Domingo, dia 09 de Outubro de 2011
28º Domingo do Tempo Comum - Ano A
XXVIII Domingo Comum (semana IV do saltério)
São João Leonardo, presbítero, +1609, São Dionísio, bispo, e companheiros, mártires, ++250, Nossa Senhora do Monte, Beato John Henry Newman, cardeal, +1890
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gregório Magno : «Felizes os convidados para as núpcias do Cordeiro» (Ap 19, 9)
Leituras
Is. 25,6-10a.
Sobre este monte, o Senhor do Universo prepara para todos os povos um banquete de carnes gordas, acompanhadas de vinhos velhos, carnes gordas e saborosas, vinhos velhos e bem tratados.
Neste monte, Ele arrancará o véu de luto que cobre todos os povos, o pano que encobre todas as nações.
Aniquilará a morte para sempre. O Senhor DEUS enxugará as lágrimas de todas as faces, e eliminará o opróbrio que pesa sobre o seu povo, sobre toda a nação. Foi o SENHOR quem o proclamou.
Dir-se-á naquele dia: «Este é o nosso Deus, nele confiámos e Ele nos salva. Este é o SENHOR em quem confiámos. Congratulemo-nos e rejubilemos com a sua salvação.
A mão do SENHOR repousará sobre este monte.» Moab, porém, a rebelde, será pisada no seu próprio terreno, como se pisa a palha na lixeira.
Salmos 23(22),1-3a.3b-4.5.6.
O SENHOR é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz me às águas refrescantes.
e reconforta a minha alma.
Ele me guia por sendas direitas,
por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo.
Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e o meu cálice transborda.
A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.
Filip. 4,12-14.19-20.
Irmãos: Sei passar por privações, sei viver na abundância. Em toda e qualquer situação, estou preparado para me saciar e passar fome, para viver na abundância e sofrer carências.
De tudo sou capaz naquele que me dá força.
Entretanto, fizestes bem em tomar parte na minha tribulação.
E o meu Deus há-de compensar-vos plenamente em todas as necessidades, segundo a sua riqueza, na glória que se tem em Cristo Jesus.
A Deus nosso Pai, a glória pelos séculos dos séculos! Ámen!
Mateus 22,1-14.
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes:
«O Reino do Céu é comparável a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho.
Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram comparecer.
De novo mandou outros servos, ordenando-lhes: 'Dizei aos convidados: O meu banquete está pronto; abateram-se os meus bois e as minhas reses gordas; tudo está preparado. Vinde às bodas.'
Mas eles, sem se importarem, foram um para o seu campo, outro para o seu negócio.
Os restantes, apoderando-se dos servos, maltrataram-nos e mataram-nos.
O rei ficou irado e enviou as suas tropas, que exterminaram aqueles assassinos e incendiaram a sua cidade.
Disse, depois, aos servos: 'O banquete das núpcias está pronto, mas os convidados não eram dignos.
Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas todos quantos encontrardes.'
Os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos aqueles que encontraram, maus e bons, e a sala do banquete encheu-se de convidados.
Quando o rei entrou para ver os convidados, viu um homem que não trazia o traje nupcial.
E disse-lhe: 'Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?' Mas ele emudeceu.
O rei disse, então, aos servos: 'Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.'
Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gregório Magno (c. 540-604), papa e Doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho, nº 38
«Felizes os convidados para as núpcias do Cordeiro» (Ap 19, 9)
Compreendestes quem é o Rei, Pai de um Filho que também é Rei? É Aquele
acerca de Quem o salmista afirmava: «Ó Deus, dai o Vosso juízo ao rei e a
Vossa justiça ao filho do rei» (71, 1). [...] Ele «preparou um banquete
nupcial para o seu filho»; ou seja, o Pai celebra as núpcias do Rei Seu
Filho, a união da Igreja com Ele, no mistério da encarnação. E o seio da
Virgem Maria foi o quarto nupcial deste Esposo. Por isso, há outro salmo
que diz: «Do sol fez a Sua tenda, Ele mesmo é como um esposo que sai do seu
pavilhão de núpcias» (18, 5-6). [...]
Ele mandou os servos convidar os amigos para esta boda. Enviou-os uma vez,
e depois uma segunda vez, ou seja, primeiro os profetas, depois os
apóstolos, a anunciar a encarnação do Senhor. [...] Pelos profetas,
anunciou como futura a encarnação do Seu Filho único, pelos apóstolos
pregou-a, depois de realizada.
«Mas eles, sem se importarem, foram um para o seu campo, outro para o seu
negócio»; ir para o campo consiste em prestar atenção exclusivamente às
tarefas deste mundo; ir para o negócio consiste em procurar avidamente o
próprio lucro nos negócios deste mundo. Um e outro esquecem o mistério da
encarnação, não conformando a sua vida com ele. [...] Mais grave ainda é o
caso daqueles que, não se contentando em desprezar os favores Daquele que
os chama, ainda O perseguem. [...] Mas o Senhor não ficará com lugares
vazios no festim das núpcias do Rei Seu Filho. Manda procurar outros
convivas, porque a Palavra de Deus, permanecendo embora ainda ignorada por
muitos, encontrará um dia onde repousar. [...]
Mas vós, irmãos, que pela graça de Deus já entrastes na sala do festim,
isto é, na Santa Igreja, examinai-vos atentamente, não vá acontecer que, ao
entrar, o Rei encontre algum reparo a fazer na veste da vossa alma.
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sábado, 8 de outubro de 2011
Profecia do Dia
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Profecia do Dia
Sabado, dia 08 de Outubro de 2011
Sábado da 27ª semana do Tempo Comum
Santa Taís, penitente, séc. IV, S. Simeão, teólogo, +1022
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Felizes as entranhas que Te trouxeram»
Leituras
Joel 4,12-21.
Eis o que diz o senhor: «Nações, levantai-vos e vinde ao Vale de Josafat; aí me sentarei para julgar as nações vindas de toda a parte.
Metei a foice porque a messe está madura, vinde pisar porque o lagar está cheio, as cubas transbordam porque a malícia deles é muito grande.
Multidões e multidões, no Vale do Julgamento, porque o Dia do Senhor está perto, no Vale do Julgamento.
O Sol e a Lua obscurecem-se, as estrelas perdem o seu brilho.»
«O Senhor rugirá de Sião! Trovejará de Jerusalém! Então os céus e a terra serão abalados. Mas para o seu povo, o Senhor será um refúgio, uma fortaleza para os filhos de Israel!
Sabereis então que Eu sou o Senhor, vosso Deus, que habito em Sião, minha montanha santa. Jerusalém será um lugar sagrado, onde os estrangeiros não tornarão mais a passar.
Acontecerá naquele dia que os montes destilarão vinho novo, o leite manará das colinas, as águas jorrarão em todas as ribeiras de Judá. Uma fonte sairá do templo do Senhor para irrigar o Vale das Acácias.
O Egipto será a desolação e Edom será um deserto desolado pois trataram com crueldade os filhos de Judá e derramaram, no seu país, o sangue inocente.
Mas Judá será habitada para sempre e Jerusalém, de geração em geração.
Eu vingarei o seu sangue, não os deixarei impunes. E o Senhor habitará em Sião.»
Salmos 97(96),1-2.5-6.11-12.
O SENHOR é rei: alegre se a terra
e rejubile a multidão das ilhas!
Ele está rodeado de nuvens e escuridão;
a justiça e o direito são a base do seu trono.
As montanhas derretem-se, como cera,
diante do Senhor de toda a terra.
Os céus proclamam a justiça de Deus
e todos os povos contemplam a sua grandeza.
A luz desponta para os justos, e a alegria, para os rectos de coração.
Alegrai-vos, justos, no SENHOR, proclamai que o seu nome é santo!
Lucas 11,27-28.
Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher, levantando a voz no meio da multidão, disse: «Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram!»
Ele, porém, retorquiu: «Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (África do Norte) e doutor da Igreja
Sermão sobre o Evangelho de Mateus, n° 25, 7-8; PL 46, 937
«Felizes as entranhas que Te trouxeram»
Tomai atenção ao que Cristo diz, indicando com a mão os discípulos: «Aí
estão Minha mãe e Meus irmãos». E em seguida: «Pois todo aquele que fizer a
vontade de Meu Pai que está nos céus, esse é Meu irmão, Minha irmã e Minha
mãe» (Mt 12,49-50). Não fez a Virgem Maria a vontade do Pai, Ela que
acreditou pela fé, que concebeu pela fé? [...] Sim, Santa Maria fez a
vontade do Pai e, consequentemente, [...] Maria era bem-aventurada porque,
antes mesmo de dar à luz o Mestre, trouxe-O no seu seio.
Vede se aquilo que eu digo não é verdade. Enquanto o Senhor caminhava,
seguido pela multidão e realizando milagres divinos, uma mulher exclamou:
«Felizes as entranhas que Te trouxeram e os seios que Te amamentaram!» E
que replicou o Senhor, para evitar que a tónica da felicidade fosse
colocada na carne? «Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus e a
põem em prática!» Ou seja, Maria também é feliz porque escutou a palavra de
Deus e a pôs em prática; mais do que guardar a carne no seu seio, guardou a
verdade na sua alma. A Verdade é Cristo; a carne é Cristo. A verdade é
Cristo na alma de Maria; a carne é Cristo no seio de Maria. Aquilo que está
na alma é mais do que o que está no seio. Santa Maria, feliz Maria! [...]
Mas vós, meus caros, vede que sois corpo de Cristo e Seus membros (1Co
12,27). [...] «Pois aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos céus,
esse é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe». [...] Porque só há uma herança.
Foi por isso que Cristo, embora fosse Filho único, não quis permanecer só;
na Sua misericórdia, quis que fôssemos herdeiros do Pai, que fôssemos
co-herdeiros com Ele (Rm 8,17).
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 07 de Outubro de 2011
Sexta-feira da 27ª semana do Tempo Comum
Nossa Senhora do Rosário
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura : «Se é pelo Espírito de Deus que Eu expulso os demónios, então chegou até vós o Reino de Deus» (Mt 12,28)
Leituras
Joel 1,13-15.2,1-2.
Cingi-vos, sacerdotes, e chorai. Lamentai-vos, ministros do altar. Vinde, passai a noite vestidos de saco, ministros do meu Deus. Porque, da casa do vosso Deus, desapareceram as ofertas e libações.
Ordenai um jejum, proclamai uma reunião sagrada. Reuni, anciãos, todos os habitantes do país na casa do Senhor, vosso Deus, e clamai ao Senhor.
Ai que Dia! Pois o Dia do Senhor está próximo. E virá como a devastação da parte do devastador.
Tocai a trombeta em Sião, elevai um clamor sobre o meu monte santo! Estremeçam todos os habitantes da terra porque se aproxima o Dia do Senhor! Ele está próximo!
Dia de trevas e escuridão, dia de nuvens e sombras. Como a luz da aurora sobre os montes, assim se difunde um povo numeroso e forte, como nunca houve semelhante desde o princípio nem depois haverá outro, no decorrer dos séculos!
Salmos 9(9A),2-3.6.16.8-9.
Quero louvar-te, Senhor, com todo o coração,
e narrar todas as tuas maravilhas.
Em Ti exultarei de alegria
e cantarei salmos ao teu nome, ó Altíssimo.
Ameaçaste os pagãos, exterminaste os ímpios,
apagaste o seu nome para sempre.
Os pagãos caíram no fosso que fizeram;
os seus pés ficaram presos na rede que esconderam.
Mas o Senhor é rei pelos séculos,
Ele preparou o seu trono para o julgamento.
E assim julgará o mundo com justiça,
governará as nações com equidade.
Lucas 11,15-26.
Naquele tempo, Jesus expulsou um demónio, mas alguns dos presentes disseram: «É por Belzebu, chefe dos demónios, que Ele expulsa os demónios.»
Outros, para o experimentarem, reclamavam um sinal do Céu.
Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse-lhes: «Todo o reino, dividido contra si mesmo, será devastado e cairá casa sobre casa.
Se Satanás também está dividido contra si mesmo, como há-de manter-se o seu reino? Pois vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios.
Se é por Belzebu que Eu expulso os demónios, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes.
Mas se Eu expulso os demónios pela mão de Deus, então o Reino de Deus já chegou até vós.
Quando um homem forte e bem armado guarda a sua casa, os seus bens estão em segurança;
mas se aparece um mais forte e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos.
Quem não está comigo está contra mim, e quem não junta comigo, dispersa.»
«Quando um espírito maligno sai de um homem, vagueia por lugares áridos em busca de repouso; e, não o encontrando, diz: 'Vou voltar para minha casa, de onde saí.'
Ao chegar, encontra-a varrida e arrumada.
Vai, então, e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele; e, entrando, instalam-se ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja
Vida de São Francisco, legenda maior, cap. 12
«Se é pelo Espírito de Deus que Eu expulso os demónios, então chegou até vós o Reino de Deus» (Mt 12,28)
Em todas as suas acções, Francisco foi auxiliado pelo «Espírito do Senhor»,
de Quem recebeu «a unção e a missão» (Is 61,1) e por «Cristo, virtude e
sabedoria de Deus» (1Co 1,24). [...] A sua palavra era um fogo ardente que
penetrava até ao fundo dos corações e enchia de admiração todos quantos o
ouviam, pois não exibia ornamentos inventados por uma inteligência humana,
mas apenas espalhava o perfume das verdades reveladas por Deus.
Tal tornou-se bem perceptível um dia em que, tendo de pregar na presença do
Papa e dos seus cardeais [...], tinha memorizado um sermão cuidadosamente
composto. [...] Mas, uma vez diante da assembleia, esqueceu-se
completamente dele, sem conseguir recordar-se de uma única palavra.
Confessou-o com humildade, recolheu-se para invocar a graça do Espírito
Santo e de imediato encontrou uma eloquência tão persuasiva, tão poderosa
sobre a alma dos seus ilustres ouvintes, que se tornou bem claro que já não
era ele quem falava, mas o Espírito do Senhor [...].
Não tinha por hábito afagar os vícios dos grandes, mas tratá-los com vigor;
nem condescender com a vida dos pecadores, mas admoestá-los severamente.
Com a mesma firmeza de espírito censurava pequenos e grandes e tinha a
mesma alegria em falar a pequenos grupos ou a multidões. Homens e mulheres,
jovens e velhos, acorriam para ver e ouvir este homem novo enviado do Céu;
ele percorria as várias regiões, anunciando com fervor o Evangelho; e «o
Senhor cooperava, confirmando a palavra com os sinais que a acompanhavam»
(Mc 16,20). De facto, em nome do Senhor, este arauto da verdade expulsava
os demónios, curava os enfermos (Mc 1, 34).
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