Quarta-feira, dia 10 de Agosto de 2011
São Lourenço, Diácono e Mártir - Festa
S. Lourenço, diácono, mártir, +258
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Se morrer dá muito fruto»
Leituras
2 Cor. 9,6-10.
Irmãos: Ficai sabendo: Quem pouco semeia, também pouco colherá; mas quem semeia com generosidade, com generosidade também colherá.
Cada um dê como dispôs em seu coração, sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria.
E Deus tem poder para vos cumular de toda a espécie de graça, para que, tendo sempre e em tudo quanto vos é necessário, ainda vos sobre para as boas obras de todo o género.
Como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre.
Aquele que dá a semente ao semeador e o pão em alimento, também vos dará a semente em abundância e multiplicará os frutos da vossa justiça.
Salmos 112(111),1-2.5-6.7-8.9.
Feliz o homem que teme o SENHOR
e se compraz nos seus mandamentos.
sua descendência será poderosa sobre a terra,
e bendita, a geração dos justos.
Feliz o homem que se compadece e empresta
e administra os seus bens com justiça.
Este jamais sucumbirá.
O justo deixará memória eterna.
Não tem receio das más notícias;
o seu coração está firme e confiante no SENHOR.
o seu coração está firme; por isso nada teme
e verá os seus opressores confundidos.
Reparte do que é seu com os pobres;
a sua generosidade subsistirá para sempre
e o seu poder crescerá em glória.
João 12,24-26.
Naquele tempo, disse Jesus aos discípulos:«Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.
Quem se ama a si mesmo, perde-se; quem se despreza a si mesmo, neste mundo, assegura para si a vida eterna.
Se alguém me serve, que me siga, e onde Eu estiver, aí estará também o meu servo. Se alguém me servir, o Pai há-de honrá-lo.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (África do Norte) e doutor da Igreja
Sermão 329, para a festa dos mártires, 1-2; PL 38, 1454
«Se morrer dá muito fruto»
As proezas gloriosas dos mártires, que por todo o lado ornam a Igreja,
permitem-nos compreender a verdade daquilo que foi cantado: «É preciosa,
aos olhos do Senhor, a morte dos Seus fiéis» (Sl 115,15). Com efeito, ela é
preciosa aos nossos olhos e aos olhos d'Aquele em nome de Quem eles
morreram.
Mas o preço de todas aquelas mortes é a morte de um só. Quantas mortes
resgatou ao morrer sozinho porque, se não tivesse morrido, o grão de trigo
não se teria multiplicado? Haveis ouvido o que Ele disse quando se
aproximava a Sua Paixão, isto é, quando se aproximava a nossa redenção: «Se
o grão de trigo lançado à terra não morrer, fica ele só; mas se morrer dá
muito fruto». Quando o Seu lado foi ferido pela lança, o que dele jorrou
foi o preço do universo (cf Jo 19,34).
Os fiéis e os mártires foram resgatados; mas a fé dos mártires deu provas e
o seu sangue é disso testemunho. «Cristo deu a Sua vida por nós ; também
nós devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos» (1Jo 3,16). E noutro lado
é dito ainda: «Quando te sentas a uma mesa magnífica, repara bem no que te
servem pois terás de preparar o mesmo» (cf Pr 23,1). É uma mesa magnífica,
aquela em que comemos com o Senhor do banquete. Ele é o anfitrião que
convida, Ele próprio é o alimento e a bebida. Os mártires prestaram atenção
ao que comiam e bebiam para poderem dar o mesmo. Mas como teriam eles
podido dar o mesmo se Aquele que fez a primeira oferta não lhes tivesse
dado o que eles dariam? É isso que nos recomenda o salmo de onde retirámos
esta frase: «É preciosa, aos olhos do Senhor, a morte dos Seus fiéis».
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terça-feira, 9 de agosto de 2011
Profecia do Dia
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Profecia do Dia
Terça-feira, dia 09 de Agosto de 2011
S. Teresa Benedita da Cruz, virgem e mártir, Padroeira da Europa FESTA
Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), religiosa, mártir, padroeira da Europa, +1942
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «Jesus está também aqui no meio de nós»
Leituras
Oseias 2,16b.17b.21-22.
Eis o que diz o Senhor: «É assim que a vou seduzir: ao deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração.
Dar-lhe-ei então as suas vinhas e o vale de Acor será como porta de esperança. Aí, ela responderá como no tempo da sua juventude, como nos dias em que subiu da terra do Egipto.
Então, te desposarei para sempre; desposar-te-ei conforme a justiça e o direito, com amor e misericórdia.
Desposar-te-ei com fidelidade, e tu conhecerás o SENHOR.
Salmos 45(44),11-12.14-15.16-17.
Filha, escuta, vê e presta atenção;
esquece o teu povo e a casa do teu pai.
Porque o rei deixou se prender pela tua beleza;
Ele é agora o teu Senhor: presta-lhe homenagem!
A filha do rei é toda formosura,
os seus vestidos são de brocados de ouro.
Em vestes de muitas cores é apresentada ao rei;
as donzelas, suas amigas, seguem na em cortejo.
Avançam com alegria e júbilo
e entram felizes no palácio real.
No lugar de teus pais, estarão os teus filhos;
farás deles príncipes sobre toda a terra.
Mateus 25,1-13.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O Reino do Céu será semelhante a dez virgens que, tomando as suas candeias, saíram ao encontro do noivo.
Ora, cinco delas eram insensatas e cinco prudentes.
As insensatas, ao tomarem as suas candeias, não levaram azeite consigo;
enquanto as prudentes, com as suas candeias, levaram azeite nas almotolias.
Como o noivo demorava, começaram a dormitar e adormeceram.
A meio da noite, ouviu-se um brado: 'Aí vem o noivo, ide ao seu encontro!'
Todas aquelas virgens despertaram, então, e aprontaram as candeias.
As insensatas disseram às prudentes: 'Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas candeias estão a apagar-se.'
Mas as prudentes responderam: 'Não, talvez não chegue para nós e para vós. Ide, antes, aos vendedores e comprai-o.'
Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o noivo; as que estavam prontas entraram com ele para a sala das núpcias, e fechou-se a porta.
Mais tarde, chegaram as outras virgens e disseram: 'Senhor, senhor, abre-nos a porta!'
Mas ele respondeu: 'Em verdade vos digo: Não vos conheço.'
Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI
Audiência Geral de 13 de Agosto de 2008 (trad.© Libreria Editrice Vaticana)
«Jesus está também aqui no meio de nós»
Quem reza nunca perde a esperança, mesmo quando se encontra em situações
difíceis e até humanamente desesperadas. É isto que nos ensina a Sagrada
Escritura e que testemunha a história da Igreja. Com efeito, quantos
exemplos poderíamos oferecer, de situações em que foi precisamente a oração
que sustentou o caminho dos santos e do povo cristão! Entre os testemunhos
da nossa época, gostaria de citar o de dois santos, cuja memória festejamos
nestes dias: Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, cuja festa pudemos
celebrar no dia 9 de Agosto, e Maximiliano Kolbe, que recordaremos amanhã,
14 de Agosto, vigília da solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem
Maria. Ambos concluíram com o martírio a sua vicissitude terrestre, no
lager de Auschwitz. Aparentemente, a sua existência poderia considerar-se
uma derrota, mas precisamente no seu martírio resplandece o fulgor do Amor,
que vence as trevas do egoísmo e do ódio. A São Maximiliano Kolbe são
atribuídas as seguintes palavras, que ele teria pronunciado em pleno furor
da perseguição nazi: «O ódio não é uma força criativa: é-o somente o amor».
[...]
Edith Stein, no dia 6 de Agosto do ano seguinte, três dias antes da sua
morte dramática, aproximando-se de algumas religiosas do mosteiro de Echt,
na Holanda, disse-lhes: «Estou pronta para tudo. Jesus está também aqui no
meio de nós. Até agora pude rezar muito bem, dizendo de todo o coração:
»Ave, Crux, spes unica" [Ave, ó Cruz, nossa única esperança]». Testemunhas
que conseguiram fugir deste horrível massacre narraram que Teresa Benedita
da Cruz, ao vestir o hábito carmelita, caminhava conscientemente rumo à
morte, distinguindo-se pelo seu comportamento repleto de paz e pela sua
atitude tranquila e pelo seu comportamento calmo e atento às necessidades
de todos. A oração foi o segredo desta Santa, co-Padroeira da Europa, que
«mesmo depois de ter alcançado a verdade na paz da vida contemplativa, teve
de viver até ao fim o mistério da Cruz» (João Paulo II, Carta Apostólica
sob forma de Motu Proprio «Spes Aedificandi», 8).
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domingo, 7 de agosto de 2011
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 08 de Agosto de 2011
Segunda-feira da 19ª semana do Tempo Comum
S. Domingos de Gusmão, presbítero, fundador, +1221
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Paciano de Barcelona : Libertados pelo Filho do Homem que Se entrega às mãos dos homens
Leituras
Deut. 10,12-22.
Naqueles dias, Moisés falou ao povo, dizendo: «E agora, Israel, o que o Senhor, teu Deus, exige de ti é que temas o Senhor, teu Deus, para seguires todos os seus caminhos, para o amares, para servires o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma,
observando os mandamentos do Senhor e os preceitos que hoje te prescrevo, para teu bem.
Ao Senhor, teu Deus, pertencem os céus e os céus dos céus, a terra e tudo o que nela existe.
No entanto, foi só a teus pais que o Senhor se apegou com amor. Elegeu a sua descendência, que sois vós, dentre todos os povos, como ainda hoje.
Circuncidai, portanto, a impureza do vosso coração e não endureçais mais a vossa cerviz,
porque o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus supremo, poderoso e temível, que não faz distinção de pessoas nem aceita presentes.
Ele faz justiça ao órfão e à viúva, ama o estrangeiro e dá-lhe pão e vestuário.
Amarás o estrangeiro, porque foste estrangeiro na terra do Egipto.
Temerás o Senhor, teu Deus; a Ele só servirás! Apega-te a Ele e não jures senão pelo seu nome!
Ele é a tua glória; Ele é o teu Deus, que fez por ti essas grandes e prodigiosas coisas, que teus olhos viram.
Os teus antepassados eram em número de setenta, quando entraram no Egipto; mas agora o Senhor, teu Deus, tornou-vos tão numerosos como as estrelas do céu.»
Salmos 147,12-13.14-15.19-20.
Glorifica, Jerusalém, o SENHOR;
louva, Sião, o teu Deus.
Ele reforçou os ferrolhos das tuas portas
e abençoou os teus filhos dentro de ti;
Ele estabeleceu a paz nas tuas fronteiras
e saciou-te com a flor do trigo.
Ele manda as suas ordens à terra,
e a sua palavra corre velozmente;
Ele revela os seus planos a Jacob,
os seus preceitos e as suas sentenças a Israel.
Não fez assim com nenhum outro povo,
não lhes deu a conhecer os seus mandamentos.
Mateus 17,22-27.
Naquele tempo, estando reunidos na Galileia, Jesus disse-lhes: «O Filho do Homem tem de ser entregue nas mãos dos homens,
que o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.» E eles ficaram profundamente consternados.
Entrando em Cafarnaúm, aproximaram-se de Pedro os cobradores do imposto do templo e disseram-lhe: «O vosso Mestre não paga o imposto?»
Ele respondeu: «Paga, sim». Quando chegou a casa, Jesus antecipou-se, dizendo: «Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos e contribuições? Dos seus filhos, ou dos estranhos?»
E como ele respondesse: «Dos estranhos», Jesus disse-lhe: «Então, os filhos estão isentos.
No entanto, para não os escandalizarmos, vai ao mar, deita o anzol, apanha o primeiro peixe que nele cair, abre-lhe a boca e encontrarás lá um estáter. Toma-o e dá-lho por mim e por ti.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Paciano de Barcelona ( ? c. 390), bispo
Homilia sobre o baptismo, 7
Libertados pelo Filho do Homem que Se entrega às mãos dos homens
Todos os povos foram libertados, por Nosso Senhor Jesus Cristo, das forças
que os mantinham cativos. Foi Ele, sim, Ele, quem nos resgatou. Como diz o
apóstolo Paulo: «perdoou-nos todas as nossas faltas, anulou o documento
que, com os seus decretos, era contra nós; aboliu-o inteiramente, e
cravou-o na cruz. Depois de ter despojado os Poderes e as Autoridades,
expô-los publicamente em espectáculo, e celebrou o triunfo que na cruz
obtivera sobre eles» (Col 2, 13-15). Ele libertou os presos acorrentados e
quebrou as correntes, como David dissera: «O Senhor salva os oprimidos, o
Senhor liberta os prisioneiros, o Senhor dá vista aos cegos». E ainda:
«Senhor, quebraste as minhas cadeias, hei-de oferecer-te sacrifícios de
louvor» (Sl 145, 7-8; 115, 16-17).
Sim, ficámos libertos das correntes, nós que fomos reunidos ao chamado do
Senhor pelo sacramento do baptismo [...]. Fomos libertados pelo sangue de
Cristo e pela invocação do Seu nome [...] Portanto, ó bem-amados, fomos
para todo o sempre lavados pela água do baptismo, para todo o sempre
estamos libertos, para todo o sempre acolhidos no Seu Reino imortal. Para
todo o sempre será «feliz aquele a quem é perdoada a culpa e absolvido o
pecado» (Sl 31, 1; Rm 4,7). Mantende com coragem o que haveis recebido,
conservai-o para vossa felicidade, não volteis a pecar. De ora em diante,
conservai-vos puros e irrepreensíveis para o dia do Senhor.
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