Sabado, dia 30 de Julho de 2011
Sábado da 17ª semana do Tempo Comum
Beato Bráulio Maria Corres, Frederico Rúbio e 69 companheiros, mártires da Guerra Civil de Espanha, S. Justino de Jacobis, bispo, +1860, S. Pedro Crisólogo, bispo, Doutor da Igreja, +450
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II : João Baptista, mártir da verdade
Leituras
Levit. 25,1.8-17.
O Senhor falou a Moisés, no monte Sinai, nestes termos:
«Contarás sete semanas de anos, isto é, sete vezes sete anos; de forma que a duração de estas sete semanas de anos corresponderá a quarenta e nove anos.
Depois, farás ressoar fortemente a trombeta, no décimo dia do sétimo mês. No dia do grande Perdão, fareis ressoar o som da trombeta através de toda a vossa terra.
Santificareis o quinquagésimo ano, proclamando na vossa terra a liberdade de todos os que a habitam. Este ano será para vós um Jubileu; cada um de vós voltará à sua propriedade, e à sua família.
O quinquagésimo ano é o ano do Jubileu: não semeareis, não colhereis do que cresce espontaneamente, nem vindimareis as vinhas que não foram podadas.
Porque é o Jubileu, deve ser uma coisa santa para vós e comereis o produto dos campos.
Neste Jubileu, cada um de vós recobrará a sua propriedade.
Quando fizeres uma venda ao teu próximo, ou se comprares alguma coisa, não vos prejudiqueis um ao outro.
Farás essa compra ao próximo, tendo em conta os anos decorridos depois do Jubileu, e ele fará essa venda tendo em conta os anos das colheitas.
Conforme os anos forem mais ou menos numerosos, assim tu pagarás mais ou menos pelo que adquirires, porque é um número de colheitas que ele te vende.
Não vos prejudiqueis uns aos outros. Teme o teu Deus, porque Eu sou o Senhor, vosso Deus.»
Salmos 67(66),2-3.5.7-8.
Deus se compadeça de nós e nos abençoe,
faça brilhar sobre nós a luz do seu rosto.
Sejam conhecidos na terra os teus caminhos
e entre as nações, a tua salvação!
Alegrem se e exultem as nações,
porque julgas os povos com justiça.
e governas as nações sobre a terra.
O campo dá os seus frutos.
Deus, o nosso Deus, nos abençoa.
Que Deus nos abençoe;
e o seu temor chegue aos confins da terra!
Mateus 14,1-12.
Por aquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos de Herodes, o tetrarca,
e ele disse aos seus cortesãos: «Esse homem é João Baptista! Ressuscitou dos mortos e, por isso, se manifestam nele tais poderes miraculosos.»
De facto, Herodes tinha prendido João, algemara-o e metera-o na prisão, por causa de Herodíade, mulher de seu irmão Filipe.
Porque João dizia-lhe: «Não te é lícito possuí-la.»
Quisera mesmo dar-lhe a morte, mas teve medo do povo, que o considerava um profeta.
Ora, quando Herodes festejou o seu aniversário, a filha de Herodíade dançou perante os convidados e agradou a Herodes,
pelo que ele se comprometeu, sob juramento, a dar lhe o que ela lhe pedisse.
Induzida pela mãe, respondeu: «Dá-me, aqui num prato, a cabeça de João Baptista.»
O rei ficou triste, mas, devido ao juramento e aos convidados, ordenou que lha trouxessem
e mandou decapitar João Baptista na prisão.
Trouxeram, num prato, a cabeça de João e deram-na à jovem, que a levou à sua mãe.
Os discípulos de João vieram buscar o corpo e sepultaram-no; depois, foram dar a notícia a Jesus.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II
Carta apostólica «Tertio Millenio adveniente», 37
João Baptista, mártir da verdade
Beato João Paulo II
Carta apostólica «Tertio Millenio adveniente», 37
João Baptista, mártir da verdade
A Igreja do primeiro milénio nasceu do sangue dos mártires: «sanguis
martyrum semen christianorum» (sangue de mártires, semente de cristãos).
Os acontecimentos históricos [...] nunca teriam podido garantir um
desenvolvimento da Igreja como o que se verificou no primeiro milénio, se
não tivesse havido aquela sementeira de mártires e aquele património de
santidade que caracterizaram as primeiras gerações cristãs. No final do
segundo milénio, a Igreja tornou-se novamente Igreja de mártires. As
perseguições contra os crentes sacerdotes, religiosos e leigos
realizaram uma grande sementeira de mártires em várias partes do mundo. O
seu testemunho, dado por Cristo até ao derramamento do sangue, tornou-se
património comum de católicos, ortodoxos, anglicanos e protestantes, como
ressaltava já Paulo VI. [...] É um testemunho que não se pode esquecer.
No nosso século, voltaram os mártires, muitas vezes desconhecidos, como que
«soldados desconhecidos» da grande causa de Deus. Tanto quanto seja
possível, não se devem deixar perder na Igreja os seus testemunhos. [...]
Impõe-se que as Igrejas locais tudo façam para não deixar perecer a memória
daqueles que sofreram o martírio, recolhendo a necessária documentação.
Isso não poderá deixar de ter uma dimensão e uma eloquência ecuménica. O
ecumenismo dos santos, dos mártires, é talvez o mais persuasivo. A
«communio sanctorum», a comunhão dos santos, fala com voz mais alta que os
factores de divisão. [...] A maior homenagem que todas as Igrejas prestarão
a Cristo no limiar do terceiro milénio será a demonstração da presença
omnipotente do Redentor, mediante os frutos de fé, esperança e caridade em
homens e mulheres de tantas línguas e raças, que seguiram Cristo nas várias
formas da vocação cristã.
Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Profecia do Dia
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 29 de Julho de 2011
S. Marta Memória Obrigatória
Santa Marta, amiga de Jesus, Santos Maria e Lázaro, hospedeiros do Senhor
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato John Henry Newman : Marta respondeu-Lhe: «Sim, ó Senhor; eu creio»
Leituras
1 João 4,7-16.
Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus; e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus.
Aquele que não ama não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor.
E o amor de Deus manifestou-se desta forma no meio de nós: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que, por Ele, tenhamos a vida.
É nisto que está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.
Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.
A Deus nunca ninguém o viu; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor chegou à perfeição em nós.
Damos conta de que permanecemos nele, e Ele em nós, por nos ter feito participar do seu Espírito.
Nós o contemplámos e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo.
Quem confessar que Jesus Cristo é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.
Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele.
Salmos 34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.10-11.
Em todo o tempo, bendirei o SENHOR;
o seu louvor estará sempre nos meus lábios.
A minha alma gloria se no SENHOR!
Que os humildes saibam e se alegrem.
Enaltecei comigo o SENHOR;
exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o SENHOR e Ele respondeu me,
livrou me de todos os meus temores.
Aqueles que o contemplam ficam radiantes,
não ficarão de semblante abatido.
Quando um pobre invoca o SENHOR,
Ele atende o e liberta o das suas angústias.
O anjo do SENHOR protege os que o temem
e livra-os do perigo.
Saboreai e vede como o SENHOR é bom;
feliz o homem que nele confia!
Temei o SENHOR, vós que lhe estais consagrados,
pois nada falta aos que o temem.
Os ricos empobrecem e passam fome,
mas aos que procuram o SENHOR nenhum bem há-de faltar.
João 11,19-27.
Naquele tempo, muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria para lhes darem os pêsames pelo seu irmão.
Logo que Marta ouviu dizer que Jesus estava a chegar, saiu a recebê-lo, enquanto Maria ficou sentada em casa.
Marta disse, então, a Jesus: «Senhor, se Tu cá estivesses, o meu irmão não teria morrido.
Mas, ainda agora, eu sei que tudo o que pedires a Deus, Ele to concederá.»
Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará.»
Marta respondeu-lhe: «Eu sei que ele há-de ressuscitar na ressurreição do último dia.»
Disse-lhe Jesus: «Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, mesmo que tenha morrido, viverá.
E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre. Crês nisto?»
Ela respondeu-lhe: «Sim, ó Senhor; eu creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato John Henry Newman (1801-1890), teólogo, fundador do Oratório em Inglaterra
Sermão «The Tears of Christ at the Grave of Lazarus»
Marta respondeu-Lhe: «Sim, ó Senhor; eu creio»
Cristo veio ressuscitar Lázaro, mas o impacto desse milagre tornou-se a
causa imediata da Sua prisão e crucifixão (cf. Jo 11,46ss.). [...] Ele bem
sentia que Lázaro voltava à vida pelo preço do Seu próprio sacrifício;
sentia-Se descer ao túmulo de onde tinha de tirar o amigo; sentia que
Lázaro tinha de viver e que Ele próprio tinha de morrer. As aparências
inverter-se-iam: haveria um festim em casa de Marta (cf. Jo 12,1ss.), mas a
última Páscoa de tristeza caber-Lhe-ia a Ele. E Jesus sabia que aceitava
totalmente essa inversão: Ele tinha vindo do seio de Seu Pai para resgatar
com o Seu sangue todo o pecado dos homens e assim fazer sair do túmulo
todos os crentes, como fez com Seu amigo Lázaro ─ fazê-los voltar à
vida, não durante algum tempo, mas para sempre. [...]
Face à amplitude do que pretendia fazer nesse acto de misericórdia único,
Jesus disse a Marta: «Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em Mim,
mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em Mim não
morrerá para sempre.» Façamos nossas estas palavras de consolo, quer face à
nossa própria morte, quer face à dos nossos amigos: onde houver fé em
Cristo, aí estará Ele em pessoa. «Crês nisto?», perguntou Ele a Marta.
Quando um coração pode responder como Marta: «Sim, creio», nele Cristo
torna-se misericordiosamente presente. Ainda que invisível, Ele está lá,
mesmo junto de um leito de morte ou de um túmulo, sejamos nós que
agonizamos ou sejam os nossos entes queridos. Que o Seu nome seja bendito!
Nada nos pode tirar essa consolação. Pela Sua graça, temos tanta certeza de
que Ele está lá com todo o Seu amor como se O víssemos. Depois da nossa
experiência do que aconteceu a Lázaro, não duvidaremos um instante sequer
de que Ele está cheio de atenções para connosco e de que está ao nosso
lado.
Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Profecia do Dia
Quinta-feira, dia 28 de Julho de 2011
Quinta-feira da 17ª semana do Tempo Comum
S. Vítor I, papa, +199, Santo Inocêncio I, papa, +417, Beata Maria Teresa Kowalska, virgem e mártir, +1941
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Catarina de Sena : «Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem se nega a crer no Filho não verá a vida» (Jo 3,36)
Leituras
Ex. 40,16-21.34-38.
Naqueles dias, Moisés obedeceu; fez tudo quanto o Senhor lhe ordenara.
No primeiro dia do primeiro mês do segundo ano, foi erigido o santuário.
Moisés erigiu o santuário: assentou as bases, as pranchas, as travessas e ergueu as colunas;
estendeu a tenda sobre o santuário e, por cima, a cobertura da tenda, como o Senhor lhe tinha ordenado.
Tomou o testemunho e depositou-o na Arca; meteu os varais na Arca, sobre a qual colocou o propiciatório.
Transportou a Arca para o santuário, fixando o véu de protecção, para vedar o acesso à Arca do testemunho, como o Senhor lhe tinha ordenado.
Então, a nuvem cobriu a tenda da reunião, e a majestade do Senhor encheu o santuário.
Moisés já não pôde entrar na tenda da reunião, porque a nuvem pairava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o santuário.
Quando a nuvem se retirava de cima do santuário, os filhos de Israel partiam de viagem,
e quando a nuvem não se retirava, não partiam, até ao instante em que ela se elevava.
Porque uma nuvem do Senhor cobria o santuário durante o dia, e um fogo brilhava ali durante a noite, aos olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas caminhadas.
Salmos 84(83),3.4.5-6a.8a.11.
A minha alma suspira
pelos átrios do SENHOR;
o meu coração e a minha carne
cantam de alegria ao Deus vivo!
Até os pássaros encontram abrigo
e as andorinhas um ninho, para os seus filhos,
junto dos teus altares, SENHOR do universo,
meu rei e meu Deus.
Felizes os que habitam na tua casa
e te louvam sem cessar.
Felizes os que em ti encontram a sua força,
e os que desejam peregrinar até ao monte Sião.
.
Um dia em teus átrios
vale por mil;
antes quero ficar no limiar da casa do meu Deus,
do que habitar nas tendas dos maus.
Mateus 13,47-53.
Naquele tempo, dise Jesus à multidão: «O Reino do Céu é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes.
Logo que ela se enche, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e escolhem os bons para as canastras, e os ruins, deitam-nos fora.
Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos,
para os lançarem na fornalha ardente: ali haverá choro e ranger de dentes.»
«Compreendestes tudo isto?» «Sim» responderam eles.
Jesus disse-lhes, então: «Por isso, todo o doutor da Lei instruído acerca do Reino do Céu é semelhante a um pai de família, que tira coisas novas e velhas do seu tesouro.»
Depois de terminar estas parábolas, Jesus partiu dali.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Catarina de Sena (1347-1380), Terceira Dominicana, Doutora da Igreja, co-Padroeira da Europa
Diálogo, cap. 39
«Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem se nega a crer no Filho não verá a vida» (Jo 3,36)
[Santa Catarina de Sena ouviu Deus dizer:] No dia do juízo final, quando o
Verbo, Meu Filho, revestido da Minha majestade, vier julgar o mundo com o
Seu poder divino, não virá como aquele pobre miserável que era quando
nasceu do seio da Virgem, num estábulo, no meio dos animais, ou como morreu
entre dois ladrões. Nessa altura o Meu poder estava escondido n'Ele; como
homem, deixei-O sofrer penas e tormentos. Não é que a Minha natureza divina
estivesse separada da natureza humana, mas deixei-O sofrer como homem para
expiar os vossos pecados. Não, não é assim que Ele virá no momento supremo:
Ele virá com todo o Seu poder e todo o esplendor da Sua própria pessoa.
[...]
Aos justos, inspirará um temor respeitoso e, ao mesmo tempo, um grande
júbilo. Não é que a Sua face mude: a Sua face é imutável, em virtude da
natureza divina, porque Ele é um coMigo; e, em virtude da natureza humana,
a Sua face é igualmente imutável, uma vez que assumiu a glória da
ressurreição. Ele parecerá terrível aos olhos dos condenados, porque os
pecadores vê-Lo-ão com o olhar de medo e perturbação que têm dentro de si
próprios.
Não é isso que se passa com a visão doente? No sol brilhante vê apenas
trevas, enquanto o olho são vê nele a luz. Não é que a luz tenha algum
defeito; não é o sol que muda. O defeito está no olho do cego. É assim que
os condenados verão o Meu Filho: entre trevas, ódio e confusão. Será por
culpa da sua própria enfermidade e não por causa da Minha majestade divina,
com a qual o Meu Filho aparecerá para julgar o mundo.
Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org