sexta-feira, 22 de julho de 2011

Profecia do Dia

Sabado, dia 23 de Julho de 2011
S. Brígida, religiosa, co-padroeira da Europa – festa

Santa Brígida, religiosa, patrona da Europa, +1373



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II : Santa Brígida da Suécia, co-padroeira da Europa

Leituras

Gálatas 2,19-20.


Irmãos: É que eu pela Lei morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo.
Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. E a vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim.


Salmos 34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.10-11.


Em todo o tempo, bendirei o SENHOR;
o seu louvor estará sempre nos meus lábios.
A minha alma gloria se no SENHOR!
Que os humildes saibam e se alegrem.

Enaltecei comigo o SENHOR;
exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o SENHOR e Ele respondeu me,
livrou me de todos os meus temores.

Aqueles que o contemplam ficam radiantes,
não ficarão de semblante abatido.
Quando um pobre invoca o SENHOR,
Ele atende o e liberta o das suas angústias.

O anjo do SENHOR protege os que o temem
e livra-os do perigo.
Saboreai e vede como o SENHOR é bom;
feliz o homem que nele confia!

Temei o SENHOR, vós que lhe estais consagrados,
pois nada falta aos que o temem.
Os ricos empobrecem e passam fome,
mas aos que procuram o SENHOR nenhum bem há-de faltar.



João 15,1-8.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou a videira verdadeira e o meu Pai é o agricultor.
Ele corta todo o ramo que não dá fruto em mim e poda o que dá fruto, para que dê mais fruto ainda.
Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado.
Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em mim.
Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer.
Se alguém não permanece em mim, é lançado fora, como um ramo, e seca. Esses são apanhados e lançados ao fogo, e ardem.
Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e assim vos acontecerá.
Nisto se manifesta a glória do meu Pai: em que deis muito fruto e vos comporteis como meus discípulos.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Beato João Paulo II
Carta Apostólica «Spes aedificandi» §§ 10-11, 01/10/99  (trad. © Libreria Editrice Vaticana)

Santa Brígida da Suécia, co-padroeira da Europa

Para edificar a nova Europa sobre bases sólidas, não é decerto suficiente
apelar apenas aos interesses económicos, que se em certas ocasiões unem,
noutras, em contrapartida, dividem; antes, é necessário incidir sobre os
valores autênticos, que têm o seu fundamento na lei moral universal,
inscrita no coração de cada homem. Uma Europa que confundisse o valor da
tolerância e do respeito universal com o indiferentismo ético e o
cepticismo acerca dos valores irrenunciáveis abrir-se-ia às mais arriscadas
aventuras e, mais cedo ou mais tarde, veria reaparecer sob novas formas os
espectros mais tremendos da sua história.


Para evitar esta ameaça, torna-se mais uma vez vital o papel do
cristianismo, que está a indicar de forma infatigável o horizonte ideal. À
luz dos inúmeros pontos de encontro com as outras religiões, que o Concílio
Vaticano II prospectou (cf. Decreto «Nostra aetate»), é necessário
ressaltar com vigor que a abertura ao Transcendente é uma dimensão vital
para a existência. É essencial, portanto, um renovado compromisso de
testemunho por parte de todos os cristãos, presentes nas várias nações do
continente. A eles cabe alimentar a esperança da plena salvação com o
anúncio do Evangelho que lhes compete isto é, da «Boa Nova» com a qual Deus
Se encontrou connosco, e em Seu Filho Jesus Cristo nos ofereceu a redenção
e a plenitude da vida divina. Graças ao Espírito que nos foi dado, podemos
elevar a Deus o nosso olhar e invocá-lo com o doce nome de "Abba", Pai (cf.
Rm 8, 15; Gl 4, 6).


Ao favorecer uma renovada devoção eu quis, com este anúncio de esperança,
valorizar em perspectiva «europeia» estas três grandes figuras de mulher,
que em várias épocas deram tão significativa contribuição para o
crescimento não só da Igreja, mas da mesma sociedade.




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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Profecia do Dia

Sexta-feira, dia 22 de Julho de 2011
Sta. Maria Madalena, discípula – Memória Obrigatória

Santa Maria Madalena, penitente



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gregório Palamas : «Vai ter com os meus irmãos»

Leituras

Cânt. dos Cânt. 3,1-4a.


Eis o que diz a esposa: «No meu leito, toda a noite, procurei aquele que o meu coração ama; procurei-o e não o encontrei.
Vou levantar-me e dar voltas pela cidade: pelas praças e pelas ruas, procurarei aquele que o meu coração ama. Procurei-o e não o encontrei.
Encontraram-me os guardas que fazem ronda pela cidade: «Vistes aquele que o meu coração ama?»
Mal me apartei deles, logo encontrei aquele que o meu coração ama. Abracei-o e não o largarei até fazê-lo entrar na casa de minha mãe, no quarto daquela que me gerou.


Salmos 63(62),2.3-4.5-6.8-9.


Ó Deus, Tu és o meu Deus: Desde a aurora Vos procuro
A minha alma tem sede de Ti;
todo o meu ser anela por ti,
como terra árida, sequiosa, sem água.

Quero contemplar-te no santuário,
para ver o teu poder e a tua glória.
O teu amor vale mais do que a vida;
por isso, os meus lábios Te hão de louvar.

Quero bendizer-Tte toda a minha vida
e em teu louvor levantar as minhas mãos.
A minha alma será saciada com deliciosos manjares,
com vozes de júbilo Te louvarei.

Porque Tu és o meu auxílio,
e à sombra das Tuas asas eu exulto.
A minha alma está unida a Ti,
a tua mão direita me sustenta.



João 20,1-2.11-18.


No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava.
Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.»
Maria estava junto ao túmulo, da parte de fora, a chorar. Sem parar de chorar, debruçou-se para dentro do túmulo,
e contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés.
Perguntaram-lhe: «Mulher, porque choras?» E ela respondeu: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.»
Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não se dava conta que era Ele.
E Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? Quem procuras?» Ela, pensando que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu que o tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.»
Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» que quer dizer: «Mestre!»
Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: 'Subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus.'»
Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Gregório Palamas (1296-1359), monge, bispo e teólogo
Homilia 20: PG 151, 266.271

«Vai ter com os meus irmãos»

Entre as que trouxeram perfumes ao túmulo de Cristo, Maria Madalena é a
única de cuja memória celebramos. Cristo tinha expulsado dela sete
espíritos (Lc 8,2), para dar lugar às sete operações da graça do Espírito.
A sua perseverança em ficar perto do túmulo valeu-lhe a visão dos anjos e a
conversa com eles; depois, após ter visto o Senhor, tornou-se Sua apóstola
junto dos apóstolos. Instruída e plenamente assegurada pela boca de Deus,
vai anunciar-lhes que viu o Senhor e repetir-lhes o que Ele lhe disse.


Consideremos, meus irmãos, quanto Maria Madalena cedia em dignidade a
Pedro, o chefe dos Apóstolos, a João, o teólogo bem-amado por Cristo, e
quanto ela foi, no entanto, mais favorecida que eles. Eles, quando
acorreram ao sepulcro, apenas viram as ligaduras e o sudário; mas ela, que
permanecera com firme perseverança até ao fim à porta do túmulo, viu, antes
dos apóstolos, não só os anjos, mas o próprio Senhor dos Anjos,
ressuscitado na carne. Ela ouviu a Sua voz e assim Deus, pela Sua própria
palavra, a pôs ao Seu serviço.




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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 21 de Julho de 2011
Quinta-feira da 16ª semana do Tempo Comum

S. Lourenço de Brindisi (Brindes), religioso, Doutor da Igreja, +1619



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Jean Tauler : «Ditosos os vossos olhos, porque vêem»

Leituras

Ex. 19,1-2.9-11.16-20b.


Na terceira Lua-nova depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egipto, naquele mesmo dia, chegaram ao deserto do Sinai.
Partiram de Refidim e chegaram ao deserto do Sinai e acamparam no deserto. Israel acampou lá, diante da montanha.
O Senhor disse a Moisés: «Eis que Eu venho ter contigo no coração da nuvem, para que o povo oiça quando Eu falar contigo e também acredite em ti para sempre.» E Moisés transmitiu ao Senhor as palavras do povo.
O Senhor disse a Moisés: «Vai ter com o povo, e fá-los santificar hoje e amanhã; que eles lavem as suas roupas.
Que estejam prontos para o terceiro dia, porque no terceiro dia o Senhor descerá aos olhos de todo o povo sobre a montanha do Sinai.
E eis que, no terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões e relâmpagos e uma nuvem pesada sobre a montanha, e um som muito forte de trombeta, e todo o povo que estava no acampamento tremia.
Moisés fez sair o povo do acampamento ao encontro de Deus, e colocaram-se no sopé da montanha.
A montanha do Sinai estava toda coberta de fumo, porque o Senhor tinha descido sobre ela no fogo; e o seu fumo subia como o fumo de um forno, e toda a montanha tremia muito.
O som da trombeta era cada vez mais forte. Moisés falava, e Deus respondia-lhe no trovão.
O Senhor desceu sobre a montanha do Sinai, no cimo da montanha. O Senhor chamou Moisés ao cimo da montanha, e Moisés subiu.


Dan. 3,52.53.54.55.56.


«Bendito sejas, Senhor, Deus de nossos pais:
digno de louvor e glória eternamente!  
Bendito seja o teu nome santo e glorioso:
dgno de supremo louvor e exaltação eternamente!  
Bendito sejas no templo da tua santa glória:
digno de supremo louvor e glória eternamente!  
Bendito sejas no teu trono real:
digno de supremo louvor e exaltação eternamente!  
Bendito sejas por penetrares os abismos,
sentado sobre os querubins:
digno de supremo louvor e exaltação eternamente!

Bendito sejas no firmamento dos céus:
digno de supremo louvor e glória eternamente!


Mateus 13,10-17.


Naquele tempo, aproximando-se de Jesus, os discípulos disseram-Lhe: «Porque lhes falas em parábolas?»
Respondendo, disse-lhes: «A vós é dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não lhes é dado.
Pois, àquele que tem, ser-lhe-á dado e terá em abundância; mas àquele que não tem, mesmo o que tem lhe será tirado.
É por isso que lhes falo em parábolas: pois vêem, sem ver, e ouvem, sem ouvir nem compreender.
Cumpre-se neles a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis; e, vendo, vereis, mas não percebereis.
Porque o coração deste povo tornou se-duro, e duros também os seus ouvidos; fecharam os olhos, não fossem ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, compreender com o coração, e converter-se, para Eu os curar.
Quanto a vós, ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
Em verdade vos digo: Muitos profetas e justos desejaram ver o que estais a ver, e não viram, e ouvir o que estais a ouvir, e não ouviram.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano de Estrasburgo
Sermão 53, § 4-5, 8

«Ditosos os vossos olhos, porque vêem»

Disse Nosso Senhor: «muitos profetas e reis quiseram ver o que vedes e não
o viram» (Lc 10,24). Por profetas entenda-se os grandes espíritos subtis e
dados ao raciocínio que se apegam às subtilezas da razão natural e delas
têm vaidade. Uns olhos assim não são ditosos. Por reis entenda-se os que
são da mesma natureza dos mestres, de energia forte e poderosa, mestres de
si próprios, das suas palavras, das suas obras e do seu idioma, e fazem
tudo o que querem com jejuns, vigílias e novenas, fazendo disso grande
alarde, como se de algo extraordinário se tratasse, mas desprezam os
outros. Também não são esses olhos que são ditosos.


Todas estas pessoas quiseram ver e não viram. Quiseram ver, mas apegaram-se
à vontade própria [...], uma vontade que encobre os olhos da alma como uma
película ou uma membrana encobre os olhos do corpo, impedindo-os de ver
[...]. Quanto mais permanecerdes na vontade própria, mais privados sereis
de ver com o olhar interior, uma vez que a verdadeira felicidade advém do
abandono verdadeiro, que é o afastamento da vontade própria. Tudo isso
nasce do fundo da humildade [...]. Quanto mais pequenos e humildes fordes,
menos vontade própria tereis [...].


Quando tudo está em paz, a alma vê a sua própria essência e todas as suas
faculdades; reconhece-se como imagem racional d'Aquele de Quem saiu, e os
olhos [...] que fixam aí o seu olhar podem perfeitamente ser tidos por
ditosos por causa do que vêem. E então sim, é a maravilha das maravilhas
que se descobre, o que há de mais puro, de mais certo, aquilo que menos
poderá ser-vos tirado (Lc 10,42) [...]. Possamos nós seguir neste caminho e
ver de tal modo que os nossos olhos sejam ditosos. Assim Deus nos ajude!




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