sexta-feira, 25 de maio de 2012

Profecia do Dia

Sabado, dia 26 de Maio de 2012
Sábado da 7ª semana da Páscoa

S. Filipe Néri, presbítero,fundador, +1595



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Aelredo de Rievaulx : Pedro e João: a unidade na diversidade

Leituras

Actos 28,16-20.30-31.


Quando entrámos em Roma, Paulo foi autorizado a ficar em alojamento próprio com o soldado que o guardava.
Três dias depois, convocou os principais dos judeus e, quando estavam todos reunidos, disse-lhes: «Irmãos, embora nada tenha feito contra o povo ou contra os costumes paternos, fui preso em Jerusalém e entregue às mãos dos romanos.
Estes, depois de me terem interrogado, queriam libertar-me, por não haver em mim crime algum digno de morte.
Mas, como os judeus se opuseram, fui constrangido a apelar para César, sem querer, de modo algum, acusar o meu povo.
Foi por este motivo que pedi para vos ver e falar, pois é por causa da esperança de Israel que trago estas cadeias.»
Paulo permaneceu dois anos inteiros no alojamento que alugara, onde recebia todos os que iam procurá-lo,
anunciando o Reino de Deus e ensinando o que diz respeito ao Senhor Jesus Cristo, com o maior desassombro e sem impedimento.


Salmos 11(10),4.5.7.


O Senhor habita no seu santuário;
o Senhor tem nos céus o seu trono;
os seus olhos contemplam o mundo
e as suas pupilas observam os homens.

O Senhor perscruta o justo e o ímpio,
mas odeia os que amam a violência.
O Senhor é justo e ama a justiça;
os homens honestos contemplarão a sua face.




João 21,20-25.


Naquele tempo, Pedro voltou-se e viu que o seguia o discípulo que Jesus amava, o mesmo que na ceia se tinha apoiado sobre o seu peito e lhe tinha perguntado: 'Senhor, quem é que te vai entregar?'
Ao vê-lo, Pedro perguntou a Jesus: «Senhor, e que vai ser deste?»
Jesus respondeu-lhe: «E se Eu quiser que ele fique até Eu voltar, que tens tu com isso? Tu, segue-me!»
Foi assim que, entre os irmãos, correu este rumor de que aquele discípulo não morreria. Jesus, porém, não disse que ele não havia de morrer, mas sim: «Se Eu quiser que ele fique até Eu voltar, que tens tu com isso?»
Este é o discípulo que dá testemunho destas coisas e que as escreveu. E nós sabemos bem que o seu testemunho é verdadeiro.
Há ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se elas fossem escritas, uma por uma, penso que o mundo não teria espaço para os livros que se deveriam escrever.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Aelredo de Rievaulx (1110-1167), monge cistercense
A amizade espiritual, III, 115ss.

Pedro e João: a unidade na diversidade

Algumas pessoas a quem não é concedida uma promoção deduzem daí que não são
amadas; se não são envolvidas nos negócios e nas actividades, lastimam-se
por terem sido postas de lado. E isto é, sabemo-lo bem, uma fonte de grave
desentendimento entre pessoas que passavam por amigas; no cúmulo da
indignação, estas pessoas chegam a separar-se e a maldizer-se. [...]


Que ninguém diga que foi posto de lado porque não lhe foi atribuída uma
promoção. A este respeito, o Senhor Jesus preferiu Pedro a João; no
entanto, não foi por conferir a primazia a Pedro que retirou a sua afeição
a João. Confiou a Sua Igreja a Pedro; a João entregou a Sua Mãe muito amada
(Jo 19,27). Deu a Pedro as chaves do Seu reino (Mt 16,19); a João mostrou
os segredos do Seu coração (Jo 13,25). Por conseguinte, Pedro ocupa um
posto elevado, mas o lugar de João é mais seguro. Embora tivesse recebido o
poder, quando Jesus disse: «um de vós há-de entregar-me» (Jo 13,21), Pedro
treme e assusta-se como os outros; João, instigado por Pedro e encorajado
pela sua proximidade ao Senhor, interroga-O para saber de quem fala. Pedro
entrega-se à acção; João é posto à parte, para testemunhar a sua afeição,
de acordo com a palavra: «Quero que fique até Eu voltar». Ele deu-nos o
exemplo para que também nós façamos o mesmo.




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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Profecia do Dia

Sexta-feira, dia 25 de Maio de 2012
Sexta-feira da 7ª semana da Páscoa

S. Beda, o Venerável, Doutor da Igreja, +735,  São Gregório VII, papa, +1085,  Santa Maria Madalena de Pazzi, virgem, +1607



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-Aventurado João Paulo II : «Apascenta as Minhas ovelhas»

Leituras

Actos 25,13b-21.


Alguns dias mais tarde, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia e foram apresentar cumprimentos a Festo.
Como se demorassem vários dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: «Está aqui um homem que Félix deixou preso,
e contra o qual, estando eu em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram queixa, pedindo a sua condenação.
Respondi-lhes que não era costume dos romanos conceder a entrega de homem algum, antes de o acusado ter os acusadores na sua frente e dispor da possibilidade de se defender da acusação.
Vieram, pois, comigo e, sem mais demoras, sentei-me, no dia seguinte, no tribunal e mandei comparecer o homem.
Postos em frente dele, os acusadores não alegaram nenhum dos crimes que eu pudesse suspeitar;
só tinham com ele discussões acerca da sua religião e de um certo Jesus, que morreu e Paulo afirma estar vivo.
Quanto a mim, embaraçado perante um debate deste género, perguntei-lhe se queria ir a Jerusalém, a fim de lá ser julgado sobre o assunto.
Mas Paulo apelou para que a sua causa fosse reservada à decisão de Augusto e eu ordenei que o mantivessem preso até o enviar a César.»


Salmos 103(102),1-2.11-12.19-20ab.


Bendiz, ó minha alma, o Senhor,    
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.    
Bendiz, ó minha alma, o Senhor,   
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.   

Como é grande a distância dos céus à terra,
assim são grandes os seus favores para os que o temem.  
Como o Oriente dista do Ocidente,
assim Ele afasta de nós os nossos pecados.

SENHOR estabeleceu nos céus o seu trono e o seu reino estende-se a tudo o que existe.
Bendizei o SENHOR, todos os seus anjos, poderosos mensageiros, que cumpris as suas ordens, sempre dóceis à sua palavra.


João 21,15-19.


Quando Jesus se manifestou aos seus discípulos junto ao mar de Tiberíades, depois de terem comido, perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta os meus cordeiros.»
Voltou a perguntar-lhe uma segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-me?» Ele respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.»
E perguntou-lhe, pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu és deveras meu amigo?» Pedro ficou triste por Jesus lhe ter perguntado, à terceira vez: 'Tu és deveras meu amigo?' Mas respondeu-lhe: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu bem sabes que eu sou deveras teu amigo!» E Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.
Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo atavas o cinto e ias para onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te há-de atar o cinto e levar para onde não queres.»
E disse isto para indicar o género de morte com que ele havia de dar glória a Deus. Depois destas palavras, acrescentou: «Segue-me!»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Bem-Aventurado João Paulo II
Encíclica «Ut unum sint» §§ 90-93 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)

«Apascenta as Minhas ovelhas»

O Bispo de Roma é o Bispo da Igreja que conserva o testemunho do martírio
de Pedro e de Paulo. [...] O Evangelho de Mateus traça e especifica a
missão pastoral de Pedro na Igreja. [...] «Também Eu te digo: Tu és Pedro,
e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja» (16,18). Lucas põe em
evidência que Cristo recomenda a Pedro que confirme os irmãos, mas ao mesmo
tempo dá-lhe a conhecer a sua fraqueza humana e a sua necessidade de
conversão (22,32). É como se, sobre o horizonte da fraqueza humana de
Pedro, se manifestasse plenamente que o seu particular ministério na Igreja
provém totalmente da graça. [...]


Logo a seguir à sua investidura, Pedro é repreendido com rara severidade
por Cristo, que lhe diz: «Tu és para Mim um estorvo» (Mt 16, 23). Como não
ver, na misericórdia de que Pedro tem necessidade, uma relação com o
ministério daquela misericórdia que ele foi o primeiro a experimentar?
[...] Também o Evangelho de João sublinha que Pedro recebe o encargo de
apascentar o rebanho com uma tríplice profissão de amor, que corresponde à
sua tríplice negação. [...] Quanto a Paulo, conclui a descrição do seu
ministério com a surpreendente afirmação que lhe foi concedido ouvir dos
lábios do Senhor: «Basta-te a Minha graça, porque é na fraqueza que a Minha
força se revela totalmente», podendo em seguida exclamar: «Quando me sinto
fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12, 9-10). [...]


Herdeiro da missão de Pedro [...], o Bispo de Roma exerce um ministério que
tem a sua origem na misericórdia multiforme de Deus, a qual converte os
corações e infunde a força da graça onde o discípulo sente o sabor amargo
da sua fraqueza e miséria. A autoridade própria deste ministério está posta
totalmente ao serviço do desígnio misericordioso de Deus e há-de ser vista
sempre nesta perspectiva. É nela que se explica o seu poder. Ligado como
está à tríplice profissão de amor de Pedro, que corresponde à tríplice
negação, o seu sucessor sabe que deve ser sinal de misericórdia. O seu
ministério é um ministério de misericórdia, nascido de um acto de
misericórdia de Cristo. Toda esta lição do Evangelho deve ser
constantemente relida, para que o exercício do ministério petrino nada
perca da sua autenticidade e transparência.




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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 24 de Maio de 2012
Quinta-feira da 7ª semana da Páscoa

Santa Joana Antida Thouret, virgem, +1826



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «Para que, assim, eles estejam em Nós e o mundo creia»

Leituras

Actos 22,30.23,6-11.


Naqueles dias, querendo o tribuno averiguar com imparcialidade as acusações dos judeus contra Paulo, fê-lo desalgemar, convocou os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio e mandou buscar Paulo, fazendo-o comparecer diante deles.
Sabendo que havia dois partidos no Sinédrio, o dos saduceus e o dos fariseus, Paulo bradou diante deles: «Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus, e é pela nossa esperança, a ressurreição dos mortos, que estou a ser julgado.»
Estas palavras desencadearam um conflito entre fariseus e saduceus e a assembleia dividiu-se,
porque os saduceus negam a ressurreição, assim como a existência dos anjos e dos espíritos, enquanto os fariseus ensinam publicamente o contrário.
Estabeleceu-se enorme gritaria, e alguns escribas do partido dos fariseus ergueram-se e começaram a protestar com energia, dizendo: «Não encontramos nada de mau neste homem. E se um espírito lhe tivesse falado ou mesmo um anjo?»
A discussão redobrou de violência, a tal ponto que o tribuno, receando que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a tropa para o arrancar das mãos deles e reconduzi-lo à fortaleza.
Na noite seguinte, o Senhor apresentou-se diante dele e disse-lhe: «Coragem! Assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que o dês também em Roma.»


Salmos 16(15),1-2a.5.7-8.9-10.11.


Defendei-me, Senhor; Vós sois o meu refúgio.
Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus.
Senhor, minha herança e meu cálice,
a minha sorte está nas tuas mãos.


Bendigo o Senhor por me ter aconselhado,
até de noite me inspira interiormente
Tenho sempre o Senhor diante dos meus olhos;
com Ele a meu lado, jamais vacilarei.

Por isso, o meu coração se alegra e a minha alma exulta
e o meu corpo repousará em segurança.
Pois Tu não me entregarás à morada dos mortos,
nem deixarás o teu fiel conhecer a sepultura.

Hás-de ensinar me o caminho da vida,
saciar-me de alegria na tua presença,
e de delícias eternas, à tua direita.







João 17,20-26.


Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: Pai santo, não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em mim, por meio da sua palavra,
para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós e o mundo creia que Tu me enviaste.
Eu dei-lhes a glória que Tu me deste, de modo que sejam um, como Nós somos Um.
Eu neles e Tu em mim, para que eles cheguem à perfeição da unidade e assim o mundo reconheça que Tu me enviaste e que os amaste a eles como a mim.
Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste, para que contemplem a minha glória, a glória que me deste, por me teres amado antes da criação do mundo.
Pai justo, o mundo não te conheceu, mas Eu conheci-te e estes reconheceram que Tu me enviaste.
Eu dei-lhes a conhecer quem Tu és e continuarei a dar-te a conhecer, a fim de que o amor que me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Papa Bento XVI
Discurso de 30/06/2005 (trad. © Libreria Editrice Vaticana, rev.)

«Para que, assim, eles estejam em Nós e o mundo creia»

[Nas relações entre católicos e ortodoxos] a investigação teológica, que
tem de se confrontar com questões complexas e de encontrar soluções não
limitadas, é um compromisso sério, do qual não nos podemos eximir. Se é
verdade que o Senhor chama vigorosamente os Seus discípulos a construir a
unidade na caridade e na verdade; se é verdade que o apelo ecuménico
constitui um convite urgente a reconstruir, na reconciliação e na paz, a
unidade entre todos os cristãos, gravemente prejudicada; se é verdade que
não podemos ignorar o facto de que a divisão torna menos eficaz a
sacrossanta causa da pregação do Evangelho a todas as criaturas (cf. Mc
16,15), como nos podemos subtrair à tarefa de examinar com clareza e boa
vontade as nossas diferenças, enfrentando-as com a íntima convicção que
elas devem ser resolvidas?


A unidade que buscamos não é absorção nem fusão, mas respeito pela
plenitude multiforme da Igreja que, em conformidade com a vontade do seu
Fundador, Jesus Cristo, deve ser sempre una, santa, católica e apostólica.
Este apelo encontrou a plena ressonância na intangível profissão de fé de
todos os cristãos, o Símbolo elaborado pelos Padres dos concílios
ecuménicos de Niceia e de Constantinopla.


O Concílio Vaticano II reconheceu com lucidez o tesouro que o Oriente
possui e do qual o Ocidente «auriu muitas coisas»; [...] exortou a não
esquecer os sofrimentos que o Oriente padeceu para conservar a sua fé;
[...] encorajou a considerar o Oriente e o Ocidente como elementos que, em
conjunto, compõem o rosto esplendoroso do Pantocrátor, cuja mão abençoa
toda a Oikoumene. O Concílio foi ainda mais além, afirmando: «Não é, pois,
de admirar que alguns aspectos do mistério revelado sejam concebidos de
modo mais apto e postos sob melhor luz por uns do que por outros, de
maneira que pode dizer-se que essas fórmulas teológicas muito mais se
completam do que se opõem» (Unitatis redintegratio, 17).




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