sábado, 19 de novembro de 2011

Profecia do Dia

Domingo, dia 20 de Novembro de 2011
NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO - Solenidade

34º Domingo do Tempo Comum - Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo - Ano A (semana II do saltério)
Santo Edmundo, rei, mártir, +870



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Hilário : «Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo»

Leituras

Ezeq. 34,11-12.15-17.


Eis o que diz o Senhor Deus: "Eu mesmo cuidarei das minhas ovelhas e me interessarei por elas.
Como o pastor se preocupa com o seu rebanho, quando se encontra entre as ovelhas dispersas, assim me preocuparei Eu com o meu. Reconduzi-lo-ei de todas as partes por onde tenha sido disperso, num dia de nuvens e de trevas.
Sou Eu que apascentarei as minhas ovelhas, sou Eu quem as fará descansar - oráculo do Senhor DEUS.
Procurarei aquela que se tinha perdido, reconduzirei a que se tinha tresmalhado; cuidarei a que está ferida e tratarei da que está doente. Vigiarei sobre a que está gorda e forte. A todas apascentarei com justiça."
"Quanto a vós, minhas ovelhas, assim fala o Senhor DEUS: Eis que vou julgar entre ovelhas e ovelhas - entre carneiros e bodes.


Salmos 23(22),1-2a.2b-3.5.6.


O SENHOR é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.


Ele me guia por sendas direitas, por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal,
porque Vós estais comigo.

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e o meu cálice transborda.

A bondade e a graça  hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.



1 Cor. 15,20-26.28.


Irmãos: Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram.
Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem vem a ressurreição dos mortos.
E, como todos morrem em Adão, assim em Cristo todos voltarão a receber a vida.
Mas cada um na sua própria ordem: primeiro, Cristo; depois, aqueles que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda.
Depois, será o fim: quando Ele entregar o reino a Deus e Pai, depois de ter destruído todo o principado, toda a dominação e poder.
Pois é necessário que Ele reine até que tenha colocado todos os inimigos debaixo dos seus pés.
O último inimigo a ser destruído será a morte,
E quando todas as coisas lhe tiverem sido submetidas, então o próprio Filho se submeterá àquele que tudo lhe submeteu, a fim de que Deus seja tudo em todos.


Mateus 25,31-46.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do Homem vier na sua glória, acompanhado por todos os seus anjos, há-de sentar-se no seu trono de glória.
Perante Ele, vão reunir-se todos os povos e Ele separará as pessoas umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.
À sua direita porá as ovelhas e à sua esquerda, os cabritos.
O Rei dirá, então, aos da sua direita: 'Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo.
Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me,
estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo.'
Então, os justos vão responder-lhe: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber?
Quando te vimos peregrino e te recolhemos, ou nu e te vestimos?
E quando te vimos doente ou na prisão, e fomos visitar-te?'
E o Rei vai dizer-lhes, em resposta: 'Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes.'
Em seguida dirá aos da esquerda: 'Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o diabo e para os seus anjos!
Porque tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber,
era peregrino e não me recolhestes, estava nu e não me vestistes, doente e na prisão e não fostes visitar-me.'
Por sua vez, eles perguntarão: 'Quando foi que te vimos com fome, ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou doente, ou na prisão, e não te socorremos?'
Ele responderá, então: 'Em verdade vos digo: Sempre que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer.'
Estes irão para o suplício eterno, e os justos, para a vida eterna.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers e doutor da Igreja
A Trindade, 11, 38-39

«Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo»

«O próprio Filho Se submeterá Àquele que tudo Lhe submeteu» diz São Paulo
(1Co 15,28), não no sentido de, ao entregar-Lhe o Reino, renunciar ao Seu
poder , mas porque seremos nós o Reino de Deus, quando nos tornarmos
conformes à glória do Seu corpo. [...] É a nós que Ele entregará a Deus,
depois de nos ter constituído «Reino de Deus» pela glorificação do Seu
corpo. E a nós que Ele entregará ao Pai, enquanto Reino, segundo o que está
escrito no Evangelho: «Vinde, benditos de Meu Pai! Recebei em herança o
Reino que vos está preparado desde a criação do mundo».


«Então os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de Seu Pai» (Mt
13,43). Pois o Filho entregará a Deus, como sendo o Seu Reino, aqueles que
convidou para o Seu Reino, aqueles a quem prometeu a beatitude própria
desse mistério, pelas Suas palavras: «Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus» (Mt 5,8). [...] Cristo entrega a Deus o Seu Reino e
eis que aqueles que Ele entrega a Deus como sendo o Seu Reino vêem a Deus.
O próprio Senhor declarou aos Seus apóstolos em que consiste esse Reino: «O
Reino dos céus está no meio de vós» (Lc 17,21).


E, se alguém deseja saber Quem é Aquele que entrega o Reino, oiça: «Cristo
ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram. Porque, assim como
por um homem veio a morte, também por um homem vem a ressurreição dos
mortos» (1Co 15,20-21). Tudo isto se refere ao mistério do Corpo, porque
Cristo é o primeiro ressuscitado de entre os mortos. [...] Assim, para
progresso da humanidade assumida por Cristo, «Deus será tudo em todos» (1Co
15,28).




Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Profecia do Dia

Sabado, dia 19 de Novembro de 2011
Sábado da 33a semana do Tempo Comum

Santa Matilde de Hackeborn, monja, +1298,  S. Roque Gonzales e comp., mártires, +1628



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-aventurado João Paulo II : «Sendo filhos da ressurreição, são filhos de Deus»

Leituras

1 Mac. 6,1-13.


Naqueles dias, o rei Antíoco atravessava as províncias superiores, quando soube que, na Pérsia, em Elimaida, havia uma cidade famosa pelas suas riquezas em prata e ouro.
O seu templo, extraordinariamente rico, possuía armaduras de ouro, couraças e armas, deixadas ali por Alexandre, filho de Filipe, rei da Macedónia, o primeiro que reinou sobre a Grécia.
Dirigiu-se para esta cidade com o propósito de a tomar e saquear, mas não pôde, porque os habitantes estavam prevenidos.
Resistiram-lhe com as armas, e viu-se obrigado a fugir e a regressar à Babilónia com grande humilhação.
Na Pérsia, um mensageiro foi dizer-lhe que as tropas enviadas à Judeia tinham sido derrotadas,
e que Lísias, partindo com um poderoso exército, fora vencido pelos judeus, que aumentaram o seu poderio com as armas, as munições e os despojos, tomados ao exército desbaratado.
E que tinham destruído também a abominação edificada por ele sobre o altar, em Jerusalém, e tinham cercado o templo com altas muralhas como outrora, assim como a cidade de Bet-Sur.
Ouvindo estas notícias, o rei ficou irado e profundamente perturbado. Caiu de cama, doente de tristeza, ao ver que os acontecimentos não tinham correspondido aos seus desejos.
Passou assim muitos dias, porque a sua mágoa se renovava sem cessar, e julgou morrer.
Mandou, então, chamar todos os seus amigos e disse-lhes: «O sono fugiu dos meus olhos e o meu coração desfalece de preocupação.
E digo a mim mesmo: A que grande aflição fui reduzido e em que abismo de tristeza me encontro, eu, que antes vivia alegre e era amado quando era poderoso!
Mas agora lembro-me dos males que causei a Jerusalém, de todos os objectos de ouro e prata que roubei, e de todos os habitantes da Judeia que exterminei sem motivo.
Reconheço que foi por causa disto que me sobrevieram todos estes males, e, agora, morro de tristeza numa terra estrangeira.»


Salmos 9(9A),2-3.4.6.16b.19.


Quero louvar-te, Senhor, com todo o coração,
e narrar todas as tuas maravilhas.
Em Ti exultarei de alegria
e cantarei salmos ao teu nome, ó Altíssimo.

Os meus inimigos batem em retirada,
tropeçam e caem mortos diante de ti.
Ameaçaste os pagãos, exterminaste os ímpios,
apagaste o seu nome para sempre.

Os pagãos caíram no fosso que fizeram;  
os seus pés ficaram presos na rede que esconderam.
Mas o pobre não será esquecido eternamente,
nem para sempre se há-de perder a esperança dos infelizes.



Lucas 20,27-40.


Naqueles tempo, aproximaram-se  de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, e interrogaram-no:
«Mestre, Moisés prescreveu nos que, se morrer um homem deixando a mulher, mas não tendo filhos, seu irmão casará com a viúva, para dar descendência ao irmão.
Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou-se e morreu sem filhos;
o segundo,
depois o terceiro, casaram com a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram sem deixar filhos.
Finalmente, morreu também a mulher.
Ora bem, na ressurreição, a qual deles pertencerá a mulher, uma vez que os sete a tiveram por esposa?»
Jesus respondeu-lhes: «Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se;
mas aqueles que forem julgados dignos da vida futura e da ressurreição dos mortos não se casam, sejam homens ou mulheres,
porque já não podem morrer: são semelhantes aos anjos e, sendo filhos da ressurreição, são filhos de Deus.
E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob.
Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Ele, todos estão vivos.»
Tomando, então, a palavra, alguns doutores da Lei disseram: «Mestre, falaste bem.»
E já não se atreviam a interrogá lo sobre mais nada.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Bem-aventurado João Paulo II
Audiência geral de 1/2/1982

«Sendo filhos da ressurreição, são filhos de Deus»

Enquanto sacramento nascido do mistério da Redenção e, em certo sentido,
renascido do amor nupcial de Cristo e da Igreja (cf Ef 5,22-23), o
matrimónio é uma expressão eficaz do poder salvífico de Deus, que realiza o
Seu eterno desígnio mesmo após o pecado e apesar da concupiscência oculta
no coração de cada ser humano, homem e mulher. [...] Como sacramento da
Igreja, o matrimónio é indissolúvel por natureza. Como sacramento da
Igreja, é também palavra do Espírito, que exorta o homem e a mulher a
modelarem toda a sua vida em comum aurindo a sua força do mistério da
«redenção do corpo». [...] A redenção do corpo significa [...] esta
esperança que, na dimensão do matrimónio, pode ser definida como esperança
do quotidiano, esperança do temporal [...].


A dignidade dos esposos [...] exprime-se na profunda consciência da
santidade da vida à qual ambos dão origem, participando ─ como
fundadores duma família ─ nas forças do mistério da criação. À luz
desta esperança, que está ligada ao mistério da redenção do corpo, esta
vida humana nova, o filho concebido e nascido da união conjugal do seu pai
e da sua mãe, abre-se às «primícias do Espírito» «para participar da
liberdade e da glória dos filhos de Deus». E se toda a criação, até ao dia
de hoje, geme com as dores do parto, uma esperança particular acompanha a
mulher nas dores do parto: a esperança da «revelação dos filhos de Deus»
(Rm 8,19-23), esperança da qual todo o recém-nascido, ao vir ao mundo,
transporta em si mesmo uma centelha. [...] É a isso que se referem as
palavras de Cristo, quando fala da ressurreição dos corpos [...]: «sendo
filhos da ressurreição, são filhos de Deus».




Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Profecia do Dia

Sexta-feira, dia 18 de Novembro de 2011
Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo

Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo,  Beato Domingos Jorge, leigo, mártir, +1619



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Jean Tauler : «Ensinava todos os dias no templo»

Leituras

Actos 28,11-16.30-31.


Volvidos três meses, tomámos um barco de Alexandria com o emblema dos Dióscoros, que tinha passado o Inverno na ilha.
Aportámos a Siracusa, onde ficámos três dias
e, de lá, contornando a costa, chegámos a Régio. No dia imediato, levantou-se o vento sul e, em dois dias, alcançámos Putéolos,
onde encontrámos irmãos, que nos convidaram a passar sete dias com eles. E assim é que fomos para Roma.
Os irmãos desta cidade, prevenidos da nossa chegada, vieram ao nosso encontro até Foro de Ápio e Três Tabernas. Paulo, ao vê-los, deu graças a Deus e cobrou ânimo.
Quando entrámos em Roma, Paulo foi autorizado a ficar em alojamento próprio com o soldado que o guardava.
Paulo permaneceu dois anos inteiros no alojamento que alugara, onde recebia todos os que iam procurá-lo,
anunciando o Reino de Deus e ensinando o que diz respeito ao Senhor Jesus Cristo, com o maior desassombro e sem impedimento.


Salmos 98(97),1.2-3ab.3cd-4.5-6.


Cantai ao Senhor um cântico novo,  
porque Ele fez maravilhas!  
A sua mão direita e o seu santo braço  
Lhe deram a vitória.

O Senhor anunciou a sua vitória,
revelou aos povos a sua justiça.
Lembrou-Se do seu amor e da sua fidelidade  
em favor da casa de Israel.  

Todos os confins da terra presenciaram  
o triunfo libertador do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.

Cantai hinos ao SENHOR, ao som da harpa,  
ao som da harpa e da lira;
ao som de cornetins e trombetas,  
aclamai o nosso rei e Senhor.



Mateus 14,22-33.


Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões.
Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só.
O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo.
No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!»
Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.»
«Vem» disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!»
Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?»
E, quando entraram no barco, o vento amainou.
Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano em Estrasburgo
Sermão 69

«Ensinava todos os dias no templo»

Nosso Senhor ensina-nos pessoalmente o que devemos fazer para que o nosso
interior se torne uma casa de oração, pois o homem é, verdadeiramente, um
templo consagrado a Deus. Em primeiro lugar devemos expulsar de lá os
vendilhões, isto é, as imagens e representações dos bens criados e tudo o
que for satisfação nas coisas do mundo e fruição da vontade própria.
Depois, é preciso lavar o templo com lágrimas para o purificar. Os templos
não se tornam todos santos pelo simples facto de serem sítios habitáveis
[...]; é Deus que os torna santos.


O templo de que se fala aqui é o amável templo de Deus, onde Deus está na
verdade quando [...] nele criarmos um lugar específico para Ele. Como
poderia Deus eleger como residência uma alma antes de ela ter o mínimo
pensamento de Deus? Não está ela tantas vezes atafulhada de tantas outras
coisas?




Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org