sábado, 4 de fevereiro de 2012

Profecia do Dia

Domingo, dia 05 de Fevereiro de 2012
5º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Quinto Domingo do Tempo Comum (semana I do saltério)
Santa Águeda, virgem, mártir, +251,  S. Felipe de Jesus, religioso, mártir, +1597



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Jean Tauler : «Jesus foi para um lugar solitário e ali Se pôs em oração»

Leituras

Job 7,1-4.6-7.


Job tomou a palavra, dizendo: «A vida do homem sobre a terra, não é ela uma luta? Não são os seus dias como os de um assalariado?
Como um escravo suspira pela sombra, e o jornaleiro espera o seu salário,
assim eu tive por quinhão meses de sofrimento, e couberam-me em sorte noites cheias de dor.
Se me deito, digo: 'Quando chegará o dia?' Se me levanto: 'Quando virá a tarde?' E encho-me de angústia até chegar a noite.
Os meus dias passam mais rápido que a lançadeira e desaparecem sem deixar esperança.
Lembra-te de que a minha vida é um sopro, e os meus olhos não voltarão a ver a felicidade.


Salmos 147(146),1-2.3-4.5-6.


Louvai o Senhor, porque é bom cantar!
É agradável e é justo louvar o nosso Deus.
O Senhor restaura Jerusalém
e reúne os dispersos de Israel.

Ele cura os de coração atribulado
e trata-lhes as feridas!
Ele fixa o número das estrelas
e chama a cada uma pelo seu nome.

Grande e poderoso é o nosso Deus;
a sua sabedoria não tem limites.
O Senhor ampara os humildes,
mas abate os malfeitores até ao chão.



1 Cor. 9,16-19.22-23.


Irmãos: Anunciar o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar!
Se o fizesse por iniciativa própria, mereceria recompensa; mas, não sendo de maneira espontânea, é um encargo que me está confiado.
Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.
De facto, embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos, para ganhar o maior número.
Fiz-me fraco com os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para salvar alguns a qualquer custo.
E tudo faço por causa do Evangelho, para dele me tornar participante.


Marcos 1,29-39.


Naquele tempo, Jesus saíu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André, .
A sogra de Simão estava de cama com febre, e logo lhe falaram dela.
Aproximando-se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los.
À noitinha, depois do sol-pôr, trouxeram-lhe todos os enfermos e possessos,
e a cidade inteira estava reunida junto à porta.
Curou muitos enfermos atormentados por toda a espécie de males e expulsou muitos demónios; mas não deixava falar os demónios, porque sabiam quem Ele era.
De madrugada, ainda escuro, levantou-se e saiu; foi para um lugar solitário e ali se pôs em oração.
Simão e os que estavam com Ele seguiram-no.
E, tendo-o encontrado, disseram-lhe: «Todos te procuram.»
Mas Ele respondeu-lhes: «Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de pregar aí, pois foi para isso que Eu vim.»
E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas deles e expulsando os demónios.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano em Estrasburgo
Sermão 15, para a véspera dos Ramos

«Jesus foi para um lugar solitário e ali Se pôs em oração»

Quando o Filho de Deus «levantando os olhos ao céu disse: 'Pai, glorifica o
Teu Filho'» (Jo 17,1), ensinou-nos através desta acção que devemos levantar
bem alto todos os nossos sentidos, as nossas mãos, as nossas faculdades, a
nossa alma, e rezar n'Ele, com Ele e por Ele. Eis a obra melhor e mais
santa que o Filho de Deus realizou na terra: adorar Seu bem amado Pai. Mas
isto ultrapassa em muito qualquer raciocínio, e não conseguimos de maneira
nenhuma alcançá-lo e compreendê-lo se não for no Espírito Santo. Santo
Agostinho e Santo Anselmo dizem-nos que a oração é «uma elevação da alma
para Deus». [...]


Eu digo-te apenas isto: liberta-te de ti mesmo e de todas as coisas
criadas, e eleva plenamente a tua alma para Deus, acima de todas as
criaturas, no abismo profundo. Mergulha o teu espírito no espírito de Deus
com verdadeiro abandono [...], numa verdadeira união com Deus. [...] Pede a
Deus tudo o que Ele quer que Lhe seja pedido, o que tu desejas e o que os
homens desejam de ti. E acredita nisto: aquilo que uma pequena e
insignificante moeda é, comparada com cem mil moedas de ouro, eis o que é
toda a oração externa, comparada com esta oração que é uma verdadeira união
com Deus, com esta fusão do espírito criado no espírito incriado de Deus.
[...]


Se te pediram uma oração, é bom que a faças de maneira exterior, como te
pediram e como tu te comprometeste a fazer. Mas ao fazê-lo leva a tua alma
para as alturas e para o deserto interior, conduz para aí todo o teu
rebanho como Moisés (Ex 3,1). [...] «Os verdadeiros adoradores hão-de
adorar o Pai em espírito e verdade» (Jo 4,23). É nesta oração interior que
se completam todas as práticas, todas as fórmulas e todos os tipos de
oração que, desde Adão até agora, foram oferecidos, e que serão oferecidos
até ao último dia. Tudo isto é levado à sua perfeição num instante, neste
recolhimento verdadeiro e essencial.




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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Profecia do Dia

Sabado, dia 04 de Fevereiro de 2012
Sábado da 4a semana do Tempo Comum

S. João de Brito, presbítero e mártir, +1693



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Isaac : «Encheu-Se de piedade para com eles»

Leituras

1 Reis 3,4-13.


Naqueles dias o rei Salomão foi oferecer sacrifícios a Gabaon, porque era o principal dos altos lugares sagrados; Salomão ofereceu mil holocaustos sobre aquele altar.
Em Gabaon, durante a noite, o Senhor apareceu em sonhos a Salomão e disse-lhe: «Pede-Me o que quiseres».
Salomão respondeu: «Vós manifestastes grande benevolência para com o vosso servo David, meu pai, porque ele andou na vossa presença com fidelidade, justiça e rectidão de coração. Mantivestes com ele tão grande benevolência que lhe destes um filho para suceder no seu trono, como acontece neste dia.
Senhor, meu Deus, Vós fizestes reinar o vosso servo em lugar do meu pai David e eu sou muito novo e não sei como proceder.
Este vosso servo está no meio do povo escolhido, um povo imenso, inumerável, que não se pode contar nem calcular.
Dai, portanto, ao vosso servo um coração inteligente, para saber distinguir o bem do mal; pois, quem poderia governar este vosso povo tão numeroso?».
Agradou ao Senhor esta súplica de Salomão
e disse-lhe:«Porque foi este o teu pedido e já que não pediste longa vida, nem riqueza, nem a morte dos teus inimigos, mas sabedoria para praticar a justiça,
vou satisfazer o teu desejo. Dou-te um coração sábio e esclarecido, como nunca houve antes de ti nem haverá depois de ti.
Dar-te-ei também o que não pediste: dou-te riqueza e glória, de modo que, durante a tua vida, não haverá, entre os reis, ninguém como tu».


Salmos 119(118),9.10.11.12.13.14.


Como poderá um jovem manter puro o seu caminho?
Só guardando as tuas palavras.
Eu procuro-te com todo o coração;
não deixes que me afaste dos teus mandamentos.

Guardo no meu coração as tuas promessas,
para não pecar contra ti.
Bendito sejas, Senhor!
Ensina-me as tuas leis.

Anuncio com os meus lábios
todos os decretos da tua boca.
Alegro-me mais em seguir as tuas ordens,
do que em possuir qualquer riqueza.



Marcos 6,30-34.


Naquele tempo, os Apóstolos reuniram-se a Jesus e contaram-lhe tudo o que tinham feito e ensinado.
Disse-lhes, então: «Vinde, retiremo-nos para um lugar deserto e descansai um pouco.» Porque eram tantos os que iam e vinham, que nem tinham tempo para comer.
Foram, pois, no barco, para um lugar isolado, sem mais ninguém.
Ao vê-los afastar, muitos perceberam para onde iam; e de todas as cidades acorreram, a pé, àquele lugar, e chegaram primeiro que eles.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ove-lhas sem pastor. Começou, então, a ensinar-lhes muitas coisas.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Isaac, o Sírio (século VII), monge perto de Mossul, santo das Igrejas ortodoxas
Discursos ascéticos, 1ª série, nº 60

«Encheu-Se de piedade para com eles»

Não chames a Deus simplesmente justo. Porque não é em relação ao que tu
fazes que Ele revela a Sua justiça. Se David Lhe chama justo e recto (cf.
Sl 32,5), o Seu Filho revelou-nos que Ele é sobretudo bom e manso: «é bom
até para os ingratos e os maus.» (Lc 6,35). [...] Onde está a justiça de
Deus? Não será em que «quando ainda éramos pecadores é que Cristo morreu
por nós»? (Rm 5,8) E, se Deus Se mostra compassivo aqui na terra,
acreditemos que Ele o é desde toda a eternidade.


Longe de nós esse pensamento injusto de que Deus não Se compadece. O
próprio ser de Deus não muda, como mudam os seres que morrem [...]; nada
falta nem nada se acrescenta ao que Ele tem, como acontece às criaturas.
Mas esta compaixão que Deus tem desde o início tê-la-á sempre, para a
eternidade. [...] Como disse o bem-aventurado Cirilo, no seu comentário do
Génesis, venera a Deus por amor e não por causa desse duro nome de justiça
que Lhe impuseram. Ama-O como Ele deve ser amado: não pela recompensa que
Ele te dará, mas pelo que recebemos, por este mundo que Ele criou para nos
oferecer. Quem poderá dar-Lhe seja o que for em retribuição pelo que Ele
fez por nós? Entre as nossas obras, que Lhe poderíamos oferecer? No início,
quem O persuadiu a criar-nos? E quem Lhe reza por nós, quando não O
reconhecemos? Que admirável é a compaixão de Deus! Que maravilha é a graça
de Deus, nosso criador! [...] Quem poderá dizer a Sua glória?




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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Profecia do Dia

Sexta-feira, dia 03 de Fevereiro de 2012
Sexta-feira da 4ª semana do Tempo Comum

S. Brás, bispo e mártir, +316,  S. Oscar (Ansgário), bispo, +865



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cipriano : João Baptista, mártir da verdade

Leituras

Sirac 47,2-13.


Assim como a gordura da vítima se separa da carne, assim David foi separado dentre os filhos de Israel.
Brincou com os leões, como se fossem cabritos, e tratou os ursos como cordeirinhos.
Não foi ele quem, na sua mocidade, matou o gigante e tirou o opróbrio do seu povo, levantando a mão, com a pedra da sua funda e abatendo a arrogância de Golias?
Invocou, na realidade, o Senhor Altíssimo, o qual deu à sua dextra força para derrubar o temível guerreiro e, assim, exaltar o poder do seu povo.
Também foi celebrado por causa da morte dos dez mil homens; tornou-se ilustre com as bênçãos do Senhor e foi-lhe oferecida uma coroa de glória.
Porque desbaratou os inimigos de todas as partes e exterminou os filisteus, seus adversários, destruindo, até ao dia de hoje, o seu poder.
Em todas as suas obras, deu graças ao Santo, ao Altíssimo com palavras de louvor. Com todo o seu coração cantou hinos e amou aquele que o tinha criado.
Estabeleceu cantores diante do altar entoando, com as suas vozes, doces melodias, dia a dia louvando-o com os seus cantos.
Deu esplendor às festividades , brilho perfeito aos dias solenes, para que louvassem o santo nome do Senhor e fizessem ressoar o santuário desde a aurora.
O Senhor perdoou-lhe os seus pecados, engrandeceu o seu poder para sempre e assegurou-lhe, por sua aliança, a realeza e um trono de glória em Israel.
Depois, sucedeu-lhe seu filho, cheio de sabedoria; por amor dele, teve um vasto e pacífico reino.
Salomão reinou em dias de paz. Deus circundou-o de tranquilidade, para que levantasse um templo ao seu nome e lhe preparasse um santuário eterno.


Salmos 18(17),31.47.50.51.


Os caminhos de Deus são perfeitos;
a palavra do Senhor é provada no fogo.
Deus é um escudo protector
para todos os que n'Ele confiam.

Viva o Senhor! Bendito seja o meu protector;
Glorificado seja o Deus que é a minha salvação,
que me libertou da ira dos meus inimigos
e me salvou dos homens violentos.

Por isso, eu te louvarei, Senhor, entre os povos
e cantarei hinos ao teu nome.
Deus dá grandes vitórias ao seu rei
e usa de bondade para com o seu ungido,



Marcos 6,14-29.


Naquele tempo, o rei Herodes ouviu falar de Jesus, pois o seu nome se tornara célebre; e dizia-se: «Este é João Baptista, que ressuscitou de entre os mortos e, por isso, manifesta-se nele o poder de fazer milagres»;
outros diziam: «É Elias»; outros afirmavam: «É um profeta como um dos outros profetas.»
Mas Herodes, ouvindo isto, dizia: «É João, a quem eu degolei, que ressuscitou.»
Na verdade, tinha sido Herodes quem mandara prender João e pô-lo a ferros na prisão, por causa de Herodíade, mulher de Filipe, seu irmão, que ele desposara.
Porque João dizia a Herodes: «Não te é lícito ter contigo a mulher do teu irmão.»
Herodíade tinha-lhe rancor e queria dar-lhe a morte, mas não podia,
porque Herodes temia João e, sabendo que era homem justo e santo, protegia-o; quando o ouvia, ficava muito perplexo, mas escutava-o com agrado.
Mas chegou o dia oportuno, quando Herodes, pelo seu aniversário, ofereceu um banquete aos grandes da corte, aos oficiais e aos principais da Galileia.
Tendo entrado e dançado, a filha de Herodíade agradou a Herodes e aos convidados. O rei disse à jovem: «Pede-me o que quiseres e eu to darei.»
E acrescentou, jurando: «Dar-te-ei tudo o que me pedires, nem que seja metade do meu reino.»
Ela saiu e perguntou à mãe: «Que hei-de pedir?» A mãe respondeu: «A cabeça de João Baptista.»
Voltando a entrar apressadamente, fez o seu pedido ao rei, dizendo: «Quero que me dês imediatamente, num prato, a cabeça de João Baptista.»
O rei ficou desolado; mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis recusar.
Sem demora, mandou um guarda com a ordem de trazer a cabeça de João. O guarda foi e decapitou-o na prisão;
depois, trouxe a cabeça num prato e entregou-a à jovem, que a deu à mãe.
Tendo conhecimento disto, os discípulos de João foram buscar o seu corpo e depositaram-no num sepulcro.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Cipriano (c. 200-258), bispo de Cartago e mártir
Exortação ao martírio, 13

João Baptista, mártir da verdade

«Tenho como coisa certa que os sofrimentos do tempo presente nada são em
comparação com a glória que há-de revelar-se em nós» (Rom 8,18). Por
conseguinte, quem não há-de trabalhar de todas as formas possíveis para
obter tal glória, para se tornar amigo de Deus, para se regozijar na
companhia de Jesus Cristo e receber a recompensa divina depois dos
tormentos e dos suplícios desta terra?


Para os soldados deste mundo, é glorioso entrar triunfalmente na sua pátria
depois de terem vencido o inimigo. Não será glória bem maior retornar
triunfalmente, depois de ter vencido o demónio, ao paraíso de onde Adão
tinha sido expulso por causa do seu pecado? Trazer o troféu da vitória
depois de ter abatido quem o tinha enganado? Oferecer a Deus como espólio
magnífico uma fé intacta, uma coragem espiritual sem falhas, uma dedicação
digna de elogios? Tornar-se co-herdeiro de Cristo, ser igualizado aos
anjos, desfrutar com alegria do reino celeste com os patriarcas, os
apóstolos, os profetas? Que perseguição pode vencer tais pensamentos, que
nos podem ajudar a superar os suplícios? [...]


A terra aprisiona-nos com as suas perseguições, mas o céu permanece aberto.
[...] Que honra e que segurança sair deste mundo com alegria, sair dele em
glória, transpondo provas e sofrimentos! Fechar por um instante os olhos
que vêem os homens e o mundo, para os reabrir logo a seguir para verem Deus
e Cristo! [...] Se a perseguição assalta um soldado assim preparado, não
poderá vencer a sua coragem. Mesmo que sejamos chamados ao céu antes da
luta, a fé que assim se preparou não ficará sem recompensa. [...] Na
perseguição Deus coroa os seus soldados; na paz, coroa a boa consciência.




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