Terça-feira, dia 12 de Julho de 2011
Terça-feira da 15ª semana do Tempo Comum
S. João Gualberto, monge, +1073, Beatos Luis e Zélia Martin, esposos e pais
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Tiago de Sarug : Converter-se e regressar
Leituras
Ex. 2,1-15a.
Naqueles dias, um homem da família de Levi tomou como esposa uma jovem da mesma tribo.
A mulher concebeu e deu à luz um filho. Viu que era belo, e escondeu-o durante três meses.
Não podendo mantê-lo escondido por mais tempo, arranjou-lhe uma cesta de papiro, calafetou-a com betume e pez, colocou nela o menino, e foi pô-la nos juncos da margem do rio.
A irmã dele colocou-se a uma certa distância para saber o que lhe sucederia.
Ora a filha do faraó desceu ao rio para tomar banho, enquanto as suas jovens acompanhantes caminhavam ao longo do rio. Viu a cesta no meio dos juncos e enviou a sua serva para a trazer.
Abriu-a e viu a criança: era um menino que chorava. Compadeceu-se dele e disse: «Este é um dos filhos dos hebreus.»
Então a irmã dele disse à filha do faraó: «Queres que te vá chamar uma ama entre as mulheres dos hebreus, para te amamentar o menino?»
«Vai», disse-lhe a filha do faraó. E a jovem foi chamar a mãe do menino.
A filha do faraó disse-lhe: «Leva este menino e amamenta-mo, e dar-te-ei o teu salário.» A mulher levou o menino e amamentou-o.
O menino cresceu, e ela devolveu-o à filha do faraó. Foi para ela como um filho, e deu-lhe o nome de Moisés, dizendo: «Porque o tirei das águas.»
Entretanto, Moisés cresceu, foi ao encontro dos seus irmãos e viu os seus carregamentos. Viu também um egípcio que açoitava um dos seus irmãos hebreus.
Olhando para todos os lados e vendo que não havia ali ninguém, matou o egípcio e enterrou-o na areia.
Saiu outra vez no dia seguinte e viu dois hebreus a brigar. Disse ao culpado: «Porque bates no teu companheiro?»
Ao que ele replicou: «Quem te estabeleceu como chefe e juiz sobre nós? Acaso pensas matar-me como mataste o egípcio?» Moisés teve medo e disse para consigo: «Com certeza que o assunto já é conhecido.»
O faraó ouviu falar deste assunto e procurou matar Moisés. Mas Moisés fugiu da presença do faraó, foi residir na terra de Madian e sentou-se junto do poço.
Salmos 69(68),3.14.30-31.33-34.
Estou a afundar-me num lamaçal profundo,
não tenho ponto de apoio;
entrei no abismo de águas sem fundo
e a corrente me subermegiu
Mas eu dirijo a ti a minha oração, ó SENHOR,
no tempo favorável; ó Deus,
responde me, pelo teu grande amor,
como prova da vossa salvação.
Mas a mim, triste e aflito,
que a tua salvação, ó Deus, me restabeleça.
Louvarei, com cânticos, o nome de Deus;
hei-de glorificá lo com acções de graças.
Que os humildes vejam isto e se alegrem,
e os que buscam a Deus se encham de coragem,
porque o SENHOR escuta os necessitados
e não despreza o seu povo cativo.
Mateus 11,20-24.
Naqueles dias, começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido:
«Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres realizados entre vós, tivessem sido feitos em Tiro e em Sídon, de há muito se teriam convertido, vestindo-se de saco e com cinza.
Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sídon do que para vós.
E tu, Cafarnaúm, julgas que serás exaltada até ao céu? Serás precipitada no abismo. Porque, se os milagres que em ti se realizaram tivessem sido feitos em Sodoma, ela ainda hoje existiria.
Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para os de Sodoma do que para ti.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Tiago de Sarug (c. de 449-521), monge e bispo sírio
Poema
Converter-se e regressar
Regressarei à casa de meu Pai, como o Filho Pródigo (Lc 15,18), e serei
acolhido. Tal qual ele fez, assim farei eu: corresponderá o Pai aos meus
desejos? [...] Pois estou como morto pelo pecado, como de uma doença.
Resgata-me desta ruína, e possa eu louvar o Teu nome! Senhor da terra e do
céu, peço-Te: ajuda-me e mostra-me o caminho para chegar a Ti! Leva-me à
Tua presença, Filho do Magnânimo, e atinge assim o cume da Tua
misericórdia! Irei a Ti e saciar-me-ei com a Tua alegria. Nesta hora de
profundo cansaço mói para mim o fermento da vida!
Parti à Tua procura e o Maligno estava à espreita, como salteador (Lc
10,30). Atou-me e atolou-me nos prazeres deste mundo perdido; encarcerou-me
nos seus deleites e depois deu-me com a porta na cara. Não há ninguém que
me liberte para que eu parta de novo à Tua procura, ó meu Senhor! [...] Só
quero ser Teu, Senhor, e caminhar conTigo! Medito nos Teus mandamentos dia
e noite (Sl 1,2). Sê-me propício e acolhe o meu lamento, ó Misericordioso!
Não me cortes a esperança, Senhor, porque sou Teu servo e espero em Ti!
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
Profecia do Dia
domingo, 10 de julho de 2011
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 11 de Julho de 2011
S. Bento, abade,co-padroeiro da Europa festa
Fora da Europa: Sábado da 15ª semana do Tempo Comum
São Bento, abade, patrono da Europa, +547
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : São Bento, padroeiro da Europa
Leituras
Prov. 2,1-9.
Meu filho, se receberes as minhas palavras e guardares cuidadosamente os meus mandamentos,
prestando o teu ouvido à sabedoria, e inclinando o teu coração ao entendimento;
se invocares a inteligência e fizeres apelo ao entendimento,
se a buscares como se procura a prata e a pesquisares como um tesouro escondido,
então, compreenderás o temor do Senhor e chegarás ao conhecimento de Deus.
Porque o Senhor é quem dá a sabedoria e da sua boca procedem o saber e o entendimento.
Ele reserva a salvação para os rectos e é um escudo para os que procedem honestamente.
Protege os caminhos dos justos e dirige os passos dos seus fiéis.
Então, compreenderás a justiça e a equidade, a rectidão e todos os caminhos que conduzem ao bem;
Salmos 34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.10-11.
Em todo o tempo, bendirei o SENHOR;
o seu louvor estará sempre nos meus lábios.
A minha alma gloria se no SENHOR!
Que os humildes saibam e se alegrem.
Enaltecei comigo o SENHOR;
exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o SENHOR e Ele respondeu me,
livrou me de todos os meus temores.
Aqueles que o contemplam ficam radiantes,
não ficarão de semblante abatido.
Quando um pobre invoca o SENHOR,
Ele atende o e liberta o das suas angústias.
O anjo do SENHOR protege os que o temem
e livra-os do perigo.
Saboreai e vede como o SENHOR é bom;
feliz o homem que nele confia!
Temei o SENHOR, vós que lhe estais consagrados,
pois nada falta aos que o temem.
Os ricos empobrecem e passam fome,
mas aos que procuram o SENHOR nenhum bem há-de faltar.
Mateus 19,27-29.
Naquele tempo, Pedro disse a Jesus: «Nós deixámos tudo e seguimos-te. Qual será a nossa recompensa?»
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade vos digo: No dia da regeneração de todas as coisas, quando o Filho do Homem se sentar no seu trono de glória, vós, que me seguistes, haveis de sentar-vos em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.
E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI
Audiência geral de 9/4/08 © Libreria Editrice Vaticana
São Bento, padroeiro da Europa
Gostaria hoje de falar de São Bento, fundador do monaquismo ocidental, e
também padroeiro do meu pontificado. Começo com uma palavra de São Gregório
Magno, que escreve sobre São Bento: «O homem de Deus que brilhou nesta
terra com tantos milagres não resplandeceu menos pela eloquência com que
soube expor a sua doutrina» (Dial. II, 36). O grande Papa escreveu estas
palavras no ano de 592; o santo monge tinha falecido 50 anos antes e ainda
estava vivo na memória do povo, sobretudo na florescente ordem religiosa
por ele fundada. São Bento de Núrcia exerceu, com a sua vida e a sua obra,
uma influência fundamental sobre o desenvolvimento da civilização e da
cultura europeias. [...]
Entre os séculos V e VI, o mundo esteve envolvido numa tremenda crise de
valores e de instituições, causada pela queda do Império Romano, pela
invasão dos novos povos e pela decadência dos costumes. Com a apresentação
de São Bento como «astro luminoso», Gregório queria indicar, nesta situação
atormentada, precisamente aqui nesta cidade de Roma, a saída da «noite
escura da história» (cf. João Paulo II, Insegnamenti, II/1, 1979, p. 1158).
De facto, a obra do santo e, de modo particular, a sua Regra revelaram-se
portadoras de um autêntico fermento espiritual, que mudou, no decorrer dos
séculos, muito para além dos confins da sua pátria e do seu tempo, o rosto
da Europa, suscitando depois da queda da unidade política criada pelo
Império Romano uma nova unidade espiritual e cultural, a da fé cristã
partilhada pelos povos do continente. Surgiu precisamente assim a realidade
à qual nós chamamos «Europa».
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sábado, 9 de julho de 2011
Profecia do Dia
Domingo, dia 10 de Julho de 2011
15º Domingo do Tempo Comum - Ano A
XV Domingo Comum (semana III do saltério)
Beato Pacífico, religioso, poeta, +1230, Santa Verónica de Giuliani, religiosa, +1727, Santa Felicidade e seus sete filhos, mártires, +162
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Jerusalém : «Ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem»
Leituras
Is. 55,10-11.
Eis o que diz o Senhor: «Assim como a chuva e a neve descem do céu não voltam para lá, sem terem regado a terra, sem a terem fecundado e feito produzir, para que dê semente ao semeador e pão para comer,
o mesmo sucede à palavra que sai da minha boca: não voltará para mim vazia, sem ter realizado a minha vontade e sem cumprir a sua missão.
Salmos 65(64),10abcd.10e-11.12-13.14.
Cuidaste da terra e tornaste a fértil,
cumulando a de riquezas.
Enches, a transbordar, os rios caudalosos
e fazes brotar o trigo.
Assim preparas a terra,
Regas os seus sulcos e aplanas as leivas;
amoleces a terra com chuvas abundantes
e abençoas as suas sementeiras.
Coroas o ano com os teus benefícios;
por onde passas, brota a abundância.
Vicejam as pastagens do deserto,
as colinas vestem se de festa.
Os campos cobrem se de rebanhos
e os vales enchem se de trigais.
Tudo aclama e grita de alegria.
Romanos 8,18-23.
Estou convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há-de revelar-se em nós.
Pois até a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus.
De facto, a criação foi sujeita à destruição não voluntariamente, mas por disposição daquele que a sujeitou na esperança
de que também ela será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus.
Bem sabemos como toda a criação geme e sofre as dores de parto até ao presente.
Não só ela. Também nós, que possuímos as primícias do Espírito, nós próprios gememos no nosso íntimo, aguardando a adopção filial, a libertação do nosso corpo.
Mateus 13,1-23.
Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se à beira-mar.
Reuniu-se a Ele uma tão grande multidão, que teve de subir para um barco, onde se sentou, enquanto toda a multidão se conservava na praia.
Jesus falou-lhes de muitas coisas em parábolas: «O semeador saiu para semear.
Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho: e vieram as aves e comeram-nas.
Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra: e logo brotaram, porque a terra era pouco profunda;
mas, logo que o sol se ergueu, foram queimadas e, como não tinham raízes, secaram.
Outras caíram entre espinhos: e os espinhos cresceram e sufocaram-nas.
Outras caíram em terra boa e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; e outras, trinta.
Aquele que tiver ouvidos, oiça!»
Aproximando-se de Jesus, os discípulos disseram-lhe: «Porque lhes falas em parábolas?»
Respondendo, disse-lhes: «A vós é dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não lhes é dado.
Pois, àquele que tem, ser-lhe-á dado e terá em abundância; mas àquele que não tem, mesmo o que tem lhe será tirado.
É por isso que lhes falo em parábolas: pois vêem, sem ver, e ouvem, sem ouvir nem compreender.
Cumpre-se neles a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis; e, vendo, vereis, mas não percebereis.
Porque o coração deste povo tornou se-duro, e duros também os seus ouvidos; fecharam os olhos, não fossem ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, compreender com o coração, e converter-se, para Eu os curar.
Quanto a vós, ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
Em verdade vos digo: Muitos profetas e justos desejaram ver o que estais a ver, e não viram, e ouvir o que estais a ouvir, e não ouviram.»
«Escutai, pois, a parábola do semeador.
Quando um homem ouve a palavra do Reino e não compreende, chega o maligno e apodera-se do que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente à beira do caminho.
Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe, de momento, com alegria;
mas não tem raiz em si mesmo, é inconstante: se vier a tribulação ou a perseguição, por causa da palavra, sucumbe logo.
Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra que, por isso, não produz fruto.
E aquele que recebeu a semente em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Jerusalém (313-350), Bispo de Jerusalém e Doutor da Igreja
Catequeses Baptismais, n.º 18, 6; PG 38, 1021
«Ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem»
Arrancada uma árvore, cortada até pela sua base e depois feito o
transplante o salgueiro, por exemplo, ela rebenta e volta a florir; e não
voltará à vida um homem arrancado ao solo? Colhidas as sementes, repousam e
descansam nos celeiros e voltarão a viver depois da primavera; e não
voltará à vida o homem depois de ceifado e lançado aos celeiros da morte?
Cortado e transplantado um ramo ou um rebento de vide, ganha vida e dá
fruto; e não há-de voltar a levantar-se o homem que caiu, para quem tudo
foi criado?
Considerai agora o que se passa à nossa volta. Contemplai o panorama deste
vasto universo: é semeado o trigo ou outro cereal, cai ao chão, apodrece, e
já não serve para moer. Mas renasce desse apodrecimento, e cresce, e
multiplica-se. Foi semeado um só grão e dá vinte, ou trinta, ou mais. Ora,
para quem foi ele criado? Não foi para nosso uso? Não é para si próprias
que as sementes saem do nada. Por isso, aquilo que foi criado para nós
morre e renasce, e nós, para quem este prodígio acontece todas as vezes,
seríamos nós excluídos deste benefício? Como deixaremos então de crer na
ressurreição?
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