Domingo, dia 22 de Abril de 2012
3º Domingo da Páscoa - Ano B
Terceiro Domingo de Páscoa (semana III do saltério)
S. Sotero, papa, mártir, +296, Santa Senhorinha, virgem, +982, Santo Agapito, papa, +536
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Porque surgem tais dúvidas nos vossos corações?»
Leituras
Actos 3,13-15.17-19.
Naqules dias, Pedro disse ao povo: «O Deus de Abraão, de Isaac e Jacob, o Deus dos nossos pais, glorificou o seu servo Jesus, que vós entregastes e negastes na presença de Pilatos, estando ele resolvido a libertá-lo.
Negastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação de um assassino.
Destes a morte ao Príncipe da Vida, mas Deus ressuscitou-o dos mortos, e disso nós somos testemunhas.
Agora, irmãos, sei que agistes por ignorância, como também os vossos chefes.
Dessa forma, Deus cumpriu o que antecipadamente anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Messias havia de padecer.
Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam apagados;
Salmos 4,2.4.7.9.
Quando te invocar, escuta-me, ó Deus, minha justiça!
Já que na angústia me libertaste,
tem compaixão de mim
e ouve a minha oração.
Sabei que o Senhor
faz maravilhas pelo seu amigo
e há-de escutar-me quando o invocar.
Muitos dizem: "Quem nos dará a felicidade?"
Resplandeça sobre nós, Senhor, a luz da tua face!
Deito-me em paz e logo adormeço,
porque só Tu, Senhor, me fazes viver em segurança.
1 João 2,1-5a.
Meus filhos, escrevo-vos estas coisas para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos junto do Pai um advogado, Jesus Cristo, o Justo,
pois Ele é a vítima que expia os nossos pecados, e não somente os nossos, mas também os de todo o mundo.
abemos que o conhecemos por isto: se guardamos os seus mandamentos.
Quem diz: «Eu conheço-o», mas não guarda os seus mandamentos é um mentiroso e a verdade não está nele;
ao passo que quem guarda a sua palavra, nesse é que o amor de Deus é verdadeiramente perfeito; por isto reconhecemos que estamos nele.
Lucas 24,35-48.
Naquele tempo, os discípulos de Emaús contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se lhes dera a conhecer, ao partir o pão.
Enquanto isto diziam, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!»
Dominados pelo espanto e cheios de temor, julgavam ver um espírito.
Disse-lhes, então: «Porque estais perturbados e porque surgem tais dúvidas nos vossos corações?
Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo. Tocai-me e olhai que um espírito não tem carne nem ossos, como verificais que Eu tenho.»
Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés.
E como, na sua alegria, não queriam acreditar de assombrados que estavam, Ele perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa que se coma?»
Deram-lhe um bocado de peixe assado;
e, tomando-o, comeu diante deles.
Depois, disse-lhes: «Estas foram as palavras que vos disse, quando ainda estava convosco: que era necessário que se cumprisse tudo quanto a meu respeito está escrito em Moisés, nos Profetas e nos Salmos.»
Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras
e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dentre os mortos, ao terceiro dia;
que havia de ser anunciada, em seu nome, a conversão para o perdão dos pecados a todos os povos, começando por Jerusalém.
Vós sois as testemunhas destas coisas.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja
Sermão 238
«Porque surgem tais dúvidas nos vossos corações?»
Esta passagem do Evangelho [...] mostra-nos, verdadeiramente, Quem é Cristo
e, verdadeiramente, quem é a Igreja [...], para que compreendamos bem que
Esposa o Divino Esposo escolheu e Quem é o Esposo desta santa Esposa. [...]
Nesta página podemos ler a sua certidão de casamento. [...]
Aprendestes que Cristo era o Verbo, a Palavra de Deus, unida a uma alma
humana e a um corpo humano. [...] Aqui, os discípulos julgaram ver um
espírito; não acreditavam que o Senhor tivesse um corpo verdadeiro. Mas,
como o Senhor conhecia o perigo de tais pensamentos, apressou-Se a
arrancá-los dos seus corações [...]: «Porque estais perturbados e porque
surgem tais dúvidas nos vossos corações? Vede as Minhas mãos e os Meus pés:
sou Eu mesmo. Tocai-Me e olhai que um espírito não tem carne nem ossos,
como verificais que Eu tenho.» E tu, a esses mesmos pensamentos loucos,
contrapõe, com firmeza, a regra da fé que recebeste. [...] Cristo é
verdadeiramente o Verbo, o Filho único, igual ao Pai, unido a uma alma
verdadeiramente humana e a um corpo livre de todo o pecado. Foi esse corpo
que morreu, esse corpo que ressuscitou, esse corpo que foi pregado na cruz,
esse corpo que foi deposto no túmulo, esse corpo que está sentado nos céus.
Nosso Senhor queria persuadir os discípulos de que Aquilo que viam era
verdadeiramente osso e carne. [...] Porque me quis Ele convencer desta
verdade? Porque sabia até que ponto me é benéfico acreditar e quanto tenho
a perder se não acreditar. Acreditai, pois, vós também: Ele é o Esposo!
Escutemos agora o que se diz a respeito da Esposa [...]: «Assim está
escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar de entre os mortos ao
terceiro dia; que havia de ser anunciada, em Seu nome, a conversão para o
perdão dos pecados a todos os povos, começando por Jerusalém.» Eis a Esposa
[...]: A Igreja espalhou-se por toda a terra e tomou no seu seio todos os
povos. [...] Os Apóstolos viram a Cristo e acreditaram na Igreja que não
viram. Nós, no entanto, vemos a Igreja; acreditemos, portanto, em Jesus
Cristo, que não vemos: ligando-nos, assim, ao que vemos, chegaremos Àquele
que ainda não vemos.
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sábado, 21 de abril de 2012
Profecia do Dia
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Profecia do Dia
Sabado, dia 21 de Abril de 2012
Sábado da 2ª semana da Páscoa
Santo Anselmo de Cantuária, bispo, Doutor da Igreja, +1109,, S. Romano Adame, presbítero, mártir, +1927
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa-Benedita da Cruz [Édith Stein] : «O barco chegou imediatamente à terra para onde iam»
Leituras
Actos 6,1-7.
Naqueles dias, como o número de discípulos ia aumentando, houve queixas dos helenistas contra os hebreus, porque as suas viúvas eram esquecidas no serviço diário.
Os Doze convocaram, então, a assembleia dos discípulos e disseram: «Não convém deixarmos a palavra de Deus, para servirmos às mesas.
Irmãos, é melhor procurardes entre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria; confiar-lhes-emos essa tarefa.
Quanto a nós, entregar-nos-emos assiduamente à oração e ao serviço da Palavra.»
A proposta agradou a toda a assembleia e escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócuro, Nicanor, Timão, Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia.
Foram apresentados aos Apóstolos que, depois de orarem, lhes impuseram as mãos.
A palavra de Deus ia-se espalhando cada vez mais; o número dos discípulos aumentava consideravelmente em Jerusalém, e grande número de sacerdotes obedeciam à Fé.
Salmos 33(32),1-2.4-5.18-19.
Exultai, ó justos, no Senhor;
louvai-o, rectos de coração.
Louvai o Senhor com a cítara;
cantai-lhe salmos com a harpa de dez cordas.
As palavras do Senhor são verdadeiras,
as suas obras nascem da fidelidade.
Ele ama a justiça e a rectidão:
A terra está cheia da bondade do Senhor.
Os olhos do Senhor velam pelos seus fiéis,
por aqueles que esperam na sua bondade,
para os libertar da morte
e os manter vivos no tempo da fome.
João 6,16-21.
Ao cair da tarde, os seus discípulos desceram até ao lago
e, subindo para um barco, foram atravessando o lago em direcção a Cafarnaúm.
Já tinha escurecido e Jesus ainda não fora ter com eles. Soprando uma forte ventania, o lago começou a agitar-se.
Depois de terem remado mais ou menos uma légua, avistaram Jesus que se aproximava do barco, caminhando sobre o lago, e tiveram medo.
Mas Ele disse-lhes: «Sou Eu, não tenhais medo!»
Quiseram recebê-lo logo no barco, e o barco chegou imediatamente à terra para onde iam.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa-Benedita da Cruz [Édith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
Poesia: paráfrase ao Salmo 45
«O barco chegou imediatamente à terra para onde iam»
Quando as tempestades rebentam
Tu és, Senhor, a nossa força.
Louvar-Te-emos, Deus de fortaleza,
Nosso constante refúgio.
Aguentamos firme junto de Ti,
Em Ti pondo toda a nossa confiança,
Seja a terra abalada,
Esteja o mar encapelando.
Podem as ondas altear e reventar
Podem as montanhas mover-se;
A alegria iluminar-nos-á,
A Cidade de Deus dá-Te graças,
Tens nela a Tua morada,
Preservas a sua santa paz.
E um poderoso rio protege
A sublime morada de Deus.
Agitam-se os povos, em loucura,
Desmorona-se o poder das nações,
Eis que Ele eleva a voz,
A terra ruge, estremecendo,
Mas o Senhor está connosco,
Deus, Senhor dos Exércitos,
Tu és para nós luz e salvação,
Nada temeremos.
Vinde todos, vinde contemplar
Os prodígios do Seu poder:
Todas as guerras se dissipam,
A corda do arco afrouxa.
Lançai no braseiro de fogo
O escudo e a arma de guerra.
Deus, o Senhor dos Exércitos,
Está connosco e socorre-nos na tribulação.
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 20 de Abril de 2012
Sexta-feira da 2ª semana da Páscoa
S. Teodoro, presbítero, +613, Santa Inês de Montepulciano, virgem, +1312, Santa Sara, padroeira do povo cigano
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Catecismo da Igreja Católica : «Era um pouco antes da Páscoa, que é a grande festa dos judeus»
Leituras
Actos 5,34-42.
Naqueles dias, ergueu-se, então, um homem no Sinédrio, um fariseu chamado Gamaliel, doutor da Lei, respeitado por todo o povo. Mandou sair os acusados por alguns momentos
e, tomando a palavra, disse: «Homens de Israel, tende cuidado com o que ides fazer a esses homens!
Nos últimos tempos, apareceu Teudas, que se dizia alguém e ao qual seguiram cerca de quatrocentos homens. Ele foi liquidado e todos os seus partidários foram destroçados e reduzidos a nada.
Depois dele, apareceu também Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e arrastou o povo atrás dele. Morreu, igualmente, e todos os seus adeptos foram dispersos.
E, agora, digo-vos: não vos metais com esses homens, deixai-os. Se o seu empreendimento é dos homens, esta obra acabará por si própria;
mas, se vem de Deus, não conseguireis destruí-los, sem correrdes o risco de entrardes em guerra contra Deus.» Concordaram, então, com as suas palavras.
Trouxeram novamente os Apóstolos e, depois de os mandarem açoitar, proibiram-lhes de falar no nome de Jesus e libertaram-nos.
Quanto a eles, saíram da sala do Sinédrio cheios de alegria, por terem sido considerados dignos de sofrer vexames por causa do Nome de Jesus.
E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Boa-Nova de Jesus, o Messias.
Salmos 27(26),1.4.13-14.
O Senhor é minha luz e salvação:
de quem terei medo?
O Senhor é o baluarte da minha vida:
quem me assustará?
Uma só coisa peço ao Senhor e ardentemente a desejo:
é habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para saborear o seu encanto
e ficar em vigília no seu templo.
Creio, firmemente, vir a contemplar a bondade do Senhor,
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem coragem e confia no senhor.
João 6,1-15.
Naquele tempo, Jesus foi para a outra margem do lago da Galileia, ou de Tiberíades.
Seguia-o uma grande multidão, porque presenciavam os sinais miraculosos que realizava em favor dos doentes.
Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos.
Estava a aproximar-se a Páscoa, a festa dos judeus.
Erguendo o olhar e reparando que uma grande multidão viera ter com Ele, Jesus disse então a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para esta gente comer?»
Dizia isto para o pôr à prova, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Filipe respondeu-lhe:
«Duzentos denários de pão não chegam para cada um comer um bocadinho.»
Disse-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro:
«Há aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?»
Jesus disse: «Fazei sentar as pessoas.» Ora, havia muita erva no local. Os homens sentaram-se, pois, em número de uns cinco mil.
Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os pelos que estavam sentados, tal como os peixes, e eles comeram quanto quiseram.
Quando se saciaram, disse aos seus discípulos: «Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca».
Recolheram-nos, então, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada que sobejaram aos que tinham estado a comer.
Aquela gente, ao ver o sinal milagroso que Jesus tinha feito, dizia: «Este é realmente o Profeta que devia vir ao mundo!»
Por isso, Jesus, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei, retirou-se de novo, sozinho, para o monte.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Catecismo da Igreja Católica
§§1333-1335
«Era um pouco antes da Páscoa, que é a grande festa dos judeus»
Encontram-se no cerne da celebração da Eucaristia o pão e o vinho, os
quais, pelas palavras de Cristo e pela invocação do Espírito Santo, se
tornam o Corpo e o Sangue de Cristo. Fiel à ordem do Senhor, a Igreja
continua fazendo, em Sua memória, até à Sua volta gloriosa, o que Ele fez
na véspera da Sua Paixão: «Tomou o pão», «Tomou o cálice cheio de vinho».
Ao tornarem-se misteriosamente o Corpo e o Sangue de Cristo, os sinais do
pão e do vinho continuam a significar também a bondade da criação. Assim,
no ofertório damos graças ao Criador pelo pão e pelo vinho, fruto «do
trabalho do homem», mas antes «fruto da terra» e «da videira», dons do
Criador. A Igreja vê neste gesto de Melquisedec, rei e sacerdote que
«trouxe pão e vinho» (Gn 14,18), uma prefiguração de sua própria oferta.
Na antiga aliança, o pão e o vinho são oferecidos em sacrifício entre as
primícias da terra, em sinal de reconhecimento ao Criador. Mas eles recebem
também um novo significado no contexto do êxodo: os pães ázimos que Israel
come cada ano na Páscoa comemoram a pressa da partida libertadora do
Egipto; a recordação do maná do deserto há-de lembrar sempre a Israel que
ele vive do pão da Palavra de Deus. Finalmente, o pão de todos os dias é o
fruto da Terra Prometida, penhor da fidelidade de Deus às Suas promessas. O
«cálice de bênção» (1Cor 10,16), no fim da refeição pascal dos judeus,
acrescenta à alegria festiva do vinho uma dimensão escatológica: a da
espera messiânica do restabelecimento de Jerusalém. Jesus instituiu a Sua
Eucaristia dando um sentido novo e definitivo à bênção do Pão e do Cálice.
O milagre da multiplicação dos pães, quando o Senhor proferiu a bênção,
partiu e distribuiu os pães a Seus discípulos para alimentar a multidão,
prefigura a superabundância deste único pão de Sua Eucaristia. O sinal da
água transformada em vinho em Caná já anuncia a hora da glorificação de
Jesus. Manifesta a realização da ceia das bodas no Reino do Pai, onde os
fiéis beberão o vinho novo, transformado no Sangue de Cristo.
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