domingo, 7 de agosto de 2011

Profecia do Dia

Segunda-feira, dia 08 de Agosto de 2011
Segunda-feira da 19ª semana do Tempo Comum

S. Domingos de Gusmão, presbítero, fundador, +1221



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Paciano de Barcelona : Libertados pelo Filho do Homem que Se entrega às mãos dos homens

Leituras

Deut. 10,12-22.


Naqueles dias, Moisés falou ao povo, dizendo: «E agora, Israel, o que o Senhor, teu Deus, exige de ti é que temas o Senhor, teu Deus, para seguires todos os seus caminhos, para o amares, para servires o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma,
observando os mandamentos do Senhor e os preceitos que hoje te prescrevo, para teu bem.
Ao Senhor, teu Deus, pertencem os céus e os céus dos céus, a terra e tudo o que nela existe.
No entanto, foi só a teus pais que o Senhor se apegou com amor. Elegeu a sua descendência, que sois vós, dentre todos os povos, como ainda hoje.
Circuncidai, portanto, a impureza do vosso coração e não endureçais mais a vossa cerviz,
porque o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus supremo, poderoso e temível, que não faz distinção de pessoas nem aceita presentes.
Ele faz justiça ao órfão e à viúva, ama o estrangeiro e dá-lhe pão e vestuário.
Amarás o estrangeiro, porque foste estrangeiro na terra do Egipto.
Temerás o Senhor, teu Deus; a Ele só servirás! Apega-te a Ele e não jures senão pelo seu nome!
Ele é a tua glória; Ele é o teu Deus, que fez por ti essas grandes e prodigiosas coisas, que teus olhos viram.
Os teus antepassados eram em número de setenta, quando entraram no Egipto; mas agora o Senhor, teu Deus, tornou-vos tão numerosos como as estrelas do céu.»


Salmos 147,12-13.14-15.19-20.


Glorifica, Jerusalém, o SENHOR;
louva, Sião, o teu Deus.  
Ele reforçou os ferrolhos das tuas portas
e abençoou os teus filhos dentro de ti;  

Ele estabeleceu a paz nas tuas fronteiras
e saciou-te com a flor do trigo.  
Ele manda as suas ordens à terra,
e a sua palavra corre velozmente;  

Ele revela os seus planos a Jacob,
os seus preceitos e as suas sentenças a Israel.  
Não fez assim com nenhum outro povo,
não lhes deu a conhecer os seus mandamentos.  



Mateus 17,22-27.


Naquele tempo, estando reunidos na Galileia, Jesus disse-lhes: «O Filho do Homem tem de ser entregue nas mãos dos homens,
que o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.» E eles ficaram profundamente consternados.
Entrando em Cafarnaúm, aproximaram-se de Pedro os cobradores do imposto do templo e disseram-lhe: «O vosso Mestre não paga o imposto?»
Ele respondeu: «Paga, sim». Quando chegou a casa, Jesus antecipou-se, dizendo: «Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos e contribuições? Dos seus filhos, ou dos estranhos?»
E como ele respondesse: «Dos estranhos», Jesus disse-lhe: «Então, os filhos estão isentos.
No entanto, para não os escandalizarmos, vai ao mar, deita o anzol, apanha o primeiro peixe que nele cair, abre-lhe a boca e encontrarás lá um estáter. Toma-o e dá-lho por mim e por ti.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Paciano de Barcelona ( ? – c. 390), bispo
Homilia sobre o baptismo, 7

Libertados pelo Filho do Homem que Se entrega às mãos dos homens

Todos os povos foram libertados, por Nosso Senhor Jesus Cristo, das forças
que os mantinham cativos. Foi Ele, sim, Ele, quem nos resgatou. Como diz o
apóstolo Paulo: «perdoou-nos todas as nossas faltas, anulou o documento
que, com os seus decretos, era contra nós; aboliu-o inteiramente, e
cravou-o na cruz. Depois de ter despojado os Poderes e as Autoridades,
expô-los publicamente em espectáculo, e celebrou o triunfo que na cruz
obtivera sobre eles» (Col 2, 13-15). Ele libertou os presos acorrentados e
quebrou as correntes, como David dissera: «O Senhor salva os oprimidos, o
Senhor liberta os prisioneiros, o Senhor dá vista aos cegos». E ainda:
«Senhor, quebraste as minhas cadeias, hei-de oferecer-te sacrifícios de
louvor» (Sl 145, 7-8; 115, 16-17).


Sim, ficámos libertos das correntes, nós que fomos reunidos ao chamado do
Senhor pelo sacramento do baptismo [...]. Fomos libertados pelo sangue de
Cristo e pela invocação do Seu nome [...] Portanto, ó bem-amados, fomos
para todo o sempre lavados pela água do baptismo, para todo o sempre
estamos libertos, para todo o sempre acolhidos no Seu Reino imortal. Para
todo o sempre será «feliz aquele a quem é perdoada a culpa e absolvido o
pecado» (Sl 31, 1; Rm 4,7). Mantende com coragem o que haveis recebido,
conservai-o para vossa felicidade, não volteis a pecar. De ora em diante,
conservai-vos puros e irrepreensíveis para o dia do Senhor.




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sábado, 6 de agosto de 2011

Profecia do Dia

Domingo, dia 07 de Agosto de 2011
19º Domingo do Tempo Comum - Ano A

XIX Domingo Comum (semana III do saltério)
S. Sisto II, papa, e companheiros mártires, +258,  S. Caetano, presbítero, +1547



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : «Homem de pouca fé, porque duvidaste?»

Leituras

1 Reis 19,9a.11-13a.


Tendo chegado ao Horeb, Elias passou a noite numa caverna, onde lhe foi dirigida a
"Que fazes aí, Elias? Sai e mantém-te neste monte, na presença do Senhor; eis que
Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma brisa suave.
Ao ouvi-lo, Elias cobriu o rosto com um manto. Saiu e pôs-se à entrada da caverna.


Salmos 85(84),9ab-10.11-12.13-14.


Deus promete paz para o seu povo e para os seus amigos
e para todos os que se voltam para Ele de coração.
A salvação está perto dos que o temem
e a sua glória habitará na nossa terra.  

O amor e a fidelidade vão encontrar-se.
Vão beijar-se a justiça e a paz.  
Da terra vai brotar a verdade
e a justiça descerá do céu.  

O próprio SENHOR nos dará os seus bens
e a nossa terra produzirá os seus frutos.  
A justiça caminhará diante d'Ele
e a paz, no rasto dos seus passos.  



Romanos 9,1-5.


Irmãos: É verdade o que vou dizer em Cristo; não minto, pois é a minha consciência que, pelo Espírito Santo, disto me dá testemunho:
tenho uma grande tristeza e uma dor contínua no meu coração.
Desejaria ser amaldiçoado, ser eu próprio separado de Cristo, pelo bem dos meus irmãos, os da minha raça, segundo a carne.
Eles são os israelitas, a quem pertence a adopção filial, a glória, as alianças, a lei, o culto, as promessas.
A eles pertencem os patriarcas e é deles que descende Cristo, segundo a carne. Deus que está acima de todas as coisas, bendito seja Ele pelos séculos! Ámen. Eleição dos patriarcas


Mateus 14,22-33.


Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões.
Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só.
O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo.
No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!»
Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.»
«Vem» disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!»
Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?»
E, quando entraram no barco, o vento amainou.
Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia depois bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de Mateus

«Homem de pouca fé, porque duvidaste?»

Os discípulos são de novo joguetes das vagas e uma tempestade semelhante à
primeira (Mt 8,24) desencadeia-se sobre eles; mas anteriormente tinham
Jesus com eles, enquanto desta vez estão sozinhos e entregues a si mesmos.
[...] Penso que o Salvador queria assim reanimar-lhes os corações
adormecidos; precipitando-os na angústia, inspirou-lhes um desejo mais vivo
da Sua presença e tornou a Sua lembrança constantemente presente no
pensamento deles. Por isso não foi imediatamente em auxílio deles. Em vez
disso: «de madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar».
[...]


Pedro, sempre fervoroso, adiantando-se sempre aos outros discípulos,
diz-Lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter Contigo sobre as águas». [...]
Ele não Lhe diz: «Ordena-me que caminhe sobre as águas» mas antes «que vá
ter Contigo», porque ninguém amava Jesus como ele. E fez a mesma coisa
depois da ressurreição: não podendo suportar ir tão lentamente como os
outros na barca, deitou-se à água para os ultrapassar e satisfazer o seu
amor por Cristo. [...] Descendo, portanto, da barca, Pedro avançou para
Jesus, mais feliz de se Lhe dirigir do que de caminhar sobre as águas. Mas,
no fim de superar o perigo maior, o do mar, acabou por sucumbir a um menos
grave, o do vento. Tal é a natureza humana: muitas vezes, depois de termos
dominado os perigos mais sérios, deixamo-nos abater por outros menos
importantes. [...] Pedro não estava ainda livre de todo o temor [...]
apesar da presença de Cristo perto dele. É que não serve de nada estar ao
lado de Cristo se não estivermos próximos Dele pela fé. Eis o que marca a
distância que separava o Mestre do discípulo. [...]


«Homem de pouca fé, porque duvidaste?» Se, pois, a fé de Pedro não tivesse
enfraquecido, teria resistido ao vento sem dificuldade. E a prova foi que
Jesus segurou Pedro, deixando soprar o vento. [...] Da mesma forma que a
mãe sustenta, com as suas asas, o passarinho que saiu do ninho antes do
tempo, quando ele vai a cair no chão, e o volta a pôr no ninho, assim fez
Cristo a Pedro.




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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Profecia do Dia

Sabado, dia 06 de Agosto de 2011
Transfiguração do Senhor – festa

Transfiguração do Senhor
S. Justo, estudante, mártir, +304



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Damasceno : «'Este é o Meu Filho muito amado' [...] E temos assim mais confirmada a palavra dos profetas» (2Pe 1,17-19)

Leituras

Dan. 7,9-10.13-14.


«Continuava eu a olhar, até que foram preparados uns tronos, e um Ancião sentou-se. Branco como a neve era o seu vestuário, e os cabelos da cabeça eram como de lã pura; o trono era feito de chamas, com rodas de fogo flamejante.
Corria um rio de fogo que jorrava da parte da frente dele. Mil milhares o serviam, dez mil miríades lhe assistiam. O tribunal reuniu-se em sessão e foram abertos os livros.
Contemplando sempre a visão nocturna, vi aproximar-se, sobre as nuvens do céu, um ser semelhante a um filho de homem. Avançou até ao Ancião, diante do qual o conduziram.
Foram-lhe dadas as soberanias, a glória e a realeza. Todos os povos, todas as nações e as gentes de todas as línguas o serviram. O seu império é um império eterno que não passará jamais, e o seu reino nunca será destruído.»


Salmos 97(96),1-2.5-6.9.


O SENHOR é rei: alegre se a terra  
e rejubile a multidão das ilhas!
Ele está rodeado de nuvens e escuridão;  
a justiça e o direito são a base do seu trono.

As montanhas derretem-se, como cera,  
diante do Senhor de toda a terra.
Os céus proclamam a justiça de Deus  
e todos os povos contemplam a sua grandeza.

Porque Tu, SENHOR, és soberano em toda a terra,  
estás muito acima de todos os deuses.
Alegrai-vos , ó justos, no Senhor
e louvai o seu nome santo.



Mateus 17,1-9.


Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e levou-os, só a eles, a um alto monte.
Transfigurou-se diante deles: o seu rosto resplandeceu como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
Nisto, apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele.
Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: «Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.»
Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra, e uma voz dizia da nuvem: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-o.»
Ao ouvirem isto, os discípulos caíram com a face por terra, muito assustados.
Aproximando-se deles, Jesus tocou-lhes, dizendo: «Levantai-vos e não tenhais medo.»
Erguendo os olhos, os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém.
Enquanto desciam do monte, Jesus ordenou-lhes: «Não conteis a ninguém o que acabastes de ver, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São João Damasceno (c. 675-749), monge, teólogo, doutor da Igreja
Homilia sobre a Transfiguração; PG 96, 545

«'Este é o Meu Filho muito amado' [...] E temos assim mais confirmada a palavra dos profetas» (2Pe 1,17-19)

Hoje é o abismo da luz inacessível. Hoje, no monte Tabor, a efusão infinita
do relâmpago divino resplandece diante dos apóstolos. Hoje, Jesus Cristo
manifesta-Se como Senhor da Antiga e da Nova Aliança [...]. Hoje, no monte
Tabor, Moisés, o legislador de Deus, o chefe da Antiga Aliança, assiste
como um servo a seu mestre, Cristo, sendo ele o donatário da Lei. E
reconhece o seu desígnio, a que outrora tinha sido iniciado por
prefigurações; é o que significa, quanto a mim, ver Deus «por detrás» (Ex
33,23). Agora ele vê claramente a glória da divindade, abrigado «na
cavidade do rochedo» (Ex 33,22), mas «esse rochedo era Cristo» (1Cor 10,4),
como Paulo expressamente ensinou: o Deus encarnado, Verbo e Senhor [...].


Hoje, o chefe da Nova Aliança, que tinha proclamado Cristo como Filho de
Deus ao dizer «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo» (Mt 16,16), vê o
chefe da Antiga Aliança, que está junto do donatário de uma e de outra, e
que lhe diz: «Está aqui Aquele que é. Aqui está Aquele de quem eu disse que
suscitaria um Profeta como eu (Ex 3,14; Dt 18,15; Act 3,22) – como eu
enquanto homem e enquanto chefe do povo novo, mas superior a mim e a toda a
criatura, Ele que nos dá, a mim e a ti, as duas Alianças, a Antiga e a
Nova» [...]


Vinde então, obedeçamos ao profeta David! Cantemos a nosso Rei, cantemos a
nosso Rei, cantemos! «Ele é o Rei de toda a terra» (Sl 46,7-8). Cantemos
com sabedoria : cantemos com alegria [...]. Cantemos também ao Espírito
«que tudo penetra, até às profundidades de Deus» (1 Co 2,10), ao vermos,
nesta luz do Pai que é o Espírito que tudo ilumina, a luz inacessível, o
Filho de Deus. Manifesta-se hoje o que olhos de carne não podem ver: um
corpo terrestre resplandecente de esplendor divino, um corpo mortal
transbordante da glória da divindade. [...] As coisas humanas tornam-se as
de Deus, e as coisas divinas, as do homem.




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