Terça-feira, dia 13 de Dezembro de 2011
Terça-feira da 3a semana do Advento
Santa Luzia, virgem, mártir, +303, Santa Otília (ou Odília), religiosa, séc. VII
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo : «João veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele»
Leituras
Sofonias 3,1-2.9-13.
Eis o que diz o Senhor: «Ai da cidade rebelde, manchada e opressora!
Ela não ouviu o apelo, nem aceitou o aviso; não confiou no Senhor, nem se aproximou do seu Deus.
Então, darei aos povos lábios puros, para que todos possam invocar o nome do Senhor e servi-lo de comum acordo.
Do outro lado dos rios da Etiópia, os meus adoradores dispersos virão trazer-me ofertas.
Naquele dia, não te envergonharás dos pecados que cometeste contra mim, porque exterminarei do meio de ti os orgulhosos e os arrogantes; e cessarás de te orgulhar na minha montanha santa.
Deixarei subsistir no meio de ti um povo pobre e humilde; eles procurarão refúgio no nome do Senhor.
O resto de Israel não cometerá mais a iniquidade nem proferirá mentiras; não se achará mais na sua boca uma língua enganadora. Eles apascentarão e repousarão sem que ninguém os inquiete.
Salmos 34(33),2-3.6-7.17-18.19.23.
Em todo o tempo, bendirei o Senhor;
o seu louvor estará sempre nos meus lábios.
A minha alma gloria-se no Senhor!
Que os humildes saibam e se alegrem.
Aqueles que o contemplam ficam radiantes,
não ficarão de semblante abatido.
Quando um pobre invoca o SENHOR,
Ele atende o e liberta o das suas angústias.
A ira do Senhor volta-se contra os malfeitores,
para apagar da terra a sua memória.
Os justos clamaram e o Senhor atendeu-os
e livrou-os das suas angústias.
O Senhor está perto dos corações contritos
e salva os espíritos abatidos.
O SENHOR resgata a vida dos seus servos; os que nele confiam não serão condenados.
Mateus 21,28-32.
Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo:«Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: 'Filho, vai hoje trabalhar na vinha.'
Mas ele respondeu: 'Não quero.' Mais tarde, porém, arrependeu-se e foi.
Dirigindo-se ao segundo, falou-lhe do mesmo modo e ele respondeu: 'Vou sim, senhor.' Mas não foi.
Qual dos dois fez a vontade ao pai?» Responderam eles: «O primeiro.» Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os cobradores de impostos e as meretrizes vão preceder vos no Reino de Deus.
João veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os cobradores de impostos e as meretrizes acreditaram nele. E vós, nem depois de verdes isto, vos arrependestes para acreditar nele.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 167; CCL 248, 1025, PL 52, 636
«João veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele»
João Baptista ensina com palavras e actos. Verdadeiro mestre, mostra pelo
seu exemplo aquilo que afirma com a sua palavra. O saber faz o mestre, mas
é a conduta que confere autoridade. [...] Ensinar pelos actos é a única
regra daquele que quer instruir. A instrução pelas palavras é sabedoria;
mas quando passa pelos actos é virtude. Por conseguinte, a sabedoria é
autêntica quando unida à virtude: só então é divina e não humana. [...]
«Naqueles dias, apareceu João, o Baptista, a pregar no deserto da Judeia.
Dizia: 'Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu'» (Mt 3,1-2).
«Convertei-vos.» Porque não diz: «Rejubilai»? «Rejubilai antes porque as
realidades humanas dão lugar às realidades divinas, as terrestres às
celestiais, as temporais às eternas, o mal ao bem, a incerteza à segurança,
a tristeza à felicidade, as realidades perecíveis às que permanecerão para
sempre. O Reino dos céus está muito próximo. Convertei-vos.» Que a tua
conduta de convertido seja evidente. Tu que preferiste o humano ao divino,
que quiseste ser escravo do mundo em vez de vencedor do mundo com o Senhor
do mundo, converte-te. Tu que fugiste da liberdade que as virtudes conferem
porque quiseste sofrer o jugo do pecado, converte-te; converte-te
verdadeiramente, tu que, por medo de possuir a Vida, te entregaste à morte.
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Profecia do Dia
domingo, 11 de dezembro de 2011
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 12 de Dezembro de 2011
Segunda-feira da 3a semana do Advento
Santa Joana Francisca de Chantal, religiosa, +1641, Nossa Senhora de Guadalupe (festa no Brasil)
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Jerusalém : «Porque não lhe destes crédito?»
Leituras
Núm. 24,2-7.15-17a.
Naqueles dias, o profeta Balaão levantou os olhos e viu Israel acampado por tribos. Desceu sobre ele o Espírito de Deus
e ele proferiu o seu oráculo, dizendo: «Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem de olhar penetrante;
oráculo do que escuta as palavras de Deus, que tem a visão do Omnipotente, que se prostra, mas de olhos abertos.
Como são belas as tuas tendas, ó Jacob, as tuas moradas, ó Israel!
Estendem-se como os vales, como jardins junto de um rio! O Senhor plantou-as como árvores de aloés, como cedros junto das águas!
A água escorre de seus reservatórios e suas sementeiras têm água abundante. O seu rei é mais forte que Agag, e exalta o seu reino!
E Balaão pronunciou o seu oráculo, dizendo: «Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem de olhar penetrante.
Oráculo daquele que escuta as palavras de Deus, e conhece a sabedoria do Altíssimo, que tem a visão do Omnipotente, que se prostra, mas de olhos abertos.
Eu vejo, mas não para já; contemplo-o, mas ainda não próximo: uma estrela surge de Jacob e um ceptro se ergue de Israel. Derrubará as frontes de Moab e o crânio de todos os filhos de Set.
Salmos 25(24),4bc-5ab.6-7bc.8-9.
Mostra-me, Senhor, os teus caminhos
e ensina-me as tuas veredas.
Dirige-me na tua verdade e ensina-me,
porque Tu és o Deus meu salvador.
Em ti confio sempre.
Lembra-te, Senhor, da tua compaixão
e do teu amor, pois eles existem desde sempre.
Lembra-te de mim, Senhor,
pelo teu amor e pela tua bondade.
O Senhor é bom e justo;
ensina o caminho aos pecadores,
guia os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer o seu caminho.
Mateus 21,23-27.
Naquele tempo, Jesus foi ao templo e, enquanto ensinava, foram ter com Ele os sumos sacerdotes e os anciãos do povo e disseram-lhe: «Com que autoridade fazes isto? E quem te deu tal poder?»
Jesus respondeu-lhes: «Também Eu vou fazer vos uma pergunta. Se me responderdes, digo-vos com que autoridade faço isto.
De onde provinha o baptismo de João: do Céu ou dos homens?» Mas eles começaram a pensar entre si: «Se respondermos: 'Do Céu', vai dizer-nos: 'Porque não lhe destes crédito?'
E, se respondermos: 'Dos homens', ficamos com receio da multidão, pois todos têm João por um profeta.»
E responderam a Jesus: «Não sabemos.» Disse-lhes Ele, por seu turno: «Também Eu vos não digo com que autoridade faço isto.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém e doutor da Igreja
Catequese baptismal 12, 6-8
«Porque não lhe destes crédito?»
Os profetas foram enviados com Moisés para curar Israel; mas cuidavam de
Israel chorando, sem conseguirem dominar o mal, como disse um deles: «Ai de
mim! Desapareceram da terra os justos» (Mq 7,1-2). [...] Grande era a
ferida da humanidade; «desde a planta dos pés até ao alto da cabeça, não há
nada de são em vós. Tudo são feridas, contusões, cha¬gas vivas, que não
foram curadas, nem liga¬das, nem suavizadas com azeite» (Is 1,6). Os
profetas, esgotados pelas lágrimas, diziam: «Quem dera que viesse de Sião a
salvação de Israel!» (Sl 13,7) [...] E outro profeta suplicava nestes
termos: «Senhor, abaixa os céus e desce» (Sl 143,5). As feridas da
humanidade excedem os nossos remédios. «Derru¬ba¬ram os Teus altares e
assas-sinaram os Teus profetas.» (1R 19,10). A nossa miséria não pode ser
curada por nós; é de Ti que necessitamos para nos reerguemos.
O Senhor satisfez a oração dos profetas. O Pai não desprezou a nossa raça
mortificada; enviou do céu o Seu próprio Filho como médico. «O Senhor que
procurais virá brevemente» disse um profeta. Onde? «No Seu san¬tuário» (Ml
3,1), onde ape¬drejastes o Seu profeta (2Cr 24,21). [...] O próprio Deus
disse ainda: «Eis que Eu venho para morar no meio de ti, e muitas nações se
unirão ao Senhor» (Zc 2,14-15). [...] Agora venho reunir todos os povos de
todas as línguas, porque «veio para o que era Seu, e os Seus não O
receberam» (Jo 1,11).
Vens; e que dás Tu às nações? «Eu virei para reunir os povos e colo¬ca¬rei
no meio deles um si-nal» (Is 66,18-19). Com efeito, na sequência do Meu
combate na cruz, cada um dos Meus soldados levará sobre a fronte o selo
real (Ap 7,3). E outro profeta disse: «Inclinou os céus e desceu, com
densas nuvens debaixo dos Seus pés». (Sl 17,10). Mas a Sua descida dos céus
permaneceu desconhecida dos homens.
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sábado, 10 de dezembro de 2011
Profecia do Dia
Domingo, dia 11 de Dezembro de 2011
3º Domingo do Advento - Ano B
3º Domingo do Advento - Ano B (semana III do saltério)
S. Dâmaso I, papa, +384, S. Juan Diego, indígena mexicano, vidente de Guadalupe, séc. XVI
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gregório Magno : «No meio de vós está Quem vós não conheceis. É Aquele que vem depois de mim»
Leituras
Is. 61,1-2a.10-11.
O espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu: enviou-me para levar a boa-nova aos que sofrem, para curar os desesperados, para anunciar a libertação aos exilados e a liberdade aos prisioneiros;
para proclamar um ano da graça do SENHOR, o dia da vingança da parte do nosso Deus; para consolar os tristes,
Rejubilo de alegria no SENHOR, e o meu espírito exulta no meu Deus, porque me revestiu com as vestes da salvação e me envolveu num manto de triunfo. Como um noivo que cinge a fronte com o diadema, e como uma noiva que se adorna com as suas jóias.
Porque, assim como a terra faz nascer as plantas, e o jardim faz brotar as sementes, assim o Senhor DEUS faz germinar a justiça e o louvor diante de todas as nações.
Lucas 1,46-48.49-50.53-54.
«A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua serva.
De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações.
O Todo-poderoso fez em mim maravilhas.
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.
Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia.
1 Tess. 5,16-24.
Irmãos: Sede sempre alegres.
Orai sem cessar.
Em tudo dai graças. Esta é, de facto, a vontade de Deus a vosso respeito em Jesus Cristo.
Não apagueis o Espírito.
Não desprezeis as profecias.
Examinai tudo, guardai o que é bom.
Afastai-vos de toda a espécie de mal.
Que o Deus da paz vos santifique totalmente, e todo o vosso ser espírito, alma e corpo se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fiel é aquele que vos chama: Ele há-de realizá-lo.
João 1,6-8.19-28.
Apareceu um homem, enviado por Deus, que se chamava João.
Este vinha como testemunha, para dar testemunho da Luz e todos crerem por meio dele.
Ele não era a Luz, mas vinha para dar testemunho da Luz.
Este foi o testemunho de João, quando as autoridades judaicas lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: «Tu quem és?»
Então ele confessou a verdade e não a negou, afirmando: «Eu não sou o Messias.»
E perguntaram-lhe: «Quem és, então? És tu Elias?» Ele disse: «Não sou.» «És tu o profeta?» Respondeu: «Não.»
Disseram-lhe, por fim: «Quem és tu, para podermos dar uma resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?»
Ele declarou: «Eu sou a voz de quem grita no deserto: 'Rectificai o caminho do Senhor', como disse o profeta Isaías.»
Ora, havia enviados dos fariseus que lhe perguntaram:
«Então porque baptizas, se tu não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?»
João respondeu-lhes: «Eu baptizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis.
É aquele que vem depois de mim, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias.»
Isto passou-se em Betânia, na margem além do Jordão, onde João estava a baptizar.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gregório Magno (c. 540-604), papa e doutor da Igreja
Catequeses sobre o Evangelho, nº 7
«No meio de vós está Quem vós não conheceis. É Aquele que vem depois de mim»
«Eu baptizo com água, mas no meio de vós está Quem vós não conheceis.» Não
é no espírito, mas em água que João baptiza. Incapaz de perdoar os pecados,
ele lava pela água o corpo dos baptizados, mas não lava o espírito pelo
perdão. Então porque é que ele baptiza, se não perdoa os pecados pelo seu
baptismo? Porquê, a não ser para permanecer no seu papel de precursor? Tal
como, nascendo, precedeu o Senhor que ia nascer, assim também, baptizando,
precede o Senhor que ia baptizar. Precursor de Cristo pela sua pregação,
ele o foi também dando um baptismo que era uma imagem do sacramento que
estava para vir.
João anunciou um mistério quando declarou que Cristo estava no meio dos
homens e que eles não O conheciam, pois o Senhor, quando Se revelou na
carne, era ao mesmo tempo visível no Seu corpo e invisível na Sua
majestade. E João acrescenta: «O que vem depois de mim passou à minha
frente» (Jo 1,15) [...]; e explica as causas da superioridade de Cristo
quando precisa: «Porque existia antes de mim», como que para dizer
claramente: «Se é superior a mim, tendo nascido depois de mim, é porque o
tempo do Seu nascimento não o restringe dentro dos seus limites. Nascido de
uma mãe no tempo, foi gerado pelo Pai fora do tempo.»
João manifesta o humilde respeito que Lhe deve, prosseguindo: «Não sou
digno de desatar as correias das Suas sandálias.» Era costume entre os
antigos que, se alguém se recusasse a desposar uma jovem que lhe estava
prometida, desatasse a sandália do que viesse a ser seu marido. Ora Cristo
manifestou-Se como Esposo da santa Igreja. [...] Mas porque os homens
pensavam que João era o Cristo coisa que o próprio João negou , ele
declara-se indigno de desatar a correia da Sua sandália. É como se dissesse
claramente [...]: «Eu não adopto incorrectamente o nome de esposo» (cf Jo
3,29).
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