Quarta-feira, dia 28 de Setembro de 2011
Quarta-feira da 26ª semana do Tempo Comum
S. Venceslau, rei da Boémia, mártir, +935, S. Lourenço Ruiz e companheiros, mártires, ++1633-37
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Um companheiro de São Francisco de Assis : «O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça»
Leituras
Neemias 2,1-8.
No mês de Nisan, no vigésimo ano do rei Artaxerxes, como o vinho estivesse diante do rei, tomei-o e ofereci-lho. Ora, jamais eu estivera triste na sua presença.
O rei disse-me: «Porque tens o semblante tão sombrio? Não estás doente. Portanto, isso só pode ser tristeza do coração.» Eu fiquei muito conturbado,
e respondi ao rei: «Viva o rei para sempre! Como não hei-de estar triste quando a cidade onde se encontram os túmulos dos meus pais está em ruínas, e as suas portas consumidas pelo fogo?»
E o rei disse-me: «Que queres?» Então, fiz uma oração ao Deus do céu
e disse ao rei: «Se aprouver ao rei, e se o teu servo achar graça diante de ti, deixa-me ir ao país de Judá, à cidade onde se encontram os túmulos dos meus pais, a fim de a reconstruir.»
O rei, junto de quem a rainha se sentara, perguntou-me: «Quanto tempo durará essa viagem? Quando será o regresso?» Aprouve ao rei deixar-me partir, e eu indiquei-lhe a data do regresso.
Prossegui: «Se o rei achar bem, dêem-me cartas para os governadores da outra margem do rio, de modo que me deixem passar para Judá;
e também outra carta para Asaf, o intendente da floresta real, a fim de que me forneça madeira para construir as portas da cidadela do templo, para as muralhas da cidade e para a casa que eu habitar.» O rei concordou com o meu pedido porque me favorecia a bondosa mão de Deus.
Salmos 137(136),1-2.3.4-5.6.
Junto aos rios da Babilónia nos sentámos a chorar,
recordando-nos de Sião.
Nos salgueiros das suas margens,
pendurámos as nossas harpas.
Os que nos levaram para ali cativos
pediam-nos um cântico;
e os nossos opressores, uma canção de alegria:
«Cantai-nos um cântico de Sião.»
Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor,
estando numa terra estranha?
Se me esquecer de ti, Jerusalém,
fique ressequida a minha mão direita!
Pegue-se-me a língua ao paladar,
se eu não me lembrar de ti,
se não fizer de Jerusalém
a minha suprema alegria!
Lucas 9,57-62.
Naquele tempo, enquanto Jesus e os seus discípulos iam a caminho de Jerusalém, alguém disse-Lhe: «Hei-de seguir-te para onde quer que fores.»
Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.»
E disse a outro: «Segue-me.» Mas ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.»
Jesus disse-lhe: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos. Quanto a ti, vai anunciar o Reino de Deus.»
Disse-lhe ainda outro: «Eu vou seguir-te, Senhor, mas primeiro permite que me despeça da minha família.»
Jesus respondeu-lhe: «Quem olha para trás, depois de deitar a mão ao arado, não está apto para o Reino de Deus.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Um companheiro de São Francisco de Assis (séc. XIII)
Sacrum commercium, 22
«O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça»
Ó Senhora Pobreza, o filho do Pai soberano enamorou-Se da tua formosura (Sb
8,2) [...], sabendo que serias a mais fiel das companheiras. Antes de Ele
ter descido da Sua pátria luminosa, foste tu quem lhe preparou um lugar
conveniente, um trono onde Se sentar, um leito onde descansar: a paupérrima
Virgem, de quem nasceu. Desde o Seu nascimento estiveste à Sua cabeceira;
deitaram-nO «numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria»
(Lc 2,7). E tu acompanhaste-O sempre, enquanto Ele esteve na terra: «as
raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem
onde reclinar a cabeça». Quando começou a ensinar, depois de ter deixado os
profetas falarem em Seu nome, foi a ti quem primeiro Ele elogiou: «Felizes
os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu!» (Mt 5,3).
Depois, ao escolher alguns amigos como Suas testemunhas para a salvação da
humanidade, não foi por comerciantes ricos que optou, mas por modestos
pescadores, para a todos mostrar o quanto a estima que te tem, Senhora
Pobreza, devia gerar amor por ti. Por fim, como se fosse necessária uma
prova gloriosa e definitiva do teu valor, da tua nobreza, da tua coragem e
da tua proeminência sobre as outras virtudes, foste a única a manter-te
ligada ao Rei da glória, enquanto os amigos escolhidos o abandonaram.
Companheira fiel, terna amante, nem por um instante O deixaste; a Ele cada
vez mais ligada ficaste, à medida que O vias mais e mais universalmente
desprezado [...]. Foste tu a única a consolá-lO. Não O deixaste até à
morte, «e morte de cruz» (Fl 2,8), nu, com os braços abertos em esforço,
com as mãos e os pés trespassados por pregos [...], de tal forma que nada
mais Lhe restava para mostrar da Sua glória para além de ti.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Profecia do Dia
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Profecia do Dia
Terça-feira, dia 27 de Setembro de 2011
Terça-feira da 26ª semana do Tempo Comum
S. Vicente de Paulo, presbítero, fundador, +1660
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura : Jesus dirigiu-Se resolutamente para Jerusalém
Leituras
Zacarias 8,20-23.
Assim fala o Senhor do universo: «Virão povos e habitantes de grandes cidades.
E os habitantes de uma cidade irão para outra, dizendo: 'Vamos implorar a face do Senhor! Eu também irei procurar o Senhor do universo!'
E numerosos povos e nações poderosas virão procurar o Senhor do universo em Jerusalém e implorar a face do Senhor.»
Assim fala o Senhor do universo: «Naqueles dias, dez homens de todas as línguas das nações tomarão um judeu pela dobra do seu manto e dirão: 'Nós queremos ir convosco, porque soubemos que Deus está convosco'.»
Salmos 87(86),1-3.4-5.6-7.
O Senhor ama a cidade,
por Ele fundada sobre os montes santos;
ama as portas de Sião mais que todas as moradas de Jacob.
Gloriosas coisas se dizem de ti,
ó cidade de Deus.
Incluirei o Egipto e a Babilónia na lista dos que me conhecem;
a Filisteia, Tiro e a Etiópia, uns e outros ali nasceram.
Mas de Sião há-de dizer se: "Todos lá nasceram;
o próprio Altíssimo a fortaleceu."
O Senhor escreverá no registo dos povos, anotando:
"Este nasceu em Sião."
E eles dirão, cantando e dançando:
"A minha única fonte está em ti."
Lucas 9,51-56.
Como estavam a chegar os dias de ser levado deste mundo, Jesus dirigiu-se resolutamente para Jerusalém
e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de lhe prepararem hospedagem.
Mas não o receberam, porque ia a caminho de Jerusalém.
Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram: «Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma?»
Mas Ele, voltando-se, repreendeu-os.
E foram para outra povoação.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja
Itinerário da alma para Deus, 7 (trad: Breviário)
Jesus dirigiu-Se resolutamente para Jerusalém
Cristo é o caminho e a porta. Cristo é a escada e o veículo, [...] e o
sacramento escondido desde os séculos. Quem olha para este propiciatório de
rosto plenamente voltado para Ele, contemplando-O suspenso na cruz com fé,
esperança e caridade, com devoção, admiração e alegria, com veneração,
louvor e júbilo, realiza com Ele a Páscoa, isto é, a passagem. E assim por
meio da vara da cruz, atravessa o Mar Vermelho. [...] Nesta passagem, se
for perfeita, é necessário que se deixem todas as operações intelectivas e
que o ápice mais sublime do amor seja transferido e transformado totalmente
em Deus. Isto porém é uma realidade mística e ocultíssima, que «ninguém
conhece a não ser quem recebe» (Ap 2,17), que ninguém recebe senão quem
deseja, nem deseja senão aquele que é inflamado, até à medula da alma, pelo
fogo do Espírito Santo, que Cristo enviou à terra. Por isso diz o Apóstolo
que esta sabedoria mística é revelada pelo Espírito Santo.Se pretendes
saber como isto sucede, interroga a graça e não a ciência [...], a nuvem e
não a claridade. Não interrogues a luz, mas o fogo que tudo inflama e
transfere para Deus, com unção suavíssima e ardentíssimos afectos. Este
fogo é Deus; «a Sua fornalha está em Jerusalém» (Is 31,9). Cristo acendeu-o
na chama da Sua ardentíssima Paixão. [...] Quem ama esta morte pode ver a
Deus, porque é indubitavelmente verdade que «nenhum homem poderá ver-Me e
continuar a viver» (Ex 33,20).Morramos, pois, e entremos nessa nuvem;
imponhamos silêncio às preocupações terrenas, paixões e imaginações;
passemos, com Cristo crucificado, «deste mundo para o Pai» (Jo 13,1), a fim
de que, ao manifestar-se-nos o Pai, digamos com o apóstolo Filipe: «Isso
nos basta» (Jo 14,8); e ouçamos com São Paulo: «Basta-te a Minha graça»
(2Cor 12,9); e exultemos com David, exclamando: «Desfalece a minha carne e
o meu coração: Deus é o meu refúgio e a minha herança para sempre» (Sl
72,26).
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domingo, 25 de setembro de 2011
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 26 de Setembro de 2011
Segunda-feira da 26ª semana do Tempo Comum
S. Cosme e S. Damião, médicos, mártires, +303
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II : «Quem não é contra vós é por vós»
Leituras
Zacarias 8,1-8.
A palavra do Senhor do universo foi-me dirigida de novo nestes termos:
«Assim fala o Senhor do universo: 'Sinto por Sião um amor ardente, que me provoca ciúme e grande cólera.'»
Assim fala o Senhor do universo: «Volto a Sião e vou habitar no meio de Jerusalém. Jerusalém será chamada 'Cidade Fiel', e a montanha do Senhor do universo, 'Montanha Santa'.»
Assim fala o Senhor do universo: «Velhos e velhas sentar-se-ão ainda nas praças de Jerusalém; cada um terá na mão o seu bastão, por causa da sua muita idade.
As praças da cidade ficarão cheias de meninos e meninas que brincarão nelas.»
Assim fala o Senhor do universo: «Se isto parece um milagre aos olhos do resto deste povo, acaso será impossível aos meus olhos, naqueles dias?» oráculo do Senhor do universo.
Assim fala o Senhor do universo: «Eis que Eu salvo o meu povo dos países do Oriente e dos países do Ocidente.
Eu os levarei a habitarem em Jerusalém. Eles serão o meu povo e Eu serei o seu Deus em fidelidade e em justiça.»
Salmos 102(101),16-18.19-21.29.22-23.
Os povos honrarão, Senhor, o teu nome,
e todos os reis da terra, a tua majestade.
Quando o Senhor reconstruir Sião
e manifestar a sua glória,
há-de voltar-se para a oração do indigente
e não desprezará as suas súplicas.
Escrevam-se estas coisas para as gerações futuras,
e os que hão-de nascer louvarão o Senhor.
Senhor observa do alto do seu santuário;
lá do céu, Ele olha para a terra,
para escutar os gemidos dos cativos
e livrar os condenados à morte.
Os filhos dos teus servos hão-de viver tranquilos
e a sua descendência perdurará na tua presença.
Em Sião será anunciado o nome do SENHOR, e em Jerusalém, a sua glória,
quando os povos de todas as nações se reunirem
para servirem o Senhor.
Lucas 9,46-50.
Naquele tempo, veio então ao pensamento dos discípulos qual deles seria o maior.
Conhecendo Jesus os seus pensamentos, tomou um menino, colocou-o junto de si
e disse-lhes: «Quem acolher este menino em meu nome, é a mim que acolhe, e quem me acolher a mim, acolhe aquele que me enviou; pois quem for o mais pequeno entre vós, esse é que é grande.»
João tomou a palavra e disse: «Mestre, vimos alguém expulsar demónios em teu nome e impedimo-lo, porque ele não te segue juntamente connosco.»
Jesus disse-lhe: «Não o impeçais, pois quem não é contra vós é por vós.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II
Constituição sobre a Igreja no mundo contemporâneo, « Gaudium et spes », § 92
«Quem não é contra vós é por vós»
Em virtude da sua missão de iluminar o mundo inteiro com a mensagem de
Cristo e de reunir sob um só Espírito todos os homens, de qualquer nação,
raça ou cultura, a Igreja constitui um sinal daquela fraternidade que torna
possível e fortalece o diálogo sincero. Isto exige, em primeiro lugar, que,
reconhecendo toda a legítima diversidade, promovamos na própria Igreja a
mútua estima, respeito e concórdia, em ordem a estabelecer entre todos os
que formam o Povo de Deus, pastores ou fiéis, um diálogo cada vez mais
fecundo. Porque o que une entre si os fiéis é bem mais forte do que o que
os divide: haja unidade no necessário, liberdade no que é duvidoso, e em
tudo caridade. Abraçamos também em espírito os irmãos que ainda não vivem
em plena comunhão connosco, e as suas comunidades, com os quais estamos
unidos na confissão do Pai, Filho e Espírito Santo [...]. Voltamos também o
nosso pensamento para todos os que reconhecem Deus e guardam nas suas
tradições preciosos elementos religiosos e humanos, desejando que um
diálogo franco nos leve a todos a receber com fidelidade os impulsos do
Espírito e a segui-los com entusiasmo. Pela nossa parte, o desejo de um tal
diálogo, guiado apenas pelo amor pela verdade e com a necessária prudência,
não exclui ninguém; nem aqueles que cultivam os altos valores do espírito
humano, sem ainda conhecerem o seu Autor; nem aqueles que se opõem à
Igreja, e de várias maneiras a perseguem. Como Deus Pai é o princípio e o
fim de todos eles, todos somos chamados a ser irmãos. Por isso, chamados
pela mesma vocação humana e divina, podemos e devemos cooperar
pacificamente, sem violência nem engano, na edificação do mundo na
verdadeira paz.
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