terça-feira, 26 de julho de 2011

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 27 de Julho de 2011
Quarta-feira da 17ª semana do Tempo Comum

Santa Natália e companheiros, mártires, +852,  Beata Maria Madalena Martinengo, abadessa, +1736,  Beato Tito Brandsma, presbítero, mártir, +1942,  S. Pantaleão, mártir, séc. III,  S. Celestino I, +432



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresinha do Menino Jesus : Um tesouro escondido

Leituras

Ex. 34,29-35.


Quando Moisés descia do monte Sinai, trazendo na mão as duas tábuas do testemunho não sabia, enquanto descia o monte, que a pele do seu rosto resplandecia, depois de ter falado com Deus.
Quando Aarão e todos os filhos de Israel o viram, notaram que a pele do seu rosto se tornara resplandecente e não se atreveram a aproximar-se dele.
Moisés, porém, chamou-os; Aarão e todos os chefes da assembleia foram ter com ele, e ele falou-lhes.
Em seguida, aproximaram-se todos os filhos de Israel, aos quais transmitiu todas as ordens que tinha recebido do Senhor, no monte Sinai.
Depois de ter acabado de falar com eles, Moisés cobriu o rosto com um véu.
Ao entrar para estar na presença do Senhor e falar com Ele, Moisés retirava o véu até sair. Então, depois de sair, comunicava aos filhos de Israel as ordens recebidas.
Os filhos de Israel viam resplandecer a face de Moisés que, em seguida, tornava a colocar o véu sobre o rosto, até entrar novamente para falar com Deus.


Salmos 99(98),5.6.7.9.


Louvai o SENHOR, nosso Deus,  
prostrai-vos a seus pés:
Ele é santo!
Moisés e Aarão estão entre os seus sacerdotes,  
e Samuel, entre os que invocam o seu nome.  
Invocavam o SENHOR e Ele atendia-os.  

Deus falava-lhes da coluna de nuvens;  
eles guardavam os seus preceitos  
e a lei que lhes tinha dado.  
Louvai o SENHOR, nosso Deus,
prostrai-vos diante do seu monte santo,
pois o SENHOR, nosso Deus, é santo!



Mateus 13,44-46.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:«O Reino do Céu é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem encontra. Volta a escondê-lo e, cheio de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra o campo.
O Reino do Céu é também semelhante a um negociante que busca boas pérolas.
Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Carta 145

Um tesouro escondido

A esposa [do Cântico] dos Cânticos diz [...] que se levantou do leito para
procurar o seu Bem-Amado na cidade, mas em vão; depois de ter saído da
cidade, encontrou Aquele que o seu coração amava (cf. Ct 3, 1-4). Jesus não
quer que encontremos a Sua adorável presença no repouso: Ele esconde-Se.
[...] Oh! Que melodia para o meu coração é esse silêncio de Jesus. Ele
faz-Se pobre para que possamos usar de caridade para com Ele; estende-nos a
mão como um mendigo para que, no dia radioso do julgamento, quando Ele
aparecer na Sua glória, possamos escutar as Suas doces palavras: «Vinde,
benditos de Meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado
desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer, tive sede
e destes-Me de beber, era peregrino e recolhestes-Me, estava nu e destes-Me
de vestir, adoeci e visitastes-Me, estive na prisão e fostes ter coMigo»
(Mt 25, 34-36). Foi o próprio Jesus que pronunciou estas palavras, é Ele
que quer o nosso amor, que o mendiga. Põe-Se, por assim dizer, à nossa
mercê, não quer tomar nada sem Lho demos. [...]


Jesus é um tesouro escondido, um bem inestimável que poucas almas sabem
encontrar, porque Ele está escondido e o mundo ama aquilo que brilha. Ah!
Se Jesus Se tivesse querido mostrar a todas as almas com os Seus dons
inefáveis, de certeza que não haveria nenhuma que O desdenhasse; mas Ele
não quer que O amemos pelos Seus dons: Ele próprio é que deve ser a nossa
recompensa.


Para encontrarmos uma coisa escondida, temos de nos esconder; a nossa vida
deve, portanto, ser um mistério; é preciso assemelharmo-nos a Jesus, a
Jesus diante de Quem se tapa o rosto (cf. Is 53,3). [...] Jesus ama-te com
um amor tão grande que, se o visses, entrarias num êxtase de felicidade
[...], mas não o vês e sofres com isso. Muito em breve Jesus «Se levantará
para o julgamento, para salvar os humildes da terra» [Sl 76 (75),10].




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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Profecia do Dia

Terça-feira, dia 26 de Julho de 2011
Terça-feira da 17ª semana do Tempo Comum

Santos Joaquim e Ana, pais de Nossa Senhora



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Catecismo da Igreja Católica : «Então os justos resplandecerão no Reino de seu Pai»

Leituras

Ex. 33,7-11.34,5b-9.28.


Naqueles dias, Moisés pegou na tenda e foi colocá-la a certa distância do acampamento. Deu-lhe o nome de tenda da reunião. E todos aqueles que desejavam consultar o Senhor iam à tenda da reunião, fora do acampamento.
Quando Moisés se dirigia para a tenda, todo o povo se levantava, permanecendo cada um à entrada da própria tenda, para o seguir com os olhos, até Moisés entrar na tenda.
Logo que Moisés entrava na tenda, a coluna de nuvem descia e mantinha-se à entrada, e o Senhor falava com Moisés.
E, ao ver a coluna de nuvem que permanecia à entrada da tenda, todo o povo se levantava e se prostrava, cada um à entrada da sua tenda.
O Senhor falava com Moisés, frente a frente, como um homem fala com o seu amigo. Moisés voltava, em seguida, para o acampamento; mas Josué, filho de Nun, o seu servidor, homem ainda novo, não se afastava do interior da tenda.
O Senhor desceu na nuvem e, passando junto dele, pronunciou o nome do Senhor.
O Senhor passou em frente dele e exclamou: «Senhor! Senhor! Deus misericordioso e clemente, vagaroso na ira, cheio de bondade e de fidelidade,
que mantém a sua graça até à milésima geração, que perdoa a iniquidade, a rebeldia e o pecado, mas não declara inocente o culpado e pune o crime dos pais nos filhos, e nos filhos dos seus filhos até à terceira e à quarta geração.»
Moisés curvou-se imediatamente até ao chão e prostrou-se em adoração,
dizendo: «Se, entretanto, alcancei graça aos teus olhos, ó Senhor, vem, por favor, caminhar no meio de nós, pois este é um povo de cerviz dura. Mas perdoa-nos as nossas iniquidades e os nossos pecados e aceita-nos como propriedade tua.»
Moisés permaneceu junto do Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. E escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos.


Salmos 103(102),6-7.8-9.10-11.12-13.


O Senhor faz justiça   
e defende o direito de todos os oprimidos.  
Revelou a Moisés os seus caminhos  
e aos filhos de Israel os seus prodígios.  

O Senhor é clemente e compassivo,   
paciente e cheio de de bondade.   
Não está sempre a repreender-nos,
nem a sua ira dura para sempre.  

Não nos tratou segundo os nossos pecados,   
nem nos castigou segundo as nossas culpas.   
Como é grande a distância dos céus à terra,
assim são grandes os seus favores para os que o temem.  



Mateus 13,36-43.


Naquele tempo, afastando-se das multidões, Jesus foi para casa. E os seus discípulos, aproximando-se dele, disseram-lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo.»
Ele, respondendo, disse-lhes: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem;
o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos do maligno;
o inimigo que a semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os anjos.
Assim, pois, como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo:
o Filho do Homem enviará os seus anjos, que hão-de tirar do seu Reino todos os escandalosos e todos quantos praticam a iniquidade,
e lançá-los na fornalha ardente; ali haverá choro e ranger de dentes.
Então os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, oiça!»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Catecismo da Igreja Católica
§§760-769

«Então os justos resplandecerão no Reino de seu Pai»

«O mundo foi criado em ordem à Igreja», diziam os cristãos dos primeiros
tempos (Hermas). Deus criou o mundo em ordem à comunhão na Sua vida divina,
comunhão que se realiza pela «convocação» dos homens em Cristo, e esta
«convocação» é a Igreja. A Igreja é o fim de todas as coisas. Até as
próprias vicissitudes dolorosas, como a queda dos anjos e o pecado do
homem, não foram permitidos por Deus senão como ocasião e meio de pôr em
acção toda a força do Seu braço, toda a medida do amor que queria dar ao
mundo: «Assim como a vontade de Deus é um acto e se chama mundo, do mesmo
modo a Sua intenção é a salvação dos homens e chama-se Igreja» (Clemente de
Alexandria).


A convocação do povo de Deus começa no instante em que o pecado destrói a
comunhão dos homens com Deus e entre si; a reunião da Igreja é, por assim
dizer, a reacção de Deus ao caos provocado pelo pecado. Esta reunificação
realiza-se secretamente no seio de todos os povos: «E qualquer nação, quem
O teme e pratica a justiça, é aceite por Ele» (Act 10,35). A preparação
remota da reunião do povo de Deus começa com a convocação de Abraão, a quem
Deus promete que há-de vir a ser o pai de um grande povo (Gn 12,2). A
preparação imediata começa com a eleição de Israel como Povo de Deus (Ex
19,5); pela sua eleição, Israel deve ser o sinal da reunião futura de todas
as nações (Is 2,2).


Pertence ao filho realizar, na plenitude dos tempos, o plano de salvação de
Seu Pai; tal é o motivo da Sua «missão». [...] Cristo inaugurou na Terra o
Reino dos Céus; a Igreja «é o Reino de Cristo já presente em mistério»
(Vaticano II, LG 3). [...] «A Igreja [...] só na glória celeste alcançará a
sua realização acabada» (LG 48), quando do regresso glorioso de Cristo.
[...] Ela suspira pelo advento do Reino em plenitude. A consumação da
Igreja – e, através dela, do mundo – na glória não se fará sem grandes
provações. Só então é que «todos os justos, depois de Adão, 'desde o justo
Abel até ao último eleito', se reunirão em Igreja universal junto do Pai»
(LG 2).




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domingo, 24 de julho de 2011

Profecia do Dia

Segunda-feira, dia 25 de Julho de 2011
S. Tiago, apóstolo – festa

S. Tiago Maior, apóstolo, mártir,  S. Cristóvão, mártir, séc. III



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : Beber do Seu cálice para se sentar à Sua direita

Leituras

2 Cor. 4,7-15.


Irmãos: Nós trazemos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que se veja que este extraordinário poder é de Deus e não é nosso.
Em tudo somos atribulados, mas não esmagados; confundidos, mas não desesperados;
perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não aniquilados.
Trazemos sempre no nosso corpo a morte de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifesta no nosso corpo.
Estando ainda vivos, estamos continuamente expostos à morte por causa de Jesus, para que a vida de Jesus seja manifesta também na nossa carne mortal.
Assim, em nós opera a morte, e em vós a vida.
Animados do mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: Acreditei e por isso falei, também nós acreditamos e por isso falamos,
sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, também nos há-de ressuscitar com Jesus, e nos fará comparecer diante dele junto de vós.
E tudo isto faço por vós, para que a graça, multiplicando-se na comunidade, faça aumentar a acção de graças, para a glória de Deus.


Salmos 126(125),1-2ab.2cd-3.4-5.6.


Quando o SENHOR mudou o destino de Sião,
parecia-nos viver um sonho.  
A nossa boca encheu-se de sorrisos
e a nossa língua de canções.  

Dizia-se, então, entre os pagãos:
«O SENHOR fez por eles grandes coisas!»
Sim, o SENHOR fez por nós grandes coisas;
por isso, exultamos de alegria.  

Fazei regressar, Senhor, os nossos cativos,
cono as torrentes do deserto.
Aqueles que semeiam com lágrimas,
vão recolher com alegria.  

À ida vão a chorar,
carregando e lançando as sementes;
no regresso cantam de alegria,
transportando os feixes de espigas.  



Mateus 20,20-28.


Naquele tempo, aproximou-se então de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus filhos, e prostrou-se diante dele para lhe fazer um pedido.
«Que queres?» perguntou-lhe Ele. Ela respondeu: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda, no teu Reino.»
Jesus retorquiu: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?» Eles responderam: «Podemos.»
Jesus replicou-lhes: «Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem reservado.»
Ouvindo isto, os outros dez ficaram indignados com os dois irmãos.
Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder.
Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer se grande, seja o vosso servo; e
quem, no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo.
Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia e posteriormente bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de São Mateus, n.º 65, 2-4; PG 58, 619 (cf. Breviário: 25/07)

Beber do Seu cálice para se sentar à Sua direita

Por intermédio de sua mãe, os filhos de Zebedeu fazem a seu Mestre este
pedido, na presença dos companheiros : «Ordena que nos sentemos um à Tua
direita e o outro à Tua esquerda.» (cf. Mc 10,35 ss). [...] Cristo
apressa-Se a tirá-los das suas ilusões, dizendo-lhes que devem estar
prontos a sofrer injúrias, perseguições e mesmo a morte: «Não sabeis o que
pedis. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber ?» Que ninguém se
espante por ver os apóstolos imersos em tão imperfeitas inclinações. Espera
que o mistério da cruz seja cumprido, que a força do Espírito Santo lhes
tenha sido comunicada. Se queres ver a sua força de alma, observa-os mais
tarde, e vê-los-ás superiores a todas as fragilidades humanas. Cristo não
lhes esconde as fraquezas, para que tu vejas tudo aquilo em que depois se
hão-de tornar, pela força da graça que os há-de transformar [...].


«Não sabeis o que pedis». Não sabeis quão grande é essa honra, quão
prodigiosa é. Ficar sentados à Minha direita? Isso ultrapassa os próprios
poderes angélicos. «Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?»
Falais-me de tronos e de diademas insignificantes; Eu falo-vos de combates
e de sofrimentos. Não é agora que receberei a Minha realeza; não é ainda
chegada a hora da glória. Para Mim e para os Meus, o tempo é de violência,
de combates e de perigos.


Repara que Ele não lhes pergunta directamente: «Tereis coragem para
derramar o vosso sangue ?» Para os encorajar, propõe-lhes que partilhem o
Seu cálice, que vivam em comunhão conSigo [...]. Mais tarde verás São João,
o mesmo que neste momento deseja obter para si o primeiro lugar, ceder
sempre a presidência a São Pedro [...]. Quanto a Tiago, o seu apostolado
não veio a durar muito tempo. Ardente de fervor, desprezando por completo
os interesses meramente humanos, com seu zelo mereceu ser o primeiro mártir
de entre os apóstolos (Act 12,2).




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