Sexta-feira, dia 25 de Maio de 2012
Sexta-feira da 7ª semana da Páscoa
S. Beda, o Venerável, Doutor da Igreja, +735, São Gregório VII, papa, +1085, Santa Maria Madalena de Pazzi, virgem, +1607
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-Aventurado João Paulo II : «Apascenta as Minhas ovelhas»
Leituras
Actos 25,13b-21.
Alguns dias mais tarde, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia e foram apresentar cumprimentos a Festo.
Como se demorassem vários dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: «Está aqui um homem que Félix deixou preso,
e contra o qual, estando eu em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram queixa, pedindo a sua condenação.
Respondi-lhes que não era costume dos romanos conceder a entrega de homem algum, antes de o acusado ter os acusadores na sua frente e dispor da possibilidade de se defender da acusação.
Vieram, pois, comigo e, sem mais demoras, sentei-me, no dia seguinte, no tribunal e mandei comparecer o homem.
Postos em frente dele, os acusadores não alegaram nenhum dos crimes que eu pudesse suspeitar;
só tinham com ele discussões acerca da sua religião e de um certo Jesus, que morreu e Paulo afirma estar vivo.
Quanto a mim, embaraçado perante um debate deste género, perguntei-lhe se queria ir a Jerusalém, a fim de lá ser julgado sobre o assunto.
Mas Paulo apelou para que a sua causa fosse reservada à decisão de Augusto e eu ordenei que o mantivessem preso até o enviar a César.»
Salmos 103(102),1-2.11-12.19-20ab.
Bendiz, ó minha alma, o Senhor,
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
Bendiz, ó minha alma, o Senhor,
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.
Como é grande a distância dos céus à terra,
assim são grandes os seus favores para os que o temem.
Como o Oriente dista do Ocidente,
assim Ele afasta de nós os nossos pecados.
SENHOR estabeleceu nos céus o seu trono e o seu reino estende-se a tudo o que existe.
Bendizei o SENHOR, todos os seus anjos, poderosos mensageiros, que cumpris as suas ordens, sempre dóceis à sua palavra.
João 21,15-19.
Quando Jesus se manifestou aos seus discípulos junto ao mar de Tiberíades, depois de terem comido, perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta os meus cordeiros.»
Voltou a perguntar-lhe uma segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-me?» Ele respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.»
E perguntou-lhe, pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu és deveras meu amigo?» Pedro ficou triste por Jesus lhe ter perguntado, à terceira vez: 'Tu és deveras meu amigo?' Mas respondeu-lhe: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu bem sabes que eu sou deveras teu amigo!» E Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.
Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo atavas o cinto e ias para onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te há-de atar o cinto e levar para onde não queres.»
E disse isto para indicar o género de morte com que ele havia de dar glória a Deus. Depois destas palavras, acrescentou: «Segue-me!»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-Aventurado João Paulo II
Encíclica «Ut unum sint» §§ 90-93 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)
«Apascenta as Minhas ovelhas»
O Bispo de Roma é o Bispo da Igreja que conserva o testemunho do martírio
de Pedro e de Paulo. [...] O Evangelho de Mateus traça e especifica a
missão pastoral de Pedro na Igreja. [...] «Também Eu te digo: Tu és Pedro,
e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja» (16,18). Lucas põe em
evidência que Cristo recomenda a Pedro que confirme os irmãos, mas ao mesmo
tempo dá-lhe a conhecer a sua fraqueza humana e a sua necessidade de
conversão (22,32). É como se, sobre o horizonte da fraqueza humana de
Pedro, se manifestasse plenamente que o seu particular ministério na Igreja
provém totalmente da graça. [...]
Logo a seguir à sua investidura, Pedro é repreendido com rara severidade
por Cristo, que lhe diz: «Tu és para Mim um estorvo» (Mt 16, 23). Como não
ver, na misericórdia de que Pedro tem necessidade, uma relação com o
ministério daquela misericórdia que ele foi o primeiro a experimentar?
[...] Também o Evangelho de João sublinha que Pedro recebe o encargo de
apascentar o rebanho com uma tríplice profissão de amor, que corresponde à
sua tríplice negação. [...] Quanto a Paulo, conclui a descrição do seu
ministério com a surpreendente afirmação que lhe foi concedido ouvir dos
lábios do Senhor: «Basta-te a Minha graça, porque é na fraqueza que a Minha
força se revela totalmente», podendo em seguida exclamar: «Quando me sinto
fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12, 9-10). [...]
Herdeiro da missão de Pedro [...], o Bispo de Roma exerce um ministério que
tem a sua origem na misericórdia multiforme de Deus, a qual converte os
corações e infunde a força da graça onde o discípulo sente o sabor amargo
da sua fraqueza e miséria. A autoridade própria deste ministério está posta
totalmente ao serviço do desígnio misericordioso de Deus e há-de ser vista
sempre nesta perspectiva. É nela que se explica o seu poder. Ligado como
está à tríplice profissão de amor de Pedro, que corresponde à tríplice
negação, o seu sucessor sabe que deve ser sinal de misericórdia. O seu
ministério é um ministério de misericórdia, nascido de um acto de
misericórdia de Cristo. Toda esta lição do Evangelho deve ser
constantemente relida, para que o exercício do ministério petrino nada
perca da sua autenticidade e transparência.
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quinta-feira, 24 de maio de 2012
Profecia do Dia
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Profecia do Dia
Quinta-feira, dia 24 de Maio de 2012
Quinta-feira da 7ª semana da Páscoa
Santa Joana Antida Thouret, virgem, +1826
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «Para que, assim, eles estejam em Nós e o mundo creia»
Leituras
Actos 22,30.23,6-11.
Naqueles dias, querendo o tribuno averiguar com imparcialidade as acusações dos judeus contra Paulo, fê-lo desalgemar, convocou os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio e mandou buscar Paulo, fazendo-o comparecer diante deles.
Sabendo que havia dois partidos no Sinédrio, o dos saduceus e o dos fariseus, Paulo bradou diante deles: «Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus, e é pela nossa esperança, a ressurreição dos mortos, que estou a ser julgado.»
Estas palavras desencadearam um conflito entre fariseus e saduceus e a assembleia dividiu-se,
porque os saduceus negam a ressurreição, assim como a existência dos anjos e dos espíritos, enquanto os fariseus ensinam publicamente o contrário.
Estabeleceu-se enorme gritaria, e alguns escribas do partido dos fariseus ergueram-se e começaram a protestar com energia, dizendo: «Não encontramos nada de mau neste homem. E se um espírito lhe tivesse falado ou mesmo um anjo?»
A discussão redobrou de violência, a tal ponto que o tribuno, receando que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a tropa para o arrancar das mãos deles e reconduzi-lo à fortaleza.
Na noite seguinte, o Senhor apresentou-se diante dele e disse-lhe: «Coragem! Assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que o dês também em Roma.»
Salmos 16(15),1-2a.5.7-8.9-10.11.
Defendei-me, Senhor; Vós sois o meu refúgio.
Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus.
Senhor, minha herança e meu cálice,
a minha sorte está nas tuas mãos.
Bendigo o Senhor por me ter aconselhado,
até de noite me inspira interiormente
Tenho sempre o Senhor diante dos meus olhos;
com Ele a meu lado, jamais vacilarei.
Por isso, o meu coração se alegra e a minha alma exulta
e o meu corpo repousará em segurança.
Pois Tu não me entregarás à morada dos mortos,
nem deixarás o teu fiel conhecer a sepultura.
Hás-de ensinar me o caminho da vida,
saciar-me de alegria na tua presença,
e de delícias eternas, à tua direita.
João 17,20-26.
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: Pai santo, não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em mim, por meio da sua palavra,
para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós e o mundo creia que Tu me enviaste.
Eu dei-lhes a glória que Tu me deste, de modo que sejam um, como Nós somos Um.
Eu neles e Tu em mim, para que eles cheguem à perfeição da unidade e assim o mundo reconheça que Tu me enviaste e que os amaste a eles como a mim.
Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste, para que contemplem a minha glória, a glória que me deste, por me teres amado antes da criação do mundo.
Pai justo, o mundo não te conheceu, mas Eu conheci-te e estes reconheceram que Tu me enviaste.
Eu dei-lhes a conhecer quem Tu és e continuarei a dar-te a conhecer, a fim de que o amor que me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI
Discurso de 30/06/2005 (trad. © Libreria Editrice Vaticana, rev.)
«Para que, assim, eles estejam em Nós e o mundo creia»
[Nas relações entre católicos e ortodoxos] a investigação teológica, que
tem de se confrontar com questões complexas e de encontrar soluções não
limitadas, é um compromisso sério, do qual não nos podemos eximir. Se é
verdade que o Senhor chama vigorosamente os Seus discípulos a construir a
unidade na caridade e na verdade; se é verdade que o apelo ecuménico
constitui um convite urgente a reconstruir, na reconciliação e na paz, a
unidade entre todos os cristãos, gravemente prejudicada; se é verdade que
não podemos ignorar o facto de que a divisão torna menos eficaz a
sacrossanta causa da pregação do Evangelho a todas as criaturas (cf. Mc
16,15), como nos podemos subtrair à tarefa de examinar com clareza e boa
vontade as nossas diferenças, enfrentando-as com a íntima convicção que
elas devem ser resolvidas?
A unidade que buscamos não é absorção nem fusão, mas respeito pela
plenitude multiforme da Igreja que, em conformidade com a vontade do seu
Fundador, Jesus Cristo, deve ser sempre una, santa, católica e apostólica.
Este apelo encontrou a plena ressonância na intangível profissão de fé de
todos os cristãos, o Símbolo elaborado pelos Padres dos concílios
ecuménicos de Niceia e de Constantinopla.
O Concílio Vaticano II reconheceu com lucidez o tesouro que o Oriente
possui e do qual o Ocidente «auriu muitas coisas»; [...] exortou a não
esquecer os sofrimentos que o Oriente padeceu para conservar a sua fé;
[...] encorajou a considerar o Oriente e o Ocidente como elementos que, em
conjunto, compõem o rosto esplendoroso do Pantocrátor, cuja mão abençoa
toda a Oikoumene. O Concílio foi ainda mais além, afirmando: «Não é, pois,
de admirar que alguns aspectos do mistério revelado sejam concebidos de
modo mais apto e postos sob melhor luz por uns do que por outros, de
maneira que pode dizer-se que essas fórmulas teológicas muito mais se
completam do que se opõem» (Unitatis redintegratio, 17).
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terça-feira, 22 de maio de 2012
Profecia do Dia
Quarta-feira, dia 23 de Maio de 2012
Quarta-feira da 7ª semana da Páscoa
São João Batista de Rossi, presbítero, +1764, S. Julião (Juliano), hospedeiro, mártir, +308
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II : «Que eles sejam um»
Leituras
Actos 20,28-38.
Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho, de que o Espírito Santo vos constituiu administradores para apascentardes a Igreja de Deus, adquirida por Ele com o seu próprio sangue.
Sei que, depois de eu partir, se hão-de introduzir entre vós lobos temíveis que não pouparão o rebanho
e que, mesmo no meio de vós, se hão-de erguer homens de palavras perversas para arrastarem discípulos atrás de si.
Estai, pois, vigilantes e recordai-vos de que, durante três anos, de noite e de dia, não cessei de exortar, com lágrimas, cada um de vós.
E agora, confio-vos a Deus e à palavra da sua graça, que tem o poder de construir o edifício e de vos conceder parte na herança com todos os santificados.
Jamais cobicei prata, nem ouro, nem o vestuário de alguém.
E bem sabeis que foram estas mãos que proveram às minhas necessidades e às dos meus companheiros.
Em tudo vos demonstrei que deveis trabalhar assim, para socorrerdes os fracos, recordando-vos das palavras que o próprio Senhor Jesus disse: 'A felicidade está mais em dar do que em receber.'»
Depois destas palavras, ajoelhou-se com todos eles e orou.
Todos romperam em pranto e, lançando-se ao pescoço de Paulo, começaram a abraçá-lo,
consternados, sobretudo, com as palavras que lhes dissera: que não veriam mais o seu rosto. Em seguida, acompanharam-no ao barco.
Salmos 68(67),29-30.33-35a.35b-36c.
Ó Deus, mostra o teu poder, aquele poder com que intervieste em nosso favor.
No teu santuário, em Jerusalém, os reis virão oferecer te presentes.
Louvai a Deus, reinos da terra, cantai hinos ao Senhor!
Ele avança pelos céus eternos e faz ouvir a sua voz, que é poderosa.
Reconhecei o poder de Deus! A sua majestade resplandece sobre Israel; o seu poder alcança a vastidão das nuvens.
Deus é temível no seu santuário, o Deus de Israel dá força e poder ao seu povo. Bendito seja Deus!
João 17,11b-19.
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e orou deste modo: Pai Santo, guarda-os em teu nome, o nome que Me deste, para serem um só, como Nós somos!
Enquanto estava com eles, Eu guardava-os em ti, em ti que a mim te deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o homem da perdição, cumprindo-se desse modo a Escritura.
Mas agora vou para ti e, ainda no mundo, digo isto para que eles tenham em si a plenitude da minha alegria.
Entreguei-lhes a tua palavra, e o mundo odiou-os, porque eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo.
Não te peço que os retires do mundo, mas que os livres do Maligno.
De facto, eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo.
Faz que eles sejam teus inteiramente, por meio da Verdade; a Verdade é a tua palavra.
Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo,
e por eles totalmente me entrego, para que também eles fiquem a ser teus inteiramente, por meio da Verdade.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II
Constituição sobre a Igreja «Lumen gentium», § 32
«Que eles sejam um»
A distinção que o Senhor estabeleceu entre os ministros sagrados e o
restante Povo de Deus contribui para a união, já que os pastores e os
demais fiéis estão ligados uns aos outros por uma vinculação comum: os
pastores da Igreja, imitando o exemplo do Senhor, prestem serviço uns aos
outros e aos fiéis: e estes dêem alegremente a sua colaboração aos pastores
e mestres. Deste modo, todos testemunham, na variedade, a admirável unidade
do Corpo místico de Cristo: a própria diversidade de graças, ministérios e
actividades consagra em unidade os filhos de Deus, porque «um só e o mesmo
é o Espírito que opera todas estas coisas» (1 Cor. 12,11).
Os leigos, portanto, do mesmo modo que, por divina condescendência, têm por
irmão a Cristo, o Qual, apesar de ser Senhor de todos, não veio para ser
servido mas para servir (Cf. Mt. 20,28), de igual modo têm por irmãos
aqueles que, uma vez estabelecidos no sagrado ministério, apascentam a
família de Deus ensinando, santificando e governando com a autoridade de
Cristo, de modo que o mandamento da caridade seja por todos observado. A
este respeito diz belissimamente Santo Agostinho: «Aterra-me o ser para
vós, mas consola-me o estar convosco. Sou para vós como bispo; estou
convosco como cristão. Nome de ofício, o primeiro; de graça, o segundo;
aquele, de risco; este, de salvação».
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