os conhecereis. Porventura podem colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?
Toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos.
A árvore boa não pode dar maus frutos nem a árvore má, dar bons frutos.
Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo.
Pelos frutos, pois, os conhecereis.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Vicente de Paulo (1581-1660), presbítero, fundador de comunidades religiosas
Exercícios Espirituais aos Missionários, fragmento 171

«Dar bons frutos»

Amemos a Deus, irmãos, sim, mas à custa dos nossos braços e do suor do
nosso rosto. Com efeito, os actos de amor a Deus, de bondade, de
benevolência, e de outros afectos parecidos, e as práticas interiores do
coração sensível são, embora bons e desejáveis, inúmeras vezes assaz
suspeitos por não chegarem a ser prova dum amor real. «Nisto, diz Nosso
Senhor, se manifesta a glória de Meu Pai: em que deis muito fruto» (Jo
15,8).


É em relação a isso que devemos redobrar a nossa atenção, porque muitos há
que, tendo o seu exterior bem cuidado e o seu interior cheio de nobres
sentimentos de Deus, ficam por aí; frente aos factos ou chamados a agir
perante as ocasiões, perdem o fôlego. Orgulham-se da sua imaginação
fecunda, contentam-se com os doces diálogos que mantêm com Deus na oração e
falam até deles como se fossem anjos; mas, saindo daí, quando se trata de
trabalhar por Deus, de sofrer, de mortificar-se, de ensinar os indigentes,
de ir à procura da ovelha perdida (Lc 15,4), de gostar que lhes falte
alguma coisa, de aceitar a doença ou outra desgraça qualquer, pronto! não
fica ninguém, foge-lhes a coragem. Não, irmãos, não tenhamos ilusões: toda
a nossa missão consiste em passar aos actos.




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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Profecia do Dia

Terça-feira, dia 21 de Junho de 2011
Terça-feira da 12ª semana do Tempo Comum

S. Luís Gonzaga, religioso, +1591



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Orígenes : «Apertado é o caminho que conduz à vida»

Leituras

Gén. 13,2.5-18.


Abrão era muito rico em rebanhos, prata e ouro.
Lot, que acompanhava Abrão, possuía, igualmente, ovelhas, bois e tendas;
a terra não era bastante grande para nela se estabelecerem os dois, porque os bens de ambos eram avultados.
Houve questões entre os pastores dos rebanhos de Abrão e os pastores dos rebanhos de Lot. Os cananeus e os perizeus habitavam, então, aquela terra.
Abrão disse a Lot: «Peço-te que entre nós e entre os nossos pastores não haja conflitos, pois somos irmãos.
Aí tens essa região toda diante de ti. Separemo-nos. Se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda.»
Lot ergueu os olhos e viu todo o vale do Jordão, que era inteiramente regado. Antes de o Senhor ter destruído Sodoma e Gomorra, estendendo-se até Soar, o vale era um maravilhoso jardim, como a terra do Egipto.
Lot escolheu para si todo o vale do Jordão e dirigiu-se para o oriente, separando-se um do outro.
Abrão fixou-se na terra de Canaã, e Lot nas cidades do vale, no qual ergueu as suas tendas até Sodoma.
Ora, os habitantes de Sodoma eram perversos, e grandes pecadores diante do Senhor.
Depois de Lot o ter deixado, Deus disse a Abrão: «Ergue os teus olhos e, do sítio em que estás, contempla o norte, o sul, o oriente e o ocidente.
Toda a terra que estás a ver, dar-ta-ei, a ti e aos teus descendentes, para sempre.
Farei que a tua descendência seja numerosa como o pó da terra, de modo que só se alguém puder contar o pó da terra é que a tua posteridade poderá ser contada.
Levanta-te, percorre esta terra em todas as direcções, porque Eu ta darei.»
Abrão desmontou as suas tendas e foi residir junto aos carvalhos de Mambré, próximo de Hebron; e ali construiu um altar ao Senhor.


Salmos 15(14),2-3ab.3cd-4ab.5.


Aquele que leva uma vida sem mancha, pratica a justiça e diz a verdade com todo o coração;
aquele cuja língua não levanta calúnias e não faz mal ao seu próximo, nem causa prejuízo a ninguém;
aquele que despreza o que é desprezível, mas estima os que temem o SENHOR; aquele que não falta ao juramento, mesmo em seu prejuízo;
aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem se deixa subornar contra o inocente. Quem assim proceder não há-de sucumbir para sempre.



Mateus 7,6.12-14.


«Não deis as coisas santas aos cães nem lanceis as vossas pérolas aos porcos, para não acontecer que as pisem aos pés e, acometendo-vos, vos despedacem.»
«Portanto, o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque isto é a Lei e os Profetas.»
«Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que seguem por ele.
Como é estreita a porta e quão apertado é o caminho que conduz à vida, e como são poucos os que o encontram!»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo
Homilias sobre o Êxodo, nº 5, 3; SC 321

«Apertado é o caminho que conduz à vida»

Vejamos o que Deus disse a Moisés, que ordem lhe deu sobre o caminho a
escolher [...]. Pensavas talvez que o caminho que Deus mostra é um caminho
fácil, que não tem absolutamente nada de difícil ou de penoso; pelo
contrário, trata-se de uma subida, e bem tortuosa. Porque esse caminho por
onde chegamos às virtudes não é um caminho a descer, mas a subir, e é uma
subida íngreme e difícil. Escuta ainda o Senhor no Evangelho: «Quão
apertado é o caminho que conduz à vida!» Vês, portanto, como o Evangelho
está em harmonia com a Lei. [...] Na verdade, até os cegos conseguem vê-lo
claramente: um só Espírito escreveu a Lei e o Evangelho.


O caminho por onde vamos é portanto uma tortuosa subida [...]; os actos e a
fé comportam muitas dificuldades, muitas tribulações. Pois são imensas as
tentações e os obstáculos que se opõem àqueles que querem agir segundo
Deus. Depois, na fé, encontramos muitas coisas tortuosas, muitos pontos de
discussão, muitas objecções heréticas. [...] Escuta o que disse o Faraó ao
ver o caminho que Moisés e os israelitas tinham tomado: «Andam perdidos na
terra.» (Ex 14,3). Para o Faraó, aqueles que seguem a Deus perdem-se. É
que, como dissemos, o caminho da sabedoria é tortuoso, com muitas curvas,
muitos desvios. Assim, confessar que há um Deus único, e afirmar na mesma
confissão que o Pai, o Filho e o Santo Espírito são um só Deus, quão
tortuoso, quão difícil e inextricável parecerá aos infiéis! Acrescentar
ainda que «o Senhor da glória» foi crucificado (1 Cor 2,8), e que Ele é o
Filho do homem «que desceu do Céu» (Jo 3,13), quão tortuoso e difícil
parecerá, também! Quem sem fé isto ouve, dirá: «Andam perdidos na terra».
Mas tu, sê firme, não ponhas em dúvida uma tal fé, sabendo que Deus te
mostra esse caminho da fé.




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