quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Profecia do Dia

Sexta-feira, dia 16 de Setembro de 2011
Sexta-feira da 24ª semana do Tempo Comum

S. Cornélio, papa, mártir, +253,  S. Cipriano, bispo, mártir, +258



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : Acompanhavam-No os Doze e algumas mulheres

Leituras

1 Tim. 6,2c-12.


Caríssimo. Eis o que deves ensinar e recomendar:
Se alguém ensinar outra doutrina e não aderir às sãs palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo e ao ensinamento conforme à piedade,
é um obcecado pelo orgulho, um ignorante, um espírito doentio dado a querelas e contendas de palavras. Daí nascem invejas, rixas, injúrias, suspeitas maldosas,
altercações entre homens de espírito corrompido e desprovidos de verdade, que julgam ser a piedade uma fonte de lucro.
A piedade é, realmente, uma grande fonte de lucro para quem se contenta com o que tem.
Pois nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele.
Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isso.
Mas os que querem enriquecer caem na tentação, na armadilha e em múltiplos desejos insensatos e nocivos que precipitam os homens na ruína e na perdição.
Porque a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro. Arrastados por ele, muitos se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições.
Mas tu, ó homem de Deus, foge dessas coisas. Procura antes a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão.
Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e da qual fizeste uma bela profissão na presença de muitas testemunhas.


Salmos 49(48),6-7.8-10.17-18.19-20.


Porque hei de temer os dias maus,
quando me cercar a maldade dos meus inimigos?
Eles confiam na sua opulência
e vangloriam se nas suas riquezas.

Infelizmente, o homem não consegue escapar
nem pagar a Deus o seu resgate.  
O resgate da sua vida é muito caro
e nunca se pagaria o suficiente,

nunca chegaria para poder viver para sempre,  
sem chegar a ver a sepultura.
Não te preocupes, se alguém enriquece
e se aumenta a fortuna da sua casa.

Quando morrer, nada levará consigo,
a sua fortuna não há-de acompanhá-lo.
Ainda que em vida o tenham lisonjeado:
"Serás famoso, porque és um homem rico",

há-de juntar-se na morte aos antepassados,
que jamais verão a luz.


Lucas 8,1-3.


Naqueles dias, Jesus ia de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, proclamando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Acompanhavam-no os Doze
e algumas mulheres, que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demónios;
Joana, mulher de Cuza, administrador de Herodes; Susana e muitas outras, que os serviam com os seus bens.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Papa Bento XVI
Audiência geral de 14/02/07 (trad. © Libreria Editrice Vaticana) (rev.)

Acompanhavam-No os Doze e algumas mulheres

Também no âmbito da Igreja primitiva a presença feminina não é de modo
algum secundária. [...] Devemos a São Paulo uma mais ampla documentação
sobre a dignidade e sobre o papel eclesial da mulher. Ele parte do
princípio fundamental segundo o qual, para os baptizados, não só «não há
judeu nem grego, não há escravo nem livre», mas também «não há homem nem
mulher». O motivo é que «todos somos um só em Cristo Jesus» (Gal 3,28), ou
seja, estamos todos irmanados pela mesma dignidade de fundo, embora cada um
tenha funções específicas (cf 1 Cor 12,27-30). O Apóstolo admite como algo
normal que na comunidade cristã a mulher possa «profetizar» (1 Cor 11,5),
isto é, pronunciar-se abertamente sob o influxo do Espírito, contanto que
isto seja para a edificação da comunidade e feito de modo digno. [...] Já
encontrámos a figura de Prisca ou Priscila, esposa de Áquila, que em dois
casos é surpreendentemente mencionada antes do marido (cf Act 18,18; Rom
16,3); de qualquer maneira, ambos são explicitamente qualificados por Paulo
como seus «colaboradores» (Rom 16,3). [...] É necessário reconhecer também
que a breve Carta a Filémon é na realidade endereçada por Paulo também a
uma mulher chamada «Ápia» (cf Film 1,2). [...] Na comunidade de Colossos,
ela devia ocupar um lugar de relevo; de qualquer forma, é a única mulher
mencionada por Paulo entre os destinatários de uma carta sua. Noutro lugar,
o Apóstolo menciona uma certa «Febe», qualificada como diákonos da Igreja
de Cêncreas (cf Rom 16,1-2). [...] Embora o título não tenha, naquele
tempo, um específico valor ministerial de tipo hierárquico, ele expressa um
autêntico exercício de responsabilidade desta mulher em favor daquela
comunidade cristã. [...] No mesmo contexto epistolar, o Apóstolo recorda
com traços de delicadeza outros nomes de mulheres: uma certa Maria, depois
Trifena, Trifosa e a «querida» Pérside, além de Júlia (Rom 16,
6.12a.12b.15). [...] Depois, na Igreja de Filipos, deviam distinguir-se
duas mulheres chamadas «Evódia e Síntique» (Fil 4,2): a exortação que Paulo
faz à concórdia recíproca deixa entender que as duas mulheres tinham uma
função importante no interior daquela comunidade. Em síntese, a história do
cristianismo teria tido um desenvolvimento muito diferente, se não fosse o
generoso contributo de muitas mulheres.




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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 15 de Setembro de 2011
Nossa Senhora das Dores – Memória Obrigatória

Nossa Senhora das Dores



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresinha do Menino Jesus : «Mulher, eis o teu filho!»

Leituras

Heb. 5,7-9.


Nos dias da sua vida terrena, Cristo apresentou orações e súplicas Àquele que o podia salvar da morte, com grande clamor e lágrimas, e foi atendido por causa da sua piedade.
Apesar de ser Filho de Deus, aprendeu a obediência por aquilo que sofreu
e, tornado perfeito, tornou-se para todos os que lhe obedecem fonte de salvação eterna,


Salmos 31(30),2-3a.3bc-4.5-6.15-16.20.


Em ti, Senhor, me refugio;  que eu nunca seja confundido.
Salva-me pela tua justiça.
Inclina para mim os teus ouvidos;
apressa-te a libertar me.  

Sê para mim uma rocha de refúgio,
uma fortaleza que me salve.
Tu és o meu rochedo e a minha fortaleza;
por amor do teu nome, guia-me e conduz-me.

Livra me da cilada que me armaram,
porque Tu és o meu refúgio.
Nas tuas mãos entrego o meu espírito;
Senhor, Deus fiel, salva-me.

Mas eu confio em ti, Senhor;
e digo: "Tu és o meu Deus.
O meu destino está nas tuas mãos;
livra-me dos meus inimigos e perseguidores.

Como é grande, Senhor, a bondade
que reservas para os que te são fiéis!
Tu a concedes, à vista de todos,
àqueles que em ti confiam.



João 19,25-27.


Naquele tempo, junto à cruz de Jesus estavam, de pé, sua mãe e a irmã da sua mãe, Maria, a mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: «Mulher, eis o teu filho!»
Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua mãe!» E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Poesia «Porque te amo, Maria»

«Mulher, eis o teu filho!»

Num dia em que os pecadores escutam a doutrina
D'Aquele que os queria receber no céu
Encontro-te com eles, Maria, na colina;
Alguém disse a Jesus que tu querias vê-Lo.
Então, o teu divino Filho, em frente de toda a multidão,
Do Seu amor por nós mostra a imensidão;
Ele diz: «Quem é a Minha mãe e quem são os Meus irmãos?» e
«Quem é meu irmão, minha irmã e minha mãe,
Senão aquele que faz a Minha vontade?» (cf Mt 12,48-50).


Ó Virgem Imaculada, das mães a mais terna,
Ao escutar Jesus, não te entristeces,
Mas alegras-te por Ele nos fazer entender
que a nossa alma se torna aqui na terra a Sua família.
Sim, alegras-te por Ele nos dar a Sua vida,
Os tesouros infinitos da Sua divindade!
Como poderia não te amar, ó minha mãe querida,
Vendo tanto amor e tanta humildade. [...]


Tu amas-nos verdadeiramente como Jesus nos ama
E, por nós, consentes em afastar-te d'Ele.
Amar é tudo dar e dar-se a si mesmo;
Quiseste prová-lo permanecendo como nosso apoio.
O Salvador conhecia a tua imensa ternura,
Sabia dos segredos do teu coração maternal.
Refúgio dos pecadores, foi a ti que Ele nos entregou
Quando deixou a Sua cruz para nos esperar no céu. [...]


A casa de São João tornou-se o teu único abrigo;
O filho de Zebedeu vai substituir Jesus.
É o ultimo detalhe que nos dá o Evangelho,
Da Rainha dos Céus não me fala mais.
Mas o seu profundo silêncio, ó minha Mãe querida,
Não mostra que o próprio Verbo eterno
Quer ser Ele a cantar os segredos da tua vida
Para encantar os filhos, todos os eleitos do céu?


Em breve irei ouvir essa suave harmonia;
Em breve, no céu tão belo, te verei.
Tu, que me vieste sorrir na manhã da minha vida,
Vem sorrir-me uma vez mais [...] Mãe, eis chegada a noite!
Já não temo o esplendor da tua suprema glória;
Contigo sofri e quero agora
Cantar no teu regaço, Virgem, porque te amo
E dizer, para todo o sempre, que sou tua filha!




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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 14 de Setembro de 2011
Exaltação da Santa Cruz – Festa

Exaltação da Santa Cruz
Exaltação da Santa Cruz



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Homília grega do século IV : «Ninguém subiu ao Céu a não ser Aquele que desceu do Céu»

Leituras

Núm. 21,4b-9.


Naqueles dias, o povo de Israel partiu Do monte Hor pelo caminho do Mar dos Juncos para contornar a terra de Edom, mas cansou-se na caminhada.
O povo falou contra Deus e contra Moisés: «Porque nos fizestes sair do Egipto? Foi para morrer no deserto, onde não há pão nem água, estando enjoados com este pão levíssimo?»
Mas o Senhor enviou contra o povo serpentes ardentes, que mordiam o povo, e por isso morreu muita gente de Israel.
O povo foi ter com Moisés e disse-lhe: «Pecámos ao protestarmos contra o Senhor e contra ti. Intercede junto do Senhor para que afaste de nós as serpentes.» E Moisés intercedeu pelo povo.
O Senhor disse a Moisés: «Faz para ti uma serpente abrasadora e coloca-a num poste. Sucederá que todo aquele que tiver sido mordido, se olhar para ela, ficará vivo.»
Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e fixou-a sobre um poste. Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, vivia.


Salmos 78(77),1-2.34-35.36-37.38.


Escuta, meu povo, os meus ensinamentos;
presta atenção às minhas palavras.
Vou abrir a minha boca em parábolas
e revelar os enigmas de outros tempos.

Quando os castigava, eles procuravam-no,
convertiam-se e voltavam se para Deus.
Recordavam-se então que Deus era o seu protector,
que o Altíssimo era o seu libertador.

Mas logo o enganavam com a boca e lhe mentiam com a língua.
Os seus corações não eram leais com Ele,
nem fiéis à sua aliança.
Mas Deus, que é misericordioso, perdoava lhes os pecados
e não os destruía.
Muitas vezes conteve a sua cólera
e não executava toda a sua ira.



João 3,13-17.


Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do Homem.
Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto,
a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna.
Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna.
De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Homília grega do século IV
Sobre a santa Páscoa (inspirada numa homília perdida de Hipólito)

«Ninguém subiu ao Céu a não ser Aquele que desceu do Céu»

Para mim, a árvore da cruz é a da salvação eterna. Alimenta-me e faço dela
o meu banquete. Agarro-me através das suas raízes e, através dos seus
ramos, expando-me; o seu orvalho purifica-me e o seu sopro, como um vento
delicioso, torna-me fecundo. Ergui a minha tenda à sua sombra e, fugindo
aos grandes calores, aí encontro um refúgio de frescura. É através das suas
flores que floresço e os seus frutos são as minhas delícias; esses frutos
que me estavam reservados desde as origens e com os quais me consolo sem
limite. [...] Quando tremo face a Deus, esta árvore protege-me; quando
vacilo, ela é o meu apoio; é o preço dos meus combates e o troféu das
minhas vitórias. É, para mim, o caminho estreito, o sendeiro escarpado, a
escada de Jacob percorrida pelos anjos, no cimo da qual o Senhor está
verdadeiramente apoiado (cf. Mt 7,14; Gn 28,12).


Esta árvore de dimensões celestes eleva-se da terra até aos céus, como
planta imortal, fixada a meio caminho entre o céu e a terra. Sustentáculo
de todas as coisas, apoio do universo, suporte do mundo habitado, abraça o
cosmos e reúne os vários elementos da natureza humana. Ela própria é
edificada com as cavilhas invisíveis do Espírito, para não vacilar ao
ajustar-se ao divino. Tocando no seu topo o alto dos céus, firmando a terra
com os seus pés e envolvendo por todos os lados, com os seus imensos
braços, os espaços inumeráveis da atmosfera, ela é em si mesma completa em
tudo e em todo o lado. [...]


Pouco faltaria para que o universo fosse aniquilado, dissolvido pelo terror
perante a Paixão, se o grande Jesus não lhe tivesse infundido o Espírito
divino, dizendo: «Pai, nas Tuas mãos entrego o meu Espírito» (Lc 23,46).
[...] Tudo estava vacilante mas, quando o Espírito divino Se elevou, o
universo foi de certa forma reanimado, vivificado, e reencontrou uma
estabilidade firme. Deus preenchia tudo em todo o lado e a crucifixão
estendia-se através de todas as coisas.




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