quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 20 de Outubro de 2011
Quinta-feira da 29ª semana do Tempo Comum

Santa Iria, mártir, +653,  Santa Maria Bertilla Boscardin, religiosa, enfermeira, +1922,  Beato Contardo Ferrini, profissional católico, +1902



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Faustina Kowalska : «Lançar fogo sobre a terra»: o dom do Espírito Santo (Act 2,3)

Leituras

Romanos 6,19-23.


Irmãos. Estou a falar em termos humanos, devido à fraqueza da vossa carne. Do mesmo modo que entregastes os vossos membros, como escravos, à impureza e à desordem, para viverdes na desordem, entregai agora também os vossos membros como escravos à justiça, para viverdes em santidade.
Quando éreis escravos do pecado, éreis livres no que toca à justiça.
Afinal, que frutos produzíeis então? Coisas de que agora vos envergonhais, porque o resultado disso era a morte.
Mas agora, que estais libertos do pecado e vos tornastes servos de Deus, produzis frutos que levam à santificação, e o resultado é a vida eterna.
É que o salário do pecado é a morte; ao passo que o dom gratuito que vem de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus, Senhor nosso.


Salmos 1,1-2.3.4.6.


Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,  
antes põe o seu enlevo na lei do Senhor
e nela medita dia e noite.

É como a árvore plantada à beira da água corrente:
dá fruto na estação própria
e a sua folhagem não murcha;
em tudo o que faz é bem sucedido.

Mas os ímpios não são assim!
São como a palha que o vento leva.
O Senhor conhece o caminho dos justos,
mas o caminho dos ímpios conduz à perdição.



Lucas 12,49-53.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já se tivesse ateado!
Tenho de receber um baptismo, e que angústias as minhas até que ele se realize!
Julgais que Eu vim estabelecer a paz na Terra? Não, Eu vo-lo digo, mas antes a divisão.
Porque, daqui por diante, estarão cinco divididos numa só casa: três contra dois e dois contra três;
vão dividir-se: o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa
Pequeno diário, 1411

«Lançar fogo sobre a terra»: o dom do Espírito Santo (Act 2,3)

Ó Espírito de Deus, espírito de verdade e de luz,
Permanece constantemente na minha alma pela Tua graça divina.
Que o Teu sopro dissipe as trevas
E que na Tua luz as boas acções se multipliquem.


Ó Espírito de Deus, Espírito de amor e de misericórdia,
Que derramas no meu coração o bálsamo da confiança,
A Tua graça confirme a minha alma no bem,
Dando-lhe uma força invencível: a constância!


Ó Espírito de Deus, Espírito de paz e de alegria,
Que reconfortas o meu coração sedento,
Que derramas nele a fonte viva do amor divino,
E o tornas intrépido na luta.


Ó Espírito de Deus, ó mais amoroso hóspede da minha alma,
Eu desejo, por meu lado, ser-Te fiel,
Tanto nos dias de felicidade como nas horas de sofrimento;
Desejo, Espírito de Deus, viver sempre na tua presença.


Ó Espírito de Deus, que impregnas o meu ser
E me fazes conhecer a Tua vida divina e trinitária,
Tu me inicias no Teu Ser divino;
Unida assim a Ti, tenho a vida eterna.




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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 19 de Outubro de 2011
Quarta-feira da 29ª semana do Tempo Comum

S. João de Brébeuf, Santo Isaac Jogues e companheiros, mártires, séc. XVII,  S. Paulo da Cruz,presbítero, penitente, +1775,  S. Pedro de Alcântara, religioso, +1562



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-aventurado John Henry Newman : «Estai preparados»

Leituras

Romanos 6,12-18.


Irmãos: Que o pecado não reine mais no vosso corpo mortal, de tal modo que obedeçais às suas paixões.
Não entregueis os vossos membros, como armas da injustiça, ao serviço do pecado. Pelo contrário, entregai-vos a Deus, como vivos de entre os mortos, e entregai os vossos membros, como armas da justiça, ao serviço de Deus.
Pois o pecado não terá mais domínio sobre vós, uma vez que não estais sob a Lei, mas sob a graça. Libertos do pecado
Então? Vamos pecar, porque não estamos sob a Lei, mas sob a graça? De modo nenhum!
Não sabeis que, se vos entregais a alguém, obedecendo-lhe como escravos, sois escravos daquele a quem obedeceis, quer seja do pecado que leva à morte, quer da obediência que leva à justiça?
Demos graças a Deus: éreis escravos do pecado, mas obedecestes de coração ao ensino que vos foi transmitido como norma de vida.
E libertos do pecado, tornastes-vos escravos da justiça.


Salmos 124(123),1-3.4-6.7-8.


Se o Senhor não estivesse do nosso lado,
que o diga Israel,
se o Senhor não estivesse do nosso lado,
quando os homens se levantaram contra nós

ter-nos-iam engolido vivos
quando a sua fúria ardia contra nós.  
As águas ter-nos-iam submergido,
a torrente teria passado sobre nós.  

teriam passado sobre nós as águas turbulentas.
Bendito seja o Senhor,
que não nos entregou
como presa nos seus dentes.

A nossa vida escapou como um pássaro
do laço de caçadores:
rompeu-se o laço
e nós libertámo-nos.  

O nosso auxílio está no nome do Senhor,
que fez o céu e a terra.  


Lucas 12,39-48.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ficai a sabê-lo bem: se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão, não teria deixado arrombar a sua casa.
Estai preparados, vós também, porque o Filho do Homem chegará na hora em que menos pensais.»
Pedro disse-lhe: «Senhor, é para nós que dizes essa parábola, ou é para todos igualmente?»
O Senhor respondeu: «Quem será, pois, o administrador fiel e prudente a quem o senhor pôs à frente do seu pessoal para lhe dar, a seu tempo, a ração de trigo?
Feliz o servo a quem o senhor, quando vier, encontrar procedendo assim.
Em verdade vos digo que o porá à frente de todos os seus bens.
Mas, se aquele administrador disser consigo mesmo: 'O meu senhor tarda em vir' e começar a espancar servos e servas, a comer, a beber e a embriagar-se,
o senhor daquele servo chegará no dia em que ele menos espera e a uma hora que ele não sabe; então, pô-lo-á de parte, fazendo o partilhar da sorte dos infiéis.
O servo que, conhecendo a vontade do seu senhor, não se preparou e não agiu conforme os seus desejos, será castigado com muitos açoites.
Aquele, porém, que, sem a conhecer, fez coisas dignas de açoites, apenas receberá alguns. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito será pedido.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Bem-aventurado John Henry Newman (1801-1890), teólogo, fundador do Oratório em Inglaterra
Sermão «Watching»; PPS, t. 4, n° 22

«Estai preparados»

O nosso Salvador fez esta advertência quando estava prestes a deixar este
mundo, ou seja, a deixá-lo visivelmente. Ele previa que poderiam decorrer
séculos até ao Seu regresso. Conhecia o Seu próprio desígnio, o de Seu Pai:
deixar gradualmente o mundo a si mesmo, ir retirando gradualmente as
garantias da Sua presença misericordiosa. Previa o esquecimento em que
cairia entre os Seus próprios discípulos [...], o estado do mundo e da
Igreja tal como o vemos actualmente, em que a Sua ausência prolongada faz
crer que nunca mais regressará.


Hoje em dia, Ele murmura misericordiosamente aos nossos ouvidos que não nos
fiemos naquilo que vemos, que não partilhemos a incredulidade geral, que
não nos deixemos levar pelo mundo, mas que «velemos, pois, orando
continuamente» (cf Lc 21,34.36), e esperemos a Sua vinda. Esta advertência
misericordiosa devia estar sempre presente ao nosso espírito, de tal forma
é precisa, solene e urgente.


Nosso Senhor tinha anunciado a Sua primeira vinda e, no entanto,
surpreendeu-nos quando veio. Virá de uma forma muito mais súbita pela
segunda vez e surpreenderá os homens, agora que, sem dizer quanto tempo
decorrerá antes da Sua vinda, deixou a nossa vigilância à guarda da fé e do
amor. [...] Com efeito, devemos não só acreditar mas velar; não só amar mas
velar, não só obedecer mas velar. Velar para quê? Na expectativa desse
grande acontecimento que é a vinda de Cristo. [...] Parece ter-nos sido
dado um dever especial [...]: quase todos temos uma ideia geral do que
significa crer, temer, amar e obedecer, mas talvez compreendamos menos bem
o significado de «velar».




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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Profecia do Dia

Terça-feira, dia 18 de Outubro de 2011
S. Lucas, Evangelista – Festa

São Lucas, Evangelista



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II : O testemunho de São Lucas: «Resolvi eu também, depois de tudo ter investigado cuidadosamente [...], expô-los a ti por escrito» (Lc 1,3)

Leituras

2 Tim. 4,9-17b.


Caríssimo: Vem ter comigo quanto antes,
pois Demas abandonou-me. Preferiu o mundo presente e foi para Tessalónica. Crescente foi para a Galácia, e Tito para a Dalmácia.
Apenas Lucas está comigo. Traz contigo Marcos, pois me será de grande ajuda no ministério.
Quanto a Tíquico, enviei-o a Éfeso.
Quando vieres, traz o manto que deixei em Tróade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos.
Alexandre, o fundidor de cobre, causou-me muitos danos. O Senhor lhe retribuirá segundo as suas obras.
Toma tu também cuidado com ele, pois muito se tem oposto ao nosso ensinamento.
Na minha primeira defesa, ninguém esteve ao meu lado. Todos me abandonaram. Que não lhes seja levado em conta.
O Senhor, porém, esteve comigo e deu-me forças, a fim de que, por meu intermédio, o anúncio fosse plenamente proclamado e todos os gentios o escutassem. Assim fui arrebatado da boca do leão.


Salmos 145(144),10-11.12-13ab.17-18.


Graças Vos dêem Senhor, todas as criaturas
e  bendigam-Vos os vossos fiéis.  
Proclamem a glória do vosso reino  
e anunciem os vossos feitos gloriosos.  

Para mostrar aos homens as tuas proezas
e o esplendor glorioso do teu reino.   
O teu reino é um reino para toda a eternidade
e o teu domínio estende-se por todas as gerações.  


O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e misericordioso em todas as suas obras.  
O Senhor está perto de todos os que O invocam,
dos que O invocam sinceramente.  



Lucas 10,1-9.


Naquele tempo,  o Senhor designou outros setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois, à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir.
Disse-lhes: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe.
Ide! Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos.
Não leveis bolsa, nem alforge, nem sandálias; e não vos detenhais a saudar ninguém pelo caminho.
Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'A paz esteja nesta casa!'
E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós.
Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que lá houver, pois o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa.
Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei do que vos for servido,
curai os doentes que nela houver e dizei-lhes: 'O Reino de Deus já está próximo de vós.'


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Concílio Vaticano II
Constituição Dogmática «Dei Verbum» Sobre A Revelação Divina, § 18-19

O testemunho de São Lucas: «Resolvi eu também, depois de tudo ter investigado cuidadosamente [...], expô-los a ti por escrito» (Lc 1,3)

Ninguém ignora que, entre todas as Escrituras, mesmo as do Novo Testamento,
os Evangelhos têm o primeiro lugar, enquanto são o principal testemunho da
vida e doutrina do Verbo encarnado, nosso Salvador.


A Igreja defendeu e defende sempre e em toda a parte a origem apostólica
dos quatro Evangelhos. Com efeito, aquelas coisas que os Apóstolos, por
ordem de Cristo, pregaram foram depois, por inspiração do Espírito Santo,
transmitidas por escrito por eles mesmos e por varões apostólicos como
fundamento da fé, ou seja, o Evangelho quadriforme, segundo Mateus, Marcos,
Lucas e João.


A Santa Madre Igreja defendeu e defende, firme e constantemente, que estes
quatro Evangelhos, cuja historicidade afirma sem hesitação, transmitem
fielmente as coisas que Jesus, Filho de Deus, durante a Sua vida terrena,
realmente operou e ensinou para salvação eterna dos homens, até ao dia em
que subiu ao céu (cf Act 1,1-2). Na verdade, após a ascensão do Senhor, os
Apóstolos transmitiram aos seus ouvintes, com aquela compreensão mais plena
de que eles, instruídos pelos acontecimentos gloriosos de Cristo e
iluminados pelo Espírito de verdade (Jo 14,26) gozavam, as coisas que Ele
tinha dito e feito.


Os autores sagrados, porém, escreveram os quatro Evangelhos escolhendo
algumas coisas, entre as muitas transmitidas por palavra ou por escrito,
sintetizando umas, desenvolvendo outras, segundo o estado das igrejas,
conservando finalmente o carácter de pregação, mas sempre de maneira a
comunicar-nos coisas autênticas e verdadeiras acerca de Jesus. Com efeito,
quer relatassem aquilo de que se lembravam e recordavam, quer se baseassem
no testemunho daqueles «que desde o princípio foram testemunhas oculares e
ministros da palavra», fizeram-no sempre com intenção de que conheçamos a
«verdade» das coisas a respeito das quais fomos instruídos (cf Lc 1,2-4).




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