Segunda-feira, dia 18 de Junho de 2012
Segunda-feira da 11ª semana do Tempo Comum
S. Gregório Barbarigo, bispo, +1697, Beata Marina de Spoleto, virgem, mártir, séc. XIII, Beata Osana, religiosa, +1505
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cipriano : «Eu porém digo-vos: Não oponhais resistência ao mau»
Leituras
1 Reis 21,1-16.
Naquele tempo, Nabot de Jezrael tinha uma vinha junto ao palácio de Acab, rei da Samaria.
Disse então Acab a Nabot. «Cede-me a tua vinha para que eu a transforme em horta, pois fica junto da minha casa. Dar-te-ei em troca uma vinha melhor; ou, se te convier, pagar-te-ei o seu valor em dinheiro.»
Nabot disse a Acab: «Pelo Senhor! Seria um sacrilégio ceder-te a herança de meus pais.»
Acab voltou para casa triste e irritado, pelo facto de Nabot lhe ter dito: «Não te darei a herança de meus pais». Deitou-se na cama, voltou o rosto para a parede e não quis mais comer.
Sua esposa veio ter com ele e perguntou-lhe: «Por que razão estás assim irritado e não queres comer?»
Ele respondeu: «Porque falei a Nabot de Jezrael, dizendo-lhe: 'Cede-me a tua vinha por dinheiro ou, se mais te convier, dar-te-ei por ela outra vinha', e ele respondeu-me: 'Não te darei a minha vinha'.
Então Jezabel, sua esposa, disse-lhe: «Não és tu o rei de Israel? Levanta-te, come, não te aflijas! Eu mesma te darei a vinha de Nabot de Jezrael.»
Escreveu cartas em nome de Acab, selando-as com o selo real, e enviou-as aos anciãos e aos magistrados da cidade, concidadãos de Nabot.
Nelas lhes dizia: «Proclamai um jejum e fazei sentar Nabot na primeira fila da assembleia.
Fazei vir à sua presença dois homens malvados que o acusem dizendo: 'Tu blasfemaste contra Deus e contra o rei!' Levai-o depois para fora da cidade e apedrejai-o até ele morrer».
Os homens da cidade, os anciãos e os magistrados, concidadãos de Nabot, fizeram o que lhes mandara Jezabel, conforme o conteúdo da carta que ela lhes enviara.
Proclamaram um jejum e fizeram sentar Nabot em lugar de honra.
Vieram então os dois malvados, puseram-se na presença de Nabot e depuseram contra ele perante o povo, dizendo: «Nabot blasfemou contra o Deus e contra o rei!» Fizeram-no sair da cidade, apedrejaram-no e ele morreu.
Mandaram então dizer a Jezabel: «Nabot foi apedrejado e morreu.»
Quando Jezabel teve conhecimento de que Nabot fora apedrejado e já estava morto, disse a Acab. «Levanta-te e toma posse da vinha que Nabot de Jezrael recusara ceder-te por dinheiro. Nabot já não é vivo! Morreu!»
Mal Acab ouviu dizer que Nabot tinha morrido, levantou-se logo para descer até à vinha de Nabot de Jezrael, a fim de tomar posse dela.
Salmos 5,2-3.5-6.7.
Ouve, Senhor, as minhas palavras
e atende a minha súplica.
Escuta a voz do meu clamor,
ó meu Rei e meu Deus.
Tu não és um Deus que se agrade do mal;
os maus não podem viver a teu lado.
Os arrogantes não poderão
subsistir na tua presença
Detestas os que praticam a iniquidade
e exterminas os mentirosos.
O homem sanguinário e fraudulento
é detestado pelo Senhor.
Mateus 5,38-42.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente.
Eu, porém, digo-vos: Não oponhais resistência ao mau. Mas, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.
Se alguém quiser litigar contigo para te tirar a túnica, dá-lhe também a capa.
E se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, caminha com ele duas.
Dá-a quem te pede e não voltes as costas a quem te pedir emprestado.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cipriano (c. 200-258), bispo de Cartago e mártir
Os benefícios da paciência, 15-16; SC 291
«Eu porém digo-vos: Não oponhais resistência ao mau»
«Suportai-vos uns aos outros no amor, esforçando-vos por manter a unidade
do espírito mediante o vínculo da paz» (Ef 4,2). Não é possível manter a
unidade e a paz, se os irmãos não se encorajarem uns aos outros para o
apoio mútuo, mantendo um bom entendimento graças à paciência. [...]
Perdoar ao irmão que nos ofende, não só setenta vezes sete vezes, mas todas
as faltas, amar os inimigos, rezar pelos adversários e pelos perseguidores
(Mt 5,39.44; 18,22) como chegar aí se não formos firmes na paciência e na
benevolência? É o que vemos em Estêvão [...]: em vez de pedir a vingança,
pediu o perdão para os seus carrascos, dizendo: «Senhor, não lhes imputes
este pecado» (Ac 7,60). Eis o que fez o primeiro mártir de Cristo [...],
que se tornou, não só pregador da Paixão do Senhor, mas também imitador da
Sua paciente doçura.
Que dizer da cólera, da discórdia, da rivalidade? Que não têm lugar entre
os cristãos. A paciência deve preencher o seu coração; nele não se
encontrará nenhum destes males. [...] O apóstolo Paulo avisa-nos: «Não
entristeçais o Espírito Santo de Deus [...]: fazei desaparecer da vossa
vida tudo o que é amargura, raiva, cólera, gritos ou insultos» (Ef
4,30-31). Se o cristão foge dos assaltos da nossa natureza caída como de um
mar em fúria, e se estabelece no porto de Cristo, na paz e na calma, não
deve admitir no seu coração nem a cólera nem a desordem. Não lhe é
permitido pagar o mal com o mal (Rm 12,17), nem conceber o ódio.
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domingo, 17 de junho de 2012
Profecia do Dia
sábado, 16 de junho de 2012
Profecia do Dia
Domingo, dia 17 de Junho de 2012
11º Domingo do Tempo Comum - Ano B
Décimo primeiro domingo do tempo comum (semana III do saltério)
S. Bessário, eremita, séc. IV, S. Rainério de Pisa, peregrino, +1160
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo : «Mas, uma vez semeado, cresce e ultrapassa todas as plantas do horto»
Leituras
Ezeq. 17,22-24.
Eis o que diz o Senhor Deus: « Do cimo do cedro frondoso, dos seus ramos mais altos, Eu próprio arrancarei um haste nova, e plantá-la-ei num monte bastante alto.
Plantá-la-ei na montanha elevada de Israel: deitará ramos, produzirá frutos e tornar-se-á um cedro magnífico. Nele habitarão todas as espécies de aves; à sombra dos seus ramos repousarão todas as espécies de voláteis.
E todas as árvores dos campos saberão que sou Eu, o SENHOR, quem humilha a árvore elevada e eleva a árvore humilhada, quem faz secar a árvore verdejante e florescer a que está seca. Eu, o SENHOR, o disse e o cumpro."
Salmos 92(91),2-3.13-14.15-16.
É bom louvar-te, Senhor,
e cantar salmos ao teu nome, ó Altíssimo!
É bom anunciar pela manhã os teus louvores,
e pela noite, a tua fidelidade,
Os justos florescerão como a palmeira
e crescerão como os cedros do Líbano.
Plantados na casa do Senhor,
florescerão nos átrios do nosso Deus.
Até na velhice continuarão a dar frutos
e hão-de manter sempre a seiva e o frescor,
para proclamar que o Senhor é justo:
Ele é o meu rochedo e nele não há falsidade.
2 Cor. 5,6-10.
Irmãos: Nós estamos sempre confiantes e conscientes de que, permanecendo neste corpo, vivemos exilados, longe do Senhor,
pois caminhamos pela fé e não pela visão...
Cheios dessa confiança, preferimos exilar-nos do corpo, para irmos morar junto do Senhor.
Por isso também, quer permaneçamos na nossa morada, quer a deixemos, esforçamo-nos por lhe agradar.
Com efeito, todos havemos de comparecer perante o tribunal de Cristo, a fim de que cada um receba conforme aquilo que fez de bem ou de mal, enquanto estava no corpo.
Marcos 4,26-34.
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra.
Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce, sem ele saber como.
A terra produz por si, primeiro o caule, depois a espiga e, finalmente, o trigo perfeito na espiga.
E, quando o fruto amadurece, logo ele lhe mete a foice, porque chegou o tempo da ceifa.»
Dizia também: «Com que havemos de comparar o Reino de Deus? Ou com qual parábola o representaremos?
É como um grão de mostarda que, ao ser deitado à terra, é a mais pequena de todas as sementes que existem;
mas, uma vez semeado, cresce, transforma-se na maior de todas as plantas do horto e estende tanto os ramos, que as aves do céu se podem abrigar à sua sombra.»
Com muitas parábolas como estas, pregava-lhes a Palavra, conforme eram capazes de compreender.
Não lhes falava senão em parábolas; mas explicava tudo aos discípulos, em particular.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 98, 1-2; CCL 24A, 602
«Mas, uma vez semeado, cresce e ultrapassa todas as plantas do horto»
Irmãos, ouvistes que o Reino dos céus, em toda a sua grandeza, é parecido a
um grão de mostarda. [...] É apenas isto que os crentes esperam? É isto que
os fiéis aguardam? [...] É isto «o que o olho não viu, nem o ouvido ouviu,
nem jamais veio ao coração do homem»? É isto que o apóstolo Paulo promete,
e que está reservado no mistério inexprimível da salvação àqueles que amam?
(1Cor 2,9) Não nos deixemos desconcertar pelas palavras do Senhor. Se, de
facto, «a fraqueza de Deus é mais forte do que o homem, e a loucura de Deus
é mais sábia do que o homem» (1 Cor 1,25), essa pequena coisa que é o bem
de Deus é mais esplêndida do que a imensidão do mundo.
Possamos nós semear no nosso coração esta semente de mostarda, de modo que
ela venha a ser a grande árvore do conhecimento (Gn 2,9), elevando-se em
toda a sua altura para elevar os nossos pensamentos para o céu, e
desenvolvendo todos os ramos da inteligência. [...]
Cristo é o Reino. Como se fosse um grão de mostarda, ele foi lançado num
jardim, o corpo da Virgem. Cresceu e tornou-Se a árvore da cruz que cobre a
terra inteira. Depois de ter sido esmagado pela Paixão, o Seu fruto
produziu sabor suficiente para dar o Seu bom gosto e o Seu aroma a todos os
seres vivos que n'Ele tocam. Pois, enquanto a semente de mostarda está
intacta, as suas virtudes permanecem ocultas, mas desenvolvem toda a sua
pujança quando a semente é esmagada. Da mesma forma, Cristo quis que o Seu
corpo fosse esmagado para que a sua força não ficasse oculta. [...] Cristo
é Rei, porque é a fonte de toda a autoridade. Cristo é o Reino, pois n'Ele
está toda a glória do Seu reino.
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
Profecia do Dia
Sabado, dia 16 de Junho de 2012
Imaculado Coração da Virgem Santa Maria (MO)
Imaculado Coração de Maria
S. Ciro, mártir, séc. IV, São João Francisco Régis, presbítero, +1640, S. Ticon
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Eudes : «Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração»
Leituras
Is. 61,9-11.
A linhagem do povo de Deus será conhecida entre os povos e a sua descendência no meio das nações. Quantos os virem terão de os reconhecer como linhagem que o Senhor abençoou.
Rejubilo de alegria no SENHOR, e o meu espírito exulta no meu Deus, porque me revestiu com as vestes da salvação e me envolveu num manto de triunfo. Como um noivo que cinge a fronte com o diadema, e como uma noiva que se adorna com as suas jóias.
Porque, assim como a terra faz nascer as plantas, e o jardim faz brotar as sementes, assim o Senhor DEUS faz germinar a justiça e o louvor diante de todas as nações.
1 Sam. 2,1.4-5.6-7.8abcd.
«Exulta o meu coração no Senhor.
no meu Deus se eleva a minha fronte.
Abre-se a minha boca contra os inimigos,
porque me alegro na vossa salvação.
A arma dos fortes foi destruída
e os fracos foram revestidos de força.
Os que viviam na abundância andam em busca de pão
e os que tinham fome foram saciados.
a mulher estéril deu à luz muitos filhos
e a mãe fecunda deixou de conceber.
É o Senhor quem dá a morte e dá a vida,
faz-nos descer ao túmulo e de novo nos levanta.
É o Senhor que despoja e enriquece,
É o Senhor quem humilha e exalta.
Levanta do chão os que vivem prostrados,
retira da miséria os indigentes;
fá-los sentar entre os príncipes
e destina-lhes um lugar de honra.
Lucas 2,41-51.
Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa.
Quando Ele chegou aos doze anos, subiram até lá, segundo o costume da festa.
Terminados esses dias, regressaram a casa e o menino ficou em Jerusalém, sem que os pais o soubessem.
Pensando que Ele se encontrava na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos.
Não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém, à sua procura.
Três dias depois, encontraram-no no templo, sentado entre os doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas.
Todos quantos o ouviam, estavam estupefactos com a sua inteligência e as suas respostas.
Ao vê-lo, ficaram assombrados e sua mãe disse-lhe: «Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura!»
Ele respondeu-lhes: «Porque me procuráveis? Não sabíeis que devia estar em casa de meu Pai?»
Mas eles não compreenderam as palavras que lhes disse.
Depois desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Eudes (1601-1680), presbítero, pregador, fundador de institutos religiosos
O coração admirável, livro 9, cap. 4
«Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração»
De entre as festas dedicadas a Virgem Maria, a que celebra o seu coração é
como o coração e a rainha das outras, pois o coração é a sede do amor e da
caridade. Qual a razão desta solenidade? O coração desta singular e
amadíssima Filha do Pai Eterno; o coração da Mãe de Deus; o coração da
Esposa do Santo Espírito; o coração da excelente Mãe de todos os fiéis. É
um coração ardente de amor para com Deus, totalmente inflamado de caridade
por nós.
Todo ele é amor por Deus, porque nada mais amou a não ser Deus, e o que
Deus queria que amasse n'Ele e por Ele. Todo ele é amor, porque a
bem-aventurada Virgem Maria sempre amou a Deus com todo o coração, toda a
sua alma e todas as suas forças (Mc 12,30). Todo ele é amor porque, para
além de Maria sempre ter querido tudo o que Deus queria e nunca o que Ele
não queria, foi sempre com grande júbilo que voluntariamente cumpriu a
amável vontade do Senhor.
Este coração é amor puro por nós todos. Ela ama-nos com o mesmo amor com
que ama a Deus, porque é Deus que Ela vê em nós e que em nós ama. E ama-nos
com o mesmo amor com que ama o Homem Deus, seu filho Jesus. Porque Ela sabe
que Ele é o nosso chefe, a nossa cabeça, e que nós somos os Seus membros
(Col 2,19) e, consequentemente, que somos um só com Ele.
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