Quarta-feira, dia 14 de Março de 2012
Quarta-feira da 3ª semana da Quaresma
Santa Matilde, rainha da Prússia, +968, Beata Josefina Gabriela Bonino, virgem, fundadora, +1906
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição»
Leituras
Deut. 4,1.5-9.
Moisés falou ao povo, dizendo: «Agora, Israel, ouve as leis e os preceitos que eu hoje vos ensino. Ponde-os em prática para que vivais e chegueis a possuir a terra que o Senhor, Deus dos vossos pais, vos há-de dar.
Vede: ensinei-vos leis e preceitos, como o Senhor, meu Deus, me ordenou; assim fareis na terra que ides possuir.
Observai-os e ponde-os em prática, porque isso manifestará a vossa sabedoria e a vossa inteligência aos olhos dos povos que, ao terem conhecimento de todas estas leis, dirão: 'Que povo sábio e inteligente é esta grande nação!'
Com efeito, que grande nação haverá que tenha um deus tão próximo de si como está próximo de nós o Senhor, nosso Deus, sempre que o invocamos?
E que grande nação haverá, que possua leis e preceitos tão justos como esta lei que eu hoje vos apresento?
Toma, pois, cuidado contigo! Guarda-te bem de esquecer os factos que os teus olhos viram; que eles nunca se afastem do teu coração em todos os dias da tua vida. Ensina-os aos teus filhos e aos filhos dos teus filhos.
Salmos 147,12-13.15-16.19-20.
Glorifica, Jerusalém, o Senhor;
louva, Sião, o teu Deus.
Ele reforçou as tuas portas
e abençoou os teus filhos.
Ele manda as suas ordens à terra,
e a sua palavra corre velozmente;
faz cair a neve, branca como a lã,
espalha a geada como se fosse cinza;
Ele revela os seus planos a Jacob,
os seus preceitos e as suas sentenças a Israel.
Não fez assim com nenhum outro povo,
não lhes deu a conhecer os seus mandamentos.
Mateus 5,17-19.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição.
Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra.
Portanto, se alguém violar um destes preceitos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino do Céu. Mas aquele que os praticar e ensinar, esse será grande no Reino do Céu.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja
Do espírito e da palavra, 28-30; PL 44, 217ss.
«Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição»
A graça, que estava como que velada no Antigo Testamento, foi plenamente
revelada no Evangelho de Cristo por uma disposição harmoniosa dos tempos,
como Deus tem o costume de dispor harmoniosamente todas as coisas. [...]
Mas, no interior desta admirável harmonia, constatamos uma grande diferença
entre as duas épocas. No Sinai, o povo não ousava aproximar-se do lugar
onde o Senhor dava a Sua Lei; no Cenáculo, o Espírito Santo desce sobre
aqueles que estão reunidos à espera de que a promessa se cumpra (Ex 19,23;
Act 2,1). Inicialmente, o dedo de Deus gravou as Suas leis em tábuas de
pedra; agora é no coração dos homens que Ele a escreve (Ex 31,18; 2Co 3,3).
Antigamente, a Lei estava escrita no exterior e inspirava medo aos
pecadores; agora é interiormente que lhes é dada, a fim de os tornar
justos. [...]
Na verdade, como diz o Apóstolo Paulo, tudo o que está escrito em tábuas de
pedra, «não cometerás adultério, não matarás, [...], não cobiçarás e outras
coisas semelhantes, resumem-se num só mandamento: amarás o teu próximo como
a ti mesmo. A caridade não faz mal ao próximo. A caridade é o pleno
cumprimento da Lei» (Rm 13,9ss; Lv 19,18). [...] Esta caridade foi
«difundida em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm
5,5).
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terça-feira, 13 de março de 2012
Profecia do Dia
segunda-feira, 12 de março de 2012
Profecia do Dia
Terça-feira, dia 13 de Março de 2012
Terça-feira da 3ª semana da Quaresma
S. Salomão, mártir, +857, S. Rodrigo, mártir, +857, Santa Eufrásia, virgem, +412, Santa Serafina, virgem, +1253
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Francisco de Sales : Perdoar ao nosso irmão de todo o nosso coração
Leituras
Dan. 3,25.34-43.
Naqueles dias, levantando-se no meio da fornalha ardente, Azarias fez esta prece:
Pelo teu nome, não nos abandones para sempre, não anules a aliança.
Não nos retires a tua misericórdia,em atenção a Abraão, teu amigo,a Isaac, teu servo,
aos quais prometeste multiplicar a sua descendência como as estrelas do céu,e como a areia das praias do mar.
Senhor, estamos reduzidos a nada diante das nações,estamos hoje humilhados em face de toda a terra, por causa dos nossos pecados.
Agora não há nem príncipe,nem profeta, nem chefe,nem holocausto, nem sacrifício, nem oblação, nem incenso, nem um local para te oferecer as primícias e encontrar misericórdia.
Que pela contrição de coraçãoe humilhação de espírito,sejamos acolhidos, como se trouxéssemos holocaustos de carneiros e de touros e de milhares de cordeiros gordos.
Que este seja hoje diante de ti o nosso sacrifício; possa ele reconciliar-nos contigo,pois não têm que envergonhar-se aqueles que em ti confiam.
É de todo o coração que agora te seguimos,te veneramos e procuramos a tua face;não nos confundas.
Trata-nos com a tua doçura habitual e com todas as riquezas da tua misericórdia.
Livra-nos pelos teus prodígios e cobre de glória o teu nome, Senhor.
Salmos 25(24),4bc-5ab.6-7bc.8-9.
Mostra-me, Senhor, os teus caminhos
e ensina-me as tuas veredas.
Dirige-me na tua verdade e ensina-me,
porque Tu és o Deus meu Salvador.
Lembra-te, Senhor, da tua compaixão
e do teu amor, pois eles existem desde sempre.
Não recordes as minhas faltas e os pecados da minha juventude,
lembra-Te de mim segundo a tua clemência
O Senhor é bom e justo;
ensina o caminho aos pecadores,
guia os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer o seu caminho.
Mateus 18,21-35.
Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?»
Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos.
Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida.
O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: 'Concede-me um prazo e tudo te pagarei.'
Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: 'Paga o que me deves!'
O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: 'Concede-me um prazo que eu te pagarei.'
Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia.
Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor.
O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: 'Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste;
não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?'
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Francisco de Sales (1567-1622), bispo de Genebra e doutor da Igreja
Sermão para a Sexta-Feira Santa, 25/03/1622
Perdoar ao nosso irmão de todo o nosso coração
A primeira palavra que Nosso Senhor pronunciou sobre a cruz foi uma oração
por quem O crucificava, fazendo o que diz este texto de São Paulo «Nos dias
da Sua vida terrena, apresentou orações e súplicas» (Heb 5,7). Certamente
que aqueles que crucificaram o Nosso divino Salvador não O conheciam [...],
porque se O tivessem conhecido não O teriam crucificado (1Co 2,8). Por
conseguinte, Nosso Senhor, vendo a ignorância e a fraqueza daqueles que O
torturavam, começou a desculpá-los e ofereceu por eles esse sacrifício ao
Seu Pai Celeste, porque a oração é um sacrifício [...]: «Perdoa-lhes, Pai,
porque não sabem o que fazem.» (Lc 23,34). Tão grande era a chama de amor
que ardia no coração do nosso manso Salvador, que na mais suprema das Suas
dores, no momento onde a intensidade dos tormentos parecia impedi-Lo de
rezar por Si, pela força do Seu amor, esquece-Se de Si próprio, mas não das
Suas criaturas. [...]
Com isso desejava que compreendêssemos que o amor que nos tem não pode ser
enfraquecido por nenhum tipo de sofrimento, e ensinar-nos qual o dever do
nosso coração para com o nosso próximo. [...]
Ora, o Divino Senhor que Se empenhou em pedir perdão para os homens foi
certamente ouvido e o Seu pedido atendido, porque Seu divino Pai não podia
recusar-Lhe nada que Ele Lhe pedisse.
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domingo, 11 de março de 2012
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 12 de Março de 2012
Segunda-feira da 3ª semana da Quaresma
S. Luís Orione, sacerdote, fundador, +1940, Santo Inocêncio I, papa, +417, Santa Josefina, penitente, +1353
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : Acolher Cristo
Leituras
2 Reis 5,1-15a.
Naqueles dias, Naaman, general dos exércitos do rei da Síria, gozava de grande prestígio diante do seu amo e era muito estimado, porque, por meio dele, o Senhor salvou a Síria; era um homem robusto e valente, mas leproso.
Ora tendo os sírios feito uma incursão no território de Israel, levaram consigo uma jovem donzela, que ficou ao serviço da mulher de Naaman.
Ela disse à sua senhora: «Ah, se o meu amo fosse ter com o profeta que vive na Samaria, certamente ficava curado da lepra!»
Naaman foi contar ao seu soberano aquilo que dissera a jovem israelita.
O rei da Síria respondeu-lhe: «Vai, que eu vou escrever uma carta ao rei de Israel.» Naaman partiu levando consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa.
Levou ao rei de Israel uma carta escrita nestes termos: «Juntamente com esta carta, aí te mando o meu servo Naaman, para que o cures da sua lepra.»
Ao terminar de ler a carta, o rei de Israel rasgou as suas vestes e exclamou: «Sou eu, porventura, um deus que possa dar a morte ou a vida, de modo que me enviem alguém para eu o curar da lepra? Reparai e vede como ele busca pretextos contra mim.»
Mas Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei rasgara as suas vestes e mandou-lhe dizer: «Porque rasgaste as tuas vestes? Que ele venha ter comigo e saberá que há um profeta em Israel.»
Chegou, pois, Naaman com o seu carro e os seus cavalos e parou à porta de Eliseu.
Este mandou-lhe dizer por um mensageiro: «Vai, lava-te sete vezes no Jordão e a tua carne ficará limpa.»
Naaman, despeitado, retirou-se, dizendo: «Pensava que ele sairia a receber-me e, diante de mim, invocaria o Senhor, seu Deus, colocaria a sua mão no lugar infectado e me curaria da lepra.
Porventura, os rios de Damasco, o Abaná e o Parpar, não são acaso melhores do que todas as águas de Israel? Não me poderia lavar neles e ficar limpo?» E, virando costas, retirou-se indignado.
Mas os seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Meu pai, mesmo que o profeta te tivesse mandado uma coisa difícil, não a deverias fazer? Quanto mais agora, ao dizer-te: 'Lava-te e ficarás curado.'»
Naaman desceu ao Jordão e lavou-se sete vezes, como lhe ordenara o homem de Deus, e a sua carne tornou-se como a de uma criança e ficou limpo.
Voltou, então, ao homem de Deus com toda a sua comitiva; entrou, apresentou-se diante dele e disse: «Reconheço agora que não há outro Deus em toda a Terra, senão o de Israel. Aceita este presente do teu servo.»
Salmos 42(41),2.3.43(42),3.4.
Como suspira a corça pelas águas correntes,
assim a minha alma suspira por ti, ó Deus.
A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!
Quando poderei contemplar a face de Deus?
Envia a tua luz e a tua verdade,
para que elas me guiem e conduzam
à tua montanha santa,
à tua morada.
Eu irei ao altar de Deus,
ao Deus que é a alegria da minha vida.
Ao som da harpa te louvarei,
ó Deus, meu Deus.
Lucas 4,24-30.
Naquele tempo, Jesus veio a Nazaré e falou ao povo na sinagoga: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua pátria.
Posso assegurar-vos, também, que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra;
contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas sim a uma viúva que vivia em Sarepta de Sídon.
Havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi purificado senão o sírio Naaman.»
Ao ouvirem estas palavras, todos, na sinagoga, se encheram de furor.
E, erguendo-se, lançaram-no fora da cidade e levaram-no ao cimo do monte sobre o qual a cidade estava edificada, a fim de o precipitarem dali abaixo.
Mas, passando pelo meio deles, Jesus seguiu-o seu caminho.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homílias sobre a conversão, n°3, sobre a esmola
Acolher Cristo
Os pobres no adro da igreja pedem esmola. Quanto dar? Cabe-vos a vós
decidir; não fixarei montante, a fim de vos evitar qualquer embaraço.
Comprai na medida das vossas posses. Tendes uma moeda? Comprai o céu! Não
que o céu seja barato, mas é a bondade do Senhor que o permite. Não tendes
moedas? Dai-lhes um copo de água fresca (Mt 10,42). [...]
Podemos comprar o céu e deixamos de o fazer! Por um pão que deis,
recebereis o paraíso. Oferecei objectos de pouco valor, e recebereis
tesouros; oferecei as adversidades, e obtereis a imortalidade; dai bens
perecíveis, e recebereis em troca bens imperecíveis. [...] Quando se trata
dos bens perecíveis, revelais muita perspicácia; porque manifestais tal
indiferença quando se trata da vida eterna? [...] De resto, podemos
estabelecer um paralelo entre os vasos cheios de água que se encontram à
porta das igrejas para purificar as mãos e os pobres que estão sentados
fora do edifício para purificardes a vossa alma através deles. Lavastes as
mãos na água: da mesma maneira, lavai a alma através da esmola. [...]
Uma viúva, reduzida a uma pobreza extrema deu hospitalidade a Elias (1R
17,9ss): a sua indigência não a impediu de o acolher com grande alegria.
Então, em sinal de reconhecimento, recebeu numerosos presentes, que
simbolizavam o fruto do seu gesto. Este exemplo talvez vos faça desejar
acolher um Elias. Mas porque pedis Elias? Proponho-vos o Senhor de Elias, e
não lhe ofereceis hospitalidade. [...] Eis o que Cristo, o Senhor do
universo, nos diz: «Sempre que fizestes isto a um destes Meus irmãos mais
pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25,40).
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