Segunda-feira, dia 11 de Julho de 2011
S. Bento, abade,co-padroeiro da Europa festa
Fora da Europa: Sábado da 15ª semana do Tempo Comum
São Bento, abade, patrono da Europa, +547
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : São Bento, padroeiro da Europa
Leituras
Prov. 2,1-9.
Meu filho, se receberes as minhas palavras e guardares cuidadosamente os meus mandamentos,
prestando o teu ouvido à sabedoria, e inclinando o teu coração ao entendimento;
se invocares a inteligência e fizeres apelo ao entendimento,
se a buscares como se procura a prata e a pesquisares como um tesouro escondido,
então, compreenderás o temor do Senhor e chegarás ao conhecimento de Deus.
Porque o Senhor é quem dá a sabedoria e da sua boca procedem o saber e o entendimento.
Ele reserva a salvação para os rectos e é um escudo para os que procedem honestamente.
Protege os caminhos dos justos e dirige os passos dos seus fiéis.
Então, compreenderás a justiça e a equidade, a rectidão e todos os caminhos que conduzem ao bem;
Salmos 34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.10-11.
Em todo o tempo, bendirei o SENHOR;
o seu louvor estará sempre nos meus lábios.
A minha alma gloria se no SENHOR!
Que os humildes saibam e se alegrem.
Enaltecei comigo o SENHOR;
exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o SENHOR e Ele respondeu me,
livrou me de todos os meus temores.
Aqueles que o contemplam ficam radiantes,
não ficarão de semblante abatido.
Quando um pobre invoca o SENHOR,
Ele atende o e liberta o das suas angústias.
O anjo do SENHOR protege os que o temem
e livra-os do perigo.
Saboreai e vede como o SENHOR é bom;
feliz o homem que nele confia!
Temei o SENHOR, vós que lhe estais consagrados,
pois nada falta aos que o temem.
Os ricos empobrecem e passam fome,
mas aos que procuram o SENHOR nenhum bem há-de faltar.
Mateus 19,27-29.
Naquele tempo, Pedro disse a Jesus: «Nós deixámos tudo e seguimos-te. Qual será a nossa recompensa?»
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade vos digo: No dia da regeneração de todas as coisas, quando o Filho do Homem se sentar no seu trono de glória, vós, que me seguistes, haveis de sentar-vos em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.
E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI
Audiência geral de 9/4/08 © Libreria Editrice Vaticana
São Bento, padroeiro da Europa
Gostaria hoje de falar de São Bento, fundador do monaquismo ocidental, e
também padroeiro do meu pontificado. Começo com uma palavra de São Gregório
Magno, que escreve sobre São Bento: «O homem de Deus que brilhou nesta
terra com tantos milagres não resplandeceu menos pela eloquência com que
soube expor a sua doutrina» (Dial. II, 36). O grande Papa escreveu estas
palavras no ano de 592; o santo monge tinha falecido 50 anos antes e ainda
estava vivo na memória do povo, sobretudo na florescente ordem religiosa
por ele fundada. São Bento de Núrcia exerceu, com a sua vida e a sua obra,
uma influência fundamental sobre o desenvolvimento da civilização e da
cultura europeias. [...]
Entre os séculos V e VI, o mundo esteve envolvido numa tremenda crise de
valores e de instituições, causada pela queda do Império Romano, pela
invasão dos novos povos e pela decadência dos costumes. Com a apresentação
de São Bento como «astro luminoso», Gregório queria indicar, nesta situação
atormentada, precisamente aqui nesta cidade de Roma, a saída da «noite
escura da história» (cf. João Paulo II, Insegnamenti, II/1, 1979, p. 1158).
De facto, a obra do santo e, de modo particular, a sua Regra revelaram-se
portadoras de um autêntico fermento espiritual, que mudou, no decorrer dos
séculos, muito para além dos confins da sua pátria e do seu tempo, o rosto
da Europa, suscitando depois da queda da unidade política criada pelo
Império Romano uma nova unidade espiritual e cultural, a da fé cristã
partilhada pelos povos do continente. Surgiu precisamente assim a realidade
à qual nós chamamos «Europa».
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domingo, 10 de julho de 2011
Profecia do Dia
sábado, 9 de julho de 2011
Profecia do Dia
Domingo, dia 10 de Julho de 2011
15º Domingo do Tempo Comum - Ano A
XV Domingo Comum (semana III do saltério)
Beato Pacífico, religioso, poeta, +1230, Santa Verónica de Giuliani, religiosa, +1727, Santa Felicidade e seus sete filhos, mártires, +162
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Jerusalém : «Ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem»
Leituras
Is. 55,10-11.
Eis o que diz o Senhor: «Assim como a chuva e a neve descem do céu não voltam para lá, sem terem regado a terra, sem a terem fecundado e feito produzir, para que dê semente ao semeador e pão para comer,
o mesmo sucede à palavra que sai da minha boca: não voltará para mim vazia, sem ter realizado a minha vontade e sem cumprir a sua missão.
Salmos 65(64),10abcd.10e-11.12-13.14.
Cuidaste da terra e tornaste a fértil,
cumulando a de riquezas.
Enches, a transbordar, os rios caudalosos
e fazes brotar o trigo.
Assim preparas a terra,
Regas os seus sulcos e aplanas as leivas;
amoleces a terra com chuvas abundantes
e abençoas as suas sementeiras.
Coroas o ano com os teus benefícios;
por onde passas, brota a abundância.
Vicejam as pastagens do deserto,
as colinas vestem se de festa.
Os campos cobrem se de rebanhos
e os vales enchem se de trigais.
Tudo aclama e grita de alegria.
Romanos 8,18-23.
Estou convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há-de revelar-se em nós.
Pois até a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus.
De facto, a criação foi sujeita à destruição não voluntariamente, mas por disposição daquele que a sujeitou na esperança
de que também ela será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus.
Bem sabemos como toda a criação geme e sofre as dores de parto até ao presente.
Não só ela. Também nós, que possuímos as primícias do Espírito, nós próprios gememos no nosso íntimo, aguardando a adopção filial, a libertação do nosso corpo.
Mateus 13,1-23.
Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se à beira-mar.
Reuniu-se a Ele uma tão grande multidão, que teve de subir para um barco, onde se sentou, enquanto toda a multidão se conservava na praia.
Jesus falou-lhes de muitas coisas em parábolas: «O semeador saiu para semear.
Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho: e vieram as aves e comeram-nas.
Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra: e logo brotaram, porque a terra era pouco profunda;
mas, logo que o sol se ergueu, foram queimadas e, como não tinham raízes, secaram.
Outras caíram entre espinhos: e os espinhos cresceram e sufocaram-nas.
Outras caíram em terra boa e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; e outras, trinta.
Aquele que tiver ouvidos, oiça!»
Aproximando-se de Jesus, os discípulos disseram-lhe: «Porque lhes falas em parábolas?»
Respondendo, disse-lhes: «A vós é dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não lhes é dado.
Pois, àquele que tem, ser-lhe-á dado e terá em abundância; mas àquele que não tem, mesmo o que tem lhe será tirado.
É por isso que lhes falo em parábolas: pois vêem, sem ver, e ouvem, sem ouvir nem compreender.
Cumpre-se neles a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis; e, vendo, vereis, mas não percebereis.
Porque o coração deste povo tornou se-duro, e duros também os seus ouvidos; fecharam os olhos, não fossem ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, compreender com o coração, e converter-se, para Eu os curar.
Quanto a vós, ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
Em verdade vos digo: Muitos profetas e justos desejaram ver o que estais a ver, e não viram, e ouvir o que estais a ouvir, e não ouviram.»
«Escutai, pois, a parábola do semeador.
Quando um homem ouve a palavra do Reino e não compreende, chega o maligno e apodera-se do que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente à beira do caminho.
Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe, de momento, com alegria;
mas não tem raiz em si mesmo, é inconstante: se vier a tribulação ou a perseguição, por causa da palavra, sucumbe logo.
Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra que, por isso, não produz fruto.
E aquele que recebeu a semente em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Jerusalém (313-350), Bispo de Jerusalém e Doutor da Igreja
Catequeses Baptismais, n.º 18, 6; PG 38, 1021
«Ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem»
Arrancada uma árvore, cortada até pela sua base e depois feito o
transplante o salgueiro, por exemplo, ela rebenta e volta a florir; e não
voltará à vida um homem arrancado ao solo? Colhidas as sementes, repousam e
descansam nos celeiros e voltarão a viver depois da primavera; e não
voltará à vida o homem depois de ceifado e lançado aos celeiros da morte?
Cortado e transplantado um ramo ou um rebento de vide, ganha vida e dá
fruto; e não há-de voltar a levantar-se o homem que caiu, para quem tudo
foi criado?
Considerai agora o que se passa à nossa volta. Contemplai o panorama deste
vasto universo: é semeado o trigo ou outro cereal, cai ao chão, apodrece, e
já não serve para moer. Mas renasce desse apodrecimento, e cresce, e
multiplica-se. Foi semeado um só grão e dá vinte, ou trinta, ou mais. Ora,
para quem foi ele criado? Não foi para nosso uso? Não é para si próprias
que as sementes saem do nada. Por isso, aquilo que foi criado para nós
morre e renasce, e nós, para quem este prodígio acontece todas as vezes,
seríamos nós excluídos deste benefício? Como deixaremos então de crer na
ressurreição?
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
Profecia do Dia
Sabado, dia 09 de Julho de 2011
Sábado da 14ª semana do Tempo Comum
Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus (Madre Paulina), Nossa Senhora, Mãe da Esperança
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Patrício : «O que escutais ao ouvido, proclamai-o sobre os terraços»
Leituras
Gén. 49,29-32.50,15-26a.
Naqueles dias, Jacob deu aos seus filhos esta ordem: «Eu vou reunir-me à minha gente. Sepultai-me junto dos meus pais, na gruta que está no campo de Efron, o hitita,
no jazigo que está no território de Macpela, diante de Mambré, no país de Canaã, terra que Abraão comprou a Efron, o hitita, para propriedade sepulcral.
Ali foram enterrados Abraão e Sara, sua esposa; foram lá enterrados também Isaac e Rebeca, sua esposa, e ali enterrei Lia.
A compra dessa terra e do jazigo que ali se encontra foi feita no país dos hititas.»
Ora os irmãos de José, depois da morte de seu pai, disseram uns aos outros: «E se José nos guarda rancor? Se vai vingar-se de todo o mal que lhe fizemos sofrer?»
Mandaram então dizer a José o seguinte: «Teu pai ordenou-nos antes da sua morte:
'Falai assim a José: Perdoa, por favor, a ofensa dos teus irmãos, a sua falta e o mal que te fizeram! Perdoa, pois, o seu erro, aos servos do Deus do teu pai!'» E José chorou quando lhe falaram assim.
Depois os seus irmãos vieram e caíram aos seus pés, dizendo: «Estamos prontos a tornar-nos teus escravos.»
José respondeu-lhes: «Não temais; estou eu no lugar de Deus?
Premeditastes contra mim o mal. Mas Deus aproveitou-o para o bem, a fim de que acontecesse o que hoje aconteceu, e um povo numeroso foi salvo.
Nada receeis, então! Eu cuidarei de vós e das vossas famílias.» E assim tranquilizou-os e falou-lhes ao coração.
José residiu no Egipto, com a sua família e a de seu pai, e viveu cento e dez anos.
Viu os filhos de Efraim até à terceira geração; e os filhos de Maquir, filho de Manassés, nasceram sobre os seus joelhos.
José disse aos seus irmãos: «Vou morrer! Mas Deus visitar-vos-á, fazendo-vos regressar deste país ao país que prometeu por juramento a Abraão, a Isaac e a Jacob.»
E José fez jurar aos filhos de Israel, dizendo: «Deus há-de visitar-vos e então levareis os meus ossos deste país.»
José morreu com a idade de cento e dez anos. Embalsamaram-no e puseram-no num sarcófago, no Egipto.
Salmos 105(104),1-2.3-4.6-7.
Louvai o SENHOR, aclamai o seu nome, anunciai entre os povos as suas obras.
Cantai-lhe hinos e salmos, proclamai as suas maravilhas.
Orgulhai-vos do seu nome santo; alegre-se o coração dos que procuram o SENHOR.
Recorrei ao SENHOR e ao seu poder e buscai sempre a sua face.
vós, descendentes de Abraão, seu servo, filhos de Jacob, seu escolhido.
Ele é o SENHOR, nosso Deus, e governa sobre a terra!
Mateus 10,24-33.
Naquele tempo Jesus disse aos seus apóstolos: «O discípulo não é superior ao mestre, nem o servo é superior ao seu senhor.
Basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo ser como o senhor. Se ao dono da casa chamaram Belzebu, o que não chamarão eles aos familiares!
Não os temais, portanto, pois não há nada encoberto que não venha a ser conhecido.
O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido, proclamai-o sobre os terraços.
Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode fazer perecer na Geena o corpo e a alma.
Não se vendem dois pássaros por uma pequena moeda? E nem um deles cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai!
Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados!
Não temais, pois valeis mais do que muitos pássaros.»
«Todo aquele que se declarar por mim, diante dos homens, também me declararei por ele diante do meu Pai que está no Céu.
Mas aquele que me negar diante dos homens, também o hei-de negar diante do meu Pai que está no Céu.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Patrício (c. 385 - c. 461), monge missionário, bispo
Confissão, §§ 43-47
«O que escutais ao ouvido, proclamai-o sobre os terraços»
Não comecei este trabalho por mim próprio, mas foi Cristo Senhor que me
ordenou que viesse passar o resto dos meus dias junto dos irlandeses pagãos
se o Senhor o quiser e se Ele me guardar de qualquer mau caminho. [...]
Mas não confio em mim próprio «enquanto resido neste corpo de morte» (2Pe
1,13; Rom 7,24). [...] Não levei uma vida perfeita como outros fiéis, mas
confesso-o ao meu Senhor e não me envergonho na Sua presença. Porque eu não
minto: depois que O conheci na minha juventude, o amor de Deus cresceu em
mim, assim como o Seu temor, e até ao presente, pela graça do Senhor,
«guardei a fé» (2 Tim 4,7).
Que se ria pois e me insulte quem quiser; eu não me calarei nem esconderei
«os sinais e as maravilhas» (Dan 6,27) que o Senhor me mostrou muitos anos
antes de se terem realizado, Ele que conhece todas as coisas. É por isso
que devo sem cessar dar graças a Deus, que tantas vezes perdoou os meus
disparates e a minha negligência, e também por não Se ter irritado uma
única vez comigo, a quem fez bispo. O Senhor «teve piedade» de mim «em
favor de milhares e milhares de homens» (Ex 20,6), porque viu que eu estava
disponível. [...] Com efeito, muitos foram os que se opuseram a esta
missão; falavam mesmo entre si nas minhas costas e diziam: «Porque se lança
ele numa tarefa perigosa, entre estrangeiros que não conhecem a Deus?» Não
era por malícia que se exprimiam assim; eu próprio, o confirmo: é por causa
da minha rudeza que não conseguem compreender porque é que fui nomeado
bispo. E eu não fui rápido a reconhecer a graça que estava em mim. Agora,
tudo isso se tornou claro para mim.
Agora exponho simplesmente aos meus irmãos e aos meus companheiros de
trabalho que acreditaram em mim porque preguei e continuo a pregar (2Cor
13,2), com o fim de fortificar e confirmar a vossa fé. Possais vós
ambicionar também as metas mais elevadas e realizar as obras mais
excelentes. Isso será a minha glória, porque «um filho sábio é a glória do
seu pai» (Pr 10,1).
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