Sexta-feira, dia 05 de Agosto de 2011
Sexta-feira da 18ª semana do Tempo Comum
Dedicação da Basílica de Santa Maria MaiorNossa Senhora de África
Beato Guilherme Horn, monge cartuxo, mártir, +1540, Santo Osvaldo, rei, +642
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura : «Se alguém quiser vir Comigo [...] tome a sua cruz e siga-Me»
Leituras
Deut. 4,32-40.
Moisé falou ao seu povo dizendo: «Na verdade, interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra. Pergunta se jamais houve, de uma extremidade à outra do céu, coisa tão extraordinária como esta, ou se jamais se ouviu coisa semelhante.
Sabes, porventura, de algum povo que tenha ouvido a voz de Deus falando do meio do fogo, como tu ouviste, e tenha continuado a viver?
Algum experimentou Deus a escolher para si um povo dentre outros povos, por meio de milagres, sinais e prodígios, combatendo com mão forte e braço estendido, com terríveis portentos, conforme tudo o que fez por vós o Senhor, vosso Deus, no Egipto, diante dos teus olhos?
Tu viste e ficaste a conhecer que Ele, o Senhor, é Deus e que não há outro além dele.
Do céu, fez-te ouvir a sua voz para te instruir; sobre a terra, mostrou-te a grandeza do seu fogo, e tu ouviste as palavras vindas do meio do fogo.
E, porque amou os teus antepassados e escolheu a sua descendência depois deles, tirou-te do Egipto com a força do seu grande poder:
desalojou, à tua frente, povos mais numerosos e mais fortes do que tu para te introduzir nas suas terras e dar-tas em herança, como acontece hoje.
Reconhece, agora, e medita no teu coração, que só o Senhor é Deus, tanto no alto do céu como em baixo, sobre a terra, e que não há outro.
Cumprirás, pois, as suas leis e os seus mandamentos, que eu hoje te prescrevo, para seres feliz, tu e os teus filhos depois de ti, e para que se prolongue a tua existência sobre a terra que o Senhor, teu Deus, te dará para sempre».
Salmos 77(76),12-13.14-15.16.21.
Tenho na memória os teus feitos, SENHOR,
lembro me das tuas maravilhas de outrora.
Penso em todas as tuas obras,
medito nos teus prodígios.
Ó Deus, os teus caminhos são santos.
Que Deus haverá tão grande como Tu?
Tu és o Deus que realiza maravilhas,
manifestaste entre as nações o teu poder.
Com a força do teu braço resgataste o teu povo,
os descendentes de Jacob e de José.
Conduziste o teu povo como um rebanho,
pela mão de Moisés e de Aarão.
Mateus 16,24-28.
naquele tempo, Jesus disse, então, aos discípulos: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la.
Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que poderá dar o homem em troca da sua vida?
Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme o seu procedimento.
Em verdade vos digo: alguns dos que estão aqui presentes não hão-de experimentar a morte, antes de terem visto chegar o Filho do Homem com o seu Reino.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura (1221-1274), franciscano, Doutor da Igreja
Vida de S. Francisco, Legenda Major, cap. 13
«Se alguém quiser vir Comigo [...] tome a sua cruz e siga-Me»
Dois anos antes da sua morte, Francisco percebeu que depois de ter imitado
a Cristo durante a vida, devia agora também imitá-Lo na Sua Paixão. Isto em
nada o assustou, tanto mais que, transportado para Deus pelos desejos dum
arrebatamento absolutamente seráfico e transformado pela compaixão n'Aquele
que, «pelo amor imenso» (Ef 2,4), quis ser crucificado, enquanto rezava
numa certa manhã na encosta da serra que se chama Monte Alverne, por
alturas da Festa da Exaltação da Santa Cruz, viu descer do céu um serafim
com seis asas resplandecentes como lume. De uma assentada chegou perto do
homem de Deus, e uma pessoa apareceu então por entre as suas asas: era
alguém crucificado, com os braços e as pernas estendidos e pregados a uma
cruz.
Esta visão mergulhou Francisco no mais profundo assombro, uma vez que no
seu coração se misturavam a tristeza e a alegria. Rejubilava com o olhar
benevolente com o qual se viu estimado por Cristo na figura dum serafim,
mas aquela crucifixão trespassava a sua alma de dor e de compaixão como uma
espada (Lc 2,35). Desse modo, essa visão maravilhosa mergulhou-o na mais
alta perplexidade, até porque sabia que um ser imortal como um serafim não
podia de maneira alguma suportar os sofrimentos da Paixão. Por fim, graças
à luz do Céu, compreendeu por que razão a divina Providência lhe enviara
uma visão assim: não era pelos martírios do corpo que devia transformar-se
na figura de Cristo crucificado, mas através do amor que incendeia a alma.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Profecia do Dia
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
URGENTE!!! Palestra sobre a Cristofobia no Mundo!!!
Profecia do Dia
Quinta-feira, dia 04 de Agosto de 2011
Quinta-feira da 18ª semana do Tempo Comum
S. João Maria Vianney, presbítero, +1859
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato John Henry Newman : «Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; e as portas do abismo nada poderão contra ela.»
Leituras
Núm. 20,1-13.
Naqueles dias, toda a comunidade dos filhos de Israel chegou ao deserto de Cin, no primeiro mês, e o povo instalou-se em Cadés. Ali morreu Maria e ali foi sepultada.
Como a comunidade não tinha água, amotinaram-se contra Moisés e Aarão.
O povo começou a discutir com Moisés, dizendo: «Oxalá tivéssemos perecido com os nossos irmãos diante do Senhor!
Porque conduzistes a comunidade do Senhor a este deserto? Foi para morrermos aqui com os nossos rebanhos?
E porque nos tirastes do Egipto? Foi para nos fazer vir para este lugar mau, que não é lugar de sementeiras, nem de figueiras, nem de vinhas, nem de romãs, nem de água para beber?»
Moisés e Aarão afastaram-se da comunidade, dirigiram-se à porta da tenda da reunião e inclinaram-se de rosto por terra. Apareceu-lhes então a glória do Senhor.
E o Senhor disse a Moisés:
«Toma a tua vara e convoca a assembleia. Tu e Aarão, teu irmão, falareis ao rochedo diante de todos, e ele dará as suas águas; farás jorrar para eles água do rochedo e darás de beber à assembleia e seus rebanhos.»
Moisés tomou a vara que estava diante do Senhor, como Ele lhe tinha ordenado.
Moisés e Aarão convocaram a comunidade para diante do rochedo, e ele falou-lhes: «Ouvi, rebeldes! Porventura, deste rochedo poderemos fazer jorrar água para vós?»
Moisés levantou a mão e bateu com a sua vara duas vezes no rochedo. Jorrou, então, tanta água que a assembleia e seus rebanhos puderam beber.
O Senhor disse a Moisés e a Aarão: «Porque vós não acreditastes em mim, para provardes a minha santidade diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta comunidade na terra que lhes vou dar.»
Estas são as águas de Meribá, onde os filhos de Israel discutiram com o Senhor e Ele lhes mostrou a sua santidade.
Salmos 95(94),1-2.6-7.8-9.
Vinde, exultemos de alegria no SENHOR,
aclamemos o rochedo da nossa salvação.
Vamos à sua presença com hinos de louvor,
saudemo-Lo com cânticos jubilosos.
Vinde, prostremo nos por terra,
ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou.
Ele é o nosso Deus e nós somos o seu povo,
as ovelhas por Ele conduzidas.
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:
"Não endureçais os vossos corações,
como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto,
quando os vossos pais me provocaram e me puseram à prova,
apesar de terem visto as minhas obras.
Mateus 16,13-23.
Naquele tempo, ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?»
Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.»
Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?»
Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.»
Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu.
Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela.
Dar-te ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.»
Depois, ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Messias.
A partir desse momento, Jesus Cristo começou a fazer ver aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito, da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.
Tomando-o de parte, Pedro começou a repreendê-lo, dizendo: «Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há-de acontecer!»
Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: «Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um estorvo, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens!»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato John Henry Newman (1801-1890), teólogo, fundador do Oratório em Inglaterra
Sermões sobre os temas do dia, nº 6, «Fé e Experiência», 2.4
«Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; e as portas do abismo nada poderão contra ela.»
Outrora, era uma fonte de perplexidade para quem crê, como lemos nos salmos
e nos profetas, ver que os maus tinham êxito onde os servos de Deus
pareciam fracassar. E o mesmo se passa ao tempo do Evangelho. E no entanto
a Igreja possui este privilégio especial, que mais nenhuma outra religião
tem, de saber que, tendo sido fundada aquando de primeira vinda de Cristo,
não desaparecerá antes do Seu regresso.
Contudo, em cada geração, parece que sucumbe e que os seus inimigos
triunfam. O combate entre a Igreja e o mundo tem isto de particular: parece
sempre que o mundo a vence, mas é Ela que de facto ganha. Os seus inimigos
triunfam constantemente, dizendo-a vencida; os seus membros perdem
frequentemente a esperança. Mas a Igreja permanece. [...] Os reinos
fundam-se e desmoronam; as nações espraiam-se e desaparecem; as dinastias
começam e terminam; os príncipes nascem e morrem; as coligações, os
partidos, as ligas, os ofícios, as corporações, as instituições, as
filosofias, as seitas e as heresias fazem-se e desfazem-se. Elas têm o seu
tempo, mais a Igreja é eterna. E contudo, no seu tempo, elas parecerem ter
uma grande importância. [...]
Neste momento, muitas coisas põem a nossa fé à prova. Não vemos o futuro;
não vemos que o que parece agora ter êxito não durará muito tempo. Hoje,
vemos filosofias, seitas e clãs alastrarem, florescentes. A Igreja parece
pobre e impotente. [...] Peçamos a Deus que nos instrua: temos necessidade
de ser ensinados por Ele, estamos cegos. Quando as palavras de Cristo
puseram os apóstolos à prova, eles pediram-Lhe: «Aumenta a nossa fé» (Lc
17.5). Procuremo-Lo com sinceridade: nós não nos conhecemos; temos
necessidade da Sua graça. Qualquer que seja a perplexidade a que o mundo
nos induza [...], procuremo-Lo com um espírito puro e sincero. Peçamos
humildemente que nos mostre o que não compreendemos, que suavize o nosso
coração quando ele se obstina, que nos dê a graça de O amarmos e de Lhe
obedecermos fielmente na nossa procura.
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