Quinta-feira, dia 06 de Outubro de 2011
Quinta-feira da 27ª semana do Tempo Comum
S. Bruno, eremita, +1101, Santa Maria Francisca das Cinco Chagas, virgem, +1791
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Jean Tauler : «Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia» (Mt 6,11)
Leituras
Malaquias 3,13-20a.
Tendes pronunciado palavras ofensivas contra mim diz o Senhor. E, contudo, perguntais: 'Que temos nós dito contra ti?'
E ainda vos interrogais: 'De que vale servir a Deus? Que lucrámos em ter observado os seus preceitos e em ter andado de luto diante do Senhor do universo?
E agora temos de chamar ditosos aos arrogantes, pois eles fazem o mal e prosperam; põem Deus à prova e ficam impunes'.
Assim falavam uns com os outros, aqueles que temem o Senhor. Mas o Senhor ouviu atento. Na sua presença foi escrito um livro de memórias: 'Dos que temem o Senhor e prezam o seu nome.'
Eles serão meus, no dia em que Eu agir diz o Senhor do universo. Terei compaixão deles, como um pai se compadece do filho que o serve.
Então vereis de novo a diferença entre o justo e o ímpio, entre quem serve a Deus e quem não o serve.
Pois, eis que vem um dia abrasador como uma fornalha. Todos os soberbos e todos os que cometem a iniquidade serão como a palha; este dia que vai chegar queimá-los-á diz o Senhor do universo e nada ficará deles: nem raiz, nem ramos.
Mas, para vós que respeitais o meu nome, brilhará o sol de justiça, trazendo a cura nos seus raios; saireis e saltareis como bezerros para fora do estábulo.
Salmos 1,1-2.3.4.6.
Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
antes põe o seu enlevo na lei do Senhor
e nela medita dia e noite.
É como a árvore plantada à beira da água corrente:
dá fruto na estação própria
e a sua folhagem não murcha;
em tudo o que faz é bem sucedido.
Mas os ímpios não são assim!
São como a palha que o vento leva.
O Senhor conhece o caminho dos justos,
mas o caminho dos ímpios conduz à perdição.
Lucas 11,5-13.
Naquele tempo, disse jesus aos seus discípulos: «Se algum de vós tiver um amigo e for ter com ele a meio da noite e lhe disser: 'Amigo, empresta-me três pães,
pois um amigo meu chegou agora de viagem e não tenho nada para lhe oferecer',
e se ele lhe responder lá de dentro: 'Não me incomodes, a porta está fechada, eu e os meus filhos estamos deitados; não posso levantar-me para tos dar'.
Eu vos digo: embora não se levante para lhos dar por ser seu amigo, ao menos, levantar-se-á, devido à impertinência dele, e dar-lhe-á tudo quanto precisar.»
«Digo-vos, pois: Pedi e ser-vos-á dado; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á;
porque todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra, e ao que bate, abrir-se-á.
Qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente?
Ou, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?
Pois se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano em Estrasburgo
Sermão 17, para a segunda-feira antes do Ascensão
«Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia» (Mt 6,11)
Devemos considerar como e para que rezamos. Quando o homem se quer entregar
à oração, deve antes de mais trazer o seu coração para dentro de si,
afastá-lo das errâncias e das devassidões onde se perdia e cair com grande
humildade aos pés de Deus, pedir-Lhe generosamente esmola, bater à porta do
coração do Pai e mendigar o Seu pão, ou seja, a caridade. [...]
Seguidamente, devemos pedir que Deus nos conceda e nos ensine a pedir
aquilo que mais Lhe agrada na nossa oração e o que nos será mais útil.
[...]
Nem todos os homens sabem rezar em espírito, alguns têm de recorrer à
oração vocal. Neste caso, dirigir-te-ás a Nosso Senhor com as palavras mais
amáveis, mais amigáveis e mais afectuosas que possas imaginar, e isso
estimulará também a tua caridade e o teu coração. Pede ao Pai celeste que,
através do Seu único Filho, Ele mesmo Se dê a ti, da forma mais agradável,
como objecto da tua oração. E quando tiveres encontrado uma forma de oração
que, mais que qualquer outra, te agrade e estimule a tua devoção [...],
preserva essa forma de rezar e dá-lhe a tua preferência. [...] É necessário
bater à porta com diligente perseverança, porque «aquele que se mantiver
firme até ao fim será salvo» (cf. Mt 10,22; 2Tm 2,5). [...] «Se vós, que
sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do
Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!»
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Profecia do Dia
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Profecia do Dia
Quarta-feira, dia 05 de Outubro de 2011
Quarta-feira da 27ª semana do Tempo Comum
Santa Faustina, religiosa, +1935, S. Benedito, o Negro, confessor, +1589, Beato Alberto Marvelli, leigo, +1946
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Damasceno : «Jesus estava algures a orar»
Leituras
Jonas 4,1-11.
Jonas ficou profundamente aborrecido com isto e, muito irritado,
dirigiu ao Senhor esta oração: «Ah! Senhor! Porventura não era isto que eu dizia quando ainda estava na minha terra? Por isso é que, precavendo-me, quis fugir para Társis, porque sabia que és um Deus misericordioso e clemente, paciente, cheio de bondade e pronto a renunciar aos castigos.
Agora, Senhor, peço-te que me mates, porque é melhor para mim a morte que a vida.»
O Senhor respondeu-lhe: «Julgas que tens razão para te afligires assim?»
Jonas saiu da cidade e sentou-se a oriente da mesma. Ali fez para si uma cabana e sentou-se à sua sombra, para ver o que ia acontecer na cidade.
O Senhor Deus fez crescer um rícino, que se levantou acima de Jonas, para fazer sombra à sua cabeça e o proteger do Sol. Jonas alegrou-se grandemente por aquele rícino.
Ao outro dia, porém, ao romper da manhã, enviou Deus um verme que roeu as raízes do rícino, e este secou.
Quando o Sol se levantou, Deus fez soprar um vento quente do oriente, e o Sol dardejou os seus raios sobre a cabeça de Jonas, de forma que ele, desfalecido, desejou a morte e disse: «Melhor é para mim morrer do que viver.»
Então Deus disse a Jonas: «Julgas tu que tens razão para te indignares por causa deste rícino?» Jonas respondeu: «Sim, tenho razão para me indignar até desejar a morte.»
Disse-lhe Deus: «Sentes pena de um rícino que não te custou trabalho algum para o fazeres crescer, que nasceu numa noite, e numa noite pereceu!
E não hei-de Eu compa-decer-me da grande cidade de Nínive, onde há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem distinguir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e um grande número de animais?»
Salmos 86(85),3-4.5-6.9-10.
Senhor, tem compaixão de mim,
que a Ti clamo todo o dia.
Alegra o espírito do teu servo,
pois para ti, Senhor, elevo a minha alma.
Porque Tu, Senhor, és bom e indulgente,
cheio de misericórdia para quantos te invocam.
Senhor, ouve a minha oração,
atende os gritos da minha súplica.
Todas as nações, que criaste, virão adorar-te, Senhor,
e darão glória ao teu nome.
Porque só Tu és grande e realizas maravilhas.
Vós sois o único Deus.
Lucas 11,1-4.
Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João também ensinou os seus discípulos.»
Disse-lhes Ele: «Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino;
dá-nos o nosso pão de cada dia;
perdoa os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixes cair em tentação.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Damasceno (c. 675-749), monge, teólogo, doutor da Igreja
Homilia sobre a Transfiguração, 10; PG 96, 545
«Jesus estava algures a orar»
Jesus «orava em particular» (Lc 9,18). A fonte da oração reside no silêncio
da paz interior; é aí que se manifesta a glória de Deus (cf Lc 9,29).
Porque, quando cerramos os olhos e os ouvidos e nos encontramos no
interior, na presença de Deus, quando nos libertamos da agitação do mundo
exterior e nos encontramos no interior de nós próprios, então veremos
claramente na nossa alma o Reino de Deus. Porque o Reino dos céus ou, se
preferirmos, o Reino de Deus, está em nós próprios: é Jesus Nosso Senhor
quem no-lo diz (Lc 17,21).
No entanto, os crentes e o Senhor oram de uma maneira diferente. Os servos,
com efeito, aproximam-se do Senhor, na oração, com um temor misturado de
desejo, e a oração torna-se para eles viagem para Deus e para a união com
Ele; alimenta-os com a Sua própria substância e fortalece-os. Mas como
orará Cristo, cuja alma santa está unida ao Verbo de Deus? Como Se
apresentará o Mestre em oração, como assumirá Ele a atitude de quem pede?
Mas fá-lo; e ao fazê-lo, não será porque, tendo revestido a nossa
natureza, nos quer instruir e mostrar-nos o caminho que, pela oração, nos
faz elevar-nos a Deus? Não quererá Ele ensinar-nos que a oração abriga no
seu seio a glória de Deus?
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Profecia do Dia
Terça-feira, dia 04 de Outubro de 2011
Terça-feira da 27 semana do Tempo Comum
S. Francisco de Assis, diácono, +1224
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Tomás Moro : «Marta recebeu-O em sua casa. [...] Maria [...] escutava a Sua palavra»
Leituras
Jonas 3,1-10.
A palavra do Senhor foi dirigida pela segunda vez a Jonas, nestes termos:
«Levanta-te e vai a Nínive, à grande cidade e apregoa nela o que Eu te ordenar.»
Jonas levantou-se e foi a Nínive, segundo a ordem do Senhor. Nínive era uma cidade imensamente grande, e eram precisos três dias para a percorrer.
Jonas entrou na cidade e andou um dia inteiro a apregoar: «Dentro de quarenta dias Nínive será destruída.»
Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, ordenaram um jejum e vestiram-se de saco, do maior ao menor.
A notícia chegou ao conhecimento do rei de Nínive; ele levantou-se do seu trono, tirou o seu manto, cobriu-se de saco e sentou-se sobre a cinza.
Em seguida, foi publicado na cidade, por ordem do rei e dos príncipes, este decreto: «Os homens e os animais, os bois e as ovelhas não comam nada, não sejam levados a pastar nem bebam água.
Os homens e animais cubram-se de roupas grosseiras, e clamem a Deus com força; converta-se cada um do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos.
Quem sabe se Deus não se arrependerá e acalmará o ardor da sua ira, de modo que não pereçamos?»
Deus viu as suas obras, como se convertiam do seu mau caminho, e, arrependendo-se do mal que tinha resolvido fazer-lhes, não lho fez.
Salmos 130(129),1-2.3-4ab.7-8.
Do fundo do abismo clamo a ti, Senhor,
Senhor, ouve a minha prece.
Estejam teus ouvidos atentos
à voz da minha súplica.
Se tiveres em conta os nossos pecados,
Senhor, quem poderá resistir?
Mas em ti encontramos o perdão;
por isso te fazes respeitar.
No Senhor está amisericórdia
e com Ele abundante a redenção.
Ele há-de livrar Israel
de todos os seus pecados.
Lucas 10,38-42.
Naquele tempo, Jesus entrou numa aldeia. E uma mulher, de nome Marta, recebeu-O em sua casa.
Tinha ela uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor, escutava a sua palavra.
Marta, porém, andava atarefada com muitos serviços; e, aproximando-se, disse: «Senhor, não te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar.»
O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas;
mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Tomás Moro (1478-1535), estadista inglês, mártir
Do Tratado Como Receber o Sagrado Corpo de Nosso Senhor
«Marta recebeu-O em sua casa. [...] Maria [...] escutava a Sua palavra»
Depois de recebermos Nosso Senhor na Eucaristia e O termos presente no
nosso corpo, não havemos de O deixar só e de nos ocuparmos doutras coisas
sem fazer mais caso d'Ele [...], mas de ter n'Ele todo o nosso sentido.
Dirijamo-nos a Ele com ferventes preces e convivamos com Ele em fervente
meditação. Digamos como o profeta: «Escutarei o que diz o Senhor dentro de
mim» (Sl 85(84),9). Assim, [...] se Lhe dermos toda a nossa atenção, Ele
não deixará de pronunciar, no mais íntimo do nosso ser, esta ou aquela
palavra e com ela nos proporcionar grande conforto espiritual e proveito
para a nossa alma.
Sejamos, ao mesmo tempo, Marta e Maria. Como Marta, façamos de tal sorte
que toda a nossa actividade exterior a Ele se restrinja e consista em
acolhê-Lo como devemos: primeiro a Ele, e de seguida a cada um dos que O
acompanham a todos aqueles que não são apenas Seus discípulos, mas Ele
próprio: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos,
a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25,40). [...] Esforcemo-nos, pois, por
conservar o nosso Hóspede. Digamos-Lhe, como os dois discípulos ao entrar
no povoado de Emaús, «Fica connosco, [Senhor]» (Lc 24,29). Então, com toda
a certeza, não Se afastará mais de nós, a não ser que O rejeitemos com a
nossa própria ingratidão.
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