Terça-feira, dia 21 de Fevereiro de 2012
Terça-feira da 7ª semana do Tempo Comum
S. Pedro Damião, bispo, Doutor da Igreja, +1072
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI] : «Quem receber um destes meninos em Meu nome é a Mim que recebe»
Leituras
Tiago 4,1-10.
De onde vêm as guerras e as lutas que há entre vós? Não vêm precisamente das vossas paixões que se servem dos vossos membros para fazer a guerra?
Cobiçais, e nada tendes? Então, matais! Roeis-vos de inveja, e nada podeis conseguir? Então, lutais e guerreais-vos! Não tendes, porque não pedis.
Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para satisfazer os vossos prazeres.
Almas adúlteras! Não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Portanto, quem quiser ser amigo deste mundo torna-se inimigo de Deus!
Ou pensais que a Escritura diz em vão: O Espírito que habita em nós ama-nos com ciúme?
No entanto, a graça que Ele dá é mais abundante, pelo que diz: Deus opõe-se aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes.
Submetei-vos, portanto, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
Aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-se-á de vós. Lavai as mãos, pecadores, e purificai os vossos corações, ó gente de alma dividida.
Reconhecei a vossa miséria, lamentai-vos e chorai; que o vosso riso se converta em pranto e a vossa alegria em tristeza.
Humilhai-vos na presença do Senhor, e Ele vos exaltará.
Salmos 55(54),7-8.9-10a.10b-11a.23.
Eu exclamo: "Quem me dera ter asas como a pomba,
para poder voar e encontrar abrigo!"
Sim, fugiria para bem longe,
e viveria no deserto.
Iria apressar-me em busca de refúgio
contra o furacão e a tempestade.
Confunde-os, Senhor,
e divide as suas línguas,
pois na cidade só vejo violência e discórdia.
Pois na cidade só vejo violência e discórdia
Dia e noite rondam à volta das muralhas
e dentro delas reina o crime e a intriga.
Confia ao Senhor os teus cuidados e Ele será o teu sustentáculo;
não permitirá que o justo
sucumba para sempre."
Marcos 9,30-37.
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos atravessaram a Galileia, mas Ele não queria que ninguém o soubesse,
porque ia instruindo os seus discípulos e dizia-lhes: «O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens que o hão-de matar; mas, três dias depois de ser morto, ressuscitará.»
Mas eles não entendiam esta linguagem e tinham receio de o interrogar.
Chegaram a Cafarnaúm e, quando estavam em casa, Jesus perguntou: «Que discutíeis pelo caminho?»
Ficaram em silêncio porque, no caminho, tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior.
Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: «Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos.»
E, tomando um menino, colocou-o no meio deles, abraçou-o e disse-lhes:
«Quem receber um destes meninos em meu nome é a mim que recebe; e quem me receber, não me recebe a mim mas àquele que me enviou.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI]
Der Gott Jesu Christi (O Deus de Jesus Cristo)
«Quem receber um destes meninos em Meu nome é a Mim que recebe»
É preciso lembrarmo-nos de que o título de nobreza teológica mais
importante de Jesus é «Filho». Em que medida esta designação estava já
linguisticamente prefigurada pela maneira como o próprio Jesus Se
apresentou? [...] Não restam dúvidas de que ela é a tentativa de resumir,
numa palavra, a impressão geral causada pela Sua vida; a orientação da Sua
vida, a Sua raiz e o Seu ponto culminante tinham por nome «Abba»
Paizinho. Ele sabia que nunca estava só; e, até ao Seu último grito na
cruz, esteve inteiramente virado para o Outro, para Aquele a Quem chamava
Pai. Foi isto que tornou possível que por fim o Seu verdadeiro título de
nobreza não fosse, nem «Rei», nem «Senhor», nem outros atributos de poder,
mas uma palavra que também poderíamos traduzir por «Filho».
Podemos, portanto, dizer que, se a infância ocupa um lugar tão predominante
na pregação de Jesus, é porque tem estreita ligação com o Seu mistério mais
pessoal, a Sua filiação. A Sua mais alta dignidade, que nos leva à Sua
divindade, não é, em última análise, um poder que Ele próprio possua;
consiste no facto de estar voltado para o Outro para Deus Pai. [...]
O homem quer tornar-se Deus (Cf Gn 3,5) e é nisso que se deve tornar. Mas
sempre que, como no diálogo eterno com a serpente do Paraíso, tenta lá
chegar livrando-se da tutela de Deus e da Sua criação, não se apoiando
senão em si próprio, sempre que, numa palavra, se torna adulto, totalmente
emancipado, e rejeita completamente a infância como estado de vida,
desemboca no nada, porque se opõe à sua própria verdade, que é a
dependência. Só conservando o que nele há de mais essencial à infância e à
existência como filho, vivida antes de mais por Jesus, é que entra com o
Filho na divindade.
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Profecia do Dia
Quaresma 2012
Mais uma vez, no caminho de preparação para a mais importante festa do calendário cristão, a Igreja nos propõe um tempo de preparação – de penitência e de escuta da palavra, de acolhimento do plano de Deus e de atenção aos irmãos.
Neste ano de 2012, os textos que nos serão apresentados ao longo destas cinco semana, mostram-nos um percurso claro e definido: Deus quer oferecer-nos um mundo onde a felicidade é possível (1º domingo) e a sua Palavra ensina-nos o caminho (2º domingo), Palavra que nos chama à conversão e à renovação (3º domingo). Aceitar esta Palavra implica, pois, mudar de vida. Fiquemos, contudo, certos do amor de Deus, gratuito e incondicional (4º domingo). Quanto a nós, temos de estar atentos ao seu plano de salvação e ir ao encontro dos outros, no amor e no serviço (5º domingo).
A “nova evangelização” a que a Igreja nos convida a todos nesta Quaresma impele-nos a não guardarmos este segredo do amor misericordioso de Deus e a partilhá-lo à nossa volta.
Com os votos de uma Santa Quaresma, saúda-vos com amizade
a equipa do Evangelho Quotidiano para a língua portuguesa
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 20 de Fevereiro de 2012
Segunda-feira da 7ª semana do Tempo Comum
Beato Francisco Marto, vidente de Fátima, +1919, Beata Jacinta Marto, vidente de Fátima, +1920, Santo Eleutério, bispo, mártir, +532
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Catecismo da Igreja Católica §§ 160-165 : «Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!»
Leituras
Tiago 3,13-18.
Existe alguém entre vós que seja sábio e entendido? Mostre, então, pelo seu bom procedimento, que as suas obras estão repassadas da mansidão própria da sabedoria.
Mas, se tendes no vosso coração uma inveja amarga e um espírito dado a contendas, não vos vanglorieis nem falseeis a verdade.
Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é a terrena, a da natureza corrompida, a diabólica.
Pois, onde há inveja e espírito faccioso também há perturbação e todo o género de obras más.
Mas a sabedoria que vem do alto é, em primeiro lugar, pura; depois, é pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia;
e é com a paz que uma colheita de justiça é semeada pelos obreiros da paz.
Salmos 19(18),8.9.10.15.
A lei do SENHOR é perfeita, reconforta o espírito; as ordens do SENHOR são firmes, dão sabedoria ao homem simples.
Os mandamentos do SENHOR são rectos, alegram o coração; os preceitos do SENHOR são claros, iluminam os olhos.
O temor do SENHOR é puro, permanece para sempre. As sentenças do SENHOR são verdadeiras, todas elas são justas.
Aceita, com bondade, as palavras da minha boca e estejam na tua presença os murmúrios do meu coração, ó SENHOR, meu refúgio e meu libertador.
Marcos 9,14-29.
Ia ter com os seus discípulos, quando viu em torno deles uma grande multidão e uns doutores da Lei a discutirem com eles.
Assim que viu Jesus, toda a multidão ficou surpreendida e acorreu a saudá-lo.
Ele perguntou: «Que estais a discutir uns com os outros?»
Alguém de entre a multidão disse-lhe: «Mestre, trouxe-te o meu filho que tem um espírito mudo.
Quando se apodera dele, atira-o ao chão, e ele põe-se a espumar, a ranger os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram.»
Disse Jesus: «Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá.»
E levaram-lho. Ao ver Jesus, logo o espírito sacudiu violentamente o jovem, e este, caindo por terra, começou a estrebuchar, deitando espuma pela boca.
Jesus perguntou ao pai: «Há quanto tempo lhe sucede isto?» Respondeu: «Desde a infância;
e muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água, para o matar. Mas, se podes alguma coisa, socorre-nos, tem compaixão de nós.»
«Se podes...! Tudo é possível a quem crê», disse-lhe Jesus.
Imediatamente o pai do jovem disse em altos brados: «Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!»
Vendo, Jesus, que acorria muita gente, ameaçou o espírito maligno, dizendo: «Espírito mudo e surdo, ordeno-te: sai do jovem e não voltes a entrar nele.»
Dando um grande grito e sacudindo-o violentamente, saiu. O jovem ficou como morto, a ponto de a maioria dizer que tinha morrido.
Mas, tomando-o pela mão, Jesus levantou-o, e ele pôs-se de pé.
Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-lhe em particular: «Porque é que nós não pudemos expulsá-lo?»
Respondeu: «Esta casta de espíritos só pode ser expulsa à força de oração.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Catecismo da Igreja Católica §§ 160-165
«Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!»
Para ser humana, «a resposta da fé, dada pelo homem a Deus, deve ser
voluntária. Por conseguinte, ninguém deve ser constrangido a abraçar a fé
contra vontade. Efectivamente, o acto de fé é voluntário por sua própria
natureza. [...] Isto foi evidente, no mais alto grau, em Jesus Cristo» (II
Concílio do Vaticano, Dignitatis Humanae). De facto, Cristo convidou à fé e
à conversão, mas de modo nenhum constrangeu alguém. [...] Para obter a
salvação é necessário acreditar em Jesus Cristo e n'Aquele que O enviou
para nos salvar (Mc 16,16; Jo 3,36; 6,40). [...]
A fé é um dom gratuito de Deus ao homem. Mas nós podemos perder este dom
inestimável. [...] Para viver, crescer e perseverar até ao fim na fé, temos
de a alimentar com a Palavra de Deus; temos de pedir ao Senhor que no-la
aumente (Mc 9,24; Lc 17,5; 22,32); ela deve «agir pela caridade» (Gl 5,6;
Tg 2,14-26), ser sustentada pela esperança (Rm 15,13) e permanecer
enraizada na fé da Igreja.
A fé faz com que saboreemos, como que de antemão, a alegria e a luz da
visão beatífica, termo da nossa caminhada nesta Terra. Então veremos Deus
«face a face» (1Cor 13,12), «tal como Ele é» (1Jo 3,2). A fé, portanto, é
já o princípio da vida eterna. [...] Por enquanto, porém, «caminhamos pela
fé e não vemos claramente» (2Cor 5,7). [...] Luminosa por parte d'Aquele em
quem ela crê, a fé é muitas vezes vivida na obscuridade, e pode ser posta à
prova. O mundo em que vivemos parece muitas vezes bem afastado daquilo que
a fé nos diz: as experiências do mal e do sofrimento, das injustiças e da
morte parecem contradizer a Boa-Nova. [...] É então que nos devemos voltar
para as testemunhas da fé: Abraão, que acreditou, «esperando contra toda a
esperança» (Rm 4,18); a Virgem Maria, [...] na «peregrinação da fé» (II
Concílio do Vaticano, Lumen Gentium); e tantas outras testemunhas da fé:
«envoltos em tamanha nuvem de testemunhas, devemos desembaraçar-nos de todo
o fardo e do pecado que nos cerca e correr com constância o risco que nos é
proposto, fixando os olhos no guia da nossa fé, Jesus, O qual a leva à
perfeição» (Hb 12,1-2).
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