Segunda-feira, dia 13 de Agosto de 2012
Segunda-feira da 19ª semana do Tempo Comum
Santo Hipólito, presbítero, mártir, +235, S. Ponciano, papa, mártir, +235
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio : «Os filhos estão isentos»
Leituras
Ezeq. 1,2-5.24-28c.
No quinto dia do mês - era o quinto ano do cativeiro do rei Jeconias -
a palavra de Deus foi dirigida a Ezequiel, filho do sacerdote Buzi, na Caldeia, nas margens do rio Cabar, e a mão do SENHOR estava sobre ele.
Olhando vi que do norte soprava um vento fortíssimo: uma nuvem espessa acompanhada de um clarão e uma massa de fogo resplandecente à volta; no meio dela, via-se algo semelhante ao aspecto de um metal resplandecente.
E ao centro, distinguia-se a imagem de quatro seres viventes, todos com aspecto humano.
Eu escutava o ruído das asas como o barulho das grandes torrentes, como a voz do Omnipotente, quando eles avançavam, ou como o ruído do campo de batalha; quando paravam, as asas baixavam.
E, por cima da abóbada, que ficava sobre as suas cabeças, fazia-se um grande ruído; quando paravam, as asas baixavam.
Pela parte de cima da abóbada, que ficava sobre as suas cabeças, estava uma coisa semelhante a pedra de safira, em forma de trono, e sobre esta espécie de trono, no alto, pela parte de cima, um ser com aspecto humano.
E verifiquei que, do que parecia ser da cintura para cima, tinha como que um brilho vermelho, algo como fogo, à sua volta; e da cintura para baixo, vi como que fogo, espalhando um clarão à sua volta.
O esplendor à sua volta parecia o arco-íris que aparece nas nuvens nos dias de chuva. Era algo que tinha o aspecto da glória do SENHOR. Contemplei e prostrei-me com o rosto por terra. E ouvi uma voz que falava.
Salmos 148(147),1-2.11-12ab.12c-14a.14bcd.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Louvai ao Senhor do alto dos céus;
louvai-O nas alturas!
Louvai-O, todos os seus anjos.
Louvai-O, reis do mundo e todos os povos;
todos os chefes e governantes do mundo;
os jovens e as donzelas, os velhos e as crianças!
Louvem todos o nome do Senhor,
pois só o seu nome é sublime
e a sua glória está acima do céu e da terra.
Ele engrandeceu a força do seu povo,
Ele é a honra de todos os seus fiéis,
dos filhos de Israel, seu povo amigo.
Mateus 17,22-27.
Naquele tempo, estando ainda Jesus e os discípulos na Galileia, disse-lhes Jesus: «O Filho do Homem tem de ser entregue nas mãos dos homens,
que o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.» E eles ficaram profundamente consternados.
Entrando em Cafarnaúm, aproximaram-se de Pedro os cobradores do imposto do templo e disseram-lhe: «O vosso Mestre não paga o imposto?»
Ele respondeu: «Paga, sim». Quando chegou a casa, Jesus antecipou-se, dizendo: «Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos e contribuições? Dos seus filhos, ou dos estranhos?»
E como ele respondesse: «Dos estranhos», Jesus disse-lhe: «Então, os filhos estão isentos.
No entanto, para não os escandalizarmos, vai ao mar, deita o anzol, apanha o primeiro peixe que nele cair, abre-lhe a boca e encontrarás lá um estáter. Toma-o e dá-lho por mim e por ti.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Comentário ao Salmo 48, 14-15; CSEL 64, 368-370
«Os filhos estão isentos»
Cristo reconciliou o mundo com Deus; por isso, certamente Ele próprio não
teve necessidade de reconciliação. Com efeito, que pecado teria a expiar,
se não cometeu pecado algum? Ao reclamarem os judeus as duas dracmas que
deviam ser dadas, segundo a Lei, por causa do pecado, Ele disse a Pedro:
«Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos e
contribuições? Dos seus filhos, ou dos estranhos?» Pedro respondeu: «Dos
estranhos.» Então o Senhor disse: «Então, os filhos estão isentos. No
entanto, para não os escandalizarmos, vai ao mar, deita o anzol, apanha o
primeiro peixe que nele cair, abre-lhe a boca e encontrarás lá um estáter.
Toma-o e dá-lho por Mim e por ti.»
Ele mostra assim que não é por Si próprio que deve expiar os pecados,
porque Ele não era escravo do pecado; como Filho de Deus, estava liberto de
todo o erro. De facto, o Filho é livre, mas o escravo está sujeito ao
pecado. Portanto, Aquele que é inteiramente livre nada tinha de pagar pelo
resgate da Sua vida, e o Seu sangue podia redimir, poderosamente, os
pecados do mundo inteiro. Podia pois libertar os outros, Esse que nada tem
a dever.
Mas irei mais longe. Cristo não é o único a não ter de pagar pela Sua
própria redenção ou pela expiação dos Seus pecados; ao consideramos cada
homem, é compreensível que nenhum tenha de pagar pela sua expiação pessoal.
Porque Cristo expiou por todos, é a redenção de todos.
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domingo, 12 de agosto de 2012
Profecia do Dia
sábado, 11 de agosto de 2012
Profecia do Dia
Domingo, dia 12 de Agosto de 2012
19º Domingo do Tempo Comum - Ano B
XIX Domingo do Tempo Comum (semana III do saltério)
Santa Joana Francisca de Chantal, viúva, religiosa, fundadora, +1641, Beato Amadeu da Silva, religioso, +1482, Santa Beatriz, virgem, mártir, +304
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Faustina Kowalska : «Se alguém comer deste pão, viverá eternamente»
Leituras
1 Reis 19,4-8.
Naqueles dias, Elias entrou no deserto e andou o dia inteiro. Depois sentou-se debaixo de um junípero e, desejando a morte, exclamou: "Já basta, Senhor. Tirai-me a vida, porque não sou melhor do que meus pais".
Deitou-se por terra e adormeceu à sombra do junípero. Nisto, um Anjo tocou-lhe e disse: "Levanta-te e come".
Ele olhou e viu à sua cabeceira um pão cozido sobre pedras quentes e uma bilha de água. Comeu e bebeu e tornou a deitar-se.
O Anjo do Senhor veio segunda vez, tocou-lhe e disse-lhe: "Levanta-se e come, porque ainda tens um longo caminho a percorrer".
Elias levantou-se, comeu e bebeu. Depois, fortalecido com aquele alimento, caminhou durante quarenta dias e quarenta noites até ao monte de Deus, Horeb.
Salmos 34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.
Saboreai e vede como o Senhor é bom.
A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor,
escutem e alegrem-se os humildes.
Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.
Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.
O Anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que n'Ele se refugia.
Efésios 4,30-32.5,1-2.
Irmãos: Não ofendais o Espírito Santo de Deus, selo com o qual fostes marcados para o dia da redenção.
Toda a espécie de azedume, raiva, ira, gritaria e injúria desapareça de vós, juntamente com toda a maldade.
Sede, antes, bondosos uns para com os outros, compassivos; perdoai-vos mutuamente, como também Deus vos perdoou em Cristo.
Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos bem amados,
e procedei com amor, como também Cristo nos amou e se entregou a Deus por nós como oferta e sacrifício de agradável odor.
João 6,41-51.
Naquele tempo, os judeus murmuravam de Jesus, por Ele ter dito: 'Eu sou o pão que desceu do Céu';
e diziam: «Não é Ele Jesus, o filho de José, de quem nós conhecemos o pai e a mãe? Como se atreve a dizer agora: 'Eu desci do Céu'?»
Jesus disse-lhes, em resposta: «Não murmureis entre vós.
Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não atrair; e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia.
Está escrito nos profetas: E todos serão ensinados por Deus. Todo aquele que escutou o ensinamento que vem do Pai e o entendeu vem a mim.
Não é que alguém tenha visto o Pai, a não ser aquele que tem a sua origem em Deus: esse é que viu o Pai.
Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê tem a vida eterna.
Eu sou o pão da vida.
Os vossos pais comeram o maná no deserto, mas morreram.
Este é o pão que desce do Céu; se alguém comer dele, não morrerá.
Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa
Diário, 1393 (Fátima, Marianos da Imaculada Conceição, 2003)
«Se alguém comer deste pão, viverá eternamente»
Jesus, Pão dos anjos, delícia do meu coração, Todo o meu ser em Vós se
abisma em fundura. E vivo como os que no céu têm eleição, Certa da vida sem
fim, ainda que na sepultura. Jesus eucaristia, Vós, ó Deus imortal, E que
sempre permaneceis em meu coração, E enquanto Vos tenho não há morte fatal
Diz-me o amor que de Vós, por fim, terei visão. Abismo-me em Vossa divina
vida. Olho o céu, quase aberto, tranquilizada, E a morte envergonhada fito
de fugida, Pois divina vida na minh'alma é encerrada. Senhor, que pelo
Vosso santo querer A morte venha este meu corpo tocar, Desejo o mais breve
tal enlace acontecer. Pois assim na vida eterna hei-de ingressar. Jesus,
vida da minha alma, eucaristia, Vós me elevastes às esferas eternas, Em
terrível suplício pela Paixão e agonia.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Profecia do Dia
Sabado, dia 11 de Agosto de 2012
Sábado da 18ª semana do Tempo Comum
Santa Clara de Assis, virgem, fundadora, +1253
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Jerusalém : «Aumenta a nossa fé» (Lc 17,5)
Leituras
Habacuc 1,12-17.2,1-4.
Não és Tu, Senhor, desde o princípio, o meu Deus e o meu santo? Nós não morreremos. Tu estabeleceste, Senhor, os caldeus para exercerem a justiça, como uma rocha, Tu os constituíste para castigar.
Os teus olhos são demasiado puros para ver o mal, não podes contemplar a opressão. Porque contemplas, em silêncio, os traidores, quando devoram os que são mais justos do que eles?
Tratas os homens como peixes do mar, como répteis que não têm dono.
Eles pescam-nos a todos no anzol, arrastam-nos com a sua rede, recolhem-nos em seu cesto e depois alegram-se e exultam.
Por isso, oferecem sacrifícios às suas artes de pesca, e incenso à sua rede, porque, graças a elas, recolhem gordas porções e suculentos manjares.
Continuarão eles a esvaziar a sua rede, massacrando povos sem piedade?
Vou ficar de pé no meu posto de guarda, vou colocar-me sobre a muralha, vou ficar à espreita para ver o que Ele me diz, que resposta dá à minha queixa.
Então o Senhor respondeu-me: «Escreve a visão, grava-a em tabuínhas, para que possa ser lida facilmente.
Porque é uma visão para um tempo fixado: ela aspira pelo seu termo e não falhará. Se tardar, espera por ela igualmente; que ela cumprir-se-á, com toda a certeza não falhará.
Eis que sucumbe o que não tem a alma recta, mas o justo viverá pela sua fidelidade.»
Salmos 9(9A),8-9.10-11.12-13.
Não abandonais, Senhor, aqueles que Vos procuram.
O Senhor é rei pelos séculos,
preparou o seu trono para o julgamento.
E assim julgará o mundo com justiça,
governará as nações com equidade.
O Senhor é o refúgio do oprimido;
a sua defesa, no tempo de angústia.
Os que conhecem o teu nome, Senhor, confiam em ti,
pois nunca abandonaste quem te procura.
Cantai ao Senhor, que habita em Sião;
anunciai as suas obras entre as nações.
Ele persegue os assassinos, lembra se deles,
não esquece o clamor dos infelizes.
Mateus 17,14-20.
Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um homem, ajoelhou-se a seus pés e
disse lhe: «Senhor, tem piedade do meu filho. Ele tem ataques e está muito mal. Cai frequentemente no fogo e muitas vezes na água.
Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo.»
Disse Jesus: «Geração descrente e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá.»
Jesus falou severamente ao demónio, e este saiu do jovem que, a partir desse momento, ficou curado.
Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe em particular: «Porque é que nós não fomos capazes de expulsá-lo?»
Disse-lhes Ele: «Pela vossa pouca fé. Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: 'Muda-te daqui para acolá', e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém, doutor da Igreja
Catequese baptismal 5, 10-11
«Aumenta a nossa fé» (Lc 17,5)
A palavra «fé» tem um duplo significado. Há, na verdade, um aspecto da fé
que diz respeito aos dogmas e que consiste em concordar com uma dada
verdade. Este aspecto da fé é proveitoso para a alma, segundo a palavra do
Senhor: «Quem ouve a Minha palavra e crê n'Aquele que Me enviou tem a vida
eterna» (Jo 5,24). [...]
Mas há um segundo aspecto da fé: é a fé que nos foi dada por Cristo como
carisma, gratuitamente, como dom espiritual. «A um é dada, pela acção do
Espírito, uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência,
segundo o mesmo Espírito; a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro, o dom
das curas, no único Espírito» (1Co 12,8-9). Esta fé que nos é dada como
graça pelo Espírito Santo não é pois apenas uma fé dogmática, mas tem
também o poder de realizar coisas que ultrapassam as forças humanas. Quem
possui essa fé dirá «a este monte: "Tira-te daí e lança-te ao mar" [...],
assim acontecerá». Pois, quando alguém pronuncia esta palavra com fé «e não
vacilar em seu coração, mas acreditar que o que diz se vai realizar» (Mc
11,23), recebe a graça da sua realização. É desta fé que foi dito: se
tivésseis fé «como um grão de mostarda». Na verdade, o grão de mostarda é
muito pequeno, mas tem em si uma energia fogosa; semente minúscula,
desenvolve-se a ponto de estender os seus longos ramos e de até poder
abrigar as aves do céu (cf Mt 13,32). Do mesmo modo, a fé realiza numa alma
os maiores feitos, num piscar de olhos.
Quando está iluminada pela fé, a alma representa Deus diante de si e
contempla-O tanto quanto possível. Abarca os limites do universo e, antes
do fim dos tempos, já vê o julgamento e o cumprimento das promessas. Tu,
portanto, possui essa fé que depende de Deus e que te leva a Ele; então
receberás d'Ele essa fé que age para além das forças humanas.
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