Domingo, dia 07 de Agosto de 2011
19º Domingo do Tempo Comum - Ano A
XIX Domingo Comum (semana III do saltério)
S. Sisto II, papa, e companheiros mártires, +258, S. Caetano, presbítero, +1547
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : «Homem de pouca fé, porque duvidaste?»
Leituras
1 Reis 19,9a.11-13a.
Tendo chegado ao Horeb, Elias passou a noite numa caverna, onde lhe foi dirigida a
"Que fazes aí, Elias? Sai e mantém-te neste monte, na presença do Senhor; eis que
Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma brisa suave.
Ao ouvi-lo, Elias cobriu o rosto com um manto. Saiu e pôs-se à entrada da caverna.
Salmos 85(84),9ab-10.11-12.13-14.
Deus promete paz para o seu povo e para os seus amigos
e para todos os que se voltam para Ele de coração.
A salvação está perto dos que o temem
e a sua glória habitará na nossa terra.
O amor e a fidelidade vão encontrar-se.
Vão beijar-se a justiça e a paz.
Da terra vai brotar a verdade
e a justiça descerá do céu.
O próprio SENHOR nos dará os seus bens
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
A justiça caminhará diante d'Ele
e a paz, no rasto dos seus passos.
Romanos 9,1-5.
Irmãos: É verdade o que vou dizer em Cristo; não minto, pois é a minha consciência que, pelo Espírito Santo, disto me dá testemunho:
tenho uma grande tristeza e uma dor contínua no meu coração.
Desejaria ser amaldiçoado, ser eu próprio separado de Cristo, pelo bem dos meus irmãos, os da minha raça, segundo a carne.
Eles são os israelitas, a quem pertence a adopção filial, a glória, as alianças, a lei, o culto, as promessas.
A eles pertencem os patriarcas e é deles que descende Cristo, segundo a carne. Deus que está acima de todas as coisas, bendito seja Ele pelos séculos! Ámen. Eleição dos patriarcas
Mateus 14,22-33.
Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões.
Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só.
O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo.
No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!»
Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.»
«Vem» disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!»
Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?»
E, quando entraram no barco, o vento amainou.
Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia depois bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de Mateus
«Homem de pouca fé, porque duvidaste?»
Os discípulos são de novo joguetes das vagas e uma tempestade semelhante à
primeira (Mt 8,24) desencadeia-se sobre eles; mas anteriormente tinham
Jesus com eles, enquanto desta vez estão sozinhos e entregues a si mesmos.
[...] Penso que o Salvador queria assim reanimar-lhes os corações
adormecidos; precipitando-os na angústia, inspirou-lhes um desejo mais vivo
da Sua presença e tornou a Sua lembrança constantemente presente no
pensamento deles. Por isso não foi imediatamente em auxílio deles. Em vez
disso: «de madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar».
[...]
Pedro, sempre fervoroso, adiantando-se sempre aos outros discípulos,
diz-Lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter Contigo sobre as águas». [...]
Ele não Lhe diz: «Ordena-me que caminhe sobre as águas» mas antes «que vá
ter Contigo», porque ninguém amava Jesus como ele. E fez a mesma coisa
depois da ressurreição: não podendo suportar ir tão lentamente como os
outros na barca, deitou-se à água para os ultrapassar e satisfazer o seu
amor por Cristo. [...] Descendo, portanto, da barca, Pedro avançou para
Jesus, mais feliz de se Lhe dirigir do que de caminhar sobre as águas. Mas,
no fim de superar o perigo maior, o do mar, acabou por sucumbir a um menos
grave, o do vento. Tal é a natureza humana: muitas vezes, depois de termos
dominado os perigos mais sérios, deixamo-nos abater por outros menos
importantes. [...] Pedro não estava ainda livre de todo o temor [...]
apesar da presença de Cristo perto dele. É que não serve de nada estar ao
lado de Cristo se não estivermos próximos Dele pela fé. Eis o que marca a
distância que separava o Mestre do discípulo. [...]
«Homem de pouca fé, porque duvidaste?» Se, pois, a fé de Pedro não tivesse
enfraquecido, teria resistido ao vento sem dificuldade. E a prova foi que
Jesus segurou Pedro, deixando soprar o vento. [...] Da mesma forma que a
mãe sustenta, com as suas asas, o passarinho que saiu do ninho antes do
tempo, quando ele vai a cair no chão, e o volta a pôr no ninho, assim fez
Cristo a Pedro.
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sábado, 6 de agosto de 2011
Profecia do Dia
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Profecia do Dia
Sabado, dia 06 de Agosto de 2011
Transfiguração do Senhor festa
Transfiguração do Senhor
S. Justo, estudante, mártir, +304
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Damasceno : «'Este é o Meu Filho muito amado' [...] E temos assim mais confirmada a palavra dos profetas» (2Pe 1,17-19)
Leituras
Dan. 7,9-10.13-14.
«Continuava eu a olhar, até que foram preparados uns tronos, e um Ancião sentou-se. Branco como a neve era o seu vestuário, e os cabelos da cabeça eram como de lã pura; o trono era feito de chamas, com rodas de fogo flamejante.
Corria um rio de fogo que jorrava da parte da frente dele. Mil milhares o serviam, dez mil miríades lhe assistiam. O tribunal reuniu-se em sessão e foram abertos os livros.
Contemplando sempre a visão nocturna, vi aproximar-se, sobre as nuvens do céu, um ser semelhante a um filho de homem. Avançou até ao Ancião, diante do qual o conduziram.
Foram-lhe dadas as soberanias, a glória e a realeza. Todos os povos, todas as nações e as gentes de todas as línguas o serviram. O seu império é um império eterno que não passará jamais, e o seu reino nunca será destruído.»
Salmos 97(96),1-2.5-6.9.
O SENHOR é rei: alegre se a terra
e rejubile a multidão das ilhas!
Ele está rodeado de nuvens e escuridão;
a justiça e o direito são a base do seu trono.
As montanhas derretem-se, como cera,
diante do Senhor de toda a terra.
Os céus proclamam a justiça de Deus
e todos os povos contemplam a sua grandeza.
Porque Tu, SENHOR, és soberano em toda a terra,
estás muito acima de todos os deuses.
Alegrai-vos , ó justos, no Senhor
e louvai o seu nome santo.
Mateus 17,1-9.
Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e levou-os, só a eles, a um alto monte.
Transfigurou-se diante deles: o seu rosto resplandeceu como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
Nisto, apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele.
Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: «Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.»
Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra, e uma voz dizia da nuvem: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-o.»
Ao ouvirem isto, os discípulos caíram com a face por terra, muito assustados.
Aproximando-se deles, Jesus tocou-lhes, dizendo: «Levantai-vos e não tenhais medo.»
Erguendo os olhos, os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém.
Enquanto desciam do monte, Jesus ordenou-lhes: «Não conteis a ninguém o que acabastes de ver, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Damasceno (c. 675-749), monge, teólogo, doutor da Igreja
Homilia sobre a Transfiguração; PG 96, 545
«'Este é o Meu Filho muito amado' [...] E temos assim mais confirmada a palavra dos profetas» (2Pe 1,17-19)
Hoje é o abismo da luz inacessível. Hoje, no monte Tabor, a efusão infinita
do relâmpago divino resplandece diante dos apóstolos. Hoje, Jesus Cristo
manifesta-Se como Senhor da Antiga e da Nova Aliança [...]. Hoje, no monte
Tabor, Moisés, o legislador de Deus, o chefe da Antiga Aliança, assiste
como um servo a seu mestre, Cristo, sendo ele o donatário da Lei. E
reconhece o seu desígnio, a que outrora tinha sido iniciado por
prefigurações; é o que significa, quanto a mim, ver Deus «por detrás» (Ex
33,23). Agora ele vê claramente a glória da divindade, abrigado «na
cavidade do rochedo» (Ex 33,22), mas «esse rochedo era Cristo» (1Cor 10,4),
como Paulo expressamente ensinou: o Deus encarnado, Verbo e Senhor [...].
Hoje, o chefe da Nova Aliança, que tinha proclamado Cristo como Filho de
Deus ao dizer «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo» (Mt 16,16), vê o
chefe da Antiga Aliança, que está junto do donatário de uma e de outra, e
que lhe diz: «Está aqui Aquele que é. Aqui está Aquele de quem eu disse que
suscitaria um Profeta como eu (Ex 3,14; Dt 18,15; Act 3,22) como eu
enquanto homem e enquanto chefe do povo novo, mas superior a mim e a toda a
criatura, Ele que nos dá, a mim e a ti, as duas Alianças, a Antiga e a
Nova» [...]
Vinde então, obedeçamos ao profeta David! Cantemos a nosso Rei, cantemos a
nosso Rei, cantemos! «Ele é o Rei de toda a terra» (Sl 46,7-8). Cantemos
com sabedoria : cantemos com alegria [...]. Cantemos também ao Espírito
«que tudo penetra, até às profundidades de Deus» (1 Co 2,10), ao vermos,
nesta luz do Pai que é o Espírito que tudo ilumina, a luz inacessível, o
Filho de Deus. Manifesta-se hoje o que olhos de carne não podem ver: um
corpo terrestre resplandecente de esplendor divino, um corpo mortal
transbordante da glória da divindade. [...] As coisas humanas tornam-se as
de Deus, e as coisas divinas, as do homem.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 05 de Agosto de 2011
Sexta-feira da 18ª semana do Tempo Comum
Dedicação da Basílica de Santa Maria MaiorNossa Senhora de África
Beato Guilherme Horn, monge cartuxo, mártir, +1540, Santo Osvaldo, rei, +642
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura : «Se alguém quiser vir Comigo [...] tome a sua cruz e siga-Me»
Leituras
Deut. 4,32-40.
Moisé falou ao seu povo dizendo: «Na verdade, interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra. Pergunta se jamais houve, de uma extremidade à outra do céu, coisa tão extraordinária como esta, ou se jamais se ouviu coisa semelhante.
Sabes, porventura, de algum povo que tenha ouvido a voz de Deus falando do meio do fogo, como tu ouviste, e tenha continuado a viver?
Algum experimentou Deus a escolher para si um povo dentre outros povos, por meio de milagres, sinais e prodígios, combatendo com mão forte e braço estendido, com terríveis portentos, conforme tudo o que fez por vós o Senhor, vosso Deus, no Egipto, diante dos teus olhos?
Tu viste e ficaste a conhecer que Ele, o Senhor, é Deus e que não há outro além dele.
Do céu, fez-te ouvir a sua voz para te instruir; sobre a terra, mostrou-te a grandeza do seu fogo, e tu ouviste as palavras vindas do meio do fogo.
E, porque amou os teus antepassados e escolheu a sua descendência depois deles, tirou-te do Egipto com a força do seu grande poder:
desalojou, à tua frente, povos mais numerosos e mais fortes do que tu para te introduzir nas suas terras e dar-tas em herança, como acontece hoje.
Reconhece, agora, e medita no teu coração, que só o Senhor é Deus, tanto no alto do céu como em baixo, sobre a terra, e que não há outro.
Cumprirás, pois, as suas leis e os seus mandamentos, que eu hoje te prescrevo, para seres feliz, tu e os teus filhos depois de ti, e para que se prolongue a tua existência sobre a terra que o Senhor, teu Deus, te dará para sempre».
Salmos 77(76),12-13.14-15.16.21.
Tenho na memória os teus feitos, SENHOR,
lembro me das tuas maravilhas de outrora.
Penso em todas as tuas obras,
medito nos teus prodígios.
Ó Deus, os teus caminhos são santos.
Que Deus haverá tão grande como Tu?
Tu és o Deus que realiza maravilhas,
manifestaste entre as nações o teu poder.
Com a força do teu braço resgataste o teu povo,
os descendentes de Jacob e de José.
Conduziste o teu povo como um rebanho,
pela mão de Moisés e de Aarão.
Mateus 16,24-28.
naquele tempo, Jesus disse, então, aos discípulos: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la.
Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que poderá dar o homem em troca da sua vida?
Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme o seu procedimento.
Em verdade vos digo: alguns dos que estão aqui presentes não hão-de experimentar a morte, antes de terem visto chegar o Filho do Homem com o seu Reino.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura (1221-1274), franciscano, Doutor da Igreja
Vida de S. Francisco, Legenda Major, cap. 13
«Se alguém quiser vir Comigo [...] tome a sua cruz e siga-Me»
Dois anos antes da sua morte, Francisco percebeu que depois de ter imitado
a Cristo durante a vida, devia agora também imitá-Lo na Sua Paixão. Isto em
nada o assustou, tanto mais que, transportado para Deus pelos desejos dum
arrebatamento absolutamente seráfico e transformado pela compaixão n'Aquele
que, «pelo amor imenso» (Ef 2,4), quis ser crucificado, enquanto rezava
numa certa manhã na encosta da serra que se chama Monte Alverne, por
alturas da Festa da Exaltação da Santa Cruz, viu descer do céu um serafim
com seis asas resplandecentes como lume. De uma assentada chegou perto do
homem de Deus, e uma pessoa apareceu então por entre as suas asas: era
alguém crucificado, com os braços e as pernas estendidos e pregados a uma
cruz.
Esta visão mergulhou Francisco no mais profundo assombro, uma vez que no
seu coração se misturavam a tristeza e a alegria. Rejubilava com o olhar
benevolente com o qual se viu estimado por Cristo na figura dum serafim,
mas aquela crucifixão trespassava a sua alma de dor e de compaixão como uma
espada (Lc 2,35). Desse modo, essa visão maravilhosa mergulhou-o na mais
alta perplexidade, até porque sabia que um ser imortal como um serafim não
podia de maneira alguma suportar os sofrimentos da Paixão. Por fim, graças
à luz do Céu, compreendeu por que razão a divina Providência lhe enviara
uma visão assim: não era pelos martírios do corpo que devia transformar-se
na figura de Cristo crucificado, mas através do amor que incendeia a alma.
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